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Para o Sporting, o jogo com os Merengues será díficil. As contas, porém, são mais fáceis de fazer, e só uma vitória pode prolongar a hipótese de sonhar com os oitavos da Champions. Numa anomalia inesperada neste momento da competição, também o Real Madrid necessita de levar três pontos de Alvalade para assegurar a passagem. São estas as cartas, meus caros. Vamos ao jogo.

Na partida do Bernabéu quase tudo aquilo que aconteceu relacionou-se com o mérito do Sporting. Uma excelente atitude defensiva, um ataque consistente e um Gelson Martins a fazer o melhor jogo da carreira terão sido as razões mais óbvias de uma exibição de gala. Volta a parecer que, no que diz respeito à análise, falamos sempre do mesmo, mas foi nesse comportamento entre os sectores que o Sporting venceu o jogo mesmo sem ter sido o vencedor. Apesar de não ter tido a posse da bola, a equipa de Jorge Jesus foi capaz de obrigar o Real Madrid a jogar de outra forma, chegando apenas à baliza de Patrício no jogo longo, sem teor construtivo. Não estaremos a fugir à verdade se falarmos em banho táctico, proveniente de uma autêntica lição do real paradigma da fábula de David e Golias elaborada por Jorge Jesus. Já a forma de como o jogo terminou, ditando a derrota do Sporting, deverá ser a primeira noção a reter, e a transportar, para o encontro de Alvalade.

Creio, pela expectável melhoria dos Madrilenos, que o principal aumento da dificuldade para o Sporting dever-se-á à nova intensidade do adversário. Não me dirijo às hipotéticas instabilidades individuais, sendo certo que os génios podem muito bem decidir aparecer a qualquer momento, mas sim à desenvoltura de uma equipa que, em circunstâncias normais, aprende a dominar o destino dos jogos desde cedo, como é jeito de colosso europeu. Acresce-se, ainda, um outro ponto.

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