Cabeçalho modalidadesAo início da tarde realizou-se o encontro entre o Sporting CP e a equipa russa do Ugra Yugorsk, o campeão europeu em título. Já se previa que ia ser um jogo bastante equilibrado e o decorrer do tempo regulamentar provou isso mesmo, com a equipa portuguesa a fazer um jogo de excelência, com muita competência. Na primeira metade, as ocasiões de golo apareceram junto de ambas as balizas, como se pode comprovar pelas estatísticas ao intervalo, que estavam praticamente igualadas.

Mesmo assim, verificava-se um nulo no término da metade inicial. Com o aparecimento da etapa complementar, surgiram os golos, primeiro foi o italo-brasileiro Alex Merlim a abrir as hostilidades aos quatro minutos da segunda metade e finalmente Dieguinho a concluir uma boa jogada coletiva dos leões. A partir daqui, o caminho estava muito bem encaminhado e a formação leste-europeia teve que arriscar tudo, com o treinador canarinho Káká a ver-se forçado a colocar o guarda-redes avançado.

Ora, essa opção foi útil para recuperar um pouco do défice no marcador, mas não chegou para empatar o jogo e adiar a decisão para o prolongamento. O jogador que ocupou a posição de guardião avançado, o russo Shayakhmetov, marcou o seu golo a cerca de dois minutos do fim, mas felizmente não voltou a fazer o gosto ao pé, nem ele nem nenhum elemento das duas equipas.É claramente percetível a enorme festa nacional em solo cazaque, pois foi um duelo titânico e que no fim acabou por sorrir ao conjunto verde e branco, pese embora algumas situações no fim que podiam ter forçado o tempo extra. Mas fazendo uma análise global ao jogo creio que a vitória se aceita, com o Sporting a ser sempre a equipa com mais oportunidades de golo claras, sobretudo nos 20 minutos finais, com exceção dos últimos minutos , onde o Ugra procurava desesperadamente o tento que lhe valesse pelo menos o empate.

Só falta um jogo para este troféu ser dos portugueses e em particular, dos sportinguistas Fonte: Sporting CP
Só falta um jogo para este troféu ser dos portugueses e em particular, dos sportinguistas
Fonte: Sporting CP

Agora segue-se a final, contra o Inter Movistar, que eliminou o organizador desta final four, o Kairat Almaty, com um golo marcado mesmo no final da partida, por 3-2. Este é o rochedo que a turma lusitana tem que escalar se quiser levar o troféu para casa, e tal prevê-se uma tarefa bem complicada, pois tem pela frente uma formação repleta de jogadores internacionais e que tem, entre outros, o sobejamente conhecido Ricardinho, conforme eu já referi em artigos anteriores.

É uma equipa temível, mas que já não ganha a competição desde 2008/09, e já sabe o que é perder uma final para uma equipa portuguesa, neste caso o Benfica em 2009/10.No caso leonino, apenas esteve presente na final em 2010/11, onde perdeu com o Montesilvano por 5-2. Por isso, esperemos que no Domingo a história seja diferente e que possamos ter mais uma página dourada do futsal português escrita pelo Sporting Clube de Portugal!

Anúncio Publicitário

 

Foto de Capa: UEFA/Sportsfile

Artigo revisto por: Francisca Carvalho