Hoje torna-se tudo mais fácil de entender se recorrermos aos números. Nos últimos 360 (e tal) minutos o Sporting não sofreu qualquer golo. Marcou dez. Somou quatro vitórias e, portanto, doze pontos. Falando especialmente do jogo de hoje, poderão dizer que foi contra um adversário frágil. Hoje, de facto, foi. Não criou uma única oportunidade de golo. Mas esta mesma equipa frágil – o Belenenses – já roubou pontos a Benfica e Porto.

Dizer que o jogo de hoje foi simples para a equipa de Alvalade pode até ser verdade mas é injusto para ambas as equipas. Para o Belenenses porque se bateu da melhor forma que soube e, isto sobretudo, porque se recusou a entrar pelo campo do anti-jogo cada vez mais regular no nosso campeonato. Para o Sporting porque deixa implícito um grau de facilidade que foi conquistado e não concedido. O jogo foi simples porque a equipa de Leonardo Jardim soube controlar o encontro e, apesar de nem ter feito uma primeira parte por aí além, esteve sempre concentrada e organizada.

Adrien festeja o primeiro golo da partida junto a André Martins, que viria a fazer o segundo / Fonte: Facebook Sporting
Adrien festeja o primeiro golo da partida junto a André Martins, que viria a fazer o segundo / Fonte: Facebook Sporting

O Belenenses, por sua vez, apostou numa pressão forte e o mais alta que conseguiu e, enquanto a conseguiu fazer de forma criteriosa, dificultou a manobra ofensiva do Sporting. Carrillo, em dia sim, e Cedric iam sendo quem mais desiquilibrava, cada um do seu lado, e foi exactamente por aí que os leões criaram as oportunidades na primeira parte. A primeira, com uma jogada individual do peruano a assistir Capel para um remate pouco ortodoxo. A segunda, com Cedric a sofrer um penalty discutível, que deu o golo de Adrien. Por fim, de novo Carrillo a assistir Montero, que é agarrado dentro da área sem que nada seja assinalado, e novamente Cedric, pela direita, a assistir Montero, que, no fim da primeira parte, rematou por cima.

Na segunda metade do jogo a história foi outra. O Sporting entrou bem e conseguiu fazer o segundo, por André Martins, depois de uma fantástica recepção precedida de uma boa assistência de Carrillo para o médio português. A partir daí o jogo foi controlado e mais tranquilo. O Sporting ditou os ritmos do jogo e acabou até por chegar ao terceiro. Novamente André Martins com um bom passe para Wilson Eduardo, que flectiu da direita para o meio e, com o seu pé esquerdo, finalizou da melhor forma sem dar hipótese a Matt Jones, guardião dos azuis.

No final, três golos de jogadores saídos da academia de Alcochete; mais três pontos conquistados e a liderança consolidada. Benfica e Porto jogam amanhã para tentar reduzir a desvantagem pontual, que se fixa nos cinco pontos. Até lá, como se viu e bem na bancada sul do Alvalade XXI, “próximo objectivo: três pontos frente ao Nacional”.

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