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GP Austrália: Márquez vence duelo com Viñales e continua imparável

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As madrugadas de MotoGP continuam e este fim-de-semana foi o Circuito de Philip Island a receber o mundial de motociclismo, naquela que poderá ter sido uma das corridas mais emocionantes desta temporada. Não pelo vencedor, mas pelo que se passou até à bandeirada de xadrez.

O início da prova lembrou-nos os velhos de Valentino Rossi, quando o piloto italiano disputava e lutava pelos primeiros lugares. Mas como tem sido hábito, foi sol de pouca dura. O Il doctore chegou a ter seis décimas de vantagem sobre Crutchlow, mas acabou por ser relegado.

Logo de seguida, vinham Iannone, Viñales e Márquez preparados e com armas para se intrometerem na liderança de Crutchlow. Quem diria? Pois, ninguém. A 23 voltas do final, era impossível prever um vencedor. Arrisco-me a dizer que há muito tempo que não via tantas ultrapassagens numa corrida de MotoGP e logo nas primeiras voltas… Por norma, guardam os ataques cardíacos para o final mas em Philip Island começaram cedo. A surpresa não estava na quantidade de ultrapassagens, mas sim nos pilotos que disputavam a vitória: duas Aprilias na luta pelo top 5.

Crutchlow liderava a corrida, seguido de Iannone, Márquez, Viñales e Aleix Espargaró. Relembro que no fim-de-semana passado, Espargaró andava a lutar pelo top 10 com o português Miguel Oliveira.

Rossi perdeu o fulgor inicial e foi relegado para a sexta posição, enquanto Márquez era pressionado por Viñales que acabou por roubar o lugar ao piloto espanhol da Honda.

A animação da prova continuava e Márquez parecia determinado a não deixar fugir o líder Maverick Viñales que a 15 voltas do final já tinha cerca de uma décima de vantagem sobre o piloto da Honda, enquanto Rossi voltava a atacar acabando por chegar ao quarto lugar, pressionado por Rins que parecia querer meter-se também na luta por um lugar do pódio.

A luta pela vitória parecia estar entregue a Viñales e Márquez e onde a escolha dos pneus poderia ter um papel fundamental para a decisão final. Viñales corrida com pneus macios, enquanto o espanhol da Honda optou por escolher um pneu macio e um duro.

Márquez voltou a ser rei e senhor em Philip Island.
Fonte: MotoGP

A oito voltas do fim, Viñales liderava seguido de Márquez, Crutchlow e Bagnaia a fechar o top 4 da corrida, ultrapassando Dovizioso e Miller – ambos com máquinas mais fortes do que a de Bagnaia. Curioso, não?

Com Viñales na liderança, as coisas pareciam começar a estabilizar. Mas não nos podemos esquecer de Márquez e da sua estratégia quando não é líder: prefere estudar o adversário para depois o atacar na reta final da prova. E assim foi. Tão previsível e fácil quanto parece.

A chuva parecia ameaçar, mas o asfalto continuava seco e não foi preciso haver mudança de motos durante a prova. Enquanto isso, Márquez preparou e atacou Viñales na reta da meta que tentou ripostar, mas o piloto de Cervera tinha a lição bem estudada e bloqueou todos os espaços possíveis para Viñales o ultrapassar.

O piloto da Yamaha Movistar estava determinado a recuperar a liderança da prova, mas arriscou em demasia e acabou por perder a traseira da sua moto e o destino final foi o asfalto e não o primeiro lugar.

Viñales queria tanto vencer que acabou na gravilha.
Fonte: MotoGP

Márquez voltava a vencer mais uma prova em 2019. Parece que não se cansa de ser sempre o herói da história.  Crutchlow e Miller fechavam o pódio do Grande Prémio da Austrália.

Por fim, Miguel Oliveira acabou por não correr no circuito de Philip Island, depois de ter sido dado como não apto para competir. O falcão de Almada tinha sofrido uma forte queda nos treinos livres de sábado e acabou por se lesionar.

