sob o signo mozos

Vitória claríssima dos minhotos frente a um Sporting que esteve constantemente adormecido. Depois de exibições consecutivas a deliciar todos os adeptos, eis que o clube de Alvalade cai categoricamente aos pés de um Vitória de Guimarães fabuloso.

A história da partida, essa, é fácil de contar: um jogo de sentido único do início ao fim; um Sporting que não criou uma única oportunidade de perigo real; um Vitória de Guimarães montado de forma inteligentíssima impediu que o jogo do Sporting existisse e desvirtuou os papéis, pois quem parecia grande hoje era a equipa de Rui Vitória, que preparou a sua equipa de forma exemplar.

O jogo começou algo indefinido. Mas os minhotos foram-se instalando, progressivamente, no meio-campo adversário, exercendo uma pressão alta, cobrindo as linhas de passe dos leões e não permitindo que houvesse ligação entre a defesa e o ataque dos pupilos de Marco Silva.

Com um Vitória de Guimarães mais corajoso e atrevido, o jogo foi ficando favorável para a equipa orientada por Rui Vitória. Aos 15 minutos, Bouba Saré corresponde da melhor maneira a um cruzamento da direita, abrindo assim o marcador a favor da equipa da casa. O Sporting não soube reagir: falhava passes, mostrava-se nervoso com a pressão exercida pelo adversário e não conseguia criar uma identidade de jogo. Os jogadores pareciam desconcentrados e sem uma ideia comum, o que dificultava a imposição de qualquer tipo de processos. Os minhotos estiveram sempre mais perto do segundo golo do que os leões do empate. Foi, portanto, sem surpresa que o 2-0 chegou, aos 42 minutos de jogo. Mais uma vez, um centro que partiu da direita e João Afonso cabeceou na direcção da baliza – qual dejà vu! – e Maurício, na tentativa de evitar o inevitável, acabou por confirmar o golo dos vimaranenses. Fica a dúvida quanto à regularidade da posição do jogador do Vitória na altura exacta em que o centro sai dos pés de Hernâni, mas certo é que o jogo foi para intervalo com um resultado inesperado mas não por isso injustificado.

André André foi o melhor jogador em campo, sendo o reflexo do bom jogo vimaranense Fonte: Zerozero
André André foi o melhor jogador em campo, sendo o reflexo do bom jogo vimaranense
Fonte: Zerozero
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Marco Silva tinha de mexer e na entrada para o segundo tempo fez entrar Capel e Slimani, na tentativa de desequilibrar o até então inabalável controlo do Vitória. Mas os minhotos, fazendo jus às suas origens, lutaram como guerreiros e aperfeiçoaram o seu jogo. Tacticamente sublimes, não se deixaram desmontar e continuaram, com grande personalidade, a impor o ritmo de jogo.

Os lances de perigo iam surgindo, todos a favor do Vitória, com alguma naturalidade. O leão estava adormecido e não acordou, apesar de todos os sustos que foi apanhando. O terceiro golo chega já no fim da partida, aos 82 minutos, através de uma grande penalidade convertida por André André, que foi o homem do jogo.

Do início ao fim os vimaranenses controlaram e saem, justamente, de cabeça erguida, confirmando um excepcional arranque de campeonato. O Sporting terá de se recompor deste grande abalão se quiser confirmar-se como a equipa que, até ao jogo de hoje, tinha praticado melhor futebol em terras lusitanas.

A Figura

Rui Vitória – o treinador do Vitória de Guimarães tem vindo a realizar um excelente trabalho ao comando dos vimaranenses. Se dúvidas houvesse, a maneira extraordinária como preparou e montou a sua equipa para o embate de hoje dissipou-as. Parabéns pelo seu magnífico trabalho!

Fora-de-jogo

Sporting – todos os elementos da equipa leonina estiveram em baixo de forma. Podia-se tentar encontrar um culpado, mas todos os intervenientes na partida de hoje falharam rotundamente.

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O Zé Pedro nasceu um dia sob o signo do leão, assim como uma das suas maiores paixões: O Sporting. Desde aí que o seu percurso tem sido traçado a verde-e-branco. Vibrou com os grandes triunfos e sofreu com os desaires, mas nunca deixou de apoiar o clube leonino. Escrever para este site é só uma das muitas formas de expressar aquilo que sente pelo Sporting.                                                                                                                                                 O José não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.