Há algo de profundamente estranho, e, ao mesmo tempo, fascinante, na tabela classificativa da Premier League em 2025/26. Olhar para a zona de descida e encontrar nomes como o Tottenham, o West Ham, o Wolverhampton e o Burnley não é apenas surpreendente… é um sinal claro de que algo alucinante está a acontecer no futebol inglês.
Vamos por partes, para não ferir suscetibilidades.
Durante anos, o Tottenham foi visto como o eterno candidato a intrometer-se no “top 4” por ser uma equipa de futebol ofensivo, com identidade, estádio moderno e ambição europeia. O West Ham viveu recentemente noites europeias memoráveis e parecia ter consolidado um projeto competitivo. O Wolves afirmou-se como uma equipa sólida, com forte presença portuguesa e capacidade para incomodar os grandes. E o Burnley, mesmo com as suas oscilações, representava uma ideia clara de jogo, quase teimosa, mas eficaz em determinados contextos.
Então, o que mudou? Como é que clubes com esta história recente se encontram agora a lutar desesperadamente pela sobrevivência?
Fonte: Tottenham Hotspur FC
No caso do Tottenham, a instabilidade parece ter-se tornado regra. Mudanças constantes de treinadores (como referi a meio da época a corda no pescoço de Thomas Frank), apostas falhadas no mercado e uma perda progressiva de identidade. Será que o clube nunca recuperou verdadeiramente da saída de figuras-chave dos últimos anos? Ou terá sido uma gestão desportiva errática que minou qualquer hipótese de continuidade? É lógico que a saída de Harry Kane foi talvez o ponto de rutura mais evidente. Durante anos, foi o rosto, o capitão e a principal referência ofensiva. Mas também o adeus a outros jogadores de elite pode ajudar a perceber a queda astronómica deste clube histórico (e de Champions League).
O West Ham levanta outra questão interessante. Depois do sucesso europeu, a conquista da UEFA Europa Conference League em 2023, será que terá havido uma espécie de “ressaca competitiva”? A exigência aumentou, mas a profundidade do plantel não acompanhou essa ambição. Ou estaremos perante um caso clássico de ciclo que terminou sem que o clube tenha percebido o momento certo para se reinventar?
Já o Wolves parece preso entre dois mundos: nem a equipa sólida de outros tempos, nem um projeto renovado com rumo claro. A dependência de determinados perfis de jogadores, como Rúben Neves, que foi durante anos o cérebro da equipa, e cuja saída deixou um vazio difícil de preencher. Há, por isso, um problema evidente de construção de plantel. O Wolves entrou na época com lacunas claras no meio-campo, precisamente na zona onde outrora mandava, e não as conseguiu resolver. Depois há ainda um segundo fator, menos evidente, mas igualmente determinante, que pode ser chamado de “fim do “modelo Wolves” “. Durante anos, o clube beneficiou de uma ligação muito forte ao mercado português e a uma rede de scouting muito específica. Jogadores chegavam com perfil definido, encaixavam rapidamente e elevavam o nível competitivo. Mas esse modelo começou a esgotar-se.
E o Burnley, talvez o caso mais paradigmático da dureza desta liga. Um clube que tentou modernizar-se, mudar o seu estilo, mas que com isso perdeu aquilo que o tornava distintivo. Vale a pena abandonar uma identidade forte em nome de uma ideia mais “atrativa” se isso significa perder competitividade imediata?
Fonte: Burnley FC
Todos estes clubes conheceram a glória de serem chamados “clubes de Premier”, mas a verdade é que esta época estão mais perto de conhecerem o reinado do Championship, do que voltarem a usar esse emblema. Mas calma, porque apesar de não ter referido o Notthingham Forest, não está totalmente livre do perigo (mesmo com a melhoria significativa de Vítor Pereira).
A verdade é que a Premier League sempre foi imprevisível, mas nunca foi tão exigente como agora. A distância entre o meio da tabela e a zona de descida é mínima, mas a qualidade média subiu drasticamente. Clubes tradicionalmente mais pequenos estão melhor organizados, mais bem treinados e com acesso a recursos que antes eram impensáveis.
Hoje, qualquer deslize prolongado pode ser fatal. No fundo, a luta pela manutenção destes clubes é também um aviso. No futebol moderno, ninguém está imune. Nem mesmo aqueles que, até há pouco tempo, pareciam demasiado grandes para cair.
O futebol em Portugal é também feito de história e tradição, uma das quais é o dérbi dos dérbis: Benfica-Sporting ou Sporting-Benfica. O duelo entre leões e águias é feito de paixão, intensidade e luta pelo objetivo não só de vencer o rival, como posteriormente de alcançar um objetivo maior. Neste domingo, a tradição continua e para a Liga Portuguesa.
O histórico entre leões e águias para a Liga Portuguesa é claramente favorável às águias (83 vitórias do Benfica, 49 empates e 51 vitórias do Sporting em 183 jogos), no entanto, na casa dos verde e brancos é curiosamente dividido. Dos 91 jogos a contar para a Liga Portuguesa entre Sporting e Benfica disputados no território leonino, os da casa apenas venceram 35, 22 terminaram empatados e os restantes 34 foram ganhos pelos encarnados. Contudo, há uma tendência notória nos dérbis de Alvalade na segunda volta.
Nos últimos 23 anos, desde a fundação do “novo” estádio, existiram 13 dérbis nas segundas voltas. O Sporting apenas venceu três dos mesmos (2008/09, 2011/12 e 2023/24), cinco terminaram empatados (2007/08, 2014/15, 2016/17, 2017/18 e 2022/23) e os restantes cinco foram vitórias do Benfica (2003/04, 2010/11, 2015/16, 2018/19 e 2021/22). Neste domingo a tradição continua e estando em jogo o rumo de ambas as equipas na Liga Portuguesa. Recorda-se agora cinco dérbis que durante a última década, influenciaram o rumo das duas equipas na competição e a conquista do título.
5.
Sporting 2-4 Benfica: 2018/19 – À 19ª jornada, Benfica e Sporting estavam separados por quatro pontos e cada um já tinha passado pelo processo de mudança de treinador durante a primeira volta. Em Alvalade, José Peseiro saiu no último dia de outubro, a ocupar o quinto lugar da classificação e Tiago Fernandes assumiu o comando da equipa até chegar Marcel Keizer no fim de novembro. Com o técnico holandês, embora tenha vencido a Taça da Liga frente ao FC Porto nos pênaltis (após empate a uma bola em Braga) e se tenha mantido na Taça de Portugal e UEFA Europa League, o Sporting teve alguns percalços (derrotas em Guimarães e Tondela e empates em Setúbal e caseiro com o FC Porto) que o fez atrasar ainda mais na corrida ao primeiro lugar e só uma vitória frente ao eterno rival neste dérbi faria o leão ainda sonhar.