Classificação final
Fonte: MotoGP

10 Momentos de absoluta glória rossonera

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O AC Milan é um clube inserido no teto máximo da elite do futebol mundial. Isto, independentemente, do plantel corresponder a esse patamar ou não.

Os jogadores da atual equipa estão a léguas de muitos ícones que por lá passaram. Os adeptos mais distraídos tendem a esquecer o verdadeiro nível a que pertence o histórico italiano.

O seu passado não é um segmento contínuo recheado de êxitos, como os números o levam a crer. O Milan já passou por momentos maus e piores do que os de hoje. Mas a sua história conta que sempre existiu um reerguer. Quer por sua própria mão, quer por mão alheia. O que o clube representa permitira resgates, pois garante o retorno de qualquer investimento.

Desde orientação política, à paixão pelo triunfo, os adeptos fervorosos, à moda transalpina, concedem uma dimensão transcendente a esta instituição. Os próximos dez momentos de glória espelham uma percentagem do real significado do que é ser rossonero, que se vai desvanecendo à medida que o tempo passa…

 

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Fonte: AC Milan

Fundação – A fundação do clube fica assinalada pela iniciativa dos britânicos Alfred Edward e Herbert Kilpin. A 13 de Dezembro de 1899 foi feita a fundação, a 16, celebrada oficialmente.

As cores do equipamento foram das primeiras decisões incontornáveis, pois concediam a imagem que queriam passar, em primeira instância, ao oponente. O vermelho, representa o fogo, no sentido da busca incessante do domínio sobre o adversário, o preto, por sua vez, o medo que a equipa oposto deverá sentir ao defrontar o AC Milan.

O primeiro passo de uma multinacional dos dias de hoje, mesmo que em 1908 tenha perdido uma facção de adeptos, curiosamente, com a criação de uma verdadeira multinacional, o FC Inter de Milão, este que surgiu devido ao confronto de duas ideias convergentes: o de incluir ou não atletas estrangeiros…

Antevisão GP México: O ‘leão’ está à solta

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Chegamos a território da América Central: é no circuito Autódromo Hermanos Rodriguéz que se realiza o 18.º evento da temporada, onde a Mercedes já compete com o título do mundial de construtores no “bolso”. Porém, ainda falta a Lewis Hamilton garantir o título mundial.

Num fim de semana, onde se destaca a polémica desclassificação da Renault no Grande Prémio do Japão, devido a irregularidades no sistema de balanço de travagem, quem leva a melhor na qualificação acaba por ser o homem da Red Bull, Max Verstappen, que assim vai partir na linha da frente, conquistando a segunda pole position do ano, e da carreira.

Para terminar, no pódio temos os pilotos da Ferrari, Charles Leclerc e Sebastian Vettel, que partirão em segundo e terceiro lugar, respetivamente.

Apesar do título do campeonato de construtores estar já garantido para a Mercedes, parece que não está a ser o fim de semana ideal para a equipa alemã: o (quase) campeão Lewis Hamilton garantiu apenas o quarto lugar e Valtteri Bottas faz o sexto melhor tempo, acabando por se despistar mesmo no final da Q3.

Valtteri Bottas despista-se na volta final da Q3, causando um grande impacto nas barreiras do autódromo.
Fonte: Formula 1

Apesar do grande destaque estar na conquista da pole por Max Verstappen, também o colega de equipa, Alexander Albon, garante um quinto lugar. O tailandês poderá ser uma ameaça aos homens da frente.

Para concluir os dez primeiros, temos a McLaren – Carlos Sainz (7.º) e Lando Norris (8.º) – e a Toro Rosso – Daniil Kvyat (9.º) e Pierre Gasly (10.º). O francês tem feito um ótimo desenvolvimento durante todo o fim de semana, apesar de ter estado com uma virose.

No entanto, a desclassificação da Renault não seria a única decisão polémica existente neste fim-de-semana. 

A pole position de Verstappen foi, há instantes, ameaçada por um erro do piloto holandês, que, na entrevista pós-qualificação, admitiu que ignorou a obrigação de reduzir a velocidade no sector que mostrava a bandeira amarela, este afetado pelo incidente de Valtteri Bottas.

