Esta semana ficou marcada pelas vitórias dos três grandes antes das jornadas europeias. Além disso, há que destacar as duas entrevistas concedidas pelos presidentes de Sporting Clube de Portugal e Sport Lisboa e Benfica a dois canais generalistas.

A primeira entrevista foi a de Luís Filipe Vieira. Sobre essa, nem me vou pronunciar muito. Apenas dizer que vou esperar para ver a venda de Raúl Jiménez como a maior transferência do futebol português e esperar também por ver um Benfica alicerçado na sua formação e sem investir fortemente nos próximos anos. Enfim, promessas já antes faladas e que tardam em ser cumpridas. Mas isso é problema do outro lado da Segunda Circular. Também problema deles, e que já dura há um ano, é saber qual a posição a adotar perante o nosso atual treinador. Às vezes, foi JJ que traiu a nação “encarnada”, noutras vezes é um técnico que não servia as aspirações daquele clube. A prudência aconselha a que os dirigentes “encarnados” deviam de crescer e, de uma vez por todas, decidir qual a estratégia a adotar publicamente para abordar a saída do seu antigo técnico para Alvalade.

Já a entrevista de Bruno de Carvalho à SIC foi, quanto a mim, a sua melhor entrevista enquanto presidente dos “verde e brancos”. Nota-se que, tal como a equipa de futebol melhorou exponencialmente desde o início do mandato, o presidente também está a evoluir, a trabalhar afincadamente para ser, a curto prazo, o rei da selva que é o futebol português. Bruno de Carvalho mudou completamente a face do leão. Voltando à entrevista, o presidente respondeu a todas as perguntas, sem medo de nada. Falou sobre os milhões das transferências, tão questionados pela imprensa quando as mesmas se passam em Alvalade. Quando os milhões são os da Luz supostamente é tudo transparente. Bruno de Carvalho explicou todos os números, falou sobre o que se passou na situação do capitão Adrien Silva e ainda abordou a polémica criada pela comunicação social em redor da declaração de JJ sobre querer sair de Alvalade ao fim de um mês. O presidente leonino disse que também quis sair assim que entrou, devido ao estado lastimável em que o clube foi deixado por direções anteriores na era do croquetismo. Contudo, a vontade de reerguer o Sporting foi maior, para gáudio de todos os sportinguistas.

Anúncio Publicitário

O momento para julgar quem quis afundar o clube está próximo, tal como o presidente também esclareceu. Aproveito para dizer que concordo plenamente com a presença de elementos das claques na comissão que vai apreciar as posições dos antigos dirigentes, caso estes tenham a lata de ainda vir inventar argumentos para justificar as políticas ruinosas que quase ditaram o fim do clube. O Sporting tem de deixar de ser o clube que trata bem aqueles que o prejudicam.