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Ex-FC Porto Danilo pondera retirar-se dos relvados

O futuro de Danilo segue em aberto. O defesa brasileiro segue no Flamengo, mas a hipótese de reforma não está descartada.

Danilo, ex-defesa do FC Porto, segue com o futuro em aberto, e retirar-se dos relvados é uma hipótese. O lateral brasileiro, atualmente no Flamengo, pode continuar no Brasil e também tem propostas na Europa.

Segundo a Sky Sports, o clube do Rio de Janeiro pretende apresentar uma proposta de renovação, sobretudo pela importância no balneário. No entanto, Danilo quer avaliar o cenário com calma, visto que surgem interessados que disputam a Champions League.

Outro ponto a ter em conta é o Mundial 2026. Carlo Ancelotti já confirmou que, se estiver em condições físicas, o defesa estará na competição, o que pode mudar o rumo da decisão.

Por agora, não há definição. Danilo leva 11 jogos disputados este ano pelo Flamengo.

Ashley Young termina carreira aos 40 anos: «Como todos os sonhos, este chega ao fim»

Ashley Young termina oficialmente a carreira. Internacional inglês vai fechar o percurso no Ipswich Town, do Championship.

Ashley Young, lesionado desde janeiro, decidiu que vai pendurar as botas. O lateral internacional inglês do Ipswich Town fez o anúncio através das suas redes sociais.

«Da Sefton Road até Vicarage Road, passando pelo Villa Park, Wembley, Old Trafford e San Siro, de volta a Villa Park, depois Goodison Park e, finalmente, Portman Road. Foi uma viagem e tanto – daquelas que eu só sonhava quando era miúdo! Mas, como todos os sonhos, este também tem um fim. Sábado pode ser o último jogo da minha carreira profissional de 23 anos. Continua…», prometeu.

Ashley Young começou no Watford, passou pelo Everton, Manchester United, Inter Milão, voltou ao Everton e foi para o Aston Villa, antes de rumar ao Ipswich Town. O lateral jogou pela seleção inglesa 39 vezes e tem uma Premier League, uma Taça de Inglaterra, uma Serie A e uma Europa League no seu currículo.

Barcelona equaciona internacional português como plano B para o ataque caso falhe a contratação de Julián Alvarez

Segundo imprensa espanhola, o internacional português Gonçalo Ramos é a alternativa do Barcelona à contratação de Julián Alvarez.

O Barcelona já começa a preparar cenários alternativos para o mercado de verão, e um deles é Gonçalo Ramos. Segundo o El Nacional, o avançado do PSG surge como opção caso não avance a contratação de Julián Álvarez, que continua a ser a prioridade para reforçar o setor ofensivo.

Para além das questões financeiras que o clube catalão enfrenta, o facto do Atlético Madrid contar com o argentino como peça central do projeto também não colabora. Os valores associados à transferência de Gonçalo Ramos rondam os 30 milhões de euros, um cenário mais alinhado com a realidade financeira atual do Barcelona.

O internacional português não tem sido titular ao longo da época, mas soma 41 jogos, 12 golos e uma assistência pelo PSG.

Raphinha pode deixar o Barcelona e rumar à Arábia Saudita neste verão

Raphinha volta a ser alvo dos clubes da Arábia Saudita. O Barcelona continua firme para tentar segurar o extremo brasileiro.

Raphinha, um dos capitães do Barcelona, volta ao radar dos clubes da Arábia Saudita. Apesar de ser um dos jogadores mais importantes dos catalães, a sua qualidade e consistência continuam a atrair o interesse das equipas com mais poder financeiro, que já se preparam para fazer uma abordagem no mercado de verão.

Segundo o Mundo Deportivo, alguns clubes da Arábia Saudita estão atentos à situação e pretendem enviar propostas elevadas após o Mundial 2026. No passado, já houve propostas a rondar os 90 milhões de euros e um salário muito maior que o do Barcelona, mas o ex-Sporting recusou e renovou com os blaugrana até 2028, onde se diz completamente focado.