Assim sendo, com estas modificações na grelha de partida, tudo indica que Max Verstappen irá partir de quarto lugar, com uma penalização de três lugares, perdendo assim a pole position para o homem da Ferrari, Charles Leclerc.

A verdade é que, olhando bem para os Treinos Livres, obtemos uma diversidade significativa de resultados: no TL1, a Mercedes levou a melhor sobre as restantes equipas; no TL2 e TL3, foi Ferrari quem se destacou.

Porém, é a Red Bull quem ganha a qualificação, com o “leão” holandês a, mais uma vez, provar que pode ser uma ameaça séria para os lugares da frente, e, posteriormente, um futuro campeão.

Expetativas para a corrida? Muitas. Poderá ser no México que Lewis Hamilton se sagra campeão mundial; poderá ser também uma corrida de muitas surpresas, com a Red Bull a orientar-se para somar mais uma vitória, apesar da decisão dos comissários de corrida; também a Ferrari poderá ter algo mais a dizer, não querendo deixar escapar os primeiros lugares do campeonato.

Verstappen cometeu um erro ao ignorar a redução de velocidade, e agora pagará por isso. No entanto, o piloto agiu com o seu instinto, e, a verdade é que, se assim não tivesse agido, não teria ganho a pole.

Concluindo daquilo que entendi, espero que seja uma corrida imprevisível, que desperte atenção da primeira à última volta.

Resultados finais da qualificação.
Fonte: Formula 1

Foto De Capa: Formula 1

artigo revisto por: Ana Ferreira

Club Atlético de Madrid 2-0 Athletic Club: Vitória caseira coloca “colchoneros” na liderança

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O Atlético de Madrid venceu esta noite o Athletic de Bilbao por duas bolas a zero, num jogo em que João Félix ficou de fora, por culpa da lesão que contraiu no jogo com o Valência, e em que Felipe, antigo jogador do FC Porto foi chamado à titularidade.

O jogo começou com Jan Oblak a brilhar, logo no primeiro minuto: o guardião esloveno “voou” para negar o golo que parecia certo para o Athletic, após um cabeceamento de Iñigo Martínez. A partir deste momento, e apesar de uma aparente entrada dominadora da equipa de Bilbao, a posse de bola passou a ser mais controlada pelos madrilenos, com um ligeiro ascendente, mas sem que conseguissem levar perigo à baliza de Unai Simón.

A partida, como se esperava, mostrava-se equilibrada, com muitos duelos físicos a meio-campo e sem que voltassem a aparecesser oportunidades notórias, de parte a parte. No entanto, na primeira vez que o “Atleti” criou perigo, conseguiu chegar ao golo. Angel Correa, que tem sido o eleito por Diego Simeone para colmatar a ausência de João Félix, devido a lesão, “inventou” um lance individual já dentro da área, tendo a bola sobrado para Saúl Ñíguez finalizar. O médio espanhol abriu o ativo com um remate que quase pareceu um “penálti em andamento”.

A resposta do Athletic foi imediata, com Oblak a ser de novo chamado para intervir e a voltar a fazê-lo em grande estilo, na sequência de um remate potente de Raúl Garcia. Do outro lado, Correa continuava a deixar a cabeça dos defesas bascos “à roda”, mostrando estar preparado para ser opção para “El Cholo”.

Numa primeira parte com poucas oportunidades, as que surgiram foram, em maior parte, para o Athletic, mas quem conseguiu fazer uma delas contar foi o Atlético de Madrid, e como tal saiu para o intervalo a vencer. Para ajudar a esta vantagem, ia brilhando Jan Oblak, que já contava com duas “paradas” de alto nível.

