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Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto encontraram-se na segunda meia final da Taça da Liga Portuguesa, para disputar o acesso à final de sábado com o Vitória Futebol Clube. Os leões acabaram por sair mais sorridentes nos penáltis, marcando lugar na final da competição.

Jorge Jesus manteve o mesmo onze que começou a partida da passada sexta feira, em que os leões empataram em Setúbal a uma bola. Battaglia continuou assim no banco de suplentes, com William e Bruno Fernandes no meio campo, e um trio constituído por Gelson Martins, Rúben Ribeiro e Marcos Acuña atrás do goleador holandês Bas Dost. Já Sérgio Conceição voltou à fórmula normalmente utilizada nos jogos teoricamente mais difíceis, com Sérgio Oliveira a acompanhar Danilo Pereira e Héctor Herrera no centro do meio campo. A destacar ainda a titularidade de Tiquinho Soares em detrimento de Aboubakar e o regresso de Iker Casillas à baliza azul e branca, por troca com  José Sá. Nos bancos, destaque para as presenças de Majeed Waris nos suplentes portistas e de Fredy Montero entre as opções de Jorge Jesus, com a surpresa de Doumbia ficar fora da ficha de jogo.

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Os verde e brancos entraram melhor num encontro pautado por muitos duelos físicos nos primeiros minutos. Aos cinco minutos, aconteceu logo um lance polémico na área azul e branca. Após livre batido por Bruno Fernandes, Bas Dost foi puxado e “abraçado” por Danilo Pereira, mas a extensa equipa de arbitragem não considerou haver motivo para assinalar grande penalidade. Logo depois, Danilo Pereira apresentou queixas musculares e teve de sair das quatro linhas, sendo substituído por Óliver Torres. Curiosamente, foi depois da saída de um dos seus elementos mais influentes que os dragões conseguiram reequilibrar as forças da partida. Ainda assim, era através de transições rápidas e de Brahimi que o FC Porto conseguia chegar ao meio campo leonino. Pelo contrário, a equipa de Jorge Jesus conseguia ter um jogo mais fluído e aparentemente mais confiante nas suas ideias.

Aos dezoito minutos, Bruno Fernandes teve uma receção excelente a cruzamento de Fábio Coentrão, mas Alex Telles foi imperial no corte e evitou que o médio leonino conseguisse faturar. Mais ação de golo iminente apenas aos 36 minutos, quando Soares balançou as redes de Rui Patrício. Num lance onde a defesa leonina esteve mal, Sérgio Oliveira assistiu o avançado brasileiro dos dragões que, isolado, bateu Rui Patrício. Contudo, o golo foi anulado com recurso ao vídeo-árbitro, devido a posição irregular de Tiquinho Soares aquando da assistência de Sérgio Oliveira. Depois de um início mais autoritário dos verde e brancos, era agora o FC Porto que estava melhor na partida.

Até ao intervalo, registo apenas para a lesão muscular de Gelson Martins, que obrigou à sua saída, por troca com Rodrigo Battaglia. Bruno Fernandes derivou para a ala direita, com Rúben Ribeiro a manter-se nas costas de Bas Dost.

O jogo foi pautado por enorme equilíbrio ao longo dos noventa minutos Fonte: Liga Portugal
O jogo foi pautado por enorme equilíbrio ao longo dos noventa minutos
Fonte: Liga Portugal

Na segunda parte, o FC Porto entrou melhor, com o Sporting a não ser capaz de conseguir orientar o seu jogo em ataque apoiado. Acresce a enorme liberdade que era dada a Brahimi até aos últimos vinte, trinta metros. O argelino conseguiu gizar muitos lances ofensivos dos dragões, sem que o Sporting conseguisse encontrar grande antídoto. Apesar disso, Brahimi não conseguiu criar grande perigo devido à atenção de que foi alvo por parte de Piccini e até Battaglia, que derivou muitas vezes para o flanco direito, com o objetivo de ajudar o seu lateral. O jogo teve imensas faltas (53 infrações assinaladas ao longo de todo o encontro) e foi muito equilibrado, sem que nenhuma equipa conseguisse dominar claramente o adversário. Yacine Brahimi e Bruno Fernandes davam outro toque de magia quando tinham a bola em sua posse, mas o jogo foi marcado por muita luta e muito confronto físico. As lesões de dois elementos fulcrais na manobra de ambas as equipas (Danilo Pereira e Gelson Martins) alteraram o rumo dos acontecimentos e podem ter sido determinantes para o jogo algo descaracterizado de ambos os conjuntos.

Uma das melhores ocasiões de golo ocorreu aos 65 minutos. Num canto curto, Fábio Coentrão cruzou e Coates cabeceou forte, mas ao poste esquerdo da baliza de Casillas, que já estava batido. Logo a seguir, Aboubakar entrou para o lugar de Soares e o FC Porto melhorou, ficou mais incisivo na procura do golo. À entrada para o último quarto de hora, o camaronês esteve pertíssimo do golo mas Rui Patrício foi gigante na baliza verde e branca, com uma grande mancha a evitar o golo.

Os técnicos esgotaram depois as alterações: Jorge Jesus colocou Bryan Ruiz e Fredy Montero (em estreia) nos lugares de Marcos Acuña e Rúben Ribeiro. Já Sérgio Conceição também estreou um reforço, Waris, tendo retirado Sérgio Oliveira. Enquanto Jesus manteve o desenho tático, Conceição acabou por arriscar mais. Até ao fim, os dragões estiveram sempre ligeiramente por cima, mas sem conseguir materializar em grandes oportunidades. Exceção feita ao minuto 90+3, quando Marega rematou ao lado da baliza de Patrício. Valeu ao Sporting que o maliano não viu Brahimi completamente sozinho no lado esquerdo da grande área, senão poderia ter sido fatal.

Nas grandes penalidades, Rui Patrício e Casillas brilharam, defendendo ambos dois penáltis. Coates, William Carvalho, Herrera e Aboubakar foram os homens que falharam. Na morte súbita, Brahimi rematou ao poste e Bryan Ruiz concretizou, finalizando a partida. Os leões carimbam assim o passaporte para a final, a disputar no próximo sábado à noite, frente ao Vitória de Setúbal. De registar ainda que foi o quarto clássico da temporada do futebol português, e todos terminaram sem golos.

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