Na Luz, Rui Vitória partiu no início de janeiro ainda antes de terminar a primeira volta, com a equipa em quarto lugar e foi rendido por Bruno Lage, um homem da casa. Com o treinador que fora bicampeão um ano e meio antes, o Benfica teve uma primeira volta aquém do desejável, já tinha descido da UEFA Champions League para a UEFA Europa League e com muita perda de pontos interna (derrotas com B SAD, Moreirense e Portimonense e empates com Sporting e GD Chaves). Com a chegada de Bruno Lage, a equipa melhora o seu rendimento e resultados, ao ponto de apenas perder a meia-final da Taça da Liga com o FC Porto (1-3) e de resto, apenas vitórias (quatro consecutivas para a Liga e uma para a Taça de Portugal). Tendo subido ao segundo lugar e estando a cinco pontos do líder (FC Porto), vencer em Alvalade era o ideal para manter em crescendo o percurso de um coletivo talentoso com o novo técnico.
Pelos leões entraram em campo: Renan Ribeiro, Bruno Gaspar, Coates, André Pinto, Jefferson, Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha, Nani (C) e Bas Dost.
De águia ao peito jogaram a titular: Vlachodimos, André Almeida, Jardel (C), Rúben Dias, Grimaldo, Samaris, Gabriel, Pizzi, Rafa Silva, João Félix e Seferovic.
A equipa de Bruno Lage entrou mais confiante em campo e segura do seu objetivo, acabando por aproveitar ao máximo as lacunas da equipa de Keizer. Aos 11 minutos, Grimaldo recebe uma bola vinda do meio-campo e cruza para a área, onde aparece Seferovic sem marcação que faz o primeiro de cabeça. Por esta altura já os jogadores do Sporting reclamavam entre si e não estavam a conseguir jogar de forma coletiva e coesa.
O Sporting apenas conseguiria uma oportunidade por Bruno Fernandes de livre direto, até o Benfica chegar ao segundo tento. Aos 36 minutos e após ter um golo anulado de João Félix e um frente a frente com Renan desperdiçado por Seferovic, o avançado suíço coloca em João Félix que aparece sozinho no meio da defesa leonina e faz o 2-0. Os leões reduziram a diferença antes do intervalo. Aos 43 minutos e após apanhar a defesa benfiquista algo desprevenida, Nani descobre Bruno Fernandes sozinho no lado direito do ataque e após receber, remata forte para o fundo da baliza de Vlachodimos.
Quando se pensava que o golo antes do intervalo poderia impulsionar a equipa verde e branca para uma segunda parte melhor, o contrário aconteceu. O Benfica entra novamente forte e após conquistar um livre batido por Pizzi, Rúben Dias marca de cabeça aos 46 minutos. O jogo continuou e após o Sporting ter tido mais uma oportunidade de livre direto por Raphinha e o Benfica ter tido mais um golo anulado de Seferovic por fora de jogo, os encarnados chegam ao quarto golo. Após um derrube dentro da área de Renan Ribeiro a João Félix, Pizzi converte a grande penalidade aos 72 minutos. A equipa de Bruno Lage conseguia uma vantagem muito confortável e entrava na fase de gestão. Até ao fim, o Sporting carregou mais e ainda teve um golo anulado por fora de jogo a Diaby. Até que aos 83 minutos, os leões conquistam penálti por falta de Vlachodimos a Bas Dost na pequena área, terminando na expulsão do guardião grego. Uma oportunidade que o avançado holandês não desperdiçou e o resultado não se alteraria até ao final.
O Benfica terminara a época campeão nacional novamente. Um mês após a vitória de Alvalade, os encarnados também venceram no Dragão (2-1) e passaram para a liderança, aproveitando alguma perda de pontos dos portistas. Até ao fim, a equipa de Bruno Lage só perdera pontos num duelo caseiro o B SAD e venceu todos os outros. Já o Sporting, esteve em desvantagem na meia-final a duas mãos da Taça de Portugal frente ao Benfica (1-2 na Luz) e foi eliminado da UEFA Europa League frente ao Villarreal, mas foi sendo regular até ao fim da temporada e colheu os frutos. Superou-se ao Braga e terminou em terceiro lugar e ainda venceu o Benfica na segunda mão em Alvalade (1-0), vencendo igualmente a Taça de Portugal no Jamor novamente ao FC Porto e nas grandes penalidades (2-2 após prolongamento).
4.
Sporting 2-2 Benfica: 2022/23 – Orientado por Roger Schmidt, o Benfica estava a ter uma época de sucesso e tudo parecia encaminhado para reconquistar o título de campeão nacional que fugia desde 2019. Após uma primeira volta excecional (14 vitórias em 17 jogos e só uma derrota), a segunda já tivera alguns percalços (derrotas com FC Porto e GD Chaves) e fez o FC Porto aproximar-se e discutir até ao fim o primeiro lugar. Na penúltima jornada da Liga, a vantagem do Benfica para o FC Porto eram quatro pontos e qualquer perda de pontos colocava ainda mais pressão no último jogo. Uma derrota em Alvalade, seguida de uma perda de pontos caseira no último jogo frente ao Santa Clara podia significar a águia a ver fugir-lhe o título mesmo no “cair do pano”. Já uma vitória, traduzia-se no festejo do título em pleno terreno do rival verde e branco. O Sporting já estava afastado da corrida há imenso tempo, fruto de uma primeira volta com muitos pontos perdidos. Circunstâncias que nem uma segunda volta mais competente conseguiu remediar e à entrada para jornada do duelo com o eterno rival, tinha de o vencer e esperar um deslize do Braga no Bessa para ainda sonhar com o terceiro lugar.
Pelos leões alinharam: Franco Israel, Diomande, Coates (C), Gonçalo Inácio, Ugarte, Morita, Ricardo Esgaio, Nuno Santos, Marcus Edwards, Pedro Gonçalves e Francisco Trincão.