Saúl a festejar o golo que ia dando vantagem ao “Atleti”                                                                  Fonte: La Liga Santander

O reatar da partida trouxe um Atlético de Madrid mais calculista, tentando controlar a bola e apostando em passes certos, de forma a impedir que o Athletic pudesse ameaçar a vantagem “colchonera”. O jogo parecia estar a “adormecer” e, portanto, cumpria-se a vontade de Diego Simeone, que tantas vezes opta por “congelar” o encontro quando a sua equipa está em vantagem. Dado o ritmo baixo em que a partida entrou, a primeira grande ocasião da segunda parte só surgiu aos 63 minutos, através de um remate acrobático de Iker Muniain.

Apesar da equipa de Bilbao ter o dobro das oportunidades do homónimo de Madrid, quem chegou ao golo voltou mesmo a ser o “Atleti”. Após uma triangulação entre Trippier, Koke e Correa, o argentino avançou pelo lado direito da área basca e assistiu Álvaro Morata, que assim ampliou a vantagem dos madrilenos. Num jogo que se revelava equilibrado, fazia a diferença quem conseguia finalizar as oportunidades de que dispunha.

Após o segundo golo, o Athletic atirou a toalha ao chão, tendo mesmo substituído o seu homem-golo, Iñaki Williams, poucos minutos depois. Dado isto, e estando o Atlético de Madrid confortável no jogo, as oportunidades de golo desapareceram, conformando-se ambas as formações com a vitória dos “colchoneros”.

A vitória dos comandados de Diego Simeone é justa, embora a história do jogo pudesse ter sido diferente, caso os pupilos de Gaizka Garitano tivessem convertido as oportunidades de que dispuseram na primeira parte. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Atlético de Madrid: Oblak; Trippier; Felipe; Hermoso; Renan Lodi; Thomas Partey; Saúl Ñíguez; Koke; Thomas Lemar (Vitolo, 77’); Correa (Herrera, 67’); Morata (Diego Costa, 67’).

Athletic Bilbao: Unai Simón; Capa (De Marcos, 79’); Núñez; Iñigo Martínez; Yuri; Dani Garcia; Unai López; Raúl Garcia; Muniain; Córdoba (Ibai Gómez, 55’); Iñaki Williams (Aduriz, 67’).

Os 5 melhores momentos que vivi no Estádio da Luz

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Já apanhei poucos jogos da década de 90 mas poucos não foram os momentos que tenho vivido no Estádio da Luz, e não só, desde o ano 2000. Numa altura que tem faltado emoção e grandes vitórias ao Sport Lisboa e Benfica, numa altura em que as bancadas passam a maioria dos jogos em sofrimento pela monotonia de um futebol cada vez menos apaixonante, decidi relembrar-me de grandes momentos que já passei nas bancadas a apoiar o Sport Lisboa e Benfica.

Este é um top momentos no Estádio da Luz vividos de forma muito pessoal e com uma pequena excepção à Luz. Um top 5 que poderia muito bem estar distribuído por um top 10, 15 ou 20.

Vitórias de Ítalo Ferreira e Caroline Marks no Pro Portugal adiam decisões do título mundial para o Havai

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Depois de uma semana sem ondas e, consequentemente, sem competição, o Pro Portugal voltou neste sábado para que os quartos de final fossem realizados. Depois do adiamento do primeiro call, o dia começou, à segunda tentativa, com os heats masculinos. Muito se ansiava por uma decisão por parte da WSL para saber se a competição ia terminar já e, pelos vistos, foi isso que aconteceu mesmo. Assim, trazemos-te o resumo de tudo aquilo que se passou neste último dia de Pro Portugal, em Peniche.

QUARTOS DE FINAL TRAZEM SENTIMENTO AMBÍGUO AOS BRASILEIROS

Os primeiros a entrar no mar de Supertubos foram Jordy Smith e Kolohe Andino, num heat de grande importância para os dois surfistas, considerando que estão ambos na luta pelo titulo mundial. Num heat onde predominaram as ondas medianas e fracas, Jordy Smith com um 7.07 e um 6.33 acabou por levar a melhor face ao norte-americano que apenas conseguiu um score combinado de 10.97.

