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A CRÓNICA: FC VIZELA ELIMINA UM HISTÓRICO DA COMPETIÇÃO

No Estádio do Bonfim, o Vitória FC recebeu o FC Vizela, duelo este a contar para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. O Estádio do Bonfim voltou assim a receber um adversário proveniente da Primeira Liga, dois anos após os sadinos serem relegados para o Campeonato de Portugal.

De notar que o treinador do Vitória FC, António Pereira, fez algumas alterações relativamente à passada eliminatória frente ao SC Vianense, jogo este em que o Vitória FC saiu vitorioso (0-2). Já o treinador da equipa visitante, Álvaro Pacheco, efetuou seis alterações face ao onze inicial que empatou com o CD Santa Clara para o campeonato, na passada jornada.

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Na primeira parte, o FC Vizela mostrou-se dominante no jogo, porém, o Vitória FC, através de uma pressão alta exercida por Bruno Ventura em conjunto com o trio de ataque, criava dificuldades aos vizelenses na sua primeira fase de construção. No entanto, os vizelenses dominavam o jogo, construíam com serenidade e criavam mais oportunidades de golo.

Os sadinos criavam perigo através de contra-ataques, porém não conseguiam traduzir estes em golos, ou sequer em oportunidades perigosas contra a defesa adversária. Aos 26 minutos, o FC Vizela chegou ao golo após uma grande jogada de Nuno Moreira com Tomás Silva. Este último cruzou rasteiro para Alex, que só precisou de empurrar a bola para dentro da baliza. Aos 28 minutos, Robson, médio-centro da equipa sadina, perdeu a bola à entrada de área e Nuno Moreira quase faturou o segundo golo da equipa visitante.

O FC Vizela apresentava uma “maturidade” diferente da equipa do Vitória FC, pouco experiente para adversários deste nível. Esta “maturidade” da equipa visitante esteve bem patente no segundo golo, aos 36 minutos, com uma triangulação perfeita da equipa do FC Vizela que resultou no golo de Schettine.

João Valido travou ainda várias novas ocasiões de golo do FC Vizela, uma delas ao minuto 40, após um cabeceamento de Schettine. Extraordinária defesa do guarda-redes da equipa sadina. De salientar ainda, nesta primeira parte, a bonita homenagem a José Semedo, ao minuto 29, jogador que atravessa um momento extremamente difícil com o falecimento da sua mulher, com o jogo a parar para se ouvirem os aplausos em sua homenagem. O Bola na Rede envia também as suas condolências a José Semedo e a toda a família enlutada.

Na segunda parte, os sadinos entraram a todo o gás em busca de um golo, que reacendia a esperança de uma possível passagem à próxima eliminatória da Taça. Aos 50 minutos, Kamo Kamo, de frente para a baliza, desperdiçou uma grande oportunidade de golo que faria o Vitória FC reentrar na discussão do resultado.

Os sadinos arriscavam muito no contra-ataque, causavam perigo, porém à entrada da grande área adversária tardavam a decidir e perdiam assim oportunidades de golo. De realçar uma falha estrondosa de Mendy, aos 81 minutos, completamente de frente para a baliza.

O Vitória FC tentou, mas não conseguiu fazer frente ao FC Vizela. A equipa sadina despede-se assim desta edição da Taça de Portugal e o FC Vizela avança para a próxima eliminatória.

 

A FIGURA

Maturidade do Vizela FC – A equipa de Álvaro Pacheco tem demonstrado uma maturidade de equipa de primeira liga. Frente a um histórico da Taça de Portugal, o Vitória FC, conseguiu impor o seu jogo perante a equipa sadina, que demonstrou pouca experiência quando comparado à equipa vizelense.

 

O FORA DE JOGO

Inexperiência da equipa sadina – A falta de experiência dos jogadores do Vitória FC ficou bem patente ao longo do jogo. Perdas de bola, incapacidade de gerir a posse de bola e, sobretudo, inabilidade para concretizar as oportunidades de golo.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA FC

António Pereira apostou num sistema de 4x3x3 com um médio ofensivo, Bruno Ventura, que se juntava a um rápido tridente ofensivo com o intuito de procurar o erro da defesa do FC Vizela. Ao longo do jogo, o Vitória FC teve certas dificuldades em ter a posse de bola, e, nas oportunidades que teve através de contra-ataques, foi incapaz de traduzir em golo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES 

João Valido (7)

Mano (5)

Bruno Bernardo (5)

François (5)

Nuno Pinto (6)

Murilo (5)

Robson (4)

Bruno Ventura (6)

Kamo Kamo (6)

Varela (5)

Bruno Luz (5)

SUBS UTILIZADOS

 Mendy (4)

Daniel Martins (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – FC VIZELA

Como já é característico, o FC Vizela de Álvaro Pacheco entrou com um sistema de 4x3x3 com o objetivo de controlar o jogo através de uma boa gestão da posse de bola. A equipa controlou o meio-campo com tranquilidade, travou os contragolpes da equipa da casa e, sobretudo, soube criar e traduzir as suas oportunidades em golos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ivo (6)

Vigor Julião (7)

Ivanildo (6)

Bruno Wilson (6)

Ofori (7)

Samu (8)

Guzzo (7)

Tomás Silva (7)

Alex (8)

Nuno Moreira (8)

Cassiano (5)

SUBS UTILIZADOS

Schettine (8)

Marcos Paulo (7)

Kiki (6)

Zag (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Vitória FC

BnR: Boa tarde, mister. O mister apostou num rápido tridente ofensivo com Kamu Kamu, Varela, Bruno Luz na frente e Bruno Lourenço a juntar-se na pressão à defesa adversária. Na segunda parte, já a perder por 2-0, com a entrada de Mendy tentou dar primazia ao jogo aéreo em detrimento de um jogo de pressão alta à defesa adversária?

António Pereira: “Sim, de facto foi o que tentámos fazer. Na Liga 3, apostamos no jogo aéreo e tentamos sempre ter o domínio da posse de bola. Neste jogo, sendo o adversário de primeira liga, entrámos, como disse, com esse ataque rápido em pressão alta, a tentar causar o erro no adversário. Não resultou, assim sendo coloquei o Mendy na segunda parte para voltarmos ao nosso jogo habitual e apostarmos assim no jogo aéreo.”

 

FC Vizela

BnR: Boa tarde, mister. Acredita que esta adaptabilidade dos jogadores do meio-campo do Vizela de irem, por assim dizer, mudando de sítio dentro de campo, mas os comportamentos continuarem muito idênticos, foi uma arma forte para baralhar a defesa do Vitória neste jogo?

Álvaro Pacheco: “Sem dúvida. Eu gosto muito dessa adaptabilidade, dos jogadores estarem sempre conectados a saberem como está a equipa no momento. O segredo está nisso: nós sermos capazes de nos adaptarmos aos espaços que temos de defender e atacar, independentemente de quem lá está. Esta ideia é fundamental, não só para o funcionamento da equipa, como também para a minha ideia de jogo.”

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