Estamos finalmente com o “plantel fechado” e espero que até janeiro não existam mais casos entre treinador e jogadores, nem posts polémicos em Twitters e Facebooks da vida.
José Peseiro, o treinador do “quase” em Alvalade não tinha uma tarefa fácil e creio que ainda a conseguiu complicar um pouco mais do que seria expectável.
Não, Peseiro não é a fonte de todos os males, mas temos de admitir que não soube gerir bem algumas situações que fizeram com que uma série de jogadores se afastassem do plantel do Sporting… e jogadores que poderiam ser importantes para o decorrer da época.
Tudo começa com a escolha do capitão de equipa. Não se pode jogar com a braçadeira como fonte de motivação para trazer ou recuperar jogadores para a equipa principal verde-e-branca.

A braçadeira de capitão de Sporting Clube de Portugal deve ser um reconhecimento da liderança, respeito e ligação ao clube e não um instrumento de negociação e motivação de jogadores
Fonte: Sporting CP

Quem ficou “apesar de tudo o que aconteceu” ou quem vem da formação não conseguirá respeitar um capitão que é “recém-chegado” ao clube ou após a rescisão de contrato e depois regressa após negociações.

E como é óbvio, alguns jogadores começaram a não respeitar o líder do plantel, José Peseiro, com esta decisão.

Depois, vieram as escolhas estranhas ou “faltas” de oportunidade para jogadores: Palhinha e Geraldes, tiveram muito poucas hipóteses de se mostrar e viram-se quase sempre tapados por jogadores que pouca qualidade têm mostrado nos jogos oficiais da equipa (o que não quer dizer que se treinem muito bem).

Como é óbvio, a vontade de ficar, percebendo que iriam ter poucas oportunidades, seria pouca ou nenhuma.

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Depois começaram a sair os casos: a saída de Geraldes, que Peseiro veio a público “atacar” e o post de Matheus Pereira.

Em ambos, na minha opinião, José Peseiro esteve mal, apesar do post de Matheus Pereira ser completamente desnecessário. Tal como se criticou no passado um ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, os problemas resolvem-se “dentro” de casa. E o líder, à primeira oportunidade, veio a público “atacar” os jogadores. Ou melhor dizendo, defender-se.

Por fim, vem a situação de Coentrão. Mais uma vez, Peseiro sentiu necessidade de defender-se, afirmando que ele não tinha o internacional português nos seus planos. E isso doeu aos sportinguistas. Não só pela garra que ele o ano passado colocou em campo, como pela qualidade que ele poderia acrescentar ao plantel. E acabamos por perdê-lo para o Rio Ave…

Caro José Peseiro, os interesses do Sporting devem estar acima dos seus. Não precisa de se defender. Coloque a equipa a jogar e com os resultados os críticos vão-se render ao seu futebol (que claramente tem mais “perfume” que os últimos anos).

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Beatriz Silva