De encarnado jogaram: Vlachodimos, Aursnes, Otamendi (C), António Silva, Grimaldo, Chiquinho, João Neves, João Mário, Rafa Silva, David Neres e Gonçalo Ramos.
A primeira parte foi inteiramente controlada e dominada pela equipa de Rúben Amorim. Aos 38 minutos, numa jogada construída desde o setor defensivo, Nuno Santos coloca a bola na área e Trincão falha no frente a frente com Vlachodimos depois de um toque de António Silva. A bola volta ao avançado leonino que finta o guardião encarnado e chuta para o fundo das redes. O segundo dos leões chegou cinco minutos depois. Pontapé de canto batido por Nuno Santos e Diomande salta mais alto que todos. Tudo parecia favorável a que o Sporting atrapalhasse o percurso do eterno rival no último grande exame para chegar ao objetivo final e só uma grande segunda parte da equipa de Schmidt evitaria a derrota.
A segunda parte foi totalmente encarnada. Depois de ter duas oportunidades flagrantes por Aursnes e Musa, ambas defendidas por Israel, aos 72 minutos o Benfica reduz a diferença. Grimaldo recebe uma bola perdida no flanco esquerdo e cruza, onde aparece Aursnes sozinho e faz o 1-2. Os homens de Schmidt continuaram a pressionar, embora o Sporting ainda tivesse duas oportunidades flagrantes de chegar ao terceiro golo por Morita e Paulinho. Até que aos 94 minutos, num livre de Aursnes, cabeceamento de Musa e dois remates bloqueados de Florentino e João Neves, com pouco espaço novamente João Neves dispara e faz a igualdade. Termina o dérbi em Alvalade empatado a duas bolas e o Benfica só precisa de mais uma vitória para chegar ao 38º campeonato.
O Benfica venceria em casa o Santa Clara (3-0) e sagrava-se campeão pela 38ª vez na sua história, a última até aos dias de hoje. Com o empate, o Sporting acabou por não aproveitar a perda de pontos do Braga no terreno do Boavista (1-1) e manteve-se a quatro pontos dos minhotos, entrando para a derradeira jornada já sem qualquer hipótese pela entrada no pódio da Liga Portuguesa.
3.
Sporting 1-1 Benfica: 2014/15 – À terceira jornada da segunda volta, Benfica era líder com 49 pontos com mais seis que o FC Porto (segundo) e sete que o Sporting (terceiro). Embora as águias tivessem uma margem de erro relativamente confortável, qualquer deslize significaria margem mais curta e mais esperança para os rivais diretos. Já o Sporting, tinha neste dérbi a derradeira oportunidade de se aproximar do eterno rival e manter acesa a chama do sonho pelo primeiro lugar.
Os eleitos de Marco Silva para o embate foram: Rui Patrício (C), Cédric Soares, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, Jefferson, William Carvalho, Adrien Silva, João Mário, Carrillo, Nani e Fredy Montero.
Pelos campeões nacionais entraram no relvado de Alvalade: Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão (C), Jardel, Eliseu, André Almeida, Samaris, Toto Salvio, Ola John, Lima e Jonas. O jogo acabaria por ser equilibrado, embora com estilos diferentes apresentados pelas duas equipas. O Sporting apresentou-se mais ofensivo, com mais bola, mais instalado no meio-campo adversário, mas com dificuldade em criar oportunidades concretas, apesar de ter tido as melhores ocasiões. O Benfica apresentou-se forte defensivamente, não deixando o adversário criar nada de perigoso e procurando o contra-ataque com base em espaços que os homens de Marco Silva também pouco deram. Praticamente tudo foi assim, até aos últimos sete minutos de jogo quando algo aconteceu que fez o estádio e os espetadores televisivos vibrar de novo. Aos 87 minutos, após um mau corte de Samaris, João Mário recebe e vai isolado, mas não vence no um contra um com Artur Moraes e na recarga pelo lado esquerdo do ataque, aparece Jefferson que coloca os leões em vantagem.
Quando já todos esperavam que o leão vencesse e ia colocar-se novamente na luta pelo título, existe o volte-face. Para lá dos 93 minutos e após um lançamento de Maxi Pereira afastado pela defensiva leonina, Pizzi faz um “balão” para dentro da área, Jonas não consegue manter a bola em seu poder e perde-a após um corte de Jefferson, a bola sobra para Jardel que chuta para o fundo da baliza de Patrício.
O Benfica seguraria a vantagem até ao fim e o FC Porto não conseguiu aproveitar qualquer um dos dois deslizes (derrota em Vila do Conde e empate em Guimarães) que a equipa de Jorge Jesus teve depois de Alvalade. Os encarnados eram bicampeões pela primeira vez desde 1984. O Sporting terminou no terceiro lugar, tendo mantido um percurso relativamente regular até ao fim da competição e não tendo nenhum aproveitamento da perda de pontos do FC Porto para ainda sonhar com o segundo lugar (acesso à UEFA Champions League direto). No entanto, acabou por vencer a Taça de Portugal no Jamor, frente ao Braga nas grandes penalidades (após empate 2-2).
2.
Sporting 2-1 Benfica: 2023/24 – A sete jornadas do fim, a luta pelo título resumia-se a verde e a vermelho. O Sporting era líder com quatro pontos de vantagem sobre o Benfica. Com uma equipa coesa, sólida e com opções fortes para cada setor, Amorim parecia ter reunido novamente um coletivo forte para ir buscar de novo o título para o reino do leão. Qualquer resultado ia resultar na manutenção da liderança, mas uma derrota colocava o rival a um escasso ponto e a margem de erro era nula. Um empate colocava tudo mais favorável para os leões daí até ao final. Contudo uma vitória, sentenciava praticamente o rumo do campeonato e deixava as águias a sete pontos de distância. O Benfica procurava a renovação do título, mas um decréscimo de “nota artística” nas exibições e que se transmitiam nos resultados estava a tornar o objetivo mais difícil de alcançar. Não fosse a goleada pesada sofrida no Dragão (0-5) um mês antes, a equipa de Roger Schmidt chegaria ao dérbi de Alvalade a depender de si mesma. Assim, a vitória era obrigatória tal como em todos os jogos até final e aguardar um desleixo dos verde e brancos.
Pelos verde e brancos alinharam: Franco Israel, St. Juste, Coates (C), Gonçalo Inácio, Morten Hjulmand, Morita, Geny Catamo, Matheus Reis, Francisco Trincão, Pedro Gonçalves e Viktor Gyökeres.
