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Na segunda mão da meia-final, o Sporting CP conseguiu dar a volta à eliminatória, batendo o FC Porto nas grandes penalidades após um 1-0, garantindo assim à ida ao Jamor. Numa partida que prometia ser bastante intensa, os “leões” entravam em campo a necessitar de recuperar da desvantagem do jogo no Dragão, em que perderam pela margem mínima. Do outro lado, os “dragões” chegavam a este jogo super motivados pela vitória conseguida no Estádio da Luz, que permitiu ascenderem de novo à liderança do campeonato.

Os onzes iniciais de ambas as equipas trouxeram algumas novidades face aos jogos do passado fim-de-semana: do lado da casa, Jorge Jesus colocou de início Mathieu e Piccini, habituais titulares, nos lugares de André Pinto e Ristovski, respetivamente. Sérgio Conceição seguiu a mesma linha do treinador leonino e mexeu duas peças do seu onze, trocando Sérgio Oliveira por Óliver Torres e Marega por Maxi Pereira, esta última alteração indicando uma possível postura mais defensiva dos “dragões”.

O certo é que nem foi isso que acabou por acontecer, pelo menos no início. Batalha tática a meio-campo, com as duas equipas a jogarem com as linhas muito baixas e sempre a falharem o último passe. Apesar de tudo, o primeiro remate perigoso até pertenceu aos visitantes, com Otávio a atirar ao lado, perto da baliza de Rui Patrício, ao minuto dezoito. O primeiro e talvez… único.

O restante da primeira parte resumiu-se em alguns cruzamentos sem destino, em remates cortados na linha da grande área – as defesas de ambas as equipas foram autênticas muralhas – e em lances prometedores que terminavam na perda da bola antes de um último passe que pudesse rasgar as linhas. Battaglia ainda tentou o remate, mas foi para as bancadas; Gelson furou por uma vez, mas ninguém chegou ao cruzamento. Muito equilíbrio, poucos lances com perigo real e um empate a zero ao intervalo.

O jogo esteve bastante equilibrado entre as duas equipas
Fonte: Bola Na Rede

A segunda parte começou sem qualquer alteração tática nos dois lados. Os primeiros minutos do segundo tempo foram muito idênticos à história da primeira parte: tudo muito atado, uma forte luta pela posse de bola no meio-campo, o que dificultava a missão de tentar desequilibrar o encontro aos criativos das duas equipas.

Para se ver a primeira oportunidade digna de registo nos segundos 45 minutos, foi necessário esperar pelo minuto 62, em que Mathieu, de fora de área, tentou a sua sorte, mas o remate saiu à figura de Casillas. Sérgio Conceição foi o primeiro treinador a fazer uma substituição, tirando o avançado Soares, e colocando Aboubakar. Algum tempo depois, Jorge Jesus lançou para o jogo Ristovski, para o lugar de Piccini.

Já à entrada para os últimos quinze minutos, os dois técnicos fizeram mais mudanças: no Sporting, Coentrão foi rendido por Montero, numa clara tentativa de Jorge Jesus em pressionar à procura do golo que empatasse a eliminatória. Do lado portista, Sérgio Oliveira substituiu Otávio.

O jogo parecia estar a encaminhar-se para o empate, só que Coates tinha outra ideia: na sequência de um pontapé de canto e após mau alívio da defesa portista, o central uruguaio fez o primeiro golo do jogo, ao minuto 84. O jogo ganhou rapidamente outro interesse: logo a seguir, o Porto até introduziu a bola na baliza de Rui Patrício, depois de ter acertado três vezes seguidas na trave, contudo o golo viria a ser anulado pelo fiscal de linha.

Até final, não houve mais nada a assinalar e o jogo foi para prolongamento.

Na primeira parte do prolongamento, o Sporting entrou com maior vontade, e ao minuto 94, até esteve perto de dilatar a sua vantagem: após um excelente cruzamento de Acuña, Gelson Martins apareceu desmarcado na grande área adversária, mas o seu remate saiu muito desviado. Os “leões” iam dando mostras de querer resolver a questão antes das grandes penalidades, perante um Porto que ia tendo dificuldades em ter posse de bola. Ao minuto 102, foi Bruno Fernandes que esteve perto de celebrar, depois de uma boa jogada ofensiva da equipa leonina, embora a sua tentativa tenha saído fraca e fácil para o guardião do Porto.

A segunda parte do prolongamento começou com alteração na equipa do Sporting: saiu o goleador Bas Dost para entrar Seydou Doumbia, numa aposta que tinha o intuito de aumentar a velocidade nas transições atacantes dos “leões”. A estratégia não deu grande resultado e o FC Porto ia travando as investidas leoninas. Foi precisamente numa dessas que Maxi Pereira deixou suor e sangue, quando se feriu na cabeça, tendo sido assistido.

Parecia que este seria mesmo o único momento de relevo da segunda parte do prolongamento, até que, na sequência de um lançamento do já recuperado Maxi Pereira, Brahimi, num remate de ressaca, atira por cima da baliza de Rui Patrício! Gelou Alvalade, mas cedo recuperou: era tempo de grandes penalidades!

Nas grandes penalidades, a competência fala sempre mais alto, e aí o Sporting foi mais forte: marcou todas as suas, ao passo que o Porto falhou a primeira, por Marcano.

Depois um jogo bastante intenso e, muitas vezes, sem grandes motivos de interesse, o Sporting conseguiu ultrapassar o Porto, e volta a marcar presença no Jamor, algo que não acontecia desde 2015.

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