A CRÓNICA: DESTA VEZ, O ADVERSÁRIO DO CAMPEONATO DE PORTUGAL NÃO ASSUSTOU

É o estádio que todos querem chegar… mas em maio. No entanto, estava tudo reunido para que SG Sacavenense e Sporting CP jogassem a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Previa-se um duelo entre David e Golias e onde era provável que o mais forte saísse vencedor. Eu tinha avisado, mas o problema é que ninguém me ouviu… Aos três minutos, houve golo dos leões. Um passe de Jovane a rasgar a defesa toda da formação de Sacavém e Nuno Santos com grande classe conseguiu bater Tiago Mota para o 0-1.

O frio que se ia sentindo no vale do Jamor já tinha congelado o jogo, porque, de facto, não acontecia nada de muito relevante. Teve de haver um tango uruguaio para se ver alguma animação nesta partida. Depois de um livre, Didi fez um corte defeituoso e houve quem aproveitasse para mais um golo na partida. Foi Coates que de cabeça (aquilo em que é melhor) a fazer o 0-2.

O jogo já estava desequilibrado e quando o árbitro apontou para a bolinha que está a 11 metros não houve dó nem piedade por parte de Jovane. Estava feito o 0-3 e espreitava-se uma goleada daquelas que talvez existissem quando na última vez os dois clubes se tinham defrontado.

O início da segunda parte foi uma repetição do início da primeira. Fazia um frio que nem os pinguins aguentavam e o Sporting marcava. Tudo normal até aqui, certo? Claro… O que é de estranhar é o bis de Coates, com assistência de Nuno Santos. Sim, ouviu bem: BIS DE COATES. De cabeça, o central (e aqui também se pode ler “o leão”) de cabeça é que manda.

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Aquilo que não se esperava era o facto de o modesto Sacavenense fizesse um golo. Pois é! A surpresa também acabou por ser total na bancada de imprensa. Depois de um lance algo estranho, Iaquinta estava ao segundo poste como um “rato de área” para fazer algo que nunca foi feito em toda a primeira parte: um remate. E logo enquadrado! O jogo não podia terminar sem mais três golos do Sporting: dois de Pedro Marques e outro de Gonçalo Inácio! Dois foram de cabeça e outro foi de uma recarga. Enfim, mais uma goleada!

Foi até ao fim que houve golos e não havia uma grande dúvida de quem iria sair daqui com o bilhete para a próxima eliminatória. O Sporting CP vence com calma e sem ter de fazer muito durante grande parte do jogo. Já o Sacavenense diz adeus à Prova Rainha da pior forma… no Jamor, o palco tradicional da grande final.

 

A FIGURA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Nuno Santos – Já pedia uma passagem, e uma oportunidade, por um grande de Portugal e agora que está com a camisola dos leões está a aproveitar todos os minutos. Todo o jogo do Sporting passava por Nuno Santos e se a bola não chegasse a este havia maneira de fazer com que a “redondinha” lá chegasse. Foi um belo jogo com duas assistências e um golo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

A defesa do SG Sacavenense – Nem a linha de seis foi suficiente para conseguir travar o ímpeto ofensivo dos leões. Era algo que tremia por todos os lados, contudo, é uma situação completamente normal quando uma equipa que nem profissional é defronta o atual líder da Liga Portuguesa. Tem que se melhorar os lances em que os defesas são obrigados a trabalhar com a cabeça.

 

ANÁLISE TÁTICA – SG SACAVENENSE

Rui Gomes apresentou um 4-4-2 quando começava a sua ação ofensiva com aquilo que parecia um losango no meio campo. Quando defendia havia uma linha de seis jogadores a defender, com apoio de dois médios (Leo e Didi) e depois um losango com Job a ser um o mais recuado do mesmo e com Iaquinta a ser aquele que pressionava a primeira linha de construção dos leões. A ideia de jogo seria fechar o máximo possível os caminhos para a baliza e conseguir sair rápido a jogar.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Mota (4)

Carlos Bebé (5)

Ricardão (5)

Diogo Duque (5)

André Pires (5)

Daniel Pinto (5)

João Job (5)

Carlos Saavedra (4)

Didi (5)

Iaquinta (6)

Léo Mofreita (4)

SUBS UTILIZADOS

Yuk (5)

Rogério Varela (5)

Yannick (5)

Guilherme Silva (5)

Luís Gaspar (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Rúben Amorim não fugiu ao habitual 3-5-2 e apenas mudou algumas peças e deu minutos a jogadores que têm tido poucos na campeonato português. Gonçalo Inácio foi a grande surpresa na defesa, Borja e Antunes assumiram as laterais, Matheus Nunes e Jovane Cabral também ganharam minutos. Os leões apostaram sempre em bolas longas nas costas da defensiva do Sacavenense para depois alguém aparecer e rematar ou assistir outro jogador.

Na segunda parte, Daniel Bragança entrou para ser o médio mais recuado e saiu Antunes, na sua posição ficou Matheus Nunes. Contudo, nada mudou na estratégia de Rúben Amorim, porque o esqueleto que normalmente se apresenta estava lá e apenas houve a alteração.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Maximiano (5)

Gonçalo Inácio (5)

Coates (7)

Luís Neto (5)

Borja (5)

Antunes (5)

Matheus Nunes (7)

João Mário (6)

Nuno Santos (8)

Jovane (7)

Sporar (5)

SUBS UTILIZADOS

Daniel Bragança (6)

Bruno Tabata (5)

Pedro Marques (5)

João Palhinha (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SG Sacavenense 

BnR: Durante vários momentos no jogo notava-se uma linha de seis na defensiva do Sacavenense. Isto foi algo propositado para condicionar o jogo de meio campo do Sporting e obrigar a que a equipa leonina jogasse mais com bolas longas nas costas da sua defesa?

Rui Gomes: Eu sei que se notava essa linha de seis. O Sporting CP forçou-nos a isso. Não foi isto que se preparou para este jogo, mas a ideia era defender com uma linha de cinco, mas o Sporting CP obrigou-nos a fazer com que essa linha de seis existisse e que os nossos extremos acabassem por descer muito. Houve momentos no jogo que obrigámos o Sporting a ficar mais no fundo e a perder muitas bolas. Óbvio que o Sporting ao forçar-nos essa linha de seis tirou-nos muita clarividência e também impossibilitou-nos de sair rápido para o ataque.

Na segunda parte, subimos mais a linha e causámos maior perigo na área adversária com esta mudança. O jogo não foi equilibrado, mas juntámos mais de equilíbrio com esta mudança e, sobretudo, tendo em conta aquilo que podíamos fazer neste jogo.

Sporting CP

BnR: Tinha Nuno Mendes e Pedro Porro no banco e acabou por apostar em Matheus Nunes para a posição de lateral. Isto é algo que tem vindo a ser aposta ou foi simplesmente aplicado para este jogo?

Emanuel Ferro: O Matheus [Nunes] já passou por aquela posição. O Nuno Mendes vinha tocado da seleção e como também o Pedro Porro teve minutos na seleção sub-21 espanhola nós acabámos por decidir fazer esta opção e não dar muita carga de intensidade aos dois jogadores. No início do jogo, tivemos o Borja numa posição que não é a sua e o Antunes a fazer também o seu trabalho na lateral. A equipa tem que jogar como um todo e não se pode pensar nas individualidades. Por exemplo, o João Mário também jogou noutra posição durante o jogo que não era a dele. Lá está, a equipa tem de funcionar como um todo e fazer exatamente esta compensação.

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