Os benfiquistas titulares foram: Trubin, Bah, Otamendi (C), António Silva, Aursnes, Florentino Luís, João Neves, Rafa Silva, Di María, David Neres e Tengstedt.
Ainda não havia um minuto de jogo, quando os da casa se colocaram em vantagem. No setor defensivo das águias, António Silva faz um passe para Bah que é intercetado por Pedro Gonçalves que entra pelo lado esquerdo do ataque e vê Gyökeres em posição ideal. No entanto, a assistência é desviada por António Silva e sacudida por Trubin, mas sobra por Geny Catamo que na entrada para a pequena área faz o golo. Embora o Sporting estivesse confortável no decorrer da primeira parte (Trincão podia ter feito o segundo aos 24 minutos), o Benfica foi a pouco e pouco entrando no jogo e a tornar-se mais dominador (melhor oportunidade por Otamendi aos 38 minutos). Em cima do intervalo, Di María marca um livre e Bah cabeceia potente para o fundo da baliza.
Embora dividida, a segunda parte contou com um Benfica com mais posse iniciativa, oportunidades e a carregar em busca de uma vitória. Já os homens de Amorim apostavam na contenção, recuperação rápida em busca de transições e no cansaço e frustração dos adversários para atacar nos momentos certos. Viktor Gyökeres com um remate à trave, teve a melhor oportunidade da segunda parte aos 52 minutos. Já o Benfica podia ter chegado várias vezes à vantagem (Bah aos 57 minutos, Neres aos 65 minutos, Rafa aos 68 minutos e Di María aos 80 minutos), mas na maioria das vezes encontrou Israel atento ou um setor defensivo (liderado por Coates) bem operacional.
O momento-chave do jogo e posteriormente da Liga Portuguesa 23/24, chegou aos 92 minutos. Canto de Marcus Edwards, António Silva afasta com a cabeça e a bola sobre novamente para Geny Catamo que está sozinho à entrada da área pelo lado direito. O jovem moçambicano remata com engenho e certeiro para o 2-1 e Alvalade explode de alegria e o título parecia cada vez mais perto. O Benfica reagiu até ao fim e ainda quase empatou por Marcos Leonardo que viu o seu remate ser bloqueado por Diomande na pequena área. O resultado não se alteraria mais.
Com a vitória sobre o eterno rival mesmo nos descontos, o Sporting aumentava para sete pontos a vantagem sobre o Benfica e tinha tudo para reconquistar o título que tanto ambicionava e que escapara nas duas épocas anteriores. Tal aconteceu um mês depois, após vencer em casa o Portimonense por 3-0 e duas horas depois, o Benfica ter perdido em Famalicão por 0-2. Um campeonato especial para as hostes leoninas pelo domínio e consistência da equipa, pelo trabalho do treinador Rúben Amorim, pela quantidade de golos marcados (96) e pela pontuação alcançada (90 pontos), um recorde na história do clube verde e branco.
1.
Sporting 0-1 Benfica: 2015/16 – Provavelmente o dérbi em Alvalade numa segunda volta mais decisivo e marcante das últimas décadas.No final da primeira volta, o Sporting era líder com quatro pontos de vantagem de ambos os rivais e com alguns percalços dos mesmos pelo meio, tudo parecia encaminhado para que Jorge Jesus (que tinha a Luz por Alvalade no defeso) reconduzisse os verde e brancos à conquista do título que fugia há já quase 14 anos. No entanto, três empates (CD Tondela, Rio Ave e Vitória SC) reduziram a margem e qualquer resultado que não a vitória no dérbi deixaria as hostes leoninas em alarme. Embora chegasse para manter a liderança, um empate manteria tudo em aberto até final e uma derrota significaria a ultrapassagem do rival e a equipa leonina já não dependeria só de si até ao fim. Já o Benfica estava na sua melhor fase da época. Após um defeso complicado pela mudança de treinador e Rui Vitória não estar a satisfazer em termos de resultados e simpatia por parte de muitos associados e adeptos, a equipa faz uma primeira metade da época insatisfatória (derrota na Supertaça frente ao Sporting, 3ºlugar na Liga e eliminado da Taça de Portugal em Alvalade) e só cumprindo na UEFA Champions League.
No entanto, a equipa benfiquista reuniu as tropas e avançou com consistência para o futuro e até ao dérbi de Alvalade, apenas perdera com o FC Porto na Luz para a Liga (1-2) e algo injustamente pela exibição realizada em termos ofensivos. De resto, a equipa de Rui Vitória passara a segundo na Liga, chegava às meias-finais da Taça da Liga e qualificou-se para os quartos de final da UEFA Champions League, indo defrontar o Bayern de Munique de Guardiola (em que seria eliminado após 2-3 nas duas mãos). Embora não perder chegasse para manter o sonho vivo de chegar ao tricampeonato que fugia desde 1977, só a vitória interessava em Alvalade.
Pelos leões jogaram a titular: Rui Patrício, João Pereira, Coates, Ewerton, Jefferson, William Carvalho, Adrien Silva (C), João Mário, Bruno César, Byran Ruiz e Slimani.
De águia ao peito entraram em campo: Ederson, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Samaris, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán, Jonas e Mitroglou.
A equipa de Rui Vitória entrou melhor no jogo e mais determinada em chegar à vantagem, tal aconteceu aos 20 minutos de jogo. Jonas serpenteia pelo lado esquerdo ataque, deixa Coates fora do lance e cruza. Pizzi recebe na área mas o seu passe para Mitroglou é bloqueado. A bola vem para Samaris que coloca de novo na área e a bola toca em William Carvalho antes de ir para a posse de Mitroglou que sozinho coloca o Benfica em vantagem.
O resultado não se alteraria até ao fim e embora o Benfica tenha mantido o jogo controlado a seu favor, foi vendo o Sporting crescer em termos ofensivos, nomeadamente na segunda parte e em particular, num lance que ficou para a história. Aos 71 minutos, João Mário coloca em Slimani que do lado direito do ataque sportinguista, vê Bryan Ruiz pouco pressionado e em boa posição para chegar ao empate. Após o passe do goleador argelino, tanto Ederson como a defensiva encarnada ficam completamente batidos e só faltava o avançado costariquenho encostar e… atira por cima. Um lance que mudaria a história do jogo e quiçá do campeonato.
