A CRÓNICA: A CONTAGEM TERMINOU… ABRAM ALAS PARA O TÍTULO DO LEÃO!

A possibilidade de os leões se tornarem campeões nacionais havia uma atmosfera à volta deste jogo. “Onde vai um, vão todos” era o lema e de facto em Alvalade (do lado de fora) havia o apoio à equipa. O 12.º jogador do Sporting CP podia até estar de fora, mas dentro de campo os leões mostravam a vontade de terminar com a espera de 19 anos!

Os leões tiveram tantas e tantas oportunidades, mas a bola ia para fora ou então batia nos ferros. A ansiedade era certa e o pragmatismo devia ser palavra de ouro. O minuto 36 pode ser muito bem o novo talismã sportinguista, porque Paulinho mostrou que voltou a estar de pé quente. João Mário foi progredindo, encontrou Nuno Santos e o número 11 cruzou para Paulinho mostrar serviço à ponta de lança, como se pede. Era o 1-0 e havia festa dentro e fora de Alvalade.

Ao intervalo, o marcador da partida mostrava apenas o golo de Paulinho, mas podiam ter sido muito mais. A tendência no início da segunda parte manteve-se e foram tantas oportunidades que foram desperdiçadas e que davam a calma necessária numa decisão destas. O resultado não mudou nunca mais, apesar de tantas oportunidades criadas pelos leões.

Após uma espera de 19 anos, o Sporting CP é o novo campeão nacional da Primeira Liga e renovámos o ano para o do leão. Um campeão justo e aquele que foi o mais regular daqueles que eram candidatos ao título nesta época de 2020/21. Parabéns ao leões e, sobretudo, a Rúben Amorim, treinador que foi muito criticado durante a época e que mostrou ser de aço nesta conquista.

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A FIGURA
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Uma exibição incrível, a par de Nuno Santos que fez a assistência para o golo de Paulinho. É delicioso ver como tem vindo a evoluir de jogo para jogo e é um coroar de duas épocas impressionantes, depois daquilo que já tinha feito em Famalicão ao serviço do clube da mesma cidade. Foi uma aposta ganha e é um prazer assistir ao vivo a jogos com Pote em campo.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Angel Gomes – Não esteve de todo nos seus dias e não conseguiu ajudar a sua equipa na luta por pontos para uma manutenção que parece uma tarefa muito complicada. Muitas vezes acabou anulado ou pelos centrais leões ou então mesmo por João Palhinha. Tem uma grande qualidade, mas hoje foi uma estrela muito apagada.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Em relação ao último jogo frente ao Rio Ave FC, Rúben Amorim apenas mexeu uma peça no onze inicial. João Pereira deu lugar ao lateral espanhol Pedro Porro. A restante equipa mantinha-se intata e à espera no terreno tínhamos certamente o típico 3-5-2 já habitual por parte dos leões comandados pelo jovem treinador português. É claro que alguns momentos do jogo esse 3-5-2 podia variar para um 5-3-2 com o laterais a baixar e possivelmente Nuno Santos a ser quem apoiava mais os dois do meio-campo.

Após a saída de Pedro Porro lesionado, o volume ofensivo leonino passou a ser cada vez maior pelo lado esquerdo, o de Nuno Mendes. Pote e João Mário iam sendo as figuras deste leão que ia tentando de tudo para conseguir jogar entrelinhas e abrir espaço na defesa coesa de cinco dos boavisteiros.

Na segunda parte, os leões relaxaram a pressão e levavam um jogo de uma forma mais calma, mas também mais pensada. Continuava o desperdício de oportunidades em frente da baliza, principalmente por parte de Paulinho.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Antonio Adán (7)

Nuno Mendes (6)

Zouhair Feddal (5)

Sebastian Coates (5)

Gonçalo Inácio (6)

Pedro Porro (-)

João Palhinha (5)

João Mário (6)

Nuno Santos (7)

Pedro Gonçalves (8)

Paulinho (5)

SUBS UTILIZADOS

João Pereira (6)

Matheus Nunes (5)

Jovane Cabral (-)

Matheus Reis (-)

Daniel Bragança (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

Jesualdo Ferreira prometeu na antevisão trocas nos axadrezados e tivemos mesmo: foram quatro. Para os lugares dos jogadores que saíram entraram Porozo, Hamache, Nuno Santos e Show. Apesar de a ficha de jogo da Liga mostrar um 4-4-2, era de adivinhar que as panteras negras viessem a Alvalade algo mais defensivas com a habitual defesa com três centrais com Rami, Devenish e Porozo com os laterais Cannon e Hamache. Seria algo muito parecido ao sistema tático do Sporting num 5-3-2.

Os boavisteiros estavam com muitos problemas a nível atacante, porque parecia que não surgia muita ligação entre os três do meio-campo e os dois da frente. Elis e Angel Gomes estavam completamente sozinhos quando tentavam a sair de forma rápida para o ataque. Sebastian Perez era aquele que mais pressionava João Palhinha e ocupava uma área enorme a nível defensivo, sendo ajudado por Nuno Santos e Show. A nível defensivo, o Boavista mostrava-se coeso, mas com muitas dificuldades de conseguir conter os leões, principalmente no lado esquerdo.

Com a entrada de Ricardo Mangas, na segunda parte, houve uma troca defensiva para um 4-4-2 com uma espécie de losango no meio, mas continuavam as dificuldades para conseguir chegar perto da grande área.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Léo Jardim (5)

Reggie Cannon (5)

Adil Rami (7)

Cristian Devenish (4)

Jackson Porozo (5)

Yanis Hamache (5)

Sebastian Perez (5)

Show (5)

Nuno Santos (6)

Angel Gomes (4)

Alberth Elis (5)

SUBS UTILIZADOS

Ricardo Mangas (5)

Morais (5)

De Santis (5)

Yusupha (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: No aquecimento a equipa estava a treinar muito os lances de bola parada, sentia que isso podia ser o principal perigo vindo do Boavista FC? Já agora muitos desconfiaram desta equipa tão jovem, mas o que é certo é com esses jovens e com jogadores-chave nas posições essenciais foi campeã, principalmente na defesa. Acredita que teve aqui o segredo?

Rúben Amorim: O segredo [para este título] é tudo. A ligação que os jogadores jovens tem com os mais velhos é muito importante, porque realmente conseguiram ter dinâmicas muito diferentes. Como já tínhamos falado anteriormente. Quanto ao aquecimento e às bolas paradas, eles [equipa técnica] são melhores para falar sobre essas situações. A minha equipa técnica vai ao pormenor neste tipo de ações. Nós vimos uma vez o FC Porto a fazer isto na Taça da Liga e achámos uma boa ideia também fazê-lo. Se puder roubar ideias aos outros treinador, eu vou fazê-lo. Achámos que fazia todo sentido implementar esta situação. A nossa equipa foi muito forte nas bolas paradas e houve momentos em que acabámos por ser decisivos em diversos jogos. Se eu tivesse que fazer este trabalho [de ir ao pormenor] eu não conseguia. Nós vimos o Sérgio Conceição a fazer isto na Taça da Liga e achámos que devíamos fazer também.

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