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William chegou-se à frente e tapou o buraco deixado pelas lesões e escassez de defesas centrais no plantel leonino. O maestro, Bruno Fernandes, “ordenou” que Adrien voltasse asentar-se ao lado de Paulinho no banco de suplentes. O onze do Sporting não fugiu muito àquele que venceu os campeões franceses: Rui Patrício; Fábio Coentrão, Tobias Figueiredo, William e Piccini; Battaglia e Bruno Fernandes; Podence, Gelson Martins, Acuña e Bas Dost.

A frente de ataque estava com os três turbos ligados e de Bas Dost só esperava um toque para facturar. Lá atrás, para quem não queria pôr as mãos na cabeça, pedia-se a mesma afinação que os cinco violinos, um jogo certinho e capacidade para anular o possante Babacar. Mais do mesmo, diríamos nós. Na frente, o ataque a carburar e a defesa a gorar. Ainda assim, “os rodinhas” lá iam criando perigo com a sua técnica apurada e a velocidade sempre em redline – Podence aos quatro e aos vinte e sete minutos teve na ponta da bota a possibilidade de inaugurar o marcador.

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Aos vinte e nove minutos, o grande momento da primeira parte: o árbitro assistente anula e o vídeo-árbitro rectifica. Assim se vai dando razão a Bruno de Carvalho e à verdade desportiva. Pela segunda vez consecutiva, o vídeo-árbitro consegue interferir e ajudar a cimentar a ideia de que o futebol necessita desta tecnologia como o Sporting precisa de um novo central. Bas Dost (quem mais?), lá estava para dar o toque para dentro das redes. À meia hora de jogo, Gelson Martins rogou a possibilidade dos leões dilatarem a vantagem. O extremo português, num claro três para dois, errou no último passe, deixando passar nova oportunidade de golo.

Uma primeira parte pouco intensa, onde se pode referir uma melhoria na pressão sem bola do Sporting. Um claro 4x2x4, que deixa apenas a possibilidade da equipa adversária jogar futebol directo. Destaque, também, para a exibição de Battaglia. O “tanque” argentino a justificar porque Adrien continua ao lado de Paulinho. De referir ainda que, a melhor oportunidade da Fiorentina, surge aos quarenta minutos em nova falha de Tobias Figueiredo, mas que Rui Patrício corrigiu com classe e prontidão. Vitória justa e clara, como o cabelo do Coentrão, do Sporting ao intervalo.

Bas Dost foi o autor do único golo deste Troféu Cinco Violinos Fonte: Facebook oficial de Bas Dost
Bas Dost foi o autor do único golo deste Troféu Cinco Violinos
Fonte: Facebook oficial de Bas Dost

A segunda parte manteve o ritmo e a pouca intensidade exercida nos primeiros quarenta e cinco minutos. Aos cinquenta e cinco minutos, Piccini foi com tudo e serviu numa bandeja o golo a Podence que falhou. Na recarga, Bruno Fernandes rematou fraco e à figura. Seguiram-se as substituições e a quebra aumentou. Esta segunda linha não oferece a mesma garantia e a qualidade do jogo só não se esfumaçou totalmente porque Adrien Silva estava em campo. Da zona da imprensa são facilmente percetíveis os quilos a mais de Bruno César e Alan Ruiz. Ainda assim, Jonathan Silva e Iuri Medeiros mostraram bons apontamentos e que Jorge Jesus tem ali dois pés esquerdos capazes de participar quando forem chamados.

E o que dizer da exibição de William Carvalho? Agradável surpresa! O internacional português esteve sempre seguro e atravessa uma forma e confiança que não podem passar despercebidas. O treinador português irá ter uma daquelas boas dores de cabeça durante a semana. Aquele cabelo branco irá rejubilar ainda mais só de pensar como vai encaixar estas peças todas no puzzle do
leão. O troféu Cinco Violinos permanece em casa, são seis conquistas em seis edições.

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