Mesmo com o contexto político atual e a perda de relatividade da liga, os principais emblemas sauditas continuam com um forte investimento de forma a gerar mais impacto global, e o extremo brasileiro seria um nome sonante a chegar ao campeonato.

Esta época, Raphinha leva 31 jogos, 19 golos e sete assistências pelo Barcelona.

Micael Sequeira diz que título do Benfica é merecido e antevê dérbi: «Queremos muito ganhar»

Micael Sequeira projeta o Benfica x Sporting. Leões deslocam-se ao terreno do Benfica na próxima jornada da Primeira Liga Feminina.

Micael Sequeira já fez a antevisão ao Benfica x Sporting, jogo a contar para a jornada 17 da Primeira Liga Feminina. No passado sábado, as águias revalidaram o título e conquistaram o hexacampeonato, pelo que o treinador da equipa leonina também comentou isso.

«Título merecido, tiveram mais competência que nós, ganharam bem. Coincidiu ser este jogo, mas para nós é um jogo que queremos muito ganhar, complicar a vida ao Benfica, de forma a surpreender o Benfica, tentar quebrar a invencibilidade deles».

«Sentimos essa frustração. Cumprimos aquilo que tínhamos que cumprir, ganhámos ao Rio Ave antes do jogo do Benfica, tínhamos alguma esperança que o Braga roubasse pontos ao Benfica e ainda não estava fechado. Podíamos ir agora ao Estádio da Luz ganhar e deixar tudo em aberto para a última jornada e ficou esse sentimento de frustração, não há como o negar. Gostávamos muito de ir ainda discutir o título à Luz, mas o Benfica ganhou e ganhou muito bem, foi mais competente, não perdeu tantos pontos e agora há este cenário: da festa do Benfica, de nós querermos muito ir lá fazer um bom jogo e ganhar, provarmos que perdemos o campeonato, mas estamos no bom caminho, de potencialização de novas jogadoras, de preferência, com a vitória. Sabemos que é difícil, o estado emocional e emotivo do outro lado é muito forte, estão a passar por um excelente momento, muito confiantes e isso pesa no futebol», referiu ainda Micael Sequeira.

Micael Sequeira olha para o duelo:

«É importante termos o foco só na conquista dos três pontos, só assim conseguiremos alguma coisa. Tendo em conta o adversário que é, a atravessar um bom momento, mas estamos confiantes. Reconhecendo que é um jogo diferente, num ambiente diferente, de atribuição de mais um título ao Benfica, o aspeto mental vai ser muito importante. Se nos focarmos naquilo que temos de fazer dentro de campo, o que acredito que vai acontecer, temos grandes probabilidades de conseguir vencer este jogo».

Micael Sequeira fez um balanço da temporada:

«Claro que foi uma época abaixo das expectativas, estar no Sporting é tentar conquistar títulos e nós não o conseguimos. Mas também como consequência daquilo que foi feito no Sporting este ano, mudámos muito a equipa e isto leva tempo. Potenciar jogadoras como a Joana Martins, a Andreia Bravo, a Santiago apareceram porque surgiu espaço para isso acontecesse. A perspetiva do Sporting foi essa e vai continuar a ser, na próxima época vamos continuar com essas medidas e isso, infelizmente, trouxe prejuízos em termos desportivos, não conseguimos conquistar nenhum título, apesar de termos feito uma campanha na Taça Europa. Mas, claramente, soube a pouco».

«Construir uma equipa nova, baseada na juventude, leva tempo. Estou satisfeito porque, apesar de, desportivamente, não termos ganho nada, começámos a dar passos no futuro, esta juventude daqui a dois, três anos, será determinante para o Sporting», acrescentou ainda na antevisão.

