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Sporting

Sporting CP | Sem falar do número 13 porque dá azar

Por norma, as odes destinadas aos grandes feitos

Visam protagonistas de beleza e valentia irrefutáveis

Porque na paleta onde consta a tinta da realidade, o pincel ficção

Recusa-se a retocar os contornos dos menos notáveis

 

A discrição é um posto, uma escolha e uma arma

Quando com a mesma se fazem empenhar 33 anos

A pedido do meu irmão, Luís Neto integra a trama

Por não ter metido água e ter composto os canos

Na ondulação gélida do Norte, filho de peixe soube nadar

Até Alvalade, à altura jazigo movível de profissionais

E foi nas margens do Tejo que encontrou o equilíbrio

Sob o sistema tático suportado por três centrais

Reunidas as (achadas) pretensas qualidades

Rúben Amorim deu uma das primeiras aulas de Psicologia

Agarrando o poveiro pela barba densa e inflexível

E demonstrando a conceptualização da harmonia

Mas chega de perfurar a veia emocional do adepto Sporting

Abramos a porta ao universo da redondinha

Pois na passada-sexta feira houve recital na Luz

No qual Neto comandou a equipa que estava “doentinha”

Ricardinho Neto Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

 

Da época transata até ao momento, a titularidade esvaiu-se

Gonçalo Inácio, fruto da sua jovialidade, “relegou-o” para o banco

Mas o ex-internacional português teimou em não desanimar, e a diligência

A força motriz da nau peluda, continua a provocar (muito) espanto

Em tempos de crise sanitária e de uma pandemia de preceitos

Deixemos, em paz, o homem que para a atividade é considerado ancião

A solidariedade emanada deixa os adeptos satisfeitos

E ministra na juventude leonina abnegação

Ao pai entre muitos filhos e a um dos mais experientes do plantel

Falta coroar as exibições repletas de sacrifício com o golo

Mas carrinho cá, carrinho lá, ao estilo de Lena D’Água

O contributo altera a forma e dissipa a possível mágoa

De “pauliteiro” a “caceteiro”, de “durinho” a “colérico”

Façam o favor de acrescentar, à lista, outra designação

Na maioria das vezes, o ponto de mira é o esférico

Nas que restam, a linha de fora jogo como principal preocupação

Espero, solenemente, que o barco não vá de saída

Escasseiam palavras capazes de condimentar tal passagem por Lisboa

Do Luís Neto arrepia a coragem, arrepia sim senhor

Todos sabemos que, no navio, é um dos que integra a proa

Sou suspeito e estou a par da dificuldade do transporte para o cenário que advém, mas pensem nestes versos simplórios como uma espécie de vídeo – com abrigo no Youtube – que combina não a queda de um anjo, mas o renascer das cinzas da temporada 2019/2020 e os momentos de glória vividos ao serviço do Sporting CP. Com o hashtag Onde Vai Um Vão Todos, se facilitar o processo.

O arranjo de um individuo com aptidões de edição, de corte e de montagem já foi realizado. Em jeito de “final feliz”, a inserção de uma gravação de uma parte diferenciada e enternecedora de FMI, da autoria de José Mário Branco, com a sonoridade idêntica:

Sou o Luís Carlos Novo Neto, 33 anos, da Póvoa de Varzim

Ainda bem que confiaram em mim

Em primeira mão, a informação que considera útil: cruza pensamentos, cabeceia análises sobre futebol e tenta marcar opiniões sobre o universo que o rege. Depois, o que considera acessório: Romão Rodrigues, estudante universitário e apaixonado pelas Letras.                                                                                                                                                 O Romão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Em primeira mão, a informação que considera útil: cruza pensamentos, cabeceia análises sobre futebol e tenta marcar opiniões sobre o universo que o rege. Depois, o que considera acessório: Romão Rodrigues, estudante universitário e apaixonado pelas Letras.                                                                                                                                                 O Romão escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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