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Itália 0-1 Ucrânia (Sub-20): Ucranianos estão pela primeira vez na final do Mundial

Primeiro jogo das meias finais do Mundial de Sub-20, a opor italianos contra os ucranianos. Ambas as equipas acabaram a fase de grupos com sete pontos e em primeiro dos seus respetivos grupos. Nos oitavos de final, a Itália derrotou a Polónia por 1-0 e eliminou nos quartos de final o Mali por 4-2. A Ucrânia derrotou nos oitavos o Panamá por 4-1 e nos quartos de final venceu a Colômbia por 1-0.

O jogo a começar com alguma dureza, visto que logo no primeiro minuto, o árbitro, mostrou o primeiro amarelo do jogo ao avançado ucraniano, Sikan. Nos primeiros minutos a bola teve um pouco centrada a meio campo, nenhuma das equipas queria vacilar no começo da partida. Com o avançar do jogo, as equipas foram mantendo sempre um jogo muito tático, cada passe e movimento, sempre muito pensados.

As equipas apresentavam-se muito encaixadas, com as jogadas mais perigosas a serem feitas através de bola parada. Só aos 37 minutos é que tivemos o primeiro lance perigoso. Um livre direto da Ucrânia, apontado por Sergey Buletsa, o guardião italiano teve que voar para uma boa defesa.

Uma primeira parte muito dura, com muitas faltas, 19 faltas ao todo! A seleção italiana nem sequer rematou em toda a primeira parte, enquanto que a Ucrânia rematou seis vezes, mas apenas um remate é que foi mesmo perigoso. Em termos de posse de bola, houve uma pequena vantagem para a Itália, com 53%-47% de posse. Acima de tudo pode-se dizer que foi um primeiro meio tempo com pouca história.

1ª parte com um jogo muito fechado e duro Fonte: FIFA

Aos 52 minutos, a Itália a conseguir chegar à baliza da Ucrânia pela primeira vez. Com um remate de Pinamonti, com uma resposta à altura de Lunin. Aos 65 minutos, apareceu o golo da Ucrânia, através de um cruzamento rasteiro de Konoplia do lado direito, a bola a surgir no centro da grande área e Buletsa que apareceu de trás a rematar em jeito para dentro da baliza italiana.

O jogo ficou mais aberto e começaram a aparecer mais espaços, com isto, aos 72 minutos, o avançado Supriaha na cara do guarda redes atirou ao lado. Era o 2-0 numa altura em que podia matar o jogo. Foi preciso haver um golo, para o jogo ficar mais rápido e para as equipas apresentarem outras ideias de jogo.

Aos 80 minutos, a Ucrânia ficou reduzida a dez unidades. Popov já tinha levado um cartão amarelo e atingiu com o cotovelo na face do avançado Pinamonti, o que resultou num segundo amarelo e consequente expulsão.

Aos 84 minutos, Kashchuk na direita a fazer um remate poderoso com a bola a ir embater na barra. A Ucrânia a ser perigosa mesmo com apenas dez unidades, a procurarem sempre ter o máximo de posse de bola com o intuito de resguardarem mais o jogo.

A Itália teve uma excelente oportunidade aos 90 minutos com Capone a rematar de pé esquerdo por cima, sem deixar a bola tocar no relvado, tornou-se mais complicada a finalização.

Aos 92 minutos, parecia que estava feito o empate, Scamacca fez um belo remate que acabou no fundo das redes de Lunin, após uma série de ressaltos entre jogadores ucranianos. O italiano dominou de joelho e rematou à meia volta, a fazer um grande golo, no entanto o árbitro foi ver o lance no VAR e anulou o golo, visto que o avançado italiano tocou com o braço na cara de um jogador da Ucrânia. Após o golo anulado, houve pouco jogo, a Itália ainda dispôs de um canto final em que toda a equipa subiu à área, mas sem sucesso.

Jogo com poucas ideias no geral, sendo muito mais físico e tático do que técnico. A partida teve mais interesse a partir do golo da Ucrânia, a Itália procurou mais o golo e procurou outras opções de jogo depois disso, no entanto a maioria dos lances acabavam por ser através de passes longos e com um jogo em profundidade que nunca dava resultados. O lateral italiano, Tripaldelli foi um dos mais irrequietos na seleção italiana com lances e investidas bastante interessantes.

