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Numa noite fria, em todos os aspetos, o Vitória FC recebeu o SC Braga numa partida a contar para a Taça de Portugal.

O Braga começou mais acelerado e atrevido, ao contrário dos sadinos, ainda tímidos. Isso refletiu-se logo no primeiro minuto, altura do primeiro lance de perigo do guerreiros. O jogo correu num só sentido até aos 20 minutos, mas antes do primeiro tento à baliza, o Vitória já tinha visto um amarelo (Mikel), dando ao Braga uma boa oportunidade de golo, com um livre à boca da área. A oportunidade de golo foi então de Cadiz que deixou Marafona atrapalhado.

Um minuto depois, surgiu O minuto do jogo. Aos 21′ as calques do Vitória e Braga desviaram a atenção do jogo para homenagear Nuno Pinto, que anunciou esta semana que iria interromper a sua carreira devido a um linfoma. No lado verde do estádio lia-se “Os nossos não deixamos cair” palavras de Vasco Fernandes, na conferência extraordinária dada para anunciar a trágica notícia em torno do defesa sadino. No lado vermelho podia ler-se “Força e coragem, Guerreiro”. O estádio cantou o nome de Nuno em uníssono, e o momento foi de tal maneira sentido, que, por momentos, o desfalcado Bonfim pareceu ser uma arena com milhares e milhares a gritar num só sentido.

De volta ao jogo, o Vitória ganhou ritmo e a partida foi bem disputada, equilibrada e sem mais oportunidades flagrantes de golo. As equipas saíram empatadas a zero para os balneários, sem outro resultado passível de ser justo.

A partida recomeçou no mesmo ritmo com o qual acabou: dura, partida, equilibrada. O Vitória pareceu ligeiramente mais atrevido, mas sem grandes frutos. Tudo apontava para um doloroso 0-0 no fim do tempo regulamentar. Pequenos perigos foram surgindo de parte a parte, sendo dignos de destaque o cabeceamento de Mendy que perdeu todo o seu potencial nas mãos de Marafona e um remate muito perigo de Wilson Eduardo. Aos 86′ o Braga leva Cristiano a sair para um intervenção brilhante, mas Dankler mancha o momento e faz falta sobre Palhinha. Tudo a postos para o Braga carimbar a passagem, mas Diego Souza conseguiu mandar a bola à trave, deixando o Vitória sonhar mais um pouco. No seguimento da jogada os sadinos tentam o contra ataque e Raul Silva faz uma falta dura, na tentativa de parar a fornação de Lito Vidigal e acaba por ver o segundo amarelo e ser expulso.

O Vitória foi para a frente com tudo e ao cair do pano, já em tempo de compensação, poderia ter feito o golo, mas Marafona brilhou e acabou mesmo por arrastar o jogo para prolongamento.

Com mais meia hora de futebol, o jogo foi ficando mais duro e mais intenso. Mais perigo para ambos os lados, mas menos qualidade e (ainda) mais faltas. Aos seis minutos da primeira parte do prolongamento, João Novais assumiu o canto a favor do Braga, meteu a bola no coração da área e Pablo atirou a redondinha para o fundo das redes de Cristiano. Assim, reduzido a 10, os minhotos conseguiram respirar de alívio.

A partir daí o Braga tentou gerir o resultado enquanto o Vitória procurou in(al)cansavelmente o golo do empate.

ONZES INICIAIS:

Vitória FC: Cristiano, Dankler, Jorge, Vasco Fernandes (C), Mano (A. Sousa, 102′), Semedo (André Pedrosa, 97′), Mikel Agu, Ruben Micael (Zequinha, 78′), Bessa (Hidelberto, 89′), Mendy, Cadiz.

SC Braga: Marafona, Viana, Melo da Silva, Marcelinho Goiano, Sequeira, Palhinha (Pablo, 92′), Fransérgio, Esgaio (Novais, 77′), Horta (Wilson Eduardo, 77′), Paulinho, Dyego Souza.

Foto de Capa: SC Braga

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