Na 14ª jornada da Primeira Liga, o SL Benfica visitou o reduto do FC Porto, numa partida que acabou com um empate a uma bola entre “águias” e “dragões”. Apesar do resultado insatisfatório, a equipa encarnada demonstrou uma excelente atitude – e até teve boas oportunidades para trazer os três pontos para a capital.

Contudo, uma das grandes surpresas na partida foi a inclusão de Grimaldo como médio ala esquerdo, com Nuno Tavares a ocupar a lateral esquerda defensiva. Jorge Jesus, com esta mudança na estratégia da equipa, conseguiu estancar o lado direito do ataque portista, com Jesús Corona, o principal desestabilizador azul e branco, a não conseguir ter tanto espaço para criar como é habitual.

O mexicano raramente conseguia ficar sozinho no um para um com Nuno Tavares, pois Grimaldo estava sempre por perto para fazer superioridade numérica. E se no plano defensivo esta alteração deu frutos, o mesmo se pode dizer no plano ofensivo.

As jogadas mais perigosas do SL Benfica partiram quase sempre do lado esquerdo – com exceção a algumas arrancadas de Rafa, no outro lado do terreno. Inclusive, o golo do SL Benfica acontece a partir de uma bela jogada coletiva, com Nuno Tavares a encontrar Seferovic na área que, ao ver Grimaldo a chegar, assiste para o espanhol “picar” a bola por cima de Marchesín.

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A capacidade defensiva de Nuno Tavares aliada à qualidade ofensiva que Grimaldo acrescenta pode tornar esta parceria numa das mais perigosas da Primeira Liga. Resta agora perceber em que estado é que os dois jogadores vão regressar, pois encontram-se infetados com o novo coronavírus.

No entanto, e apesar deste grande “mas”, confio no potencial desta dupla no onze do SL Benfica, pois acredito que a equipa pode beneficiar – especialmente em termos defensivos – da inclusão dos dois jogadores no onze inicial.

Com Nuno Tavares a não se importar de fazer o “trabalho sujo”, Grimaldo fica mais livre para fazer o que faz melhor – desequilibrar no último terço do terreno, quer através de combinações e incursões interiores, quer por cruzamentos – sendo que, neste último aspeto, Nuno Tavares também é exímio.

Artigo revisto por Mariana Plácido

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