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Em dia de feriado nacional (Restauração da Independência), Alvalade era o palco do dérbi lisboeta entre Sporting e Belenenses. Em jornada de clássico no Dragão, os “Leões” queriam vencer para assim poder aproveitar da melhor forma qualquer eventual deslize dos seus adversários diretos na luta pelo topo da Primeira Liga, ao passo que os “Azuis do Restelo”  procuravam repetir a façanha da época anterior, em que ganharam à equipa da casa por 1-3.

Com vista a conseguir atingir os três pontos, Jorge Jesus fez atuar de início praticamente a mesma equipa que havia vencido fora o Paços de Ferreira na jornada anterior, à exceção de Battaglia, que foi para o banco, e para o seu lugar entrou o Podence. Do lado contrário, Domingos Paciência fez algumas mudanças, em comparação à última partida disputada para o campeonato (derrota por 0-1 frente ao Desp. Chaves), e colocou de início Pereirinha, André Sousa, Benny e Bouba Saré, tirando André Geraldes, Ahman Persson e Maurides do onze.

Como era dia de celebrar a Restauração da Independência de 1640, antes do apito inicial, cantou-se o Hino Nacional nas bancadas do Estádio de Alvalade. O Sporting entrou a todo a gás na partida e chegou cedo à vantagem: Bas Dost fez o primeiro golo ao minuto 13, através da marcação de uma grande penalidade. O golo ajudou a equipa da casa a cimentar o controlo no jogo, perante um Belenenses que ia tendo dificuldades em fazer circular a bola, devido à forte pressão dos comandados de Jorge Jesus. Acuña teve perto de fazer o 2-0 à passagem do minuto 22, mas o seu remate passou por cima da baliza de Muriel. A equipa visitante chegou a ameaçar por duas vezes consecutivas a baliza Rui Patrício nos minutos seguintes, embora não tenha causado grande perigo ao guardião português. Apesar da boa entrada, o Sporting, depois do golo, deixou de ser tão acutilante e o jogo entrou num ritmo mais lento, o que era benéfico para o Belenenses, que assim poderia tentar criar lances de perigo para a defesa leonina, mas mesmo assim a equipa de Domingos Paciência não soube aproveitar a diminuição de pressão por parte do Sporting. Até ao intervalo, não houve qualquer lance digno de registo e o clube de Alvalade foi para o descanso a vencer pela margem mínima.

Bas Dost fez o golo que permitiu ao Sporting ir para o intervalo a vencer Fonte: FPF
Bas Dost fez o golo que permitiu ao Sporting ir para o intervalo a vencer
Fonte: FPF

Para o início dos segundos 45 minutos, Domingos Paciência fez entrar Maurides para o lugar de Bouba Saré, com vista a tentar alcançar o empate. O Sporting demorou a entrar na 2.ª parte, sendo que ia-se limitando a gerir o jogo no meio-campo, com o Belenenses a fazer os possíveis para fazer o golo do empate, mas sem sucesso até então. A primeira ocasião para os “Leões” surgiu apenas ao minuto 57, por intermédio de Bruno Fernandes, mas o remate saiu frouxo. Jorge Jesus fez a primeira substituição à entrada para a última meia-hora de jogo, colocando Battaglia no lugar de Podence, que hoje apareceu pouco na partida. Bruno Fernandes voltou a tentar a sua sorte ao minuto 64, contudo Muriel opôs-se bem ao remate do número 8 leonino. Bryan Ruiz voltou a merecer a confiança de Jorge Jesus, e foi lançado para o lugar de Acuña. Domingos Paciência respondeu e substituiu Diogo Viana por Miguel Rosa, com o objetivo de alcançar o empate no marcador. O jovem português Benny ao minuto 73 fez um remate forte fora de área, embora não conseguiu marcar. Vendo que podia voltar a roubar pontos ao Sporting, Domingos esgotou as substituições e pôs Tiago Caeiro para os dez minutos finais. Ao minuto 85, o Sporting teve perto de sentenciar o jogo, mas o corte “in extremis” do defensor do Belenenses em cima da linha de golo impediu o 2-0. Depois desse lance, o Sporting conseguiu manter o Belenenses longe da sua baliza até ao final do jogo e venceu o derby lisboeta por 1-0.

Numa partida em que o resultado foi melhor que a exibição, a equipa de Jorge Jesus conseguiu alcançar um triunfo importante e permanece nos lugares cimeiros da classificação, ficando assim à espera de um deslize dos seus rivais diretos no clássico.

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