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A CRÓNICA: AS VERTENTES DO SONHO FAMALICENSE E PESADELO PENAFIDELENSE

Foi o jogo inaugural da fase de grupos do Grupo B da Taça da Liga. Numa coletiva que também junta o Sporting CP, o FC Famalicão e o FC Penafiel foram os primeiros a defrontar-se nesta fase da competição.

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Sem deixar respirar, foi o FC Famalicão a criar a primeira grande situação de perigo. Com uma jogada efetuada somente pela lateral até chegar perto da grande área do FC Penafiel, valeu aos visitantes a força a mais com que David Tavares rematou a bola.

A equipa famalicense continuou a pressionar os comandados de Pedro Ribeiro que pareciam não aplicar perigo. Pareciam apenas. Aos 17 minutos, surgiu a grande oportunidade do FC Penafiel para inaugurar o marcador. O esférico embateu com enorme estrondo na trave da baliza, depois de uma defesa de Dalberson que poderia ter prejudicado o FC Famalicão. Ronaldo este a milímetros de concretizar o 1-0 a favor dos visitantes.

O jogo estava vivo, com ambas as equipas a sentirem-se ameaçadas uma pela outra. Em jeito de resposta, David Tavares voltou a tentar a sua sorte, mas um dos centrais penafidelenses estava no sítio certo à hora certa de modo a cortar a bola e desviá-la para a linha final. Mais uma vez, passou o perigo para o FC Penafiel.

O caudal ofensivo cedo se concretizou e com toque de classe. Ivo Rodrigues recebeu a bola de Iván Jaime, cruzou para o meio da área e o esférico acabou no fundo das redes da baliza de Filipe. Aos 36 minutos, o FC Famalicão vencia por 1-0. E, sem grandes festejos, os famalicenses queriam avançar para o segundo golo, mas o poste da baliza do FC Penafiel não permitiu a Ivo Rodrigues o bis na partida.

Começou a segunda parte do encontro e não demonstrava um grande nível de futebol praticado. Com faltas “aqui e ali”, o jogo só arrancou, definitivamente, aos 57 minutos, naquela que foi a primeira jogada corrida dos segundos 45 minutos. O FC Famalicão aplicou o seu poderio ofensivo e Simon Banza rematou de forma indefensável para o segundo golo dos comandados de Ivo Vieira.

O FC Penafiel e o técnico Pedro Ribeiro viram a sua vida ainda mais dificultada após a expulsão de Leandro, poucos segundos depois de sofrer o segundo golo. Se a vida já estava complicada, ainda mais se tornaria.

Já dizia o ditado “bem dito, bem feito”. Foram precisos mais dez minutos para os famalicenses abrirem uma maior vantagem, com Pedro Marques a inserir o seu nome na lista de marcadores. Lia-se um 3-0 no resultado, depois de uma panóplia de oportunidades desperdiçadas durante a primeira parte.

O festival de golos continuava no Estádio Municipal 22 de Junho. O árbitro David Silva apontou para a marca dos onze metros a favor do FC Famalicão e Ivo Rodrigues, depois de efetuar a famosa “paradinha”, rematou para o lado oposto para o qual o guarda-redes Filipe se atirou.

Para fechar da melhor forma para a equipa da casa e para acabar com o pesadelo vivido pelo FC Penafiel, Pedro Marques concretizou o quinto golo para o FC Famalicão. Mais uma vez, demorou, mas, quando foi para ser, foi mesmo. E o FC Famalicão começou esta fase de grupos da Taça da Liga da melhor forma com uma goleada e uma possível injeção de moral, enquanto o FC Penafiel volta a casa com uma derrota bastante pesada na competição.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Iván Jaime (FC Famalicão) – Também outros jogadores poderiam ser eleitos como figura, mas se houve alguém que levou para frente e construiu o jogo do FC Famalicão foi Iván Jaime. Sempre ligado ao jogo e com “dedo” nos lances ofensivos mais perigosos da equipa famalicense, o espanhol de 20 anos vai marcando a diferença.