Micael Sequeira concluiu:

«Estou apenas focado no jogo de amanhã, apenas isso. Esta é a nossa política, tem consequências em termos desportivos, não é tão fácil como do outro lado, em que o investimento é muito grande. Estamos a falar de orçamentos completamente diferentes. E isto, no feminino, tem muito peso. É este o nosso caminho: formar, dar espaço para as jogadoras crescerem. Mais gratificante vai ser conseguirmos, com esta política, conquistar o título. Pode demorar mais um, dois, três anos, mas quando o conseguirmos, a satisfação vai ser muito grande, porque conquistar um título, quando há um investimento tão grande do outro lado».

Ivan Baptista na antevisão ao dérbi: «O Benfica será sempre candidato a ganhar todos os títulos em Portugal e assim continuará para o próximo ano»

Ivan Baptista projeta o Benfica x Sporting. Águias recebem leões na próxima jornada da Primeira Liga Feminina.

Ivan Baptista já fez a antevisão ao Benfica x Sporting, jogo a contar para a jornada 17 da Primeira Liga Feminina. No passado sábado, as águias revalidaram o título e conquistaram o hexacampeonato, pelo que o treinador falou sobre isso mesmo.

«Será muito difícil haver alguma equipa nas próximas décadas a ganhar seis campeonatos consecutivos como o Benfica fez e da forma como fez. Por isso, o mérito está cá, é um trabalho que se tem feito nos últimos anos, não foi só este. Nós continuamos o nosso caminho, temos um campeonato para terminar e temos uma final da taça. Quando a próxima época iniciar, será com a mesma ambição que iniciamos esta temporada, a ambição de dar seguimento a um caminho bonito que o clube tem feito no futebol feminino ao longo dos últimos anos. O Benfica será sempre candidato a ganhar todos os títulos em Portugal e assim continuará para o próximo ano».

Ivan Baptista fez um balanço sobre a temporada:

«Não é uma época ao nível daquilo que nós gostaríamos de ter tido. Queríamos ter ganho uns quatro troféus a nível nacional. Queríamos ter seguido em frente na Liga dos Campeões. Estaremos sempre com essa ambição de fazer mais e melhor. A verdade é que, em todos os anos neste percurso de muito sucesso do clube, sempre se perdeu troféus. Mas também se ganhou muitos e felizmente ganhou-se sempre o troféu mais importante de todos, o do campeonato».

«Fomos uma equipa dominante desde o início. Jogámos perfeitamente o último jogo de pré-época, chegámos à casa do Atlético Madrid e dominámos o jogo. Os resultados assim o demonstram, mas o que eu vi e o que sentimos da equipa era uma confiança muito grande nos processos. Novo treinador, nova equipa técnica, novas ideias e as jogadoras também necessitaram do seu tempo de adaptação. Mas a equipa tem estado bem ao longo de toda a época e o campeonato não se ganha no final da temporada, ganha-se porque é uma prova de continuidade e regularidade. Se não tivéssemos sido tão fortes no início do campeonato como fomos, se calhar não tínhamos ganho a três jornadas do fim», disse ainda Ivan Baptista, que também olhou para a equipa do Sporting:

«O Sporting tem dinâmicas diferentes do jogo que jogamos em Alvalade. Estamos à espera de uma equipa muito à imagem do que tem sido nos últimos jogos, mas diferente desse primeiro jogo em Alvalade. Acima de tudo espero um bom jogo, duas equipas que se batem bem, duas equipas com um plantéis com imensa qualidade e depois logo veremos quem consegue impor mais o seu jogo, quem consegue ser mais dominante e quem consegue fazer a diferença nos momentos decisivos».

João Goulart do Casa Pia na mira do Qarabag

João Goulart está na mira do Qarabag, depois de já ter despertado interesse de outros clubes europeus no último verão.

João Goulart recebeu uma sondagem do Qarabag , segundo avança o jornal A Bola. A equipa comandada por Gurban Gurbanov ocupa, de momento, o segundo lugar da liga do Azerbaijão, com 60 pontos conquistados.

Recorde-se que no último verão, PAOK, Hellas Verona e Basileia mostraram interesse numa possível contratação do jogador ao Casa Pia.

Na temporada 2025/26, João Goulart contabiliza 25 jogos disputados ao serviço do Casa Pia.

