Gonzalo Plata completou, recentemente, 20 anos de vida. É um jovem internacional A pelo Equador e considerado uma das maiores promessas do país sul-americano. Porém, parece que o seu espaço na equipa principal do Sporting CP não está bem definido. O jovem conta com a participação em cinco partidas, somando apenas 65 minutos em campo.  

O equatoriano tem a preferência de jogar como extremo direito. A sua jogada característica é de receber a bola na linha lateral do campo e transportá-la para zonas interiores do terreno. É um jogador que desequilibra sobretudo pela sua velocidade e agilidade. Apesar de se demonstrar trabalhador em campo e com os olhos sempre postos na baliza, necessita de limar algumas arestas no seu jogo, sobretudo na decisão no último terço.

Com a chegada de Rúben Amorim ao reduto do leão, e com a ausência de extremos na tática implementada, Gonzalo Plata começou por ser utilizado na posição mais à direita dos três da frente. Notaram-se algumas dificuldades no seu jogo, visto que quando este recebe a bola já está no corredor central, ao contrário da sua jogada característica (acima descrita) que o beneficia mais.

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Mais recentemente, foi testado a ala esquerdoposição onde Nuno Mendes é dono e senhor do lugar. Com Gonzalo Plata a fazer o corredor todo, a sua velocidade e capacidade de recuperar no momento defensivo podem ser características a ter em conta. Apesar disto, não creio que será a jogar aqui que poderá maximizar o seu potencial. 

A grande vantagem de ter jogadores jovens no plantel é o facto de serem mais fáceis de moldar. Cabe ao treinador leonino encontrar as melhores soluções mediante o seu sistema de jogo e os atletas que tem à disposição.  

Creio que é primordial definir a posição que vai ao encontro das características de Gonzalo Plata. Seja a avançado ou a ala, é importante que o atleta tenha minutos de jogo para ganhar ritmo e se habituar às tarefas pretendidas. Caso não aconteça, seria oportuno procurar um empréstimo a uma equipa que jogue de maneira semelhante. Acredito que o potencial de Gonzalo Plata é enorme, pelo que vê-lo ser desperdiçado seria um tremendo erro.

Artigo revisto por Diogo Teixeira

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