A Ucrânia foi uma equipa coesa e foi sempre a equipa mais perigosa no encontro. Apresentou um esquema tático mais defensivo, que acabou por resultar. O jogo acabou com um final dramático, mas o resultado acabou por ser justo. Nas outras três participações da Ucrânia, nunca tinham ultrapassado os oitavos de final. Desta vez conseguiram a tão almejada final, está de parabéns o futebol ucraniano!

Onzes Iniciais e Substituições:

ITÁLIA: Plizzari; Gabbia, Del Prato e Ranieri; Bellanova, Frattesi (sub.Alberico,46´), Esposito (sub. Capone, 73´), Pellegrini e Tripaldelli (sub. Olivieri, 84´); Scamacca e Pinamonti.

UCRÂNIA: Lunin; Konoplia, Popov, Bondar, Beskorovainyi e Korniienko; Buletsa (sub. Safronov, 82´), Dryshliuk, Chekh (sub. Khakhlov,69´) e Kashchuk; Sikan (sub. Supriaha, 64´).

Henry Cejudo finaliza Moraes e é duplo ou… triplo campeão

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No UFC 238 Henry Cejudo sagrou-se novo campeão de peso-galo ao vencer Marlon Moraes por KO técnico, e Valentina Shevchenko nocauteou de forma impressionante Jessica Eye. A batalha entre Tony Ferguson e Donald Cerrone terminou de forma intrigante e foi considerada Luta da Noite. Cejudo e Shevchenko receberam o prémio de Performance da Noite. 

O combate principal da noite foi entre Henry Cejudo e Marlon Moraes, pelo título de peso-galo. Cejudo é o atual campeão de peso-mosca, e subiu uma categoria para tentar aquilo que só três atletas, à data, tinham conseguido: ser simultaneamente campeão em duas divisões de peso diferentes. 

Depois de destronar Demetrious Johnson (que vinha de 11 defesas de título consecutivas) Cejudo tornou-se no campeão de peso-mosca. Aceitou o desafio de TJ Dillashaw e cumpriu a sua primeira defesa de título, ao nocautear o americano em apenas 32 segundos. Agora queria um novo desafio para a carreira e subiu para o peso-galo para enfrentar o principal candidato Marlon Moraes. 

O brasileiro vinha de quatro vitórias consecutivas, sendo que as últimas três foram finalizações. Moraes possui um estilo difícil para Cejudo. Tem um muay-thai muito forte, consegue gerir bem a distância e podia tirar partido da elevada diferença de envergadura. 

Na primeira ronda Marlon Moraes esteve muito composto. Não permitiu que Cejudo encurta-se a distância, lançou vários socos fortes e longos. Causou muitos danos com os pontapés às pernas de Cejudo, que até iam para trás com a força. O campeão do peso-mosca apenas recuava e não conseguia entrar em zona de strike. 

Até meio da segunda ronda vimos um pouco mais do mesmo. Mas depois de cair com um pontapé na perna, Cejudo entendeu que a resistência de Moraes já não estava a mesma. Começou a encurtar distância e a pressionar imenso, lançando vários golpes, muito precisos e fortes que abanaram o seu adversário. Conseguiu, também, ficar no corpo a corpo com Moraes e lançar imensos joelhos ao corpo e à cabeça. 

Na terceira ronda Cejudo quis terminar o que começou no segundo round. Entrou a pressionar e a manter-se perto de Moraes e a acertar vários golpes fortes e precisos. A certa altura consegue agarrar na cabeça do adversário e procura a submissão anaconda. Com isso levou o combate para o chão e foi trabalhando até conseguir ficar em pé e finalizar o combate através de ground and pound. 

Há que destacar a fantástica carreira de Henry Cejudo. Tornou-se campeão em duas divisões de peso diferentes, e ainda possui uma medalha de ouro de wrestling nos Jogos Olímpicos de 2008.

Henry Cejudo segura os dois títulos do UFC e a medalha de ouro dos Jogos Olímpicos
Fonte: UFC

No final do combate Cejudo nomeou uma lista de adversários que quer enfrentar no peso-galo: Dominick Cruz, Cody Garbrandt e Uriah Faber. Ainda referiu que planeia lutar pelo título do peso-pena. Planos interessantes para a carreira do americano.

Kawhi Leonard: Irá ele evitar mais uma vez que exista um tri-campeão na NBA?

