A CRÓNICA: NÃO FOSSE PEDRO TRIGUEIRA E TINHAM SIDO MAIS

Os primeiros minutos deste Sporting CP e CD Tondela foram de alta intensidade e não fosse a “zarolhice” tinha havido golo. Vários foram os erros dos tondelenses e os leões aproveitaram, mas a oportunidade que temos de destacar foi o falhanço de Coates, que nem sozinho soube o significado de uma baliza.

Pedro Gonçalves teve nos pés o golo, mas quem mais? Pedro Trigueira! Pois é. Se Ruben Amorim disse que os seus jogadores não podiam ver “nem vermelho, nem azul à frente”, a verdade é que só viam uma mancha azul, que era o guarda-redes tondelense. Víamos uma entrada “à leão”, mas não víamos era golos… Não foi à entrada, mas sim quase à saída que Pedro Gonçalves fez o primeiro na partida, aos 46 minutos.

A segunda parte começou como a primeira, mas finalmente houve uma palavra que voltou ao dicionário leonino: eficácia. Sporar ia de mota (felizmente, não saiu do concelho) e Pedro Gonçalves bisava na partida. Estava feito o 2-0.

O CD Tondela foi uma vez à baliza e Mario Gonzalez marcou, mas por centímetros (diria milímetros) não foi confirmado. Aconteceu o mesmo aos leões, que depois de uma grande jogada coletiva Pedro Gonçalves até fez o terceiro, mas o árbitro já tinha dito “agora não!”.

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A quem já não disse “não” foi a Pedro Porro. Nuno Santos cruzou e Sporar não chegou, mas chegou o pé do espanhol emprestado pelo Manchester City FC. Um golo bonito a embelezar esta partida (3-0). Sporar ainda também deixou a sua marca no jogo com um golo de recarga. Foi desta maneira que se chegou, pouco a pouco, ao fim com o resultado final a ter sido consolidado pelo avançado esloveno.

O Sporting CP é líder isolado, à condição, da Primeira Liga e vence com uma exibição muito sólida, onde de facto os erros do último jogo foram melhorados. Os leões ficam agora no sofá à espera do jogo do SL Benfica para ver se dormem uma semana na liderança ou não. Já os tondelenses chumbam no teste de Alvalade, pois deixam aqui o registo de dois jogos sem perder e voltam às derrotas.

 

A FIGURA

Carlos Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Continua a sua boa forma. Deu logo ar de sua graça, no início do jogo, com um túnel. Mas o que fica bem no cartão de visita são os golos e aí foram dois. É uma grande contratação por parte dos leões e deve, provavelmente, ser a melhor neste mercado de transferências. Tem tudo para deixar a sua marca no Sporting CP. Dar também muito destaque a Pedro Trigueira, guarda-redes do CD Tondela, que fez uma boa exibição, apesar de ter sofrido quatro golos.

O FORA DE JOGO

Meio campo do CD Tondela – De facto, a ideia era muito boa, mas contra uma equipa que gosta muito de atacar e que tem jogadores muito rápidos nas alas correu mal. De uma zona mais longe do relvado, dava para ver o autêntico buraco que não foi algo melhorado no intervalo. Quando os dois do meio campo subiam e chegavam perto dos três da frente não havia compensação nenhuma e qualquer jogador leonino aparecia sozinho entrelinhas.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

No esquema tático ao qual Ruben Amorim já nos habituou, os leões apresentaram-se num 3-5-2, mas com algumas novidades. João Mário entrou para ser um dos cinco médios e, como já tinha dito na conferência de imprensa, algo tinha de mudar ofensivamente e foi o que aconteceu, pois Andraz Sporar e Tiago Tomás assumiram as duas posições da frente.

Defensivamente, os leões estavam com 3-4-3 com Pote, Sporar e Tiago Tomás a pressionar a primeira zona de construção dos tondelenses com João Mário a ser o médio um pouco mais avançado dos quatro que estavam no meio. Já ofensivamente, era o esquema que já estamos habituados a ver.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Adán (5)

Luís Neto (5)

Sebastian Coates (5)

Feddal (5)

Pedro Porro (7)

Nuno Mendes (7)

João Palhinha (6)

Pote (8)

João Mário (6)

Andraz Sporar (7)

Tiago Tomás (7)

SUBS UTILIZADOS

Nuno Santos (6)

Matheus Nunes (6)

Jovane (-)

Gonzalo Plata (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TONDELA

Pako Ayestarán pouco mexeu no onze inicial em relação ao confronto com o Portimonense SC e fez entrar Jaquité, saindo Strkalj – o ponta de lança tondelense. Ainda assim, um 5-2-3 com ideias muito mais defensivas e com o contra-ataque a ser a arma mais forte para enfrentar os leões.

Os tondelenses a apostar muito na construção de jogo a partir de trás e, apesar das dificuldades, mostravam bons sinais. Defensivamente, com uma estratégia interessante com Rafael Barbosa, Salvador Agra e João Pedro a pressionar os três centrais leoninos ao meio Jaquité e Jaume Grau a tratar de um “grande buraco” que era o meio campo do Tondela. Foi a grande lacuna por parte dos tondelenses e, por aqui, passou muito do aproveitamento dos leões.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Trigueira (8)

John Murillo (5)

Yohan Tavares (5)

Enzo Martinez (4)

Filipe Ferreira (5)

Jaquité (4)

Jaume Grau (4)

Mohamed Khacef (5)

Salvador Agra (4)

João Pedro (6)

Rafael Barbosa (6)

SUBS UTILIZADOS

Mario Gonzalez (6)

Bebeto (5)

Medioub (5)

Pedro Augusto (4)

Souley (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O CD Tondela quando fazia a pressão aos centrais do Sporting CP, os dois médios subiam demasiado as linhas e acabavam por criar um grande buraco. Foi por aqui que o Sporting CP conseguiu vencer o jogo ao aproveitar esta lacuna defensiva?

Ruben Amorim: Melhorámos muito nesse aspeto. Quando havia essa pressão tivemos muito melhores. Quando os jogadores do CD Tondela subiam muito a linha aproveitávamos esse espaço e, principalmente, quando subiam com a linha defensiva o Tiago Tomás e o Sporar tiveram mais oportunidades e daí terem também surgido os golos deles e depois as oportunidades que houve do João Mário no meio também. Vimos aquilo que errámos no Gil Vicente melhorámos. O mérito é todo deles, porque não tivemos grande tempo para treinar.

CD Tondela

BnR: O CD Tondela entrou com um sistema tático muito móvel e quando a bola chegava a zona mais avançadas faltava sempre alguma referência atacante mais fixa. Acredita que devia ter apostado logo nessa referência, visto que quando Mario Gonzalez entrou houve mais aproveitamento na profundidade?

Pako Ayestarán: Quando se prepara é uma coisa e aqui tivemos dificuldades. Nós apostámos em jogaodres que não eram referências mais à frente porque sabíamos bem das caraterísticas do centrais do Sporting. Queríamos ter bola a meio campo, mas sabemos que é muito complicado. Queríamos também jogar mais nas costas dos laterias do Sporting CP, mas também tivemos essa tarefa mais difícil. Com a entrada do Mário Gonzalez tivemos mais essa possibilidade de explorar a profundidade. Agora, espero que possamos aproveitar mais essa característica para os próximos jogos da Liga.

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