O Benfica passou para a frente da Liga e segurou a vantagem até ao fim, vencendo os nove jogos que restavam até ao final. Algo que o Sporting também fez, mas insuficiente para corrigir o erro de deixar fugir os três pontos no dérbi, ainda hoje lembrado pelo falhanço de “baliza aberta” do costarriquenho. Embora o Sporting fosse muito forte e consistente até ao fim da Liga (incluindo vitórias por 3-1 no Dragão e 4-0 em Braga), o Benfica alcançava a mesma meta e mais. A equipa encarnada igualmente venceu todos os jogos da Liga até ao fim, alcançando o tricampeonato com o máximo de pontos do futebol português até então (88 pontos) e venceu a Taça da Liga em Coimbra com uma goleada na final perante o CS Marítimo (6-2).
Este domingo às 18 horas em Alvalade joga-se um dos encontros mais importantes e decisivos desta edição do campeonato. O Sporting recebe o Benfica para a 30ª jornada. O Sporting continua vivo na luta pelo título, mas não pode descurar o Benfica que vem logo atrás e que pode aproximar-se em caso de vitória.
Já para o Benfica o jogo é mais decisivo porque tudo o que não seja uma vitória significa o adeus ao segundo lugar e à entrada na Liga dos Campeões da época de 26/27. Mas estes jogos são decididos pelos jogadores mais decisivos de cada equipa e vamos neste texto identificar cinco deles.
Fonte: Rui Pereira / Bola na Rede
Morten Hjulmand – É considerado o pêndulo do meio-campo do Sporting. É o capitão leonino que equilibra, define as dinâmicas durante o jogo e é determinante na manobra defensiva e ofensiva da equipa. É também um líder de balneário que se impôs facilmente entre os seus pares, cuja ausência é muito notada quando não joga. A sua liderança será importante nestes grandes jogos porque dá estabilidade em momentos difíceis e pode motivar em alturas de maior superioridade. Tem ainda uma relação especial com os adeptos devido ao seu carácter dentro de campo e à garra que põe em cada disputa de bola que pode ser decisiva em jogos equilibrados como este.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Gianluca Prestianni – É, neste momento, um dos jogadores do Benfica em melhor forma. Como extremo e devido à sua posição pode ser um dos elementos mais desequilibradores no jogo de domingo. Tem muita capacidade no 1×1 e pode com essa capacidade causar problemas na defesa leonina. Não pareceu afetado com o caso de alegado racismo que protagonizou com Vinícius Júnior e tem feito um interessante final de época sendo aposta regular de Mourinho para o onze inicial. Por vezes, leva longe demais o seu esforço mas num dia bom pode ser um caso sério.
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Geny Catamo – O internacional moçambicano é hoje em dia o melhor extremo do Sporting. Extremamente desequilibrador e de remate fácil, é uma permanente dor de cabeça para as defesas contrárias devido à sua facilidade no 1×1 fazendo a sua habitual ida para dentro e remate forte de pé esquerdo que já deu várias vitórias à equipa leonina. Apesar de também ter estado lesionado durante uma fase da época aproveitou a lesão prolongada do então titular Geovanny Quenda para se impor como titular mas acabou por manter o seu lugar da equipa mesmo após o regresso recente do seu colega de posto. Já mostrou que desequilibra em jogos grandes precisamente frente ao Benfica mais do que uma vez e vai tentar repetir a façanha.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Andreas Schjelderup– Proscrito por Bruno Lage durante parte da sua segunda passagem pelos encarnados, andou emprestado e esta época mesmo integrado no plantel não era aposta inicial do treinador setubalense. Com a vinda de Mourinho tudo mudou. Quando se falava inclusivamente da saída do extremo norueguês, o técnico recém-chegado colocou Schjelderup a jogar e hoje é talvez o jogador mais decisivo deste Benfica atual. Fez uma exibição brilhante frente ao Real Madrid naquele jogo épico que valeu ao Benfica o apuramento para a fase a eliminar da Champions com dois golos. As partir daí tornou-se titular indiscutível no lado esquerdo do ataque encarnado e devido à sua imprevisibilidade e irreverência pode fazer estragos no lado direito da defesa do Sporting e ser decisivo para um bom resultado da sua equipa.
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede
Francisco Trincão – O jogador mais decisivo deste Sporting atual. Depois de sair do Braga por uma considerável quantia, teve más experiências no estrangeiro. No Barcelona era um miúdo no meio de “monstros” e por isso teve poucas oportunidades para mostrar o seu valor. No Wolverhampton, não se adaptou ao estilo de jogo da equipa na altura treinada por Bruno Lage. Acabou por regressar a Portugal pela porta de Alvalade sob o comando técnico de Ruben Amorim. Contestado no início, foi ganhando o seu espaço no onze leonino e agora é um dos indiscutíveis do Sporting. É um jogador verdadeiramente desequilibrador, encontra espaços onde não os há e tem uma capacidade de remate acima da média. Já renovou até 2030 e é um dos trunfos dos leões para este jogo que pode, com a sua qualidade, ajudar a decidir o segundo lugar e lutar até ao fim pelo tricampeonato.
Primeira Liga, 30.ª Jornada: domingo, 19 de abril de 2026, 20h30..
A ANTEVISÃO: FC PORTO PRESSIONADO PELO CLÁSSICO E COM OBRIGAÇÃO DE AFASTAR OS FANTASMAS DO PASSADO
Após o desaire em Nottingham, a contar para a Liga Europa, o FC Porto de Francesco Farioli aparece com uma vontade acrescida de demonstrar que o passado não se irá intrometer na luta pelo título. É no domingo, pelas 20.30 no Estádio do Dragão, que os dragões irão receber o Tondela, 17º classificado. O encontro irá decorrer após o clássico, jogo importante para as contas do título, que pode ver o Sporting a aproximar-se cada vez mais do primeiro classificado. A pressão aumenta para a equipa de Farioli, que surge como favorito perante o Tondela, conjunto que se encontra na linha de água.
O treinador dos dragões sublinhou a importância de manter a concentração e o foco, evitando distrações com o clássico. Farioli confidenciou que não sabe o que esperar do Tondela, que conta com um novo treinador, Gonçalo Feio. O momento de forma do FC Porto é positivo. Apesar da derrota com o Nottingham Forest, a contar para Liga Europa, e do empate com o Famalicão, nada faz prever que haja uma quebra de rendimento dos dragões. As baixas para este jogo são Samu, Luuk de Jong, Nehuén Pérez e Martim Fernandes por lesão.