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Kawhi Leonard, extremo de 27 anos atualmente ao serviço dos Toronto Raptors conseguiu, na sua primeira época com a equipa o impensável: liderar a equipa canadiana ás finais da NBA.

Depois de uma época sólida, com o jovem extremo a obter medias de 26.6 pontos por jogo (melhor da carreira), 7.3 ressaltos (melhor da carreira) e 3.3 assistências que levou ao sucesso integral da equipa, terminando esta como segunda classificada na Conferencia Este e com o segundo melhor recorde da liga com 58 vitorias e 24 derrotas, levando Leonard a obter a honra de ser selecionado para o All-Star game, All-NBA Second Team (segundo melhor 5 da Liga) e ALL-NBA Second Defensive team (segundo melhor 5 defensivo da liga), os Raptors estão na final.

Para perceber melhor a magnitude do impacto do jovem extremo, na temporada anterior ao serviço dos San Antonio Spurs apenas jogou nove jogos devido a lesão. No seguimento de um desentendimento entre a equipa medica da equipa e a equipa do jogador, este não se sentia apto para regressar as quatro linhas enquanto que o staff medico da equipa discordava. Isto levou a que no verão de 2018 o extremo fizesse parte de uma troca que envolvia Demar DeRozan, a antiga estrela do Canada, e trocasse de posição com o mesmo.

Leonard também brilhou nos Spurs antes de se mudar para Toronto
Fonte: NBA

No entanto, a estadia de Kawhi nos Spurs inclui duas idas às finais da NBA em 2013 e 2014. Sendo que esta ultima, os Spurts conseguiram mesmo ser campeões e evitar que os Miami Heat liderado por LeBron James não conseguissem o mítico Tri-Campeonato. Nestas finais, quando defendido por Leonard, LeBron James saiu muito apagado e sem conseguir atingir os seus níveis naturais de produção ofensiva, levando a que Leonard conseguisse o Finals MVP com medias de apenas 17.8 pontos, 6.4 ressaltos e 2 assistências, com uma eficácia de 61% de campo de 58% de 3 pontos, perfomance realçada pela defesa executada em Lebron James.

Em 2019, a narrativa é parecida, apesar de ainda ter conseguido o impensável ao liderar uma equipa que apenas tinha chegado a uma final de conferencia em 2016 e que nunca tinha assim pisado um palco tão importante. Na final teve pela frente uma equipa de Oakland vinda de um Bi-Campeonato, com um Stephen Curry três vezes campeão da NBA e duas vezes MVP, um Draymond Green que é um defesa de elite e também Klay Thompson, aquele que é um dos melhor atiradores de sempre. Leonard e os Raptors tentam assim desfazer os sonhos do Tri-Campeonato a mais uma Super-Estrela da NBA e a uma equipa histórica. Kawhi, com medias de 30.7 pontos por jogo, 9.5 ressaltos por jogo, 4.8 assistência por jogo incluindo ainda 2 roubos de bola por jogo, têm liderado os Raptors sobre os Warriors, estando agora em vantagem 3-1, tendo ganho o primeiro jogo em casa e o terceiro e quarto em casa dos atuais campeões. Esta segunda feira dia 10 de Junho joga-se o quinto e decisivo jogo, se os Raptors ganham, Kawhi quebra assim outra dinastia, mas se os Warriors ganham prolongam assim a serie para seis jogos.

Foto de Capa: NBA

Apenas “Jesús” não foi suficiente

Contratado em 2015 ao FC Twente, após uma estrondosa época nos Países Baixos onde conseguira alcançar a marca de 11 golos na Eredivisie, em pouco mais de três dezenas de jogos, Jesús Corona chegou à Invicta com enormes expetativas ao seu redor. E, naquela primeira temporada de dragão ao peito, apesar de, coletivamente, esta poder ser qualificada como negativa, o internacional mexicano não desapontara, alcançando aquele que, até à data, é o seu melhor registo no FC Porto: oito golos em 39 jogos.

Contudo, apesar de ser claramente um dos maiores diamantes em bruto no futebol português, a regularidade das suas exibições, durante as duas épocas que se seguiram, começava a ser questionada pelo tribunal do Dragão.

