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Jogo em Alvalade, de novo, com casa cheia, e duas equipas equiparadas no registo dos golos sofridos. Por um lado, a equipa do Bessa discutia os últimos pormenores na luta pela manutenção; por outro, a equipa do Sporting tentava manter a mesma distância em relação aos rivais, e dar continuidade à fase positiva de oito jornadas consecutivas sem perder.

Apesar da modelística habitual, a equipa da casa entrou em campo com uma nova articulação no centro do terreno, introduzindo Podence em virtude da ausência de Gelson. Quinze minutos iniciais com muita disputa do espaço e da posse, mas pertencendo sempre ao Sporting as iniciativas atacantes. Os dois golos leoninos marcados no primeiro tempo foram, por isso, previsíveis, dado o aumento do controlo do jogo por parte do Sporting ao longo do tempo.

Diga-se que, excluindo a preocupação defensiva, a equipa de Jorge Jesus conseguiu facilmente anular a acção de jogo do adversário e a partir do primeiro golo, inclusive, os jogadores do Boavista viram a tarefa ainda mais complicada, em paradoxo, com a sua tentativa de partir em busca do empate a proporcionar ainda mais espaço para o 2º bloco leonino. Sintomático destes movimentos foram os golos do Sporting, cujas jogadas de desenvolvimento aproveitaram a descompensação e a ineficácia não habitual da equipa de Miguel Leal.

Bas Dost continua na corrida pela Bota de Ouro tendo, neste momento, com 27 golos em 25 jogos Fonte: Sporting CP
Bas Dost continua na corrida pela Bota de Ouro estando, neste momento, com 27 golos em 25 jogos
Fonte: Sporting CP

A goleada foi-se consumando logo no começo da segunda parte. A intensidade do Sporting na aproximação à baliza contrária originou o lance da grande penalidade, convertida pelo gigante Holandês que, desta forma, bisava na partida. A partida sentenciava-se com este começo de segunda parte, cabendo apenas a Jorge Jesus a capacidade de a gerir. E fê-lo bem.

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O Sporting não condescendeu perante o resultado e cultivou sempre o domínio ofensivo, sabendo assumir também a eficácia defensiva nos raros lances que a tal obrigaram. Assim, as circunstâncias do jogo revelavam-se ideias para o regresso do capitão que, impulsionado por uma das ovações da noite, entrou em campo após o seu afastamento por lesão.

Foi já a comandar o seu sentido pressional de transição que Adrien Silva viu o Sporting chegar ao quarto golo, construindo-se o hat-trick de Bas Dost, que assim assumiu o topo da lista dos melhores marcadores Europeu, mesmo ao lado de Lionel Messi. Em consonância com aquilo que Jorge Jesus referiu depois do jogo, é sempre brilhante quando uma equipa, para além de ganhar, deixa o perfume da nota artística dentro do campo.

E foi exactamente isso que a equipa Leonina deixou evidente. Houve, inclusivamente em lances de golo, desenhos tácticos perfeitos. E talvez tenha sido este um dos jogos desta temporada em que a classe individual mais se denotou. Parece, até, que a hipotética exclusão do Sporting da luta pelo título exacerbou este Leão. Mas ainda nada acabou.