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Moitense

A CRÓNICA: UFC MOITENSE DEU BOA RÉPLICA NO PRIMEIRO TEMPO, MAS OS BRACARENSES CONFIRMARAM A SUPERIORIDADE

UFC Moitense e SC Braga protagonizaram esta tarde mais um jogo referente à terceira eliminatória da Taça de Portugal. Os minhotos iniciavam a defesa do título conquistado na última temporada perante um adversário da primeira divisão da associação distrital de Setúbal, um de apenas três representantes das distritais nesta fase da prova.

E face à diferença de forças, o SC Braga cumpriu com o que se esperava e entrou mais forte na partida, a tomar conta da bola e a circulá-la, à procura do espaço, perante um UFC Moitense em organização defensiva. Perante isto, o SC Braga teve de esperar quase até aos 20 minutos para criar as primeiras ocasiões de perigo e a primeira até surgiu quando o Moitense se tentava aventurar no ataque. O Braga recuperou a bola, lançou-a para Galeno, que cruzou rasteiro e obrigou Pedro Fortes a uma intervenção difícil. Pouco depois, remates de Iuri Medeiros para fora e de novo Galeno para mais uma defesa do guardião do Moitense e a equipa da Primeira Liga ia ameaçando.

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Aos 24, uma combinação do lado esquerdo entre Galeno e Francisco Moura desencadeou uma assistência para Chiquinho, que rematou para nova grande intervenção do guarda-redes adversário. Três minutos depois, nova jogada pela esquerda teve novo destino, desta vez com a finalização de Mario González. Até essa altura, a história do jogo passava pelo lado esquerdo do ataque do Braga e pelo guarda-redes Pedro Fortes.

Mas aos 40 minutos, a resistência da equipa da Moita foi quebrada. Desta vez a jogada foi construída pela direita, com um cruzamento perfeito de Yan Couto para a cabeça de Mario González, que não vacilou. Depois de tanto tentar, o Braga chegava finalmente à vantagem perto do intervalo. E foi mesmo com 0-1 que se chegou ao descanso, apesar de ter havido mais uma ocasião de perigo criada por André Horta antes disso.

O Moitense voltou do intervalo com uma alteração na frente de ataque (saída de Maia, entrada de Pedro Reis) e com uma vontade enorme de entrar forte nos primeiros minutos do segundo tempo. Isso levou a uma oportunidade para Leonardo Leiro, que rematou à meia volta para obrigar Tiago Sá à sua primeira intervenção da tarde. Mas o Braga rapidamente voltou ao comando e ampliaria a vantagem.

Primeiro, um excelente passe de André Horta desmarcou Mario González, que recebeu e rematou, mas estava lá Pedro Fortes para negar o golo. Pouco depois, aos 54 minutos, um canto batido no lado direito foi desviado ao primeiro poste por Iuri Medeiros e finalizado de cabeça ao segundo pelo central Bruno Rodrigues.

A partir do 0-2, o estádio Alfredo da Silva, que estava num ambiente de grande festa proporcionado pelos adeptos do Moitense, arrefeceu bastante, e as hipóteses da equipa do campeonato distrital também. O Braga foi continuando a somar ocasiões para fazer o terceiro golo, com destaque para um lance em que Francisco Moura só não faz o 3-0 porque Chainho lhe negou essa possibilidade.

Mas o Braga chegou à goleada com dois golos em menos de nada, aproveitando dois erros do Moitense. Primeiro, aos 81 minutos, um atraso para Pedro Fortes ficou curto e Vitinha contornou o guarda-redes e cruzou para o golo de outro jovem, Roger (tem apenas 15 anos e emocionou-se quando festejou).

Dois minutos depois, o guarda-redes do Moitense, que estava a ter uma tarde tão inspirada, voltou a comprometer. Desta vez, recebeu o atraso do colega de equipa, mas não se conseguiu desfazer da bola e perdeu-a para Vitinha, que fez o 4-0. E o 5-0 veio aos 89 minutos, novamente por Vitinha, a aproveitar um ressalto no meio-campo que o deixou cara a cara com o guarda-redes.

O Braga começou assim a defesa do troféu que conquistou na temporada passada com uma goleada, avançando para a quarta eliminatória.