E o veredito parecia estar dado: “Ah, o Corona é um excelente jogador, mas não é regular, não é capaz de fazer uma sequência de jogos em alto nível”. Todavia, o réu ainda tinha uma palavra a dizer e, efetivamente, esta época deu essa resposta: salvo raras exceções, Corona conseguiu espalhar magia por tudo o que era relvado, em Portugal e na Europa, do Dragão até à Rússia. Quando a “redondinha” chegava aos pés do atacante mexicano, era quase que sinónimo de que algo estupendo iria acontecer. Era aquela altura em que os adeptos levantavam-se, pegavam instintivamente nos seus telemóveis e tentavam filmar mais um daqueles pormenores deliciosos que, deste lado da fronteira, apenas Jesús Corona é capaz de fazer. Tudo isto naquela primeira metade magnífica dos dragões.

Jesús Corona apontou 8 golos com a camisola do FC Porto esta época
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Relativamente aos eventos mais recentes, recordamos um Tecatito mais apagado, mais desgastado, um Corona menos Corona, resumidamente, muito por culpa dos infortúnios de natureza física que o têm atormentado. Ainda assim, foi capaz de protagonizar o que aparentava ser um final de época em alto rendimento, ao marcar, consecutivamente, nas goleadas frente a CD Aves e CD Nacional, ambas por 4-0. Infelizmente, não só para o FC Porto, como também para todo o espetáculo que envolve a final da Taça de Portugal, o mexicano havia de ser impedido de disputar essa partida frente ao Sporting CP, devido a um cartão vermelho visto no jogo anterior frente àquele mesmo adversário.

Sem entrar no mérito “justiça”, facto é que a ausência de Jesús Corona no jogo do Jamor, apesar de não justificar o desaire, acabou por contribuir para o mesmo. Era, a meu ver, um jogador que, estando num “dia sim”, poderia assegurar a conquista daquele troféu. Porém, tudo isso acaba por pertencer ao plano hipotético, um plano que nunca teremos acesso.

Concluindo: acaba por ser uma época boa, no geral, de Jesús Corona ao serviço do FC Porto, sendo apenas equiparada ao ano de estreia do mexicano na Invicta. Isso significa que vimos o melhor Corona? Acho que não, honestamente. Clubismos à parte, o mexicano, tecnicamente, é, de longe, o melhor jogador em Portugal. O que este número 17 é capaz de fazer não está ao alcance de nenhum outro jogador do nosso campeonato, na minha opinião. Portanto, contar com Jesús Corona para 2019/20 acaba por ser obrigatório, não só pelo que este acrescenta à equipa, como também devido ao desmanche que assistimos no Dragão, por estes dias. O encargo de encontrar um novo Corona é um encargo que ninguém merece ter, sobretudo porque ainda há a necessidade de encontrar um novo Brahimi, um novo Herrera, um novo Militão e um novo Felipe.

Foto de Capa: FC Porto

Antevisão Copa América 2019

A partir de 14 de junho o Brasil sediará a Copa América. O torneio envolve todas as seleções filiadas a CONMEBOL e mais dois convidados, Catar e Japão. A competição que ocorre a cada quatro anos, teve a sua última edição acontecendo em 2016, por ser o ano do centenário da Copa América. Disputada nos Estados Unidos, o Chile sagrou-se bicampeão. Na atual edição, o favorito é o Brasil por jogar em casa. Porém, a desconfiança em cima da seleção e do próprio trabalho do técnico Tite colocam em duvida a conquista. Argentina, Uruguai e Chile também apontam como candidatos ao título.

Porque o futebol me conquista uma e outra vez

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A primeira vez que me lembro de sonhar, recordo-me que o sonho era o de ser jogador de futebol. Queria jogar à bola, divertir-me dentro de quatro linhas e fazer disso vida. Brilhavam-me os olhos quando ouvia o apito inicial, fosse do jogo da minha equipa, vestida de vermelho e branco com a águia ao peito, ou daquelas que ainda nem conhecia e apenas sabia qual era qual quando uma marcava golo e via o marcador subir para um do lado de um dos emblemas. Ia para o sofá ver televisão, quando ninguém estava lá, metia em canais onde se jogava futebol e via a bola a rolar, chegando até a ver partidas em que a imagem desfocava devido à fraqueza do sinal na antena parabólica.

As primeiras lágrimas que me lembro de deixar cair – que não fossem relacionadas com birras de criança – foram pelo Simão Sabrosa, quando noticiavam uma possível despedida do glorioso ou a derrota de Portugal frente à Grécia na final do Europeu de 2004.

