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A Liga dos Campeões voltou a Alvalade num jogo em que, apesar de muito esforço e vontade, a vitória não fugiu ao Chelsea de Mourinho. Patrício fez das melhores exibições da carreira, a dupla de centrais voltou a falhar e o ataque não chegou para assustar a sério Courtois.

A primeira parte começou com Diego Costa isolado frente ao guardião leonino, que com a perna esquerda evitou o golo madrugador dos blues. À passagem dos vinte minutos, primeira oportunidade de golo para o Sporting: Slimani no meio dos centrais, após cruzamento na esquerda, cabeceia fraco para defesa do número 13 do Chelsea.

Nesta fase do encontro, os leões acusavam claramente a pressão, falhando passes fáceis, batendo bolas longas na frente e não conseguindo acertar a marcação a Diego Costa, Schürrle e Hazard. Na frente, Nani tentava mostrar serviço, mas nem sempre decidiu da melhor forma, moendo muito o jogo e não libertando a bola no melhor momento.

Aos 34 minutos, e após um livre duvidoso do lado direito da defesa do Sporting, Matic surgiu ao segundo poste para fazer  o único golo da partida. O médio fugiu à marcação de Jonathan Silva e cabeceou com a bola a passar por cima do guarda-redes da selecção nacional. Até ao final do primeiro tempo, o Chelsea recuou um pouco as linhas mas o Sporting não criou mais nenhuma oportunidade perigosa para a baliza londrina, chegando assim o intervalo com vantagem merecida para os comandados de Mourinho.

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A segunda parte trouxe um Sporting mais solto, com Nani mais interventivo mas com os mesmos calafrios defensivos. Foi o próprio Nani que, aos 52 minutos, foi travado em falta mesmo em cima da linha da área; o árbitro disse que não houve nada, perdoando uma falta perigosa e o cartão a Filipe Luís. No minuto seguinte, foi Óscar quem desperdiçou na cara de Patrício; o jogador brasileiro correu sozinho desde o meio-campo, com a defensiva leonina parada à espera do fora-de-jogo, mas o número 1 do Sporting evitou o segundo golo e manteve os leões na discussão do resultado.

O Sporting vivia a melhor fase no encontro. João Mário encontrou Nani solto na esquerda, que, à saída de Courtois atirou às malhas laterais, e logo a seguir foi Carrillo que foi apenas parado em falta por Ivanovic, numa altura em que seguia com muito perigo para a baliza inglesa.

A criatividade de João Mário e a velocidade de Carrillo e Nani criavam dificuldades nas laterais, mas a bola raramente chegava redonda a Slimani que, nesta altura, pouco mais era do que um espectador da partida. Ainda assim, o argelino combinou algumas vezes com os médios do Sporting, mas nunca conseguindo rematar à baliza com perigo.

À passagem da hora de jogo Maurício lesionou-se num choque com Diego Costa e acabou por dar lugar a Paulo Oliveira, que veio dar uma maior tranquilidade do que aquela que Maurício vinha a conseguir mostrar. O  jogou tornou-se um pouco mais quezilento, com muitas faltas e quatro amarelos, dois para cada lado, não havendo nesta altura grandes oportunidades de golo.

Foi já perto do fim da partida, mais concretamente aos oitenta minutos, que Marco Silva decidiu arriscar um pouco mais, trocando Carrillo por Capel e colocando Montero no lugar de Adrien, jogando com o colombiano mais perto de Slimani. Os londrinos voltam a criar perigo numa jogada em que Costa se isolou mas Patrício, de novo ele, saiu-se aos pés do jogador hispano-brasileiro do Chelsea e cortou a bola para fora.

O Sporting não acusou o golpe e Nani passou por dois defesas contrários e rematou em arco, com a bola a passar a centímetros da baliza blue. Pouco depois foi Montero que cabeceou com muito perigo às malhas laterais. Até ao final do jogo apenas o Chelsea voltou a criar perigo, com Salah a rematar na cara de Patrício, mas o guardião português evitou com mais uma grande defesa o golo do egípcio.

A Figura:

Rui Patrício – Já tinha sido um dos elementos em evidência no jogo de sexta-feira frente ao Porto, mas hoje o guardião de Marrazes teve uma das suas melhores noites. Grandes defesas, saídas corajosas e muita segurança.

O Fora de Jogo:

Os centrais do Sporting – Não existe equipa que consiga lutar por uma qualificação para os oitavos-de-final da Champions com uma fragilidade tão gritante. Não há comunicação, há falhas de marcações gritantes e uma lentidão imensa. Foram incontáveis as vezes que os atacantes do Chelsea apareceram isolados, ficando Maurício e Sarr a pedir o (inexistente) fora-de-jogo.

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