A CRÓNICA: CLÉBER SANTANA FOI EXPULSO, TOMÁS CARVALHO ERROU NO GOLO DO EMPATE E O REAL SC SEGUE EM FRENTE

Real SC e CD Cova da Piedade deram esta noite o pontapé de saída na segunda eliminatória da Taça de Portugal.

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Os primeiros sinais de perigo foram dados pela equipa visitante. Aos 17 minutos, na sequência de um livre lateral batido pelo lado direito, Rui Batalha levantou para a área e surgiu um desvio ao segundo poste que só não deu golo porque o guarda-redes João Godinho fez uma grande defesa. E aos 22 minutos, a equipa de Hugo Martins ameaçou novamente. Hélio Vaz atacou a profundidade (belo passe a explorar a linha defensiva alta do Real) e, à saída do guarda-redes, atirou para fora.

Aos 28, o Real respondeu. Amadu Baldé ganhou uma bola no ar e deixou para a finalização de Gustavo Moura. Desta vez, foi o guarda-redes contrário, Cléber Santana, a opor-se rapidamente e a evitar o primeiro golo da partida. O jogo estava numa toada equilibrada, mas foi outra vez o Cova da Piedade a criar perigo antes do intervalo.

Novamente num lance a explorar as costas da defesa adversária, Rui Batalha conseguiu contornar João Godinho, mas o capitão Paulinho conseguiu cortar em cima da linha de golo. O intervalo chegava com a equipa forasteira mais perigosa (apesar de um livre forte, ainda longe da baliza, batido por Tiago Morgado, ao qual Cléber Santana teve de se aplicar).

A segunda parte começou logo com uma ameaça de Amadu Baldé, que assustou Cléber Santana, mas saiu para fora. Mas os piedenses responderam de pronto. Belo passe de Rui Batalha a desmarcar Diogo David, a quem faltou egoísmo (tentou assistir em vez de fazer golo). E pouco tempo depois, foi o Real a recuperar a bola em zona promissora e a ficar perto do primeiro, valendo Kalifa ao Cova da Piedade, negando o golo a Mika Borges. A segunda parte aparentava começar mais animada.

Mas aos 63 minutos, as coisas complicaram-se para a equipa do Cova da Piedade. Kalifa perdeu a bola à entrada do meio-campo adversário e Mika Borges rapidamente isolou Gustavo Moura. Cléber Santana saiu da baliza e travou o adversário em falta, fora da área, sendo expulso.

Aos 72 minutos, o marcador começou a funcionar, e, surpresa ou não, a favor do Cova da Piedade. Na sequência de um canto que o Real não conseguiu afastar convenientemente, Celsinho aproveitou para rematar de primeira, batendo João Godinho e dando um golo que podia ser importante para a sua equipa. Mas o Real empatou apenas dois minutos depois. Ballack tirou um cruzamento da direita, o guarda-redes Tomás Carvalho (que tinha entrado depois da expulsão de Cléber Santana) falhou a saída e Mika Borges empatou de cabeça.

O Real assumiu naturalmente um maior domínio, face à superioridade numérica, mas o Cova da Piedade foi conseguindo fazer com que os minutos passassem sem sofrer muito perigo na sua baliza. Até que chegou o fim do tempo regulamentar e, face à igualdade verificada, a partida seguiu para prolongamento.

No início do prolongamento, o Real não perdeu tempo e chegou rápido à vantagem. Belo cruzamento de Rúben Freire, de trivela, do lado esquerdo, e Gustavo Moura cabeceou para dentro da baliza. Mas mesmo com 10, o Cova da Piedade não desistiu. Celsinho bateu um livre lateral tenso e Gomes não desviou por muito pouco.

O Real voltou a ameaçar aos 100 minutos, valendo uma grande defesa de Tomás Carvalho a uma finalização de primeira de Mika Borges. Mas o intervalo do prolongamento chegava com a formação da casa em vantagem e a 15 minutos de carimbar o apuramento para a terceira eliminatória da Taça. E apesar dos melhores esforços do Cova da Piedade, o resultado não sofreu mais alterações e o Real pôde festejar a passagem à próxima fase.

 

A FIGURA

Gustavo Moura – O avançado do Real voltou a ser decisivo, voltando a marcar o golo da vitória, tal como tinha feito no fim de semana, frente ao Caldas. O avançado esteve sempre ativo ao longo da partida e finalizou como devia o belo cruzamento de Rúben Freire.

 

O FORA DE JOGO

Cléber Santana – O guarda-redes do Cova da Piedade acabou por manchar uma exibição que estava a ser positiva aos 63 minutos, com uma expulsão. É verdade que Kalifa perdeu a bola onde não devia, mas o guarda-redes saiu da baliza de forma extemporânea e derrubou o oponente, complicando a tarefa da sua equipa.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SC

A equipa comandada por Luís Loureiro apresentou-se num 3-4-3 que, no momento ofensivo, projetava muito os alas Rodrigo Moitas e Fábio Pala, enquanto Amadú Balde e Mika Borges exploravam espaços mais interiores junto do ponta-de-lança.

No capítulo defensivo, a equipa do Real SC organizou-se numa linha defensiva com cinco jogadores, enquadrando-se, na grande maioria das vezes, num 5-2-3.

Na primeira parte, a equipa de Massamá demonstrou-se confortável com bola, com os seus centrais sempre bastante ativos na primeira fase de construção, mas sempre com alguma dificuldade em ligar com os homens da frente. Uma posse de bola que poucas vezes resultou em lances de grande perigo.

No segundo tempo, após a expulsão do jogador do Cova da Piedade, o técnico Luís Loureiro lançou Ballack para o lugar de Fábio Pala, promovendo no imediato uma mudança no sistema tático, com a equipa a posicionar-se num 4-2-3-1. Na fase defensiva, face às mudanças feitas no 11 inicial, a equipa passou a defender em 4-4-2.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (6)

Fábio Pala (6)

Rodrigo Moitas (6)

Gustavo Moura (9)

Tiago Morgado (6)

Paulinho (6)

Rodrigo Monteiro (6)

Clayton Sampaio (6)

Rúben Marques (6)

Amadú Baldé (6)

Mika Borges (8)

SUBS UTILIZADOS

Rúben Freire (7)

Ballack (6)

Rodrigo Martins (6)

Cabissandin (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD COVA DA PIEDADE

O coletivo orientado por Hugo Martins apresentou-se num 4-4-2, tanto no momento ofensivo como defensivo.

A equipa do Cova da Piedade, na primeira parte, recorreu sempre a uma abordagem mais direta para fazer chegar a bola aos jogadores da frente, colocando sempre três ou quatros homens entre a linha defensiva do Real no momento da construção.

Na segunda parte, a equipa do Cova da Piedade entra bem na partida, com uma linha defensiva mais subida e com um aumento de intensidade significativo, causando algumas dificuldades à equipa do Real.

Com a expulsão do guarda-redes Cléber, o técnico Hugo Martins baixou um pouco as suas linhas e montou uma última linha de cinco jogadores, de forma a responder ao aumento de jogadores do Real na frente de ataque.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Cléber Santana (4)

Fábio Santos (6)

Rui Batalha (7)

Kalunga (6)

Batista (6)

Hélio Vaz (6)

Kalifa (6)

Diogo David (6)

Sandro Silva (6)

Celsinho (6)

Pedro Pinto (6)

SUBS UTILIZADOS

Tomás Carvalho (6)

Gomes (6)

Zacarias (6)

Vicente (6)

 

Rescaldo de opinião redigido por Bernardo Figueiredo e Gonçalo Tomaz.

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