A surpresa acabou por surgir no segundo heat do dia. Depois da eliminação de Gabriel Medina na ronda anterior, Filipe Toledo tinha agora caminho aberto para assumir a liderança do ranking mundial, faltando disputar apenas mais um evento. No entanto, o atual número dois do ranking defrontou um grande conhecedor das ondas portuguesas, Kanoa Igarashi, que com um 8.67 e um 6.57 (15.24 no total) levou a melhor diante do brasileiro, que fez apenas 12.26.

Depois da eliminação de Filipe Toledo, foi a vez de outros dois brasileiros entrarem na água: Caio Ibelli e Peterson Crisanto. Num heat marcado por scores baixos, Caio Ibelli com um 6.53 e um 6.33 (12.86 no total) eliminou Peterson Crisanto, ele que tinha protagonizado alguns dos melhores scores da competição até ao momento. Deste modo, a caminhada de Caio na tentativa da manutenção na elite mundial no próximo ano mantém-se intacta.

A fechar os quartos de final masculinos tivemos, provavelmente, o melhor heat do campeonato até ao momento. Italo Ferreira e Jack Freestone brindaram os presentes na praia de Supertubos com algumas das melhores ondas do campeonato. Num heat onde nenhum dos dois merecia ser eliminado, a vitória acabou por cair para o lado do brasileiro que com duas ondas na casa do excelente (9.57 e 8.33 – 18.40 no total) deitou as esperanças de Jack Freestone, de sair de Peniche com o título da prova portuguesa, por terra. Apesar da sua eliminação, o australiano sai de prova com um score combinado de 16.87, pontuação que lhe daria a vitória em qualquer outro heat dos quartos de final.

AQUILO QUE JÁ SE ESPERAVA… TUDO PRONTO PARA O EMBATE DE TITÃS

A norte-americana Caroline Marks e a australiana Shephanie Gilmore abriram os quartos de final femininos na praia dos Supertubos. A número quatro do ranking mundial, Caroline Marks, começou da melhor maneira este primeiro heat com uma onda com um score de 7.00 e terminou com uma 8.17 e não deu hipóteses à australiana. Shephanie Gilmore acabou com um total de 12.07, que foi insuficiente para passar à próxima fase.

No segundo heat, foi a vez de termos uma surpresa. A número três do ranking mundial, Sally Fitzgibbons, acabou por desiludir, em Peniche, ao ser eliminada nestes quartos de final. A brasileira Tatiana Weston-Webb começou o heat da melhor maneira com um 7.50 e para terminar a sua combinação final fez uma onda avaliada em 6.17 e foi mais do que suficiente para passar às meias finais. A australiana não passou de um total de 9.14 (4.77 + 4.37).

A líder do ranking mundial está imparável e não tem dado qualquer hipótese à concorrência nesta etapa portuguesa. Desta vez, a havaiana deixou para trás a francesa Johanne Defay com uma diferença de 8,56 no combinado total. Carissa Moore, à semelhança de Ítalo Ferreira nos heats masculinos, conseguiu uma das melhores notas nesta etapa com um 9.33! A havaiana fez um total de 16.06 e marcou presença na meia final enquanto que Johanne Defay não foi além de um 7.50 (3.00 + 4.50).

Carissa Moore mostrou que queria terminar com a discussão do título mundial já em Peniche
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

No último heat desta fase, houve alguém a mostrar que ainda não desistiu de lutar pelo título mundial: Lakey Peterson. A norte-americana mostrou ainda estar viva no campeonato depois de uma boa exibição nos quartos de final. Peterson só se mostrou nesta fase com as suas duas últimas ondas (5.83 e 5.50) e isso levou-a a ter um total de 11.33, que foi suficiente para passar às meias. Nikki Van Dijk acabou por ser eliminada com um total de 8.83 (4.90 e 3.93).