Orgulhosamente vestia os mantos sagrados – e não via aquelas camisolas como sagradas só pela expressão – do Benfica e da seleção nacional e passeava-os na escola com uma alegria extra que fazia o coração mais palpitante que o normal.

Jogava futebol nos intervalos das aulas, nos treinos do meu clube depois da escola e, em dias que não havia treino, juntava-me com os meus amigos para uma partida feita com uma bola e duas balizas cujos postes eram feitos de mochilas ou de camisolas que as nossas mães nos tinham obrigado a vestir por cima das t-shirts do Benfica, Sporting, FC Porto, Barcelona, Real Madrid, Manchester United, Juventus ou até de mais modestos, como o Boavista.

Milhares de pessoas também são apaixonadas pelo futebol
Fonte: Seleções de Portugal

Esta felicidade, este modo de transe acompanhou-me, não só a mim, como a milhões de outras crianças deste mundo. Uma emoção que quase chega a ser viciante. A bola a rolar na relva, os cânticos da nossa equipa que são mais altos que os da outra, os equipamentos que são mais bonitos que no ano anterior, as botas de futebol que desejamos ter nos pés para fazer inveja aos amigos no treino – dormindo com elas nos pés, no caso de ter a sorte de as receber como prenda de aniversário –, o grande drible do nosso jogador favorito, o remate que tirou tinta ao poste, o “hino ao futebol” que o comentador diz na televisão, o “mas que perigo” que o comentador diz no FIFA, o “atenção ao livre” que avisa antes da bola ser rematada pelo jogador mais habilidoso para o fazer. E depois… depois acontece isto:

A trajetória da bola desde que sai do impulso do atleta, enquanto avanço lentamente no sofá em forma de antecipação; a bola avança lentamente em direção à baliza, mas ainda tem de ultrapassar o guarda redes; parece que a bola está fora do seu alcance, e eu a erguer-me da cadeira a prever o desfecho; a bola a chegar à linha de baliza, passou as mãos do último homem adversário, então olho frenético para os que me acompanham; o esférico toca nas redes e tudo deixa de estar em câmara lenta; grito para a televisão, abraço os meus companheiros, ergo os braços em celebração; estou em pé, senão a saltar em euforia; fecho com firmeza os punhos e saboreio o momento que me leva de volta à minha infância.

Não há explicação para gostar deste desporto da maneira que gosto. Não há uma razão lógica que consiga dar. É belo, entusiasmante, toda a rotina, toda a festa que está envolta nesta atividade. O convívio, o espetáculo nas quatro linhas, a derrota que nos faz ferver, a vitória que nos faz sorrir. O perder que nos faz melhorar, o vencer que nos faz sentir recompensados. A magia dos que por ali andam a dançar com a bola nos pés e nos enfeitiçam por curtos 90 minutos de show de bola.

Se abriram e leram este texto à espera de que nele estivesse a resposta à pergunta que vocês próprios têm na cabeça e não conseguem responder, lamento ter-vos induzido em erro, mas não o consigo fazer. Na verdade, não encontro razão. Simplesmente adoro isto. Tal como vocês. E é algo que vos vai acompanhar até ao fim dos nossos tempos, sem nunca sabermos bem porque adoramos tanto isto. Mas adoramos, e, assim que uma época termina, estamos prontos para o adorar uma e outra vez.

Foto de Capa: Seleções de Portugal

SC Braga 6-0 KP Lodz: SC Braga goleia e sagra-se Tricampeão Europeu!

Pelo terceiro ano a disputar o jogo de todas as decisões da Euro Winners Cup, o Braga teve uma partida bem mais complicada em relação ao que se podia antecipar, mas após um primeiro período mais complicado, os arsenalistas passaram para a frente e acabaram golearam o Lodz por 6-0. Conquistando a liga dos campeões de futebol de praia pela terceira vez.

O Braga entrou bem na final e deu os primeiros avisos aos três minutos. Rafael Padilha foi quem começou a ameaça à baliza polaca e instantes depois foi a vez de Jordan e Léo Martins colocarem Slowinski à prova. O Lodz respondeu e através de um forte remate, Jordan obrigou Padilha a defesa apertada. 

Numa partida bastante dura, Braga e Lodz lutavam pela posse do esférico sempre no limite. Algo que acabava por originar muitos livres, mas que pouco ou nenhum levavam a cada uma das balizas. 

