Ainda há bem pouco tempo, tinha aqui mostrado a minha preocupação quanto às saídas de atletas de qualidade em todas as nossas equipas das modalidades ditas amadoras. 

Seria legítima essa preocupação, principalmente quando o clube vinha de uma época desportiva em que tinha ganho muito pouco. E digo pouco, se compararmos com épocas em que dominamos em todas as modalidades, internacionalmente inclusivé. 

Felizmente, as nossas modalidades, mesmo que aparentemente menos fortes, sempre nos conseguem, a sócios e adeptos, surpreender com títulos. E foi o que aconteceu há poucas semanas a esta parte. 

Em menos de uma semana as modalidades do Sporting CP enriqueceram o museu de Alvalade com mais três troféus. Dia três de outubro, o Ténis de Mesa ganhou a Supertaça da modalidade, dois dias depois o Futebol de Praia tornou-se campeão nacional e, por fim, a oito do mesmo mês, o Basquetebol venceu a Taça de Portugal.

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A equipa masculina de Ténis de Mesa do Sporting CP derrotou na final a equipa do GD Toledos, por 3-1, conquistando assim a décima quinta Taça de Portugal. Os atletas que disputaram a final pelo Sporting foram Diogo Carvalho, Bode Abiodun e Thiago Monteiro.

Quanto ao título de campeão nacional de Futebol de Praia, o Sporting conseguiu apenas o terceiro campeonato da sua história (2010, 2016 e 2020), tendo para isso contribuído a vitória decisiva contra o anterior campeão (tricampeão), o Sporting Clube de Braga, na primeira jornada da fase de elite por 4-2. Na segunda jornada, o Sporting ganhou ao GD Chaves por 5-3 e na terceira à CB Loures por 6-3.

Já a Taça de Portugal em Basquetebol foi ganha contra o FC Porto por 87-78. Este título torna-se especial por ser uma conquista depois de 20 anos desde a última relativa ao troféu. Isto mostra a força com que o Sporting CP voltou à modalidade.

São bons prenúncios para o futuro das nossas modalidades, nas quais deposito todas as minhas esperanças para continuar a enriquecer o espólio do nosso museu. Esta sensação torna-se ainda mais convicta quando vejo o discurso do novo treinador do Andebol, que após uma vitória, por não ter gostado da exibição, deu um puxão de orelhas logo na flash Interview. (Se fosse noutros tempos, já era capaz de haver comunicados conjuntos de jogadores a sair nas redes sociais). É esta exigência que deve existir sempre em todas as modalidades do Sporting CP, para que fiquemos mais perto de vencer. 

Podem agora dizer que quando se tiram conclusões precipitadas, como eu o fiz quanto às modalidades, em textos anteriores, podemos morrer pela boca. E quanto a isso, espero ser sempre eu o derrotista, sendo contrariado pelas vitórias do meu clube e não o contrário. Para já, o clube está a “calar-me”, pelo menos nas modalidades (tirando aquelas duas derrotas do Voleibol contra os rivais do outro lado da segunda circular, que não deixa de ser um “pormaior”). Que continue assim.

Não deixo, no entanto, de continuar a considerar que perdemos qualidade em algumas modalidades, o que me preocupa. E por isso quero apenas deixar o meu apontamento para o facto de achar que precisamos de apoiar e investir mais em quem continua a manter o Sporting CP como um dos clubes mais titulados do mundo. E faço-o em cima de vitórias para que não me acusem depois que venho apontar o dedo quando as equipas mais precisam de ser apoiadas.

Força Sporting CP. 

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