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Após o final do dérbi da ultima jornada, e ao verificar a ligeireza com que se aceitou o que se passou, só me apraz dizer que é a sociedade que temos.

Digo isto porque, em Portugal, por exemplo, muitos são os que prejudicam o estado através de falsos atestados, falsas declarações para receber subsídios indevidos, desviar consumíveis dos serviços onde trabalham para uso doméstico, e tudo parece normal. Essas mesmas pessoas, quando são despedidas por conduta indevida ou lhes é cortado um subsídio, são os primeiros a vir a terreiro chamar os governantes de gatunos. Ora bem, eles até o podem ser, mas também muito porque lhes foram incutidos esses valores pela sociedade onde foram educados.

Assim não é de estranhar que a forma como foi ganho o ultimo dérbi pouco tenha incomodado os adeptos e sócios daquele clube. Porque ganharam, e se são os beneficiados, pouco importa a forma. Isto nunca vai mudar. No fim, o que conta, e o que se vão lembrar, é o resultado final e quem ganhou. A forma como é conseguida a vitória, é esquecida. Quem ganhou pouco se vai importar com o estado das coisas porque ganhou. E só se vai preocupar quando também perder, se é que algum dia isso vai acontecer. (Acontecerá, pode é não ser tão rápido como desejamos. Que o digam os do norte).

Todos perceberam que o Sporting foi prejudicado e por isso os adeptos do clube adversário foram os primeiros a precaverem-se e a dizerem que estava prestes a começar a choradeira… E eles lá saberiam porquê. Mas em vez de o aceitarem e admitirem, usam-no para escárnio. Mas como já aqui disse uma vez, os exemplos vêm de cima, e no fim desse jogo um treinador disse que a equipa adversaria tinha cometido 26 faltas, e a dele só dez. Ora o que isso indica, a meu ver,é que o árbitro apitou 26 vezes (não quer dizer que todas tenham sido efectivamente faltas) contra o Sporting, e não apitou várias contra o nosso adversário (Só preciso recordar dois lances de andebol ou voleibol, dentro da área). Ou seja, os números não mostram se são justas ou bem marcadas. Isto para mostrar ao senhor que não gosta de cebolada, que os números que ele quis enaltecer podem ser usados contra si ou os seus, e continuar a dar razão a quem reclama.

Ainda quanto aos lances de mão na bola, devo dizer que até entendo o critério dos árbitros em não apitarem a favor do Sporting, uma vez que a própria UEFA legitimou esse tipo de lances contra os leões no último jogo da Champions (e podemos recordar outras épocas com uns russos). Então se na Europa podem ignorar esses lances de mão na bola, aqui também devem poder. Poder podem, senão não o faziam saindo ainda com notas de mérito. É por isso que este árbitro é internacional.

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Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o ENORME Sporting Clube de Portugal.                                                                                                                                                 O Nuno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.