Mais forte do ponto de vista técnico-tático, os bracarenses procuravam um estilo de jogo mais pausado e pensado, mas estavam com dificuldades em entrar da defesa do conjunto polaco que, mal se apanhava com a bola nos pés, tentava visar a baliza minhota.

A cerca de dois minutos e meio do intervalo, uma perda de bola de Filipe quase deu golo do Lodz, mas Padilha esticou-se todo e defendeu o remate de Krawczyk. Pouco depois, na sequência de uma reposição lateral, os polacos voltaram a criar perigo, mas o lançamento de Madani foi travado pelo guardião do Braga. Conjunto que, passados alguns segundos, só não marcou porque Jordan tirou o pão da boca a Jordan Santos.

Já dentro do último minuto, através de um remate de Slowinski, o Lodz quase abriu o marcador, mas nem mesmo depois da insistência de Kubiak, a formação polaca conseguiu marcar. No último lance dos doze minutos iniciais, Bokinha ficou a milímetros de concretizar, mas o remate acertou em cheio no poste esquerdo de Slowinski.

Finalizado o primeiro período, o marcador indicava um empate a 0-0 entre Braga e Lodz. Resultado que se aceitava, tendo em conta as poucas reais oportunidades de golo construídas e o estilo de jogo muito quezilento imposto pela equipa polaca.

Jordan Santos foi considerado o MVP da Euro Winners Cup de 2019
Fonte: Beach Soccer Photo Archive

O Lodz entrou na segunda metade a querer marcar e foi por muito pouco que, através de um remate de longe, Paulinho não o conseguiu. Não marcaram os polacos marcaram os bicampeões europeus. Bom lance coletivo e na sequência de um passe aéreo de Léo Martins, Bokinha cabeceou para o 1-0. Na correspondente jogada de saída, o Lodz quase restabeleceu a igualdade, mas Gac rematou à barra da baliza arsenalista. 

Na frente do marcador, os minhotos melhoram a sua confiança e rendimento. Assim, as chances de finalização começaram a surgir com mais frequência e qualidade. Porém, o esférico teimava em voltar a entrar. Por outro lado, a força e a vontade demonstradas, pelo Lodz até ao momento do golo desapareceram, o que permitiu ao Braga controlar a partida a seu belo prazer. 

Com pouco mais de cinco minutos para se jogar até nova pausa, os bracarenses beneficiaram de um livre em zona extremamente favorável, mas Filipe acabou por rematar bem por cima da baliza de Swidnicki. Volvidos alguns instantes, foi a vez de Jordan quase ter marcado. Todavia, o seu remate de bicicleta sofreu um ressalto na areia, bateu no poste e acabou nas mãos de Swidnicki. Segundos depois, Paulinho voltou a fazer uso da meia distância, mas Padilha estava atento e impediu o golo do Lodz. 

A ação não parava e com o relógio a indicar dois minutos e quarenta e um segundos para o intervalo, Paulinho cometeu uma falta sobre Filipe para grande penalidade. Novamente com uma enorme chance para marcar, Filipe ganhou muito balanço, mas areia fez das suas. No entanto, mesmo que a areia da Praia do Norte não tivesse entrado em jogo, Swidnicki tinha adivinhado o lado para qual o número dois dos minhotos tinha rematado.

Terminado o segundo período, o Braga vencia o Lodz por 1-0. Vantagem justa, mas que poderia e devia ser mais volumosa, nem que seja pelas duas bolas paradas, em zona extremamente favorável, desperdiçadas por Filipe. Os polacos pouco ou nada conseguiram fazer, com as suas melhores oportunidades a terem surgido através de remates de meia distância. 

As espanholas do AIS Playas de San Javier venceram a Euro Winners Cup Feminina
Fonte: Beach Soccer Worldwide

O derradeiro período começou da melhor maneira possível para o Braga, pois logo na jogada de saída, Jordan aproveitou um bom passe de Bokinha para disparar forte e fazer o 2-0. Passados alguns minutos, o Lodz construiu a sua melhor jogada até então, mas Gac não conseguiu dar seguimento a um passe de Pozniak.

Sempre no controlo de todas as incidências ocorridas no estádio do Viveiro, o Braga geria e circulava o esférico, fazendo o tempo passar sem que o Lodz conseguisse chegar perto da sua baliza. 