 

O FORA DE JOGO

Leandro (FC Penafiel) – Com o resultado a alargar a favor do FC Famalicão, Leandro acabou por dificultar ainda mais a vida do FC Penafiel. Poucos segundos após sofrer o segundo golo, Leandro efetua uma falta que acabou por prejudicar o coletivo, tendo sido admoestado com cartão vermelho direto.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Ivo Vieira voltou a fazer a equipa alinhar num 4-2-3-1, com Pickel e David Tavares no setor mais recuado do meio-campo. Dalberson voltou à defesa da baliza, com a grande novidade a ser De la Fuente no onze inicial. Bruno Rodrigues também foi escolhido para titular, rendendo Marcos Paulo. A frente de ataque voltou a ser assegurada por Banza.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Dalberson (6)

Alex Nascimento (6)

Alexandre Penetra (6)

Adrián Marín (6)

Pickel (6)

Ivo Rodrigues (7)

Iván Jaime (7)

Bruno Rodrigues (7)

David Tavares (6)

De la Fuente (6)

Banza (7)

SUBS UTILIZADOS 

Pedro Marques (7)

Marcos Paulo (5)

Pêpê Rodrigues (6)

Pedro Brazão (5)

Batubinsika (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PENAFIEL

Com algumas alterações face ao onze inicial apresentado no seu último jogo, o FC Penafiel de Pedro manteve o 3-4-3 comum, moldável num 5-4-1 aquando dos momentos defensivos.

Filipe assumiu a guarda entre postes, com Silvério, Capela e Leandro na linha defensiva. Num meio-campo composto por quatro jogadores, João Amorim e David Caiado ficaram na zona central do terreno, com Edson Farias e Simão a construir pelas alas.

No último setor do terreno, Robinho e Édi Semedo ficaram encarregues de servir o ponta de lança de serviço: Ronaldo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Filipe (5)

Silvério (5)

Leandro (3)

David Caiado (5)

Ronaldo (5)

Edson Farias (6)

Capela (5)

Simão (6)

João Amorim (5)

Robinho (5)

Édi Semedo (6) 

SUBS UTILIZADOS

 Roberto (5)

Rui Pedro (6)

Feliz (5)

Pedro Prazeres (5)

Vitinha (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Famalicão

BnR: Foi um jogo bem conseguido por parte do FC Famalicão, com o onze titular que escolheu a ser capaz de levar o jogo para a frente. Sendo assim, as substituições que efetuou depois de já estar a vencer foram apenas por gestão ou existia algum objetivo em concreto? Pergunto também se este resultado foi a “injeção de moral” que a sua equipa precisava?

Ivo Vieira: A equipa teve um bom desempenho perante um adversário que nos ia dificultar. Acho que os jogadores interpretaram bem. Na primeira parte houve algum equilíbrio, mas o golo libertou-nos. Isto pode fazer a equipa crescer. As substituições estiveram ligadas às oportunidades e ao momento do jogo. Muitas vezes, na dificuldade, as coisas não acontecem, mas, hoje, ressalvo também os adeptos que aqui estiveram e nos apoiaram. É para eles que jogamos, trabalhamos e queremos ganhar.

 

FC Penafiel

BnR: Acredita que, para além da expulsão, a nítida falta de eficácia demonstrada durante a primeira parte dificultou o restante do encontro e os planos que trazia para os jogadores colocarem em prática para “derrubar” o FC Famalicão?

Pedro Ribeiro: Sim. Futebol é golos, é aproveitar as oportunidades que criamos e materializar em golos. A primeira parte e oportunidade de golo é nossa e [o lance] do Edson, por infelicidade, a bola bateu na barra e veio para trás. E o Famalicão, na primeira vez, que tem um lance com perigo faz golo. A eficácia prejudicou, naturalmente, o que tínhamos planeado. Estávamos a dominar o FC Famalicão. Estávamos a pressionar a não deixar ter bola. Estivemos muito bem organizados, jogámos bem com bola, chegámos lá, criámos uma oportunidade de golo flagrante e teria sido justo esse golo acontecer. Nisto, a eficácia do FC Famalicão fez-nos ficar atrás, mas continuar. A história do jogo muda na expulsão e, a partir daí, as coisas ficam muito difíceis.

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