Já para o Tondela, a vida não se encontra fácil, com a luta pela manutenção a tornar-se uma tarefa cada vez mais árdua. A formação de Gonçalo Feio encontra-se a cinco pontos do lugar de play-off, ocupado pelo Casa Pia, e ainda irá jogar contra o FC Porto e o Sporting. O calendário mostra-se tumultuoso e poderá ser extremamente penalizador, apesar de tudo a esperança é a última a morrer, e a luta pela manutenção mantém-se viva. Gonçalo Feio já comandou a equipa por duas vezes. O primeiro jogo não foi uma boa demonstração do que poderá ser o desempenho do treinador português no campeonato, que resultou numa goleada de 5-0 frente ao Vitória SC. O segundo jogo já se mostrou mais promissor e terminou com um empate a duas bolas, frente à equipa sensação do campeonato, o Gil Vicente. Na primeira volta o Tondela perdeu 2-0 em casa, desta vez, pretende competir, mesmo sabendo das fragilidades e dificuldades que enfrentará.
O favoritismo pende para o lado do FC Porto, mas o futebol é um desporto imprevisível, e o Tondela necessita de vencer para manter viva a luta pela permanência.
10 DADOS RÁPIDOS
Em todas as competições realizaram-se 18 jogos entre as duas equipas, com 16 vitórias do FC Porto, 1 empate e 1 triunfo do CD Tondela.
O Tondela tem apenas uma vitória caseira esta época.
O FC Porto já leva 40 golos marcados frente ao Tondela.
O Tondela só venceu uma vez ao FC Porto no Estádio do Dragão.
José Peseiro era o treinador do FC Porto na única derrota frente ao Tondela.
Petit foi o único treinador do Tondela a conseguir pontos frente ao FC Porto.
Em casa do FC Porto realizaram-se 8 jogos entre as duas equipas, com sete vitórias do FC Porto e um triunfo do CD Tondela.
Em casa do CD Tondela realizaram-se 8 jogos entre as duas equipas, com sete vitórias do FC Porto e um empate.
Mehdi Taremi é o melhor marcador do FC Porto em jogos contra o Tondela.
Caso o Tondela tire pontos ao Porto, torna-se a quinta equipa a fazê-lo.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Paulo Ladeira / Bola na Rede
Victor Froholdt – O todo-o-terreno dinamarquês continua a encantar os adeptos portistas com as suas exibições dominantes. A joia do FC Porto é incansável, percorre o campo de uma ponta à outra, durante 90 minutos. A condição física do médio dinamarquês é impressionante, tendo desempenhos acima da média defensivamente, bem como ofensivamente. Já não há palavras para descrever a época que o jovem está a fazer e o FC Porto poderá ter dificuldades em segurar o médio no mercado de verão, tendo em conta a época fantástica de Victor Froholdt.
Fonte: Luís Batista Ferreira / Bola na Rede
Bernardo Fontes – Se o Tondela não se encontra numa situação de maior aperto, Bernardo Fontes é o principal responsável. O guardião brasileiro, proveniente do SC Braga, tem feito uma época impressionante e poderá ser decisivo num jogo que se revela decisivo para o Tondela. É necessário mencionar que Bernardo Fontes fez uma das exibições da época, frente ao Benfica, num jogo que terminou num empate a zero. Ao todo, foram nove defesas. 2.31 de xg evitados. Exibições que fazem toda a diferença num jogo que se promete atarefado para o guarda-redes do Tondela.
XI´s PROVÁVEIS
FC Porto: Diogo Costa; Alberto Costa, Bednarek, Jakub Kiwior, Zaidu; Varela, Froholdt, Gabri Veiga; Pepê, Pietuszewski e Deniz Gul.
Treinador: Francesco Farioli
«Da forma como jogámos com 10 no último jogo, mostrou que estamos muito bem fisicamente. Está toda a gente com muitas ganas e muita fome de ganhar. O trabalho que fizemos nos últimos 11 meses colocou-nos nesta posição. O processo de reconstrução do clube foi mais rápido do que esperávamos e chegamos a abril com hipóteses de sermos. Agora, é o momento de finalizar o trabalho».
Tondela: Bernardo Fontes; Bebeto; Christian Marques; Brayan Medina; Rodrigo Conceição; Joe Hodge; Juan Rodriguez; Maranhão; Hugo Félix; Makan Aiko; Rony Lopes.
Treinador: Gonçalo Feio
«PNesta missão em que olhamos para cada dia como um dia de crescimento, foi mais uma semana de evolução, frente a um grande rival, amanhã temos um contexto muito exigente. Trabalhamos muito todos os dias, vamos com muito respeito, mas também com a crença e competitividade a acreditar no plano de jogo, e se assim for, vamos estar mais perto do resultado que queremos».
O Sporting e o Benfica enfrentam-se este domingo para a jornada 30 da Primeira Liga. Fica com os onzes prováveis das equipas.
O Sporting prepara-se receber o Benfica na jornada 30 da Primeira Liga, num duelo que está marcado para este domingo, dia 19 de abril, pelas 18h00 no Estádio de Alvalade. Já podes ler a antevisão completa à partida, com direito a análise, 10 dados rápidos, declarações de treinadores e, inclusive, previsão de resultado.
Eis os onzes prováveis:
Sporting: Rui Silva; Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Diomande e Maxi Araújo; Morita e Morten Hjulmand; Geny Catamo, Francisco Trincão e Pedro Gonçalves; Luis Suárez;
Benfica: Trubin; Dedic, António Silva, Otamendi e Samuel Dahl; Leandro Barreiro e Aursnes; Rafa Silva, Andreas Schjelderup e Prestianni; Pavlidis;
Primeira Liga, 30.ª Jornada: domingo, 19 de abril de 2026, 18h00.