Antevisão GP Austrália: Fim de semana complicado para Miguel Oliveira

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Miguel Oliveira teve na Austrália um dos fins de semana mais difíceis da carreira. Em condições muito adversas, com vento extremo, o piloto da KTM Tech3 caiu violentamente na quarta sessão de treinos para o Grande Prémio da Austrália. Sem ossos partidos, o português ficou apenas com algumas mazelas. Vamos ver se consegue entrar na qualificação, que foi adiada para domingo, noite/madrugada em Portugal.

 Mesmo sem qualificação, podemos debruçar-nos sobre os tempos feitos nas quatro sessões de treinos livres. Em 2018, Marc Márquez caiu neste Grande Prémio, dando a vitória a Maverick Vinales. O piloto espanhol da Yamaha, já em 2018, tinha liderado o TL1 e na qualificação ficou logo atrás de Márquez.

Marc Márquez caiu em 2018 no GP da Áustrália e procura redimir-se
Fonte: Repsol Honda Team

Passando a 2019, Vinales liderou em três dos quatro treinos livres. Poderá ser um presságio para acabar com a hegemonia da Honda e de Márquez. Como adeptos esperamos que sim. Mas, temos de ver que Márquez vem de quatro vitórias consecutivas, já ganhou o campeonato e quer dar aos fãs australianos uma vitória, já que não conseguiu em 2018.

Jack Miller, que esteve também em boa forma o ano passado na Áustrália, pode ser um dos candidatos ao lugar mais baixo do pódio. O australiano da PRAMAC Ducati é sempre um favorito dos adeptos e gosta da sua pista caseira.

Também dar destaque à estreia de Johann Zarco pela Honda. Depois de sair da KTM, o francês vai tomar o lugar de Takaaki Nakagami na LCR Honda, ao lado de Cal Crutchlow. Também na KTM, destaque para Pol Espargaró, que conseguiu colocar a KTM de fábrica na terceira posição no TL3 e no TL4.

Zarco deixou a KTM e agora está na LCR Honda, a substituir um dos seus pilotos
Fonte: LCR Honda

Com pouco tempo de pista e condições muito adversas fica difícil ver algo nos tempos dos treinos livres que possam dar alguma previsão para a qualificação e para a corrida, mas se Marc Márquez continuar em forma é um forte candidato a efetuar a pole position e garantir a vitória na corrida. Mas, certamente que Maverick Vinales estará à espreita de algum erro do seu compatriota espanhol.

Foto De Capa: Red Bull KTM Tech3

artigo revisto por: Ana Ferreira

FC Schalke 04 0-0 BVB Dormund: Dérbi do Rühr intenso…mas sem golos

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Dérbi é dérbi. São cerca de 30 os quilómetros que separam os redutos de Schalke e Dortmund. Ambiente frenético, intensidade e ineficácia foram as palavras de ordem no dérbi do Rühr, que terminou com um nulo entre as duas formações alemãs, mantendo-se separadas por um ponto na Bundesliga.

Apesar de alguma indefinição que pairou no primeiro tempo, a formação de Lucien Favre entrou melhor no encontro e dispôs de uma grande oportunidade com apenas três minutos de jogo decorridos. Valeu Nübel a evitar o golo madrugador de Sancho com uma bela defesa.

O conjunto da casa demorou a assentar o seu jogo, mas quando o fez, fê-lo com perigo. Perto da meia hora de jogo, os ferros da baliza de Hitz travaram, por duas ocasiões, o golo do Schalke. Primeiro, foi o senegalês Sané a saltar mais alto e a enviar a bola à trave e, meia dúzia de minutos depôs, Serdar aproveitou um ressalto dentro da grande área, rematando ao poste.

O Dortmund ia tendo mais posse numa tentativa de reagir às investidas do adversário, mas seria a equipa de David Wagner a voltar a assustar a baliza contrária em cima do intervalo, quando Matondo correu metade do campo isolado e atirou à figura de Hitz.

Weigl e Burgstaller numa disputa de bola
Fonte: BVB Dortmund

Ao contrário do que tinha sucedido no início da primeira parte, foi o Schalke a entrar melhor no segundo tempo – e com duas oportunidades flagrantes. Logo a abrir, na sequência de um canto, Burgstaller ganhou nas alturas e enviou a bola com selo de golo, não fosse Raphael Guerreiro a impedi-lo praticamente em cima da linha. Dois minutos depois, Matondo voltou a ficar na cara de Hitz e voltou também a não levar a melhor sobre o guardião suíço.

