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Sporting CP: O fracasso da missão na Pedreira

O Sporting CP inaugurou o campeonato com uma partida muito difícil, frente ao Sporting Clube de Braga. O resultado do jogo, que ditou um empate a três bolas, demonstra isso mesmo. Mas o que falhou em Braga?

Neste artigo darei a minha opinião e farei uma pequena análise, de trás para a frente, sobre aquilo que eu acho que esteve menos bem na deslocação dos leões à Pedreira.

Comecemos pelo homem que assumiu a baliza. Antonio Adán. O meu último artigo incidiu precisamente sobre esta questão. Adán lesionou-se na pré-temporada e gerou-se uma onda de incertezas sobre quem iria abrir o campeonato na baliza, ou o guarda-redes espanhol, ou o contratado Franco Israel.

Adán foi o escolhido de Rúben Amorim, sendo que, pela grande segurança que o guarda-redes experiente dá, acabo por perceber a opção do treinador. No entanto, Adán, como era de esperar, pelo menos a mim, passou uma ideia de não estar a cem por cento e, muito provavelmente, jogou todo ligado para não sentir dores.

6. The main event of the opening weekend has lived up to its billing in an instant classic — Sporting and Braga share the spoils in a 3-3 draw. pic.twitter.com/teTjce2gMG

— Zach Lowy (@ZachLowy) August 8, 2022

Não teria sido mais prudente apostar em Franco Israel, que se mostrou numa boa forma (e grande potencial) durante a pré-época? Arriscava-se jogar com um guarda-redes jovem e que, provavelmente, não está ainda muito interiorizado no plantel, mas prevenia-se uma eventual lesão, mais grave, de Adán.

Damos dois passos à frente. Amorim não mudou o seu esquema e jogou com cinco defesas. Porém, sem mudar rigorosamente nada, a defesa foi o que mais falhou no jogo. Parecia que estavam a jogar pela primeira vez juntos. Não parecia haver comunicação entre a defesa, não havia química nem ligações verdes.

Porro, fugiu à regra e, no meu entender, foi o melhor da defesa leonina, sendo que não percebi o porquê da sua saída, visto que foi o que se apresentou no melhor nível. Coates não assumiu o papel do líder da linha defensiva, Gonçalo Inácio parecia tremer e Matheus Reis teve momentos bons, mas outros maus. Nuno Santos, tal como Porro, esteve bem, não só pelo golo, mas também pela vontade que demonstrou em campo.

Relativamente às entradas de Esgaio e St. Juste, não tenho muito a dizer. St. Juste fez uma estreia razoável, mas ainda tem de se habituar ao futebol português.

Em relação a Esgaio, foram muitos os adeptos que lhe caíram em cima pelo terceiro golo. Acho que antes de apontar o dedo, seja a quem for, há que perceber bem o que se passou. Neste lance eu partilho a opinião de um grande amigo meu.

Como se trata do nosso clube apontamos logo o dedo ao nosso, desvalorizando o mesmo e esquecendo todo o decorrer do lance. Foi o que aconteceu com Esgaio. Antes de dar desmérito ao nosso jogador, há que dar mérito ao atacante do Sporting de Braga, que teve a capacidade de, entre dois jogadores leoninos, arrancar e aproveitar o espaço deixado por Esgaio. Esteve melhor, apenas isso.

No miolo foi onde o jogou foi mais constante. Quer Morita, quer Matheus Nunes, quer Ugarte estiveram bem. Morita fez um jogo muito interessante. Matheus jogou da forma como já nos acostumou, uma autêntica besta dentro de campo, e Ugarte, também como Adán, fez o que pode dentro dos possíveis. Nada a apontar.

Em relação aos homens mais dianteiros julgo que o que falhou foi o momento de decisão. Paulinho não esteve ao nível que um jogador do Sporting exige, mesmo no sentido de fazer jogar, a baixar e a ligar com os colegas, como costuma fazer. Muito apagado.

Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Pote tentou a sua sorte, ficando o esforço. Trincão não esteve mal contra a sua antiga equipa, mas no que mais falhou foi no momento da decisão. O extremo desbloqueava bem, mas na altura da verdade acabava sempre por decidir mal. Esperemos que melhore nesse aspeto, mas continue liberto e com a ginga que apresentou.

Resta-me apenas falar em Rochinha e Marcus Edwards. Rochinha foi, no meu entender, o suplente que entrou com mais vontade. Notava-se que pretendia mudar o jogo, para além de querer mostrar a Amorim que pode contar com ele, mais do que se pensa. Exemplo disso, foi o seu trabalho no terceiro golo.

Por outro lado, Marcus Edwards, que apontou o terceiro golo do Sporting, parece que entrou meio adormecido. Recordo-me de falhar alguns passes e de não estar ao seu melhor nível. Num jogo onde se pretendia que todos dessem 100 para frente e 200 para trás, o inglês pouco ou nada ajudou na defesa, apesar de esse não ser o seu papel.

Resta agora esperar que, no regresso a Alvalade, o Sporting melhore em todos estes aspetos, quer na defesa, quer no ataque. A receção ao Rio Ave não vai ser fácil, dado que o emblema do norte também vem de um empate e vai fazer pelos três pontos.

 

O João Marques é natural da ilha Terceira. Desde cedo manifestou um gosto especial pelo desporto. Com o crescimento surgiu o gosto pela escrita e a vontade de transmitir informação. Decidiu juntar o útil ao agradável e acabou por aventurar-se pela FCSH – Nova Lisboa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação. Regressou à Terceira e encontra-se a estagiar no jornal local, o Diário Insular. Entra no projeto com grande vontade de escrever sobre o desporto rei e sobre o seu grande amor, a turma verde e branca.

O João Marques é natural da ilha Terceira. Desde cedo manifestou um gosto especial pelo desporto. Com o crescimento surgiu o gosto pela escrita e a vontade de transmitir informação. Decidiu juntar o útil ao agradável e acabou por aventurar-se pela FCSH – Nova Lisboa, onde se licenciou em Ciências da Comunicação. Regressou à Terceira e encontra-se a estagiar no jornal local, o Diário Insular. Entra no projeto com grande vontade de escrever sobre o desporto rei e sobre o seu grande amor, a turma verde e branca.

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