André Villas-Boas: «Na ‘Taça Sporting’, frente ao Sporting, ficámos pelo caminho»

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, abordou vários temas no mais recente editorial da revista “Dragões”.

André Villas-Boas fez um balanço sobre o mês de abril do FC Porto. Conforme se pode ler no editorial da revista “Dragões”, o presidente dos azuis e brancos falou sobre a eliminação da Taça de Portugal: a «Taça Sporting», como apelida.

«Na ‘Taça Sporting’, frente ao Sporting, ficámos pelo caminho. E, mais uma vez, ficou exposto aquilo que temos vindo a sentir durante toda a época: o FC Porto tem de superar não só adversários, mas também o lado imprevisível e caótico do jogo, em mais um encontro em que apetece dizer: ‘É raro, mas acontece muito’.».

Podes ler o restante editorial na íntegra.

Maxi Araújo Sporting x FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Jogador do Manchester United admite: «Podemos ganhar a Premier League na próxima temporada»

Mason Mount admitiu a possibilidade do Manchester United conquistar a Premier League na próxima temporada.

Mason Mount concedeu uma entrevista à BBC e abordou o momento atual do Manchester United. Atualmente, os red devils ocupam o terceiro lugar da Premier League e o médio falou sobre a possibilidade de o clube lutar pelo título na próxima época:

«Se podemos fazê-lo? Sim, acho que sim. Pode parecer um pouco distante, mas é preciso ter essa mentalidade para nos impulsionarmos como grupo».

Mason Mount destacou ainda os confrontos frente aos principais rivais da Premier League e definiu o seu objetivo pessoal:

«Já mostramos o que podemos fazer contra as grandes equipas: Manchester City, Liverpool, Chelsea, Arsenal. Agora, trata-se de o fazer num palco maior, na Liga dos Campeões, e de forma mais consistente na Premier League. Espero ser uma parte fundamental disso na próxima época. É um objetivo: quero ganhar a Premier League».

André Villas-Boas no editorial: «Nesta fase, o campeonato não se ‘joga’, conquista-se»

André Villas-Boas, presidente do FC Porto, abordou vários temas no mais recente editorial da revista “Dragões”. Lê tudo.

André Villas-Boas fez um balanço sobre o mês de abril do FC Porto. Conforme se pode ler no editorial da revista “Dragões”, o presidente dos azuis e brancos falou sobre a eliminação na Europa League e da Taça de Portugal: a «Taça Sporting», como apelida.

«Abril foi um mês de teste. Um mês de decisões, de pressão e de exigência máxima. Foi também um mês que nos trouxe até à posição que hoje ocupamos. Para dar o passo final, temos de estar todos unidos. Unidos na bancada, unidos no balneário e unidos em torno do nosso símbolo. Porque, nesta fase, o campeonato não se ‘joga’: conquista-se. E só se conquista com foco absoluto», começa assim.

André Villas-Boas comentou a eliminação da Europa League:

«Na Liga Europa fomos eliminados, sim. Mas quem viu o jogo, sabe que o grupo mostrou o que é ser Porto. Jogar com 10 durante cerca de 80 minutos e ver jogadores a dar tudo, a correr até ao limite, a sofrer e a acreditar que ainda era possível inverter uma eliminatória é a melhor prova do que esta equipa tem sido até agora. Uma equipa à Porto, que não foge ao risco, não foge à responsabilidade e não se esconde atrás de desculpas. Quem quer fazer história entra em campo com um propósito maior e, desde o início desta época desportiva, o FC Porto não tem feito outra coisa senão procurar a glória com toda a sua força».

André Villas-Boas deixa bicada ao Sporting:

«Na ‘Taça Sporting’, frente ao Sporting, ficámos pelo caminho. E, mais uma vez, ficou exposto aquilo que temos vindo a sentir durante toda a época: o FC Porto tem de superar não só adversários, mas também o lado imprevisível e caótico do jogo, em mais um encontro em que apetece dizer: ‘É raro, mas acontece muito’.».

