milnovezeroseis

Caro leitor,

Já tive oportunidade de reiterar, na coluna de opinião do Bola na Rede que é me concedida, a minha visão daquilo que é um jogo de grande cartaz: um derby, ou um clássico, é, independentemente da conjuntura de ambos os clubes, uma partida emocionante, seja pelo historial de confrontos entre as equipas, seja pelo facto de estarem, na altura em que se confrontam, a lutar por objectivos iguais. Às razões atrás apresentadas resta apenas adicionar a componente psicológica, espelhada no entusiasmo com que adeptos de ambos os clubes abordam o jogo. E eis aquilo que, a meu ver, é um jogo grande.

Ora, à luz daquilo que em cima escrevi, não surge dúvida alguma: o Benfica-Sporting do próximo Domingo será um jogo de grande cartaz. Um derby, no sentido lato do termo. No campo gladiar-se-ão duas equipas com um historial de confrontos imenso – este será o 301º jogo (!) entre os rivais– e que estão a lutar, à passagem da 18ª jornada, pelo 1ºlugar do campeonato. Paralelamente, os adeptos, quer de um clube, quer do o outro, estão a encarar o derby com bastante expectativa, sendo que, por exemplo, os 3 mil bilhetes destinados ao Sporting “voaram” no primeiro dia em que foram postos à venda.

Sem Jefferson, por força da lesão contraída no jogo contra o Nacional, e William Carvalho, que cumprirá castigo por acumulação de amarelos, o Sporting terá a sua tarefa dificultada. O rigor táctico e defensivo e a classe com que opera cada passe, têm feito do internacional português uma pedra angular no onze leonino. Já Jefferson, que enfrenta a segunda lesão da época, tem, igualmente, sido aposta regular de Leonardo Jardim para o lado esquerdo da defesa. O brasileiro tem sido regular no sentido exibicional, demonstrando ser um bom jogador quer a defender, quer a atacar.

As ausências de William e Jefferson são, com efeito, o maior problema com que Leonardo Jardim se vê a braços. As escolhas mais evidentes e prováveis são Eric Dier e Iván Piris. O inglês formado na Academia de Alcochete, está familiarizado com as tarefas de um médio defensivo, pese embora a sua posição raíz seja a de defesa central. Na época transacta, no jogo Sporting-Porto, ocupou a posição em causa, por exemplo. Piris, por outro lado, já defrontou o Benfica esta temporada, no malfadado 4-3, em jogo a contar para a Taça de Portugal, sabendo, de antemão, que dificuldades enfrentará. O paraguaio tem, igualmente, correspondido positivamente quando chamado a jogo.

Este Benfica-Sporting é, de facto, em tudo determinante. Pessoalmente, creio que quem ganhar o derby será campeão em Maio. Mas, determinismos à parte, é inegável que é fulcral, quer para Sporting, quer para Benfica, vencer o jogo de Domingo. Certo é que os leões não vencem na Luz desde 2005, mas, algum dia, o enguiço tem de acabar. Esperemos, pois, que esse dia seja Domingo. Força Sporting!

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