Temos oposição?

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Hoje em dia vivemos numa sociedade egoísta e de indivíduos que preferem aproveitar-se do trabalho e mérito de outros para sobressair. E  no caso da realidade portuguesa, que é a que melhor conheço, e sobre a qual melhor posso opinar, posso dizer que valorizamos muito mais o que não é nosso, preferimos ter inveja dos que têm sucesso em vez de tentar perceber e aprender como o alcançar (a primeira forma dá menos trabalho), e somos muito de nos opormos a determinada ideia, sem saber bem o motivo, para sobressairmos dos demais.

Actualmente, no universo Sporting podemos identificar principalmente as últimas duas ideias descritas acima, onde sobressai uma pequena célula de contestação à actual direcção. Isto porque essa não aponta um caminho, apenas diz que o que se está a seguir não é bom.

Eu entendo que não tenhamos que aceitar tudo o que foi ou está a ser feito; no entanto, há uma forma extremamente eficaz para reprovar ou não o trabalho realizado, ou seja, as eleições. Elas são feitas para eleger alguém com novas ideias para o clube, ou para dar aval às que estão a ser colocadas em prática. Para além de ser a mais eficaz, é também a mais democrática e a que menos desestabiliza o dia-a-dia do clube, dos sócios, direcção, técnicos ou atletas.

Tudo o que esteja além disto é só ruído exterior que tem o único objectivo de tentar tirar-nos força, e a recuperação, a todos os níveis, do nosso clube.

Se há momento para aparecer uma oposição à direcção em funções, por não se concordar com o modelo, é agora. Mas uma oposição identificada, com rostos, com ideias, com algo que valorize o clube. Não queremos, pelo menos eu não, oposições que se escondem em papéis e flyers, que lutam como grupos de guerrilha, que lançam um ataque e se escondem até uma nova oportunidade. Isso não é de quem queira bem ao clube. É de quem simplesmente tem ódios pessoais por resolver e de quem quer vingar através do clube, ainda que isso o enfraqueça.

Um clube que tenha este tipo de oposição desestabiliza os elementos da direcção, e descredibiliza-os junto dos outros órgãos que gerem o futebol. Porque esses órgãos, se tiverem que tomar uma decisão que vá ao encontro dos interesses de um clube e em desfavor de outro, mais facilmente sentirão vontade de prejudicar quem esteja preocupado com lutas internas, e em constante convulsão.

Nuno Almeida
Nuno Almeidahttp://www.bolanarede.pt
Nascido no seio de uma família adepta de um clube rival, criou ligação ao Sporting através de amigos. Ainda que de um meio rural, onde era muito difícil ver jogos ao vivo do clube de coração, e em tempos de menos pujança futebolística, a vontade de ser Sporting foi crescendo, passando a defender com garras e dentes o Sporting Clube de Portugal.

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