«Por isso digo-vos com total clareza: no campeonato temos de dar tudo. No FC Porto, só celebramos quando ganhamos. Assim fomos habituados e assim fomos sempre temidos. Aqui não há euforia antes do tempo. Há exigência, há concentração, há compromisso e, só há uma certeza, se quisermos mesmo vencer, temos de fazer ‘das tripas coração’ nestes últimos três jogos para alcançarmos o que tanto sonhamos», prosseguiu.

André Villas-Boas sublinhou o trabalho na formação:

«Na Formação, o excelente trabalho que estamos a fazer não se mede apenas pelos títulos que podemos alcançar. Mede-se pelas bases que construímos para o futuro. Pelo critério. Por estarmos perto dos miúdos e do seu talento e trabalhá-lo a nível individual e coletivo. Mede-se pelo desenvolvimento técnico, mas também pessoal, sociológico e educativo. Pelo acompanhamento, pela exigência e pela forma como estamos a formar jogadores para competir e homens para representar o nosso símbolo. Por isso, seja qual for o desfecho dos jogos que se avizinham, deixo os parabéns ao José Tavares e a toda a estrutura do futebol de formação. O caminho que estamos a construir é sério. E, no FC Porto, é isso que interessa: seriedade, método e continuidade».

André Villas-Boas destacou o futebol feminino:

«Outro projeto que nos enche de orgulho e que, em dois anos, se afirmou como poucos, é o futebol feminino. A subida à Primeira Liga é um feito incrível. Um feito que honra o clube e que mostra a força de uma ideia quando é trabalhada com ambição e competência. Mas repito: não é só a subida. É o jogo. É o desejo. É a intensidade. É a personalidade com que estas atletas competem e a energia que emana do treinador Daniel Chaves, das jogadoras, do Professor José Manuel e da Joana. É a forma como se apresentam em cada campo como quem sabe o que está a vestir. E é também a final da Taça, alcançada com total mérito. Estas miúdas honraram-nos como ninguém. E merecem que o FC Porto esteja com elas, com o mesmo apoio e a mesma exigência com que apoiamos todas as nossas equipas. Este projeto construiu–se de forma sólida, sustentado em pessoas de valor, com energia e com visão».

André Villas-Boas olhou para as modalidades:

«Mas o FC Porto é um clube que não se esgota numa só modalidade, nem numa só forma de competir e vencer. É uma instituição eclética, feita de muitas batalhas, de muitas conquistas e de uma exigência permanente que atravessa toda a sua identidade. E abril voltou a mostrá-lo com toda a clareza. A conquista da Taça de Portugal de voleibol, da Taça de Portugal de bilhar e da Taça Nacional de goalball, que voltou a mostrar que o FC Porto também sabe ser exemplo de inclusão, superação e orgulho competitivo. Todas estas conquistas, são mais do que títulos: são expressão viva da nossa cultura vencedora. A elas juntam-se resultados individuais muito relevantes na natação e no bilhar, que reforçam a profundidade competitiva do clube e a qualidade de tudo o que se faz em seu nome. No FC Porto, ganhar não é apenas um objetivo. É uma responsabilidade. E é essa responsabilidade que continuamos a honrar, em cada campo, em cada pavilhão, em cada piscina, em cada modalidade».

André Villas-Boas deixa mais farpas:

«Agora, passemos ao que muitos gostariam que o FC Porto ignorasse. Há quem ande a vender a ideia de que ‘se o VAR existisse mais cedo’ teriam ganho mais títulos no seu clube de coração. É um lamento recorrente e revelador. Revelador porque, com VAR ou sem VAR, houve uma realidade que esses ‘lesados’ tiveram de engolir: no seu tempo o FC Porto ganhou a Taça dos Campeões Europeus, ganhou a Champions League, venceu a Taça UEFA, ganhou a Liga Europa e foi vencedor da Taça Intercontinental por duas vezes! Foi campeão nacional, bicampeão, tricampeão, tetracampeão, pentacampeão. E esse trauma, pelos vistos, não passa. Dá coceira. Incomoda. E é por isso que no Dragão assistimos a mais um episódio dessa pequenez: a escolha de uma entrada discreta, pela porta das traseiras, para evitar encarar de frente o peso da História do FC Porto. Quando a história pesa, alguns preferem não a enfrentar. Nós convivemos com ela todos os dias, porque fomos nós a construí-la com o nosso suor e a exigência que nos distingue, algo que, para esses, será sempre inalcançável, com VAR ou sem VAR».

