Dia 1 de Maio. O Dia Mundial do Trabalhador. Jogo do Sporting CP contra o Clube Nacional da Madeira. É um jogo, numa data histórica, entre a equipa que mais tem trabalhado esta época e a equipa que mais tem de trabalhar para sair do último lugar.

Desde as 17h30 que a envolvente do Estádio José Alvalade se vestiu de verde e branco. Centenas de adeptos quiseram marcar presença e apoiar a sua equipa.

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Quando tanto mal se diz dos adeptos, eis que são eles que abrilhantam, mais uma vez, o ambiente e que apoiam a equipa. Como disse Feddal, nas redes sociais, a recepção dos adeptos, após o jogo de Braga, foi “muito linda”, e hoje, de certeza, considera-a fenomenal.

Apito inicial e vimos um Sporting CP que queria mandar no jogo. O Nacional queria, com uma marcação cerrada homem a homem, contrariar o ascendente leonino e tentar explorar os possíveis erros dos jogadores do Sporting.

Um jogo que começava com um remate perigoso de Camacho com Maximiano, de regresso à baliza, a demonstrar que estava atento.

E quase de seguida, ao minuto seis, uma jogada de envolvimento do ataque leonino, com Nuno Santos a centrar e Paulinho a ser pontapeado, na perna, pelo defesa Júlio César. Penálti que ficou por assinalar.

Do resto da primeira parte os destaques são para as 18 faltas do Nacional contra as quatro do Sporting. Os 70% de posse de bola dos Leões. E os dois lances de Paulinho, o golo anulado, ao minuto 35, por fora de jogo de Pote, e a bola ao poste, ao minuto 47, num remate, colocado e potente, à entrada da grande área.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ao intervalo Manuel Machado queria dar mais força ao ataque do Nacional e trocou Rúben Micael por Éder Bessa.

E a troca deu logo resultado ao minuto 46. Éder Bessa aproveitou uma falha de Coates mas, isolado em frente a Maximiano, não conseguiu marcar. Fica a nota para a excelente acção de Max.

Um jogo com nota dominante do Sporting mas algo desinspirado, até que, ao minuto 62, Rúben Amorim tomou uma decisão corajosa. Rúben quer o Sporting campeão e mostrou bem isso. A saída de um médio defensivo para a entrada de mais um extremo. Palhinha cedia lugar a Jovane e o meio campo ficava a cargo de Daniel Bragança e Pote. Daniel Bragança fez grande parte da sua formação na posição seis e, por isso, podia ocupar o lugar de Palhinha, libertando Pote para acções mais ofensivas.

Agora com dois extremos, Nuno Santos e Jovane, o ponta-de-lança Paulinho e um médio atacante Pote, o Sporting começava a forçar o Nacional a recuar no terreno e as oportunidades iam-se sucedendo.

Nuno Santos, Jovane e Porro foram tentando, até que, ao minuto 67, Alhasan repete o cartão amarelo, que já tinha visto ao minuto 23, na 1.ª parte. Ao minuto 70 Paulinho não consegue marcar e começa o espectáculo Jovane. É caso para dizer que o Sporting estava sob o “batuque” de Jovane Cabral.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ao minuto 79 Jovane quase enganava o guardião do Nacional, mas a bola saiu ao lado. Ao minuto 83 Jovane recebeu a bola, de Nuno Santos, assistindo Feddal para o primeiro golo dos Leões. Ao minuto 91 Jovane sofreu falta, para penálti, e converteu o mesmo no 2 a 0.

Está quase! Mas não foi só o futebol que trabalhou.

O futsal voltou a brilhar na Croácia e venceu por 5-2 ao Inter Movistar. Depois de perder as finais de 2011, 2017 e 2018, esta final pode dar o segundo título de campeão Europeu, após vitória em 2019. Segunda-feira o embate é com o Barcelona e todos desejamos a vitória leonina.

O basquetebol do Sporting bateu o Vitória de Guimarães e vai jogar com o Benfica as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional.

O hóquei em patins venceu por 3-2 em Valongo e vai, também, disputar as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional. Os jogos serão com o Óquei de Barcelos.

O futebol feminino venceu o Condeixa por 2-0 e mantém a liderança no Campeonato Nacional.

Texto da autoria de Bruno de Carvalho,
antigo Presidente do Sporting Clube de Portugal

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