As dinâmicas ofensivas do Dortmund estavam aquém do esperado (apenas Sancho tinha tentado a sua sorte na resposta à boa entrada do adversário) e Lucien Favre não hesitou em substituir Götze por Hazard, atendendo à ausência de Paco Alcácer por lesão.

A partida foi perdendo os momentos de brilhantismo, mas a intensidade ia aumentando. Matondo voltou a falhar na cara do guardião adversário e, do outro lado, o mais inconformado continuava a ser Sancho, com mais dois remates a visar a baliza de Nübel. O resultado, esse, não se alterou.

Num duelo todos queriam vencer (com mais de 60 mil nas bancadas!), a partida terminou exatamente como começou: sem golos. Com este resultado, o Dortmund – que perdeu a meio da semana diante do Inter por 2-0 – encontra-se no 3º posto, com 16 pontos, ao passo que o Schalke é sétimo, com 15.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

FC Schalke 04: Alexander Nübel, Oczipka, Sané, Benjamim Stambouli, Kenny, Mascarell, Caligiuri (Schopf, 84’), Amine Harit, Serdar, Matondo (Kutucu, 80’) e Burgstaller (Kabak, 91’).

BVB Dortmund: Marwin Hitz, Guerreiro, Hummels, Weigl, Piszczek, Thomas Delaney (Akanki, 74’), Witsel, Hakimi (Brandt, 86’), Reus, Sancho e Götze (Hazard, 58’).

Os 5 jogadores mais jovens a estrearem-se pelo FC Porto no séc. XXI

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Há uma semana atrás, Fábio Silva fez história ao estrear-se a marcar pela equipa principal do FC Porto. O SC Coimbrões foi a primeira vítima de Fábio, que já dentro dos últimos dez minutos da partida conseguiu alcançar o seu primeiro golo pelos azuis e brancos. O ponta-de-lança de 17 anos está a fazer a sua primeira época como sénior e os recordes batidos por ele são cada vez mais. O primeiro jogo de dragão ao peito, na equipa principal, frente ao Gil Vicente FC, fez dele o segundo jogador mais novo a estrear-se pelo FC Porto.

Quem terá sido então o jogador mais jovem a conseguir a proeza de defender as cores do emblema portista com a mais tenra das idades? É isso que o Bola na Rede procurou perceber e demonstrar, criando uma lista com os mais jovens de sempre a somar minutos na equipa principal do grande clube da cidade do Porto.

SL Benfica B 1-0 CD Nacional: Há uma primeira vez para tudo e todos, até para o primeiro

O Benfica B recebeu e venceu o – ainda – líder da Segunda Liga, o Clube Desportivo Nacional. Os comandados de Renato Paiva colocaram cobro a uma série de duas derrotas consecutivas e impingiram a primeira da temporada aos madeirenses.

A equipa liderada por Luís Freire fica agora à espera do resultado do Sporting da Covilhã (2º classificado, a dois pontos de distância) na receção dos beirões ao Cova da Piedade – sendo que os verde-e-brancos têm um jogo em atraso. Por sua vez, o Benfica B mantém-se a meio da tabela.

Os primeiros vinte minutos foram pautados pelo equilíbrio em todos os parâmetros: posse de bola, quantidade e qualidade das construções ofensivas, capacidade defensiva e de gestão das ofensivas adversárias e, claro, golos.

Nos dez minutos seguintes, a equipa da casa conseguiu impor-se no jogo, mas não no marcador. Ainda que não tenha criado oportunidades claras de golo, foi capaz de controlar a partida com bola, fazendo esta última circular e cirandar na área nacionalista, suscitando alguns calafrios à defensiva madeirense, em particular com bolas endereçadas à área a partir da ala esquerda.

