Uma equipa, em tudo, diferente

A ida ao balneário trouxe uma formação portista remodelada para a segunda parte. Percebendo que Chidozie havia ficado abalado pela falha no lance do golo e que o meio campo azul e branco praticamente não havia existido no primeiro tempo, José Peseiro substituiu o jovem central nigeriano pelo médio Ruben Neves e recuou Danilo Pereira para o eixo da defesa. Uma única alteração que foi suficiente para mudar o paradigma da partida.

Os primeiros minutos após o descanso foram de domínio absoluto do FC Porto que, imprimindo uma nova intensidade e procurando espaços entre linhas, foi capaz de fazer o Braga tremer. André Silva, Maxi e Herrera dispuseram, num período de cinco minutos, de uma oportunidade cada para igualar o resultado, mas, surpreendentemente, seria novamente o Braga a chegar ao golo. Em novo erro infantil da defensiva portista, desta feita pelos pés de Marcano, Josué, com a baliza praticamente aberta, não perdoou e dilatou o resultado.

Festa do lado bracarense, desilusão do lado azul e branco. A final parecia cada vez mais resolvida e o troféu cada vez mais entregue. Só que passados três minutos, André Silva reduziu a desvantagem e reatou as esperanças portistas, naquele que foi o seu segundo jogo consecutivo a marcar. O mesmo André Silva, já em tempo de descontos, incendiou a bancada onde estava a falange de apoio ao FC Porto, ao empatar a partida num lance de génio. Após muita insistência junto à area bracarense, a bola sobrou para Hector Herrera que, no limite, cruzou para o jovem ponta-de-lança portista. De bicicleta, André Silva enviou a partida para prolongamento.