Publicidade

Sporting CP | As variantes táticas que são necessárias para continuar a vencer

Miguel Gato · 2 min

Sportinguistas Rúben Amorim
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Não é surpresa a simpatia de Rúben Amorim pelo 3-4-3 que tanto temos visto utilizar no Sporting CP. Seja por preferência no tipo de futebol que esta tática permite jogar, ou pelos resultados que ela já lhe trouxe na carreira, a verdade é que o jovem treinador muito raramente abdica deste esquema.

Se por um lado usar a mesma tática pode ter pontos positivos, como os jogadores conhecerem-na como a palma da mão e poderem ser versáteis no seu posicionamento em campo, pode levar também a alguma previsibilidade e até a um certo desgaste dos próprios atletas.

Que outras táticas usou Amorim no Sporting CP?

Até ao momento, e apesar da “goleada” na utilização da tática predileta, Amorim já nos deu um cheirinho dos esquemas táticos que a turma de Alvalade pode vir a desempenhar num futuro próximo.

Não mexendo muito na organização defensiva da equipa, e se a memória não me falha, o Sporting CP apresentou-se numa tática base de 3-5-2, no empate desta temporada frente ao CS Marítimo e na vitória do ano passado frente ao Vitória SC.

No processo defensivo, o comportamento da formação leonina varia entre o 5-3-2 e o 5-2-3, pois Rúben Amorim tem preferência clara pela pressão a três na fase de construção do opositor. Já a atacar, o Sporting privilegia mais a posse de bola no meio-campo.

Quando é necessário pegar no jogo junto à linha, são os médios que o fazem, enquanto que os alas fazem de extremos na fase de construção. Na frente de ataque, um dos avançados segura a linha defensiva adversária, enquanto que o outro desce no campo para vir buscar jogo, criando um losango no meio-campo, à semelhança do que acontecia no 3-4-3 de Johan Cruyff.

Sporting
Momento ofensivo do Sporting CP no Estádio dos Barreiros Fonte: sharemytactics.com

Outro dos esquemas que Amorim já tinha vindo a utilizar, mas desta feita em amigáveis à porta fechada, foi o 4-2-3-1. A primeira impressão que tivemos desta tática ao serviço dos leões foi no último clássico frente ao FC Porto, na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal. Ao ver-se a perder, Amorim retirou um dos defesas centrais e passou a alinhar com quatro elementos no eixo defensivo.

Embora não tenha dado para tirar grandes conclusões sobre se seria uma boa ou má opção, a verdade é que esta tática demonstra ter algumas semelhanças ao habitual 3-4-3 leonino: dois médios no corredor central, o médio ofensivo muito próximo do ponta de lança, um dos extremos a fazer movimentos para o corredor central e outro colado à linha e um dos laterais bastante ofensivo.

Sporting
Formação utilizada na segunda parte do clássico em Alvalade Fonte: sharemytactics.com

Que futuro para estas formações?

Não tenho dúvidas de que Rúben Amorim vai continuar a apostar no seu 3-4-3. Foi a tática que lhe deu, a ele e aos clubes que representou, o sucesso que todos sabemos. Porém, há que ter alternativas para surpreender o adversário.

Ele próprio afirmou que era a antítese de Guardiola, no sentido em que a sua equipa era muito estruturada e pouco flexível. Cabe ao jovem técnico português trabalhar nessa flexibilidade tática, de modo a vermos um Sporting CP cada vez mais forte, completo e, sobretudo, imprevisível.

 

Miguel Gato

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.