André Villas-Boas recordou o episódio do andebol entre FC Porto e o Sporting:

«A esse desconforto junta-se o episódio do FC Porto-Sporting no andebol. E aqui deixo uma mensagem clara: o FC Porto está absolutamente tranquilo e a cooperar com a justiça. Está bem documentado sobre tudo o que aconteceu, o que foi feito e o que não foi. E os intervenientes que optaram pela injúria e pela tentativa de manchar a Instituição responderão por isso até às últimas consequências. No FC Porto, a defesa do clube não é uma reação emocional: é uma posição firme, sustentada e documentada. E quem escolhe atacar a instituição terá de pagar o preço dessas escolhas. Tudo isto chegou ao ponto de mendigarem reuniões urgentes ao mais alto nível político. E, quando o desporto chega a este nível de degradação, convém que o país perceba a dimensão do problema ou o complexo de inferioridade de alguns. O que vimos depois foi o retrato de um tempo estranho: cartilhas lidas no papel por um presidente, para não falhar a narrativa dos seus conselheiros de comunicação, e um aparelho de comunicação permanentemente mobilizado para fabricar perceções, como se o futebol fosse um estúdio e não um jogo».

«E, no meio disto tudo, continuam a acumular-se factos que não podem ser varridos para baixo do tapete: a falta de isenção é clara, a ausência de contraditório é desejada e a recusa em confirmar na fonte qualquer ato mantém-se, pois o objetivo de deturpar a opinião pública é muito mais importante que o respeito por uma instituição e as suas pessoas. Mas este fenómeno que se tem vindo a registar esta época acontece não só com o FC Porto, mas também com os árbitros que, inadvertidamente, erram contra o Sporting. Nos canais afetos ao manto verde, os árbitros são dissecados em todas as suas decisões, como se um erro fosse uma traição ao clube de Lisboa e como se a pressão pública fosse um instrumento legítimo de ‘correção’ do jogo. Isto, sim, parece ser o novo ‘sistema’ do futebol português: condicionar perceções, condicionar ambientes, condicionar decisões. Hoje é o episódio do penálti, amanhã é a recarga, depois é o cartão ‘pedagógico’, a seguir é o cartão branco, e a verdade do jogo vai ficando refém do vento que sopra a cartilha para os estúdios e para as direções de determinados jornais», seguiu.

André Villas-Boas fala ainda em ataques a Francesco Farioli:

«A isto soma-se um sem-número de ataques pessoais e profissionais ao nosso treinador, Francesco Farioli, por diferentes opinionistas. Alguns sem carteira de jornalista, e sendo apenas comentadores, outros que nem respeitam a sua própria carteira e ora são jornalistas, ora são convenientemente comentadores, atacam com ódio, palavreado e insinuações que, em qualquer contexto minimamente sério, seriam inaceitáveis. Farioli trabalha, dá a cara, lidera, arrisca, assume. E, por isso mesmo, torna-se alvo. Mas deixo isto muito claro: o FC Porto protege os seus. E protege-os com firmeza, porque aqui, ‘no Norte’, os nossos são intocáveis. Mas foco no essencial».

«O campeonato está aqui. O último passo está aqui. Tão perto e tão longe ao mesmo tempo. E a resposta tem de ser a mesma de sempre: foco, união e trabalho. Sem festa. Sem distrações. Sem ruído, mas com necessidade de toda a vossa força. Conto convosco. Sempre. Viva o Futebol Clube do Porto», conclui, desta forma, André Villas-Boas.