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Se eu estivesse no lugar do treinador dos leões, Jorge Jesus, tinha tudo para ficar tranquilo. Andava de cabeça para cima, olhava com desdém sempre que via aqueles comentadores da televisão a criticarem a equipa do Sporting. Mas atenção: ficava tranquilo mas não relaxado. Vamos por partes.

Se eu fosse o JJ, olhava para o plantel leonino e para o desempenho desportivo da equipa e o que via? Uma formação em primeiro lugar no campeonato nacional, a disputar uma competição europeia (a Liga Europa), a Taça de Portugal e a Taça da Liga. Estamos, por isso, em todas as frentes e isso deixava-me tranquilo. Mas atenção: tranquilo mas não relaxado. Vamos ainda por partes.

Na baliza, ter um Rui Patrício é ter uma muralha. Ter como guardião um jogador campeão europeu pela seleção nacional, que muito contribuiu para o título luso, é um orgulho enorme. Como suplente, Salin dá garantias sempre que é chamado.

Na defesa, Coates e Mathieu são centrais de luxo. No banco, André Pinto tem correspondido sempre que é chamado à titularidade ou às substituições operadas pelo técnico dos Leões, como foi o caso em Vila do Conde com a lesão do francês Jérémy Mathieu. Quanto aos laterais, Piccini está bem melhor do que aquilo que alguns vaticinaram no início da temporada, inclusivamente eu. Está mais maduro, mais enquadrado com os movimentos ofensivos e defensivos dos leões, mas ainda tem aspetos a melhorar. Contudo, o seu suplente, o macedónio Stefan Ristovski é, na minha opinião, um jogador mais aguerrido, mais raçudo. Tem correspondido com exibições de elevado desempenho sempre que atua na ala direita da defesa leonina.

Mathieu cedo conquistou as bancadas de Alvalade Fonte: Sporting CP
Mathieu cedo conquistou as bancadas de Alvalade
Fonte: Sporting Clube de Portugal
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Do lado esquerdo, Fábio Coentrão está, temos que admiti-lo, uns furos bem abaixo daquilo que conhecíamos. A idade não perdoa, Coentrão não tem culpa e o Sporting também não. São assim as coisas, é assim a vida. Mas o seu suplente Jonathan Silva também não dá garantias de substituir o português, revelando-se um jogador inseguro nos momentos de transição defensiva da equipa. Haverá algum lateral esquerdo na calha para atacar o resto da temporada?

No setor do meio-campo, William Carvalho pode, tal como refere alguma comunicação social portuguesa mas também inglesa, estar com as malas prontas para deixar o clube de Alvalade e partir para terras de sua majestade. O West Ham parece ser o destino mais provável para o médio internacional português. Abre-se, se essa saída se verificar, um enorme buraco no plantel do Sporting. E aqui é que JJ deve começar a pensar e a preocupar-se, nunca ficar relaxado: ou entra para a posição Petrovic ou o Sporting tem que ir ao mercado procurar soluções com outras garantias. A posição 6 é, no futebol moderno, uma posição extremamente importante, constituindo-se o pêndulo de qualquer plantel, a primeira engrenagem a ser colocada em marcha durante os momentos de transição. Convém que o Sporting não baixe a fasquia, caso Carvalho saia e que trabalhe no sentido de ter um jogador ao seu nível para a posição.

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O Simão é psicólogo de profissão mas isso para aqui não importa nada. O que interessa é que vibra com as vitórias do Sporting Clube de Portugal e sofre perante as derrotas do seu clube. É um Sportinguista do Norte, mais concretamente da Maia, terra que o viu nascer e na qual habita. Considera que os clubes desportivos não estão nos estádios nem nos pavilhões, mas no palpitar frenético do coração dos adeptos e sócios.                                                                                                                                                 O Simão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.