 

A FIGURA

Vitinha – O jovem de 21 anos entrou no decorrer da segunda parte, mas teve uma influência decisiva nos três golos que se seguiram à sua entrada. Com dois golos e uma assistência para Roger, a entrada do avançado foi fulminante e este período de jogo deu certamente bastante confiança ao jogador.

 

O FORA DE JOGO

Pedro Fortes – Acreditem ou não, até ao momento em que comete dois erros que resultam em dois golos do adversário, Pedro Fortes era o principal candidato a ‘Figura’ do jogo. Mas depois, numa altura em que o Moitense já acusava o cansaço, o guarda-redes também quebrou, e a equipa afundou com ele.

 

ANÁLISE TÁTICA – UFC MOITENSE

A formação de David Nogueira apresentou-se em campo com uma formação tática de 4x4x2, remetida quase sempre à sua organização defensiva. Os laterais Chainho (direita) e Lampreia jogavam ao lado dos centrais, que eram Rosito Carvalho e Mário Costa. No meio-campo do Moitense, Gui Marques e Leonardo Leiro ocupavam o corredor central, com Laurindo na ala direita e Rafa Matos na esquerda. Os dois avançados eram Patrick e Maia.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Pedro Fortes (4)

Chainho (4)

Rosito Carvalho (5)

Mário Costa (4)

Lampreia (5)

Gui Marques (5)

Leonardo Leiro (4)

Laurindo (4)

Rafa Matos (5)

Patrick (4)

Maia (4)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Reis (4)

Sam Nmoruka (4)

Tomás Alves (4)

David Silva (4)

Tiaguinho (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A equipa de Carlos Carvalhal apresentou-se para este jogo igualmente num 4x4x2, com Chiquinho a ser mais avançado do que médio. Yan Couto, Tormena, Bruno Rodrigues e Francisco Moura ocuparam o quarteto defensivo, Lucas Mineiro e André Horta formaram a dupla de meio-campo, com Iuri Medeiros na direita e Galeno na esquerda. Chiquinho, sendo um médio de raiz, fazia a maior parte das vezes companhia a Mario González na frente.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Sá (5)

Yan Couto (6)

Tormena (6)

Bruno Rodrigues (7)

Francisco Moura (7)

Galeno (6)

Lucas Mineiro (6)

André Horta (6)

Chiquinho (6)

Iuri Medeiros (7)

Mario González (7)

SUBS UTILIZADOS

Vítor Oliveira (8)

Roger Fernandes (7)

Gorby (6)

Diogo Leite (6)

Lukas Hornicek (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

UFC Moitense

BnR: Pergunto-lhe se foi mais difícil focar a equipa para este jogo ou se vai ser mais difícil fazer o transfer para o próximo jogo do campeonato distrital.

David Nogueira: Este jogo é extremamente motivante, nesse capítulo não tivemos grande dificuldade. Mas acredito que eles agora estão na Lua e para os trazermos para a Terra vai ser mais difícil, ou seja, para voltar para a realidade vai ser uma tarefa mais complicada.

 

SC Braga

BnR: Gostava de lhe perguntar o quão difícil é preparar um jogo neste contexto em que a equipa faz um jogo de campeonato, tem a pausa para as seleções e, depois, quando volta a competir, joga contra um adversário de um escalão competitivo bastante inferior. É difícil preparar o jogo num contexto destes?

Carlos Carvalhal: Estas equipas são muito organizadas, 11 jogadores muito juntos perto da grande área e isto cria sempre dificuldades a qualquer equipa, fazer o primeiro golo é sempre muito difícil, são dificuldades que temos encontrado no nosso campeonato, embora a qualidade dessas equipas seja superior na qualidade da transição. Às vezes nestes jogos acontecem surpresas que não estamos à espera. Eu acho que o calendário está bem feito, honestamente. No nosso caso não tivemos muitos jogadores nas seleções, mas os colegas de Sporting, Benfica e Porto, principalmente estes três, na altura das seleções ficam quase a treinar sozinhos, e depois, se tiverem de competir no campeonato, é muito complicado, porque os jogadores quando chegam das seleções vêm sempre dessincronizados da equipa, sempre. E as dificuldades seriam sempre maiores se jogássemos para o campeonato. Por isso, sinceramente, acho que é uma boa medida.

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