A ANTEVISÃO: SPORTING E BENFICA COM OBJETIVOS DIFERENTES NO DÉRBI. OS LEÕES AINDA SONHAM COM O TRI. AS ÁGUIAS NÃO DESISTEM DO SEGUNDO LUGAR
Quando esta jornada terminar, ficam a faltar apenas quatro para cair o pano da Primeira Liga 2025/26. São 12 pontos em disputa, com o título de campeão nacional a ser o centro de todas as atenções. Sporting e Benfica vão defrontar-se naquele que será o jogo de todas as decisões quanto aos objectivos dos dois clubes neste momento. O conjunto leonino precisa de vencer para continuar a morder os calcanhares ao líder FC Porto. Caso contrário, e se os dragões fizerem a sua parte a seguir ao dérbi, o sonho do tricampeonato começa a esfumar-se. Já os encarnados sabem que o título é uma miragem e apontam baterias para o segundo lugar, que dá acesso à terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Mas isso só continuará a ser possível se conseguirem ultrapassar o leão, coisa que não tem sido fácil nos últimos anos.
Do lado do Sporting há a curiosidade em saber como é que a equipa vai reagir após a eliminação na Champions, na última quarta-feira. Rui Borges já disse que não quer desculpas do cansaço, mas fez questão de lembrar no final do jogo com o Arsenal que o Benfica teve uma semana para preparar este encontro. Mesmo com alguns jogadores já a acusar desgaste físico, o treinador leonino vai colocar em campo o seu melhor onze. A importância desta partida assim o obriga. Será o último grande obstáculo que os leões têm pela frente até ao final do campeonato, que ainda sonham conquistar. O único grande ponto de interrogação é Iván Fresneda. O lateral espanhol continua em dúvida e Eduardo Quaresma deverá ser, à semelhança do que aconteceu em Londres, novamente titular no lado direito da defesa.
Rui Borges também não vai mexer no esquema tático e vai continuar com o seu 4-2-3-1 habitual. O Sporting quer mandar na partida desde o início e assumir-se como favorito, pois joga em casa, e sabe que neste momento está a realizar melhores exibições que o seu eterno rival. Os leões estão confiantes e querem ser os primeiros a derrotar as águias no campeonato, e assim colocar um ponto final nas aspirações encarnadas em relação ao segundo lugar. Nuno Santos, Ioannidis e Luís Guilherme ficam de fora por lesão.
O Benfica visita Alvalade com o estatuto de ser a única equipa imbatível na Primeira Liga, mas a classificação não reflete esse feito. A terceira posição é fruto dos muitos empates que os encarnados consentiram, sobretudo no Estádio da Luz, onde deixaram voar seis pontos no período de descontos. Não fossem esses pontos perdidos para lá do minuto 90, estariam agora no segundo lugar a apenas um ponto do FC Porto. Dá que pensar. Em caso de triunfo no dérbi ultrapassam o Sporting e ficam com um ponto de vantagem, sabendo que a formação leonina tem menos um jogo. O mesmo é dizer que o Benfica pode descer novamente para terceiro e ficar na mesma a dois pontos dos verde e brancos. A vida não está mesmo nada fácil para o emblema da Luz, que vai sempre depender de terceiros para alcançar os seus objetivos.
José Mourinho quer lutar até ao fim pelos milhões da Liga dos Campeões e promete uma equipa ambiciosa na casa do leão. O Benfica vem de exibições inconstantes e quer dar uma melhor imagem daquilo que tem mostrado. A grande novidade no onze é o regresso de Fredrik Aursnes ao meio-campo. O médio norueguês é uma peça imprescindível do técnico natural de Setúbal, e aquele que oferece melhores garantias. Tomás Araújo também foi convocado mas não deverá começar de início. Bruma e João Veloso continuam a recuperar de lesões e estão riscados da convocatória. Perspetiva-se um encontro apaixonante, intenso, o normal neste tipo de confrontos entre dois grandes do futebol português. O outro grande, o FC Porto, vai assistir de cadeirinha ao dérbi, e não se importará muito se o Benfica levar os três pontos para casa. O árbitro da partida será João Pinheiro, da Associação de Futebol de Braga.
10 DADOS RÁPIDOS
Sporting e Benfica já se defrontaram 328 vezes em todas as competições. 116 vitórias para os leões e 140 triunfos para as águias.
Nesses 328 jogos, o Sporting marcou 499 golos e o Benfica 551.
A maior vitória caseira do Sporting frente ao emblema encarnado aconteceu na época 1986/87, para o campeonato. 7-1 foi o resultado.
O triunfo mais gordo do Benfica na casa do leão aconteceu na época 1909/10, em jogo a contar para o Campeonato de Lisboa. Goleada das águias por 0-4.
O primeiro dérbi da história entre os dois conjuntos realizou-se no longínquo ano de 1907, com o Benfica a ser derrotado em casa pelo Sporting por 1-2.
O último triunfo dos encarnados no Estádio José Alvalade foi em 2022.
O Sporting já marcou 114 golos até ao momento, o que dá uma média de 2,38 tentos por jogo.
A formação orientada por José Mourinho ainda não perdeu para o campeonato esta época.
A média de altura do plantel leonino é de 1,82 metros.
O Benfica ainda não conseguiu vencer cinco jogos seguidos durante esta temporada. O máximo que alcançou foram quatro triunfos consecutivos.
JOGADORES A TER EM CONTA
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede
Geny Catamo – Tem sido o carrasco do Benfica nos últimos dérbis. Na memória de todos está ainda bem presente os dois golos que marcou aos encarnados em Alvalade há dois anos, que catapultou o Sporting para a conquista do campeonato. O extremo direito moçambicano foi também uma peça fundamental na dobradinha da época passada. Geny Catamo está novamente a realizar uma grande temporada, e é já um jogador imprescindível para Rui Borges. A velocidade é uma das duas suas principais armas, a juntar à sua enorme capacidade técnica que lhe permite tirar os adversários do caminho com alguma facilidade. Tem oito golos marcados e quatro assistências até ao momento.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Andreas Schjelderup– Andou perdido com Bruno Lage, mas reencontrou-se com José Mourinho. O extremo esquerdo norueguês de 21 anos tem vindo a surpreender quem duvidava dele e é, neste momento, um dos jogadores mais influentes das águias. Os bis frente ao Real Madrid, em janeiro deste ano, foi talvez o momento mais marcante desde que chegou à Luz. Schjelderup mostra ser agora um jogador mais confiante nas suas capacidades e agarrou em definitivo a titularidade no lado esquerdo do ataque encarnado, ele que esteve perto de sair no mercado de inverno. Esta época já leva oito golos marcados e cinco assistências.
