Vitória SC 0-2 Sporting CP: Foi preciso ir ao pote para assaltar o castelo

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SPORTING CP COM ENTRADA DE LEÃO NA SEGUNDA PARTE DESPRENDE-SE DAS AMARRAS E CONQUISTA VITÓRIA

Era um daqueles clássicos do futebol português, um jogo que já se confunde com a própria história do campeonato. Pela 156.ª vez, um duelo entre Vitória SC e Sporting na Primeira Liga, no berço da nação. Na 29.ª jornada, tanto leões como conquistadores procuravam voltar às vitórias, mas só um poderia consegui-lo.

A turma vimaranense entrou com tudo e não teve medo do adversário. Logo aos oito minutos, já depois de ter dado o tónico no início, André Silva chutava contra Morita numa jogada de insistência de Johnston, mostrando ao que vinha. Os leões variavam a bola de flanco para flanco, à procura de um desequilíbrio. Num desses ataques, Morita rematou um pouco por cima da baliza de Celton Biai, num remate forte que serviu como ameaça.

Os conquistadores conseguiam recuperar bem as bolas no seu meio-campo, contudo na fase seguinte não conseguiam criar o perigo necessário para assustar o Sporting. Um jogo relativamente tranquilo, até ao minuto 35, pelo menos, para a linha defensiva leonina.

Quase já na chegada ao intervalo, ao minuto 45, o Vitória coloca a bola na baliza do Sporting, mas vê o VAR anular o golo, por 7cm, numa jogada que fica marcada pelo autêntico nó que Johnston deu a Nuno Santos. Ainda assim, ficava o aviso vitoriano.

No regresso das cabines, não foi preciso esperar muito para vermos golos no jogo. A passe de Morita, Pedro Gonçalves rematou para a baliza, a bola ainda sofreu um desvio, e surpreendeu Celton Biai, que demorou a reagir e foi batido de forma inusitada. Marcador aberto, vantagem para o Sporting.

O golo deu confiança à formação de Rúben Amorim, que depois de chegar à vantagem começava a criar mais perigo. Nuno Santos estava mais ativo pela esquerda e tentava servir os homens da frente, conseguindo-o numa das vezes, colocando Pote de frente para a baliza, mas o internacional português não conseguiu armar o remate.

Era nítida a falta de confiança que o Vitória sentia no seu jogo, a acusar o mau momento que vive. Jogo nervoso e inseguro, a acusar um Sporting claramente por cima. De livre, a turma de Alvalade voltou a levar o perigo ao adversário numa jogada ensaiada, onde só faltou o desvio certeiro.

E como o futebol é um jogo contínuo de momentos, subitamente o Vitória despertou pelos pés do recém-entrado Nelson da Luz, que pouco depois de entrar, aos 67 minutos, trouxe uma energia importante ao ataque vimaranense. Na sua primeira ação, driblou Matheus Reis e só foi travado pelo escudo defensivo que estava a ser Coates.

O Sporting ficou perto de aumentar a vantagem à entrada para o 80.º minuto, num lance de superioridade 3×2, mas Pote não conseguiu dar o melhor seguimento, com o seu remate a ser bloqueado. Antes do fim, Coates ainda colocou a bola na rede adversária, mas o golo foi anulado pelo VAR. Porém, o golo aparecia mesmo, por intermédio de Arthur Gomes, que colocou o marcador em 0-2, confirmando a vitória dos leões.

A FIGURA

Fonte: Fernando Silva / Bola na Rede

Pedro Gonçalves – Voltou a ser decisivo. Já teve jogos melhores, no entanto é graças à sua capacidade de assumir o jogo e de arriscar – especialmente no remate – que surge o golo que desbloqueia o jogo e que dá confiança à sua equipa. Uma menção também para Coates, que foi um muro na frente do ataque dos vimaranenses.

O FORA DE JOGO

Fonte: Fernando Silva / Bola na Rede

André Silva  Teve uma entrada enérgica na partida, chegou a marcar e viu o golo ser anulado, mas faltou algo no seu jogo para que pudesse ajudar a tirar a equipa do ‘fosso’. Acabou engolido pelos centrais do Sporting, que não lhe deram muitas hipóteses.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória SC

BnR:  Falou na questão da segunda parte e que não gostou de certas atitudes de jogadores. Nota-se que a equipa não reage bem ao golo sofrido, sente que há cada vez mais uma equipa que acusa nervosismo e ansiedade nestes momentos de contrariedade?

Moreno Teixeira: Sim, isso foi claro. Já o disse aqui. Teve a ver com o desenrolar do jogo, esta questão do golo anulado, começar a segunda parte a sofrer um golo…se já temos dificuldade a reagir à desvantagem todo este cenário criou mais desconforto, mas isso não é razão para fazermos esta segunda parte e não nos podemos agarrar só a isso. A equipa terá que reagir, que ganhar segundas bolas, lutar, pressionar muito mais alto e isso não aconteceu. Comportamentos que não gostei de alguns atletas, isso é muito claro para mim e é a razão para a segunda parte muito fraca.

Sporting CP

Não foi possível colocar questões ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

Fernando Coelho
Fernando Coelho
Jogador de futsal amador, treinador de bancada profissional. A aprender diariamente, acredita que o desporto pode ser diferente. Escreve com acordo ortográfico.

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