A cerca de sete minutos e meio do fim, os minhotos acabaram praticamente com o encontro, através de um golo do até então azarado Filipe que, só com Swidnicki pela frente, rematou cruzado para o 3-0. Pouco depois, Jordan tentou uma iniciativa individual, conseguiu rematar, mas Rafael Padilha impediu o golo do número oito do Lodz.

Com o marcador a indicar quatro minutos pata o final, Paulinho cometeu uma falta que resultou em livre perigoso em zona frontal à baliza de Swidnicki. Botelho, chamado a marcar a bola parada, rematou rasteiro e colocado, mas foi com uma ajuda fundamental da areia que conseguiu fazer o 4-0 e acabar, definitivamente, com as contas do jogo. Passados cento e vinte segundos, Bê Martins apanhou-se isolado perante Swidnicki e não falhou, tendo feito o 5-0.

A trinta e quatro segundos do fim, Bê Martins seguia sozinho para a baliza polaca, mas acabou por sofrer uma falta de Kubiak que viu um cartão vermelho direto. Com possibilidade de fechar a final com chave de ouro, o número dez dos irmãos Martins rematou colocado e assinou o 6-0.

Concluída a final, o Braga goleou o Lodz por claros 6-0 e confirmou a conquista do terceiro título de campeão europeu de forma consecutiva. Num encontro em que a vitória bracarense nunca esteve em causa, a única dúvida era quando a formação arsenalista ia marcar o primeiro e depois os tentos que confirmassem o triunfo. O que acabou por acontecer somente no derradeiro período onde, mesmo não jogando muito bem, foi eficaz e aproveitou as oportunidades de que dispôs para avolumar o resultado.

Assim, pelo terceiro ano seguido, o Braga venceu a Euro Winners Cup e sagrou-se campeão europeu de futebol de praia. Juntando este triunfo ao conseguido no Mundialito de Clubes no passado mês de fevereiro. 

Os comandados de Bruno Torres, o jogador, treinador e capitão dos minhotos, realizaram uma competição irrepreensível, tendo vencido os oito jogos em que participaram, marcado cinquenta e três golos e sofrido apenas 10. 

Este é o quarto troféu conquistado pelo Braga na Nazaré, depois das vitórias alcançadas na Euro Winners Cup nos anos de 2017 e 2018, triunfos aos quais se junta o Campeonato Nacional de 2018, cuja fase final também foi disputada do estádio do Viveiro. 

Na prova feminina, a vitória sorriu ás espanholas do AIS Playas de San Javier que venceram as compatriotas do Madrid por 2-0 no desempate nas grandes penalidades. Isto, depois de um empate 3-3 no tempo regulamentar e prolongamento.

O futuro da Euro Winners Cup ainda não é certo, dias depois de ter corrido o rumor que a mesma poderia mudar-se para o leste europeu, só falta a oficialização por parte das entidades para confirmar a continuidade da principal prova europeia de clubes de futebol de praia na Nazaré. 

EQUIPAS

SC Braga: 12-Rafael Padilha, 4-Bruno Torres (CAP.), 5-Jordan Santos, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins; Jogaram ainda: 2-Filipe, 7-Bokinha e 13-Botelho; Banco: 1-Nuno Hidalgo (GR), 16-Miguel Pinheiro e 17-Zé Henrique

KP Lodz: 1-Slowinski (GR), 6-Poplawski, 8-Jordan, 10-Krawczyk (CAP.) e 20-Paulinho; Jogaram ainda: 12-Swidnicki (GR), 7-Kubiak, 9-Depta, 11-Madani, 14-Jesionowski, 15-Pozniak e 18-Gac

GP do Canadá: Até a ganhar a Ferrari perde…

Lewis Hamilton é o vencedor do Grande Prémio do Canadá, após uma penalização muito polémica de 5 segundos a Sebastian Vettel, o atirar para a segunda posição numa das corridas mais intrigantes e tensas do ano.

A penalização surge quando o carro foge a Vettel na curva 4, e este tem de cortar pela relva, regressando à pista ainda sem o controlo do carro, em frente a Lewis Hamilton. O britânico viu-se obrigado a travar, e os fiscais sentiram que foi um regresso perigoso de Vettel à pista, colocando uma penalização de 5 segundos no alemão, que a partir daí não conseguiu uma distância boa o suficiente para compensar este défice.

Após conseguir a pole position no sábado, Vettel arrancou bem e manteve a posição durante toda a corrida, sendo que nas voltas antes da penalização, Hamilton começou a pressionar mais o alemão, o que poderá ter levado ao erro, mais um do tetracampeão sobre pressão.