O equilíbrio voltou a reinar no Benfica Futebol Campus. Aos quarenta minutos, após cruzamento de Rodrigo Conceição, Nuno Santos tentou fazer vacilar o marcador pela primeira vez. A tentativa, ainda que louvável, foi negada por Daniel Guimarães, que se atirou à relva junto ao poste direito da baliza e defendeu para canto.

Esporadicamente, a turma de Luís Freire conseguia libertar-se da malha de pressão (bem) montada por Renato Paiva, chegando a rematar quatro ou cinco vezes, sempre sem grande perigo para a baliza de Mile Svilar, indiscutível no Benfica B versão 19/20. O nulo teimava em não abandonar o Seixal e, até ao intervalo, ninguém encetou os devidos esforços para que tal sucedesse. Ele ficou e acompanhou as equipas até aos balneários

O CD Nacional chegou líder, mas pode perder essa condição caso o SC Covilhã vença o CD Cova da Piedade
Fonte: CD Nacional

No entanto, cansado ou aborrecido, o nulo não ficou muito tempo na margem sul do Tejo, tendo sido expulso por João Ferreira no sétimo minuto do segundo tempo. O capitão Nuno Santos bateu de forma exemplar um livre descaído para a esquerda do ataque benfiquista e o lateral-direito encarnado estreou-se a marcar na Segunda Liga com um cabeceamento certeiro que executou sem tirar os pés da relva.

Soltaram-se os ânimos dos visitados e soltaram-se as amarras dos visitantes. O líder sabia-se isolado, mas sabia também que uma derrota deixava a liderança à mercê do SC Covilhã. O sentido de urgência levou a equipa alvinegra a subir no terreno, a tentar assumir as rédeas do encontro e a acelerar processos. Simultânea e consequentemente, abriu espaços que os técnico-velocistas Conceição, Santos e Ramos poderiam aproveitar, conduzidos por Dantas.

A verdade é que os dez minutos que sucederam a inauguração do marcador revelaram-se mais amenos do que o previsto, sem que nenhuma das equipas levasse a cabo o escrito no anterior parágrafo. O Nacional não conseguiu monopolizar a posse de bola, não sendo capaz de assumir o jogo, e o Benfica B escolheu fazer circular o esférico em vez de “deixar jogar” o líder e procurar os espaços que surgissem.

Aos 65 minutos, quase dava resultado a estratégia encarnada, com os pupilos de Renato Paiva a chegarem com perigo ao interior da grande área madeirense. No entanto, não foram capazes de bater Daniel Guimarães, que se impôs com categoria por duas vezes. Continuava – e continuou – por cima a equipa secundária do Benfica, ainda que só dez minutos volvidos tenha voltado a criar perigo, com Pedro Álvaro a rematar ao lado da baliza à guarda do brasileiro de 32 anos.

Até ao final da partida, os insulares aumentaram o seu caudal ofensivo. No entanto, não tiveram a capacidade, nem a qualidade individual e coletiva, para fazer balançar as redes defendidas – e bem, diga-se de passagem – por Svilar e exigível numa equipa que luta pela subida.

A vantagem do Benfica B não mais se diluiu e os encarnados venceram ajustadamente e convenceram pela primeira vez na corrente época. Por sua vez, o CD Nacional saiu, também pela primeira vez, derrotado e terá muito para pensar e estudar na viagem de avião de volta à Madeira.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

SL Benfica B: Svilar; João Ferreira; Pedro Álvaro; Morato; Nuno Tavares (Frimpong, 70´); Diogo Mendes; Tiago Dantas (Vukotic, 82´); David Tavares; Rodrigo Conceição; Nuno Santos; Gonçalo Ramos (Daniel dos Anjos, 79´).

CD Nacional: Daniel Guimarães; Nuno Campos (Kalindi, 65´); Júlio Cesar; Rui Correio; Witi; Ibrahim Alhassan; Vítor Gonçalves; Rúben Micael (Jota, 69´); Paulo Vyctor (Róchez, 61´); João Camacho; Brayan Riascos.