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sporting cp cabeçalho 1O  Estádio Municipal de Braga vestiu as suas bancadas de verde: o Vitória FC e o Sporting encontraram-se na cidade minhota para jogar a última partida da 11ª. edição da Taça da Liga. Um jogo com um sabor especial, visto que ambas as equipas já se tinham encontrado em 2008, na final, para discutir o vencedor da primeira edição desta competição.

De um lado, Montero finalmente foi apresentado como titular, juntamente com a surpreendente entrada de Bryan Ruiz para o onze(substituindo o lesionado Gelson e Acuña). Do outro, José Couceiro sentou Patrick Vieira no banco para fazer entrar Arnold e Vasco Fernandes para o lugar de André Sousa.

O jogo começa com um golo madrugador por parte do melhor goleador da competição. Depois de um mau alívio por parte do Fábio Coentrão, Gonçalo Paciência remata à meia volta e não dá hipótese a Rui Patrício, inaugurando o marcador. Culpa também da defensiva do Sporting que se deixou antecipar bastante pelos jogadores setubalenses, principalmente pelo marcador do golo e por João Teixeira, que fez o que quis de Piccini na jogada seguinte.

O Sporting deu sinais de vida no primeiro canto que teve a favor, com Dost a subir mais alto e a cabecear forte, mas Trigueira defendeu sem problemas. Por cima do jogo continuava o Setúbal, com Vasco Fernandes a criar bastante perigo à baliza do guardião leonino; a grande coesão defensiva ditava assim o maior sucesso da equipa de José Couceiro.

A partida estava a ser bastante disputada no meio-campo, com algumas faltas feias de parte a parte e sem grandes ocasiões, exceptuando talvez a queda de Ruben Ribeiro na grande área.

Ao contrário do jogo contra a Oliveirense, o Vitória Futebol Clube merecia, de facto, estar a ganhar ao intervalo. O Sporting, que nos primeiros 45 minutos teve uma oportunidade de golo, estava a ser engolido pelas capacidades coletivas da equipa adversária e pode-se até dizer que Gonçalo Paciência estava a conseguir desmontar a defensiva leonina com uma facilidade alarmante.

Foto de Gonçalo Paciência.
Gonçalo Paciência foi o grande destaque do jogo com um golo nos primeiros cinco minutos
Fonte: Facebook de Gonçalo Paciência

A segunda parte começava com os leões a ir em busca do resultado. Para tal, Jesus fez entrar Acuña e Battaglia para os lugares de Ruben Ribeiro e Bryan Ruiz. As diferenças notaram-se de imediato: ao entrar Rodrigo Battaglia para o meio-campo, Bruno Fernandes pôde-se deslocar para o corredor direito, beneficiando assim de mais poderio físico e mais liberdade e rapidez na ala direita.

Contudo, foi o Vitória a quase marcar o segundo golo, com Paciência a rematar junto à linha de fundo para o primeiro poste, valendo a atenção de Rui Patrício, sobrando para um jogador setubalense que remata bem colocado à base do poste direito, mas a bola falhou o alvo por centímetros.

A oportunidade mais clara até à altura para o empate esteve nos pés de Coates. Depois de livre batido por Bruno Fernandes e de um pontapé na atmosfera de Arnold, o central argentino remata muito por cima da baliza de Trigueira. O guardião viu-se em apuros após várias investidas junto à sua área, porém respondeu muito bem a todas.

Os leões continuavam bastante pressionantes e a entrada Doumbia por Montero acabou por dar um pouco mais de presença à equipa leonina. Estes até tiveram uma grande oportunidade, salva por Trigueira, o polvo setubalense, que depois foi avaliada pelo vídeo-arbitro. Primeiro, defende por instinto um cabeceamento de Bas Dost; depois, na recarga, coloca o corpo à frente de Fábio Coentrão e impede o golo do defesa português. Por fim, há polémica: Podstawski cola o corpo ao guardião e coloca o seu braço na frente da bola. Depois de o lance ser analisado durante vários minutos pelo VAR, Rui Costa decide marcar grande penalidade. Bas Dost é chamado a marcar e não engana: bola para um lado, guarda-redes para o outro. Estava assim lançado novamente o jogo.

Bruno Fernandes fez rugir o leão e quase virou o resultado, com um potente remate fora de área fez Trigueira esticar-se todo para afastar a bola para canto. Já no período de descontos, o mesmo jogador leva outra vez perigo à baliza sadina. Depois de passe de William Carvalho, o médio remata cruzado, com a bola a passar bem perto da baliza.

Os 90 minutos regulamentares acabaram e o jogo passou para as grandes penalidades… à semelhança da final de há 10 anos. Podstawski foi o primeiro a falhar a grande penalidade, não sendo de todo o seu dia, mandando à barra. Foi o único a não marcar, dando assim o título ao Sporting Clube de Portugal, que marcou as cinco penalidades.

O Sporting é assim campeão de inverno, ganhando o seu segundo título em dois anos e meio. Por sua vez, o Vitória caiu, mas caiu de pé. Grandes exibições de Trigueira e Paciência, dando assim a provar que o clube setubalense está cá para dar a volta e garantir a manutenção. E, depois desta exibição, espero que aconteça.

Foto de Capa: Sporting CP

 

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