Foi devagar, devagarinho que o Sporting alcançou hoje a vitória frente a um Gil Vicente amorfo e com pouca vontade de levar algo melhor do que levou de Alvalade. Slimani marcou logo no segundo minuto de jogo, Héldon sentenciou a partida a um do fim. Pelo meio mais três pontos e… nas últimas seis épocas, só em 2008/2009 o Sporting fez mais do que os 63 pontos actuais. Convém ter em conta que ainda faltam três jornadas.

No que ao jogo diz respeito, Leonardo Jardim acabou a admitir que o Sporting jogou a um ritmo excessivamente baixo. O golo madrugador foi, por certo, um dos factores que influenciaram essa lentidão evidenciada praticamente durante todo o jogo. Seja como for, a pouca agressividade e predisposição do Gil Vicente para lutar por algo mais do que a desvantagem por um golo e o 2º lugar praticamente consumado acabaram por originar um sentimento de comodidade.

Foi assim durante a maior parte do jogo, mas não foi assim logo após o apito inicial. Cédric e Carrillo – os dois melhores em campo – combinaram muito bem no flanco direito e o peruano acabou a assistir Slimani para o 1-0. Pensaram os mais optimistas numa possível goleada, mas não foi assim. Desde aí, o Sporting optou por gerir os ritmos do jogo guardando a bola e atacando pela certa. Carrillo foi uma dor de cabeça constante para a defesa do Gil, mas os seus sucessivos cruzamentos acabaram quase sempre sem correspondência.

Slimani marcou o seu 8º golo no campeonato  Fonte: Zerozero
Slimani marcou o seu 8º golo no campeonato
Fonte: Zerozero

Do lado contrário houve muito pouca iniciativa, razão por que Rui Patrício não teve de efectuar uma única defesa durante os 90 minutos. Ainda no primeiro tempo, Carlos Mané esteve pertíssimo do golo, na sequência de um canto, mas acabou por atirar ao lado. O jovem português voltou a jogar no meio-campo mas, desta feita, a exibição não foi a mais positiva.

Na segunda parte a partida pouco mudou. Marcos Rojo, depois de tirar um da frente, atirou para aquele que seria o golo da noite (e da jornada, porventura), mas a bola acabou por embater no poste. O Sporting ia desequilibrando nas alas mas a ligação com o corredor central nunca se mostrou correctamente articulada. Slimani, embora tenha feita um golo, acabou por não ter a sua noite mais feliz. Neste jogo, falando a posteriori, é fácil ver que as características de Fredy Montero encaixavam melhor neste tipo de jogo que o Sporting foi praticando, dada a sua maior mobilidade e conforto com a bola nos pés.

Acabou por ser numa altura em que se ia gerando em Alvalade alguma apreensão com a vantagem mínima que a equipa da casa detinha que o Sporting matou o jogo. Com Montero a descobrir muito bem Carrillo em velocidade e com o nº 18 dos leões a assistir de bandeja Héldon, este último só teve de encostar para o seu primeiro golo de leão ao peito. Terminou a apreensão e a esperança dos encarnados em poder festejar já neste fim-de-semana o título nacional.

A Figura
André Carrillo – O internacional peruano tem sido bastante irregular mas hoje foi, a par de Cédric, o melhor em campo. Fortíssimo no 1×1 e nos cruzamentos, acaba o jogo com duas assistências e com uma mão cheia de pormenores reveladores de todo o seu potencial. É deste Carrillo que o Sporting precisa.

O Fora-de-Jogo
Gil Vicente
– A equipa gilista nunca foi suficientemente esclarecida para forçar o Sporting a descer as suas linhas nem capaz de roubar a bola de forma a evitar a gestão tranquila que a equipa de Leonardo Jardim foi fazendo durante o encontro.

Comentários