XI´s PROVÁVEIS
Sporting: Rui Silva; Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Diomande e Maxi Araújo; Morita e Morten Hjulmand; Geny Catamo, Francisco Trincão e Pedro Gonçalves; Luis Suárez
Treinador: Rui Silva
«Não faço comparações ao meu primeiro jogo no Sporting, são momentos e equipas diferentes. Tudo é diferente. É o mesmo adversário, mas não faço comparações. Acredito que seja um Benfica forte, que quer e precisa de ganhar, seja por qual objetivo for, para ser campeão ou segundo classificado. Acredito que seja um Benfica forte, à imagem do que tem sido. O Benfica tem feito um bom campeonato, tem boas dinâmicas, é uma equipa muito intensa, é a equipa que recupera mais bolas em zonas altas neste momento. Isso define bem a capacidade de pressão do Benfica, uma equipa que ganha muitos duelos e que é competitiva, tem muitas dinâmicas nos corredores, com muito um para um e cruzamentos. É a equipa com mais golos de cabeça no campeonato e não só de bola parada. Tudo isso define a qualidade do Benfica. Espera-nos um jogo difícil, num dérbi com duas grandes equipas. Que seja, acima de tudo, um bom jogo».
Benfica: Trubin; Dedic, António Silva, Otamendi e Samuel Dahl; Leandro Barreiro e Aursnes; Rafa Silva, Andreas Schjelderup e Prestianni; Pavlidis
Treinador: José Mourinho
«O que me faz acreditar que podemos ganhar? A nossa história no campeonato, somos uma equipa difícil para qualquer adversário. Diria que a equipa que conseguiu ter o jogo mais fácil contra nós, foi o Casa Pia, todos os outros foram muito difíceis, mesmo as equipas que empataram, podiam ter perdido. Quero acreditar nesta linha de comportamento, no nosso nível competitivo, acreditar no trabalho que fizemos durante a semana. Não tenho razão nenhuma para não acreditar, concordando que o Sporting está a jogar bem, fez dois jogos muito bons na Champions. Temos de ser pragmáticos e coerentes e até humildes e reconhecer que vamos ter um jogo muito difícil. Mas vamos lá para ganhar».
Bruno Fernandes fez a assistência para o golo decisivo do Manchester United. Médio português reagiu à vitória contra o Chelsea na Premier League.
Bruno Fernandes falou à imprensa após a vitória do Manchester United frente ao Chelsea para a jornada 33 da Premier League. No final do encontro em que registou a assistência para o único golo da partida, o internacional português disse o seguinte em declarações à TNT Sports:
«Foi fantástico. Tínhamos de reagir (…) Não era só o jogo com o Leeds. Há dois jogos que não ganhávamos, sabíamos que tínhamos de jogar muito bem porque o Chelsea é uma grande equipa. Foi importante vencer porque o sabemos que o nosso objetivo é o top 4. Eles estão perto, então conseguir ganhar distância é perfeito para nós».
Bruno Fernandes tem agora 18 assistências nesta edição da Premier League e está a duas de igualar o recorde (20):
«Quero sempre fazer melhor que na época antes. Quero melhorar o meu jogo, não só em golos e assistências, mas em tudo aquilo em que estou envolvido».
Bruno Fernandes elogiou o desempenho da equipa:
«Foi uma grande exibição de todos. A linha mais recuada fez um grande trabalho. Alguns jogadores estavam fora de posição, mas foram muito fortes nos duelos. Foi um grande esforço coletivo».
«Sinto-me três pontos mais perto. É só isso. Sabemos que precisamos de mais pontos e vamos fazer todos os possíveis para conseguirmos o objetivo o mais depressa possível», afirmou ainda Bruno Fernandes acerca da corrida pela qualificação para a Champions League.
O FC Porto vai receber este domingo o Tondela na jornada 30 da Primeira Liga. Fica com os onzes prováveis das equipas.
O FC Porto entra em campo este domingo, dia 19 de abril, já depois do dérbi entre o Sporting e o Benfica. Num duelo que será disputado no Estádio do Dragão, os azuis e brancos recebem esta noite a partir das 20h30 o Tondela para a jornada 30 da Primeira Liga.
Já podes ler a antevisão completa ao FC Porto x Tondela, com direito a análise, 10 dados rápidos, declarações de treinadores e, inclusive, previsão de resultado.
Eis os onzes prováveis:
FC Porto: Diogo Costa; Alberto Costa, Bednarek, Jakub Kiwior, Zaidu; Varela, Froholdt, Gabri Veiga; Pepê, Pietuszewski e Deniz Gul.
Tondela: Bernardo Fontes; Bebeto; Christian Marques; Brayan Medina; Rodrigo Conceição; Joe Hodge; Juan Rodriguez; Maranhão; Hugo Félix; Makan Aiko; Rony Lopes.
Imprensa espanhola afirma que Andreas Schjelderup poderia sair por 30/40 milhões de euros. Barcelona interessado no extremo do Benfica.
O Barcelona continua interessado em Andreas Schjelderup e perguntou pelo internacional norueguês, garante o jornal Mundo Deportivo. A mesma fonte refere que o extremo do Benfica «poderia sair por um preço que rondaria os 30-40» milhões de euros.
O interesse do Barcelona em Andreas Schjelderup não é de agora e já tinha sido noticiado, porém o jornal espanhol escreve agora valores. O extremo norueguês está no Benfica desde a temporada 2022/23 e tem contrato válido até ao verão de 2028.
Na presente temporada, Andreas Schjelderup regista até ao momento 38 jogos, dos quais marcou oito golos e deu cinco assistências.
A Real Sociedad venceu o Atlético Madrid em penáltis e conquistou a Taça do Rei. Gonçalo Guedes fez uma assistência na partida.
A Real Sociedad é a grande vencedora da Taça do Rei 2025/26. Neste sábado, a equipa do País Basco empatou 2-2 com o Atlético Madrid no tempo regulamentar, o jogo seguiu para prolongamento e a decisão ficou para as grandes penalidades (4-3).
Logo no primeiro minuto da partida, o internacional português Gonçalo Guedes assistiu Ander Barrenetxea. Aos 18 minutos, Ademola Lookman empatou o jogo, porém a Real Sociedad voltaria a estar em vantagem com golo de Mikel Oyarzabal (45+1′; grande penalidade) perto do intervalo. Já na reta final da partida, aos 83 minutos, Julián Álvarez fez o 2-2.
Unai Marrero, guarda-redes do Real Sociedad, acabou por ser herói, pois defendeu as duas primeiras grandes penalidades do Atlético Madrid.