A CRÓNICA: (IM)PRÓPRIO PARA ESTE SPORTING CP

O Sporting CP recebeu e venceu o CS Marítimo por 1-0. Pedro Porro fez o único golo do encontro de grande penalidade mesmo no final do encontro.

Numa primeira parte sem golos, as maiores amostras de perigo vieram sempre dos leões. Aos 22 minutos, surgiu a primeira grande oportunidade do jogo. Nuno Santos consegue encontrar espaço dentro da grande área e remata para grande defesa do guarda-redes Paulo Victor.

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A tendência de uma linha ofensiva verde e branca contra uma muralha de cinco defesas continuava e pouco depois teve de ser Nuno Santos a criar perigo. O guardião insular ficou batido, mas foi a barra a negar o primeiro golo do jogo.

A paciência tinha de reinar no Estádio José Alvalade, até porque nem a meia-distância resolvia o problema. Pablo Sarabia furou a barreira de cinco jogadores maritimistas, mas o míssil do internacional espanhol foi travado de novo por Paulo Victor.

A segunda parte acabou por não trazer nada de novo. Nuno Santos voltou a tentar a sorte mas a mancha insular continuava intacta. Os minutos passavam e a ansiedade tomava conta dos jogadores e das bancadas. Aos 74 minutos, chegou-se mesmo a gritar golo em Alvalade, mas tudo não passou de uma bola ao poste de Pedro Porro.

Tiago Tomás também tentou a sua sorte, mas o verdadeiro momento estava reservado para os 94 minutos. Confusão na grande área do CS Marítimo e o guarda-redes Paulo Victor não só cometeu grande penalidade como acabou expulso. Edgar Costa tornou-se um guarda-redes improvisado, mas Pedro Porro foi letal no frente-a-frente.

Uma vitória festejada de forma eufórica e que mostrou um jogo impróprio para os leões (pela incapacidade do Sporting CP em resolver mais cedo) mas próprio (pela capacidade de acreditar a que esta equipa sempre nos habituou).

 

A FIGURA

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Porro – Não posso dizer que tenha sido uma exibição de gala para o lateral leonino, mas aquela grande penalidade convertida com sucesso só está ao alcance de quem consegue ser letal nestes momentos. Pedro Porro mostrou mais uma vez como é um jogador de pedra e cal nesta equipa e que tem o estofo de que o Sporting CP precisa.

 

O FORA DE JOGO

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Paulinho – Jogo inglório para um ponta de lança ofuscado por uma linha de cinco defesas. Paulinho foi o rosto da desinspiração ofensiva leonina. Foram poucas as bolas que lhe chegaram aos pés, e sempre que havia uma aproximação, aparecia a mancha insular.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP 
A equipa de Rúben Amorim apresentou-se num 3-4-3 com mais uma vez Pablo Sarabia a surgir no lado direito do ataque. O estilo de jogo não diferiu muito daquilo a que estamos habituados, mas a solidez defensiva do CS Marítimo acabou por complicar as perspetivas de jogo leoninas. Vimos muitas vezes a procura da profundidade (principalmente por Nuno Santos), a aposta do jogo exterior com cruzamentos dos laterais, o papel de Matheus Nunes na saída de bola do Sporting CP para o ataque, mas mesmo assim tudo parecia ser insuficiente. A entrada de Tiago Tomás levou mais um homem para se juntar a Paulinho na linha ofensiva, e Daniel Bragança trouxe a definição de passe necessária para criar espaços.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Adán (4)
Feddal (4)
Coates (4)
Luís Neto (4)
Rúben Vinagre (4)
João Palhinha (5)
Matheus Nunes (6)
Pedro Porro (7)
Nuno Santos (7)
Pablo Sarabia (5)
Paulinho (3)

SUBS UTILIZADOS
Tiago Tomás (6)
Jovane Cabral (4)
Daniel Bragança (5)
Tabata (4)
Ricardo Esgaio (4)

 

ANÁLISE TÁTICA – CS MARÍTIMO
A equipa de Júlio Velázquez apresentou-se num 5-2-3 com uma linha defensiva muito fechada e aguerrida e um setor ofensivo mais desapoiado. Dos 3 homens mais adientados, destaque para os dois extremos que fechavam muito por dentro para condicionar o jogo do Sporting CP em espaços interiores.
Em termos ofensivos, acabou por não revelar qualquer perigo para o adversário. Foram poucas vezes que vimos a equipa a conseguir sair a jogar ou a colocar bolas longas com critério. O mérito que se tem de dar é na capacidade de resistência e solidariedade defensiva de toda a equipa. Por pouco não valia um ponto.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES
Paulo Victor (4)
Zainadine Júnior (6)
Jorge Sáenz (6)
Léo Andrade (6)
Cláudio Winck (5)
Iván Rossi (5)
Bruno Xadas (3)
Pedro Pelágio (4)
Fábio China (4)
Ricardinho Viana (4)
André Vidigal (3)

SUBS UTILIZADOS
Alipour (3)
Diogo Mendes (3)
Vítor Costa (3)
Clésio Baúque (-)
Edgar Costa (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Vimos um Sporting a tentar jogar e criar oportunidades de todas as maneiras. Foi desinspiração ofensiva ou mérito da organização defensiva do adversário?

Rúben Amorim: Eles têm muita gente na defesa e nós tivemos de entrar muitas vezes por cruzamento. Os centrais do CS Marítimo são muito fortes nessa fase do jogo. Foi também alguma desinspiração no momento do remate, tivemos ocasiões para isso. Tirando uma ou outra situação em que bombeámos a bola e não metemos nos corredores para cruzarmos, eles pensaram bem no que tinham de fazer. Faltou alguma coisinha que aparece em certos jogos, mas realçar a justiça do resultado.

CS Marítimo

BnR: Um dos méritos que podemos dar ao CS Marítimo neste jogo foi a agressividade na recuperação de bola e o condicionamento do habitual jogo do Sporting?

Júlio Velázquez: Vimos muitos aspetos positivos e estou muito orgulhoso pelo trabalho dos jogadores. A nível defensivo estivemos extraordinários e, ofensivamente, sabíamos que não íamos dominar em Alvalade. As pessoas falam como se fosse fácil tirar pontos a Sporting, Benfica e FC Porto, mas não é. Claro que estamos aborrecidos por sofrer um golo aos 96 minutos, mas se hoje tivemos esse azar, acredito que da próxima vez pode ser a nosso favor.

 

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