A fechar o pódio temos Charles Leclerc, que apesar de acompanhar bem o ritmo dos pilotos da frente, nunca se superiorizou, e a Ferrari teve de o levar às boxes um pouco mais tarde para evitar ficar preso atrás de Verstappen e Bottas, o que o retirou definitivamente da luta pelo 2º lugar, mas o segurou no 3º, desta feita, finalmente uma decisão acertada da Ferrari na estratégia do monegasco.

Em 4º, fica Bottas, muito longe do seu colega de equipa, após uma qualificação difícil, e nunca conseguiu aproximar-se do pódio, sendo o destaque da corrida, a batalha com Ricciardo. Verstappen esteve muito bem em recuperar para 5º, após ter a classificação arruinada pelo acidente de Magnussen e ser obrigado a começar em 9º. Em 6º e 7º, uma “dobradinha” da Renault, a fechar um fim de semana muito positivo para a equipa francesa, que esteve sempre mais perto do ritmo do top 3 do que do pelotão, acho que é aqui que começa verdadeiramente a época da equipa francesa. Em 8º, Gasly pela Redbull, que após corridas positivas em Espanha e Mónaco, onde parecia mais perto do colega de equipa, voltou a ter uma corrida muito pobre, onde era incapaz de ultrapassar Lance Stroll que seguia num Racing Point bastante inferior ao monolugar da Redbull. Gasly não pode usar para sempre a desculpa de ter dificuldades de se adaptar, ele é um bom piloto, mas algo lhe está claramente a faltar este ano.

Um Renault a lutar com um Mercedes???
Fonte: Formula 1

A fechar o top 10 temos dois pilotos que saltaram para lá nas últimas voltas, com excelentes ultrapassagens quase seguidas a Carlos Sainz, que são Lance Stroll e Daniil Kvyat. Após uma qualificação pobre, Stroll aguentou voltas e mais voltas com os pneus iniciais, e conseguiu ganhar nas boxes estes pontos, uma excelente corrida do canadiano, que deixa a pensar o que poderá fazer se conseguir melhorar a qualificação, porque velocidade em corrida tem ele. Já Kvyat teve uma corrida invisível, até à ultrapassagem a Sainz, e que ultrapassagem que foi, muito precisa e sem dar hipótese ao piloto da Mclaren, uma manobra decisiva do piloto russo.

Foi uma corrida muito tensa, tal como o Mónaco, onde as diferentes estratégias e neste caso, a polémica, nos deixou quase sem unhas pelo final da corrida.

O Rei de Roland Garros

Chegou ao fim mais uma edição de um dos mais conceituados torneios do circuito. Foram duas semanas marcadas por grandes jogos de ténis entre os melhores jogadores do mundo, muita chuva que condicionou o calendário dos jogos, e por fim a reedição da final do ano passado entre Rafael Nadal e Dominic Thiem.

Antes de falar do jogo decisivo é importante recordar o percurso de ambos os jogadores.

Percurso de Rafael Nadal:

  • 64avos de final: Rafael Nadal 3-0 Yannick Hanfmann
  • 32avos de final: Rafael Nadal 3-0 Yannick Maden
  • 16avos de final: Rafael Nadal 3-1 David Goffin
  • Oitavos de final: Rafael Nadal 3-0 Juan Londero
  • Quartos de final: Rafael Nadal 3-0 Kei Nishikori
  • Meia-Final: Rafael Nadal 3-0 Roger Federer

Nas oito partidas que disputou, Rafael Nadal apenas perdeu um set diante de David Goffin. Neste percurso até à final, destaque para a vitória clara sobre o seu grande rival Roger Federer (nº 3 do ranking ATP) que lhe garantiu a 12º final no torneio francês.

Thiem juntou-se a Nadal para reeditar a final de 2018
Fonte: Roland-Garros

Percurso de Dominic Thiem:

  • 64avos de final: Dominic Thiem 3-1 Tommy Paul
  • 32avos de final: Dominic Thiem 3-1 Alexander Bublik
  • 16avos de final: Dominic Thiem 3-1 Pablo Cuevas
  • Oitavos de final: Dominic Thiem 3-0 Gael Monfils
  • Quartos de final: Dominic Thiem 3-0 Karen Khachanov
  • Meia-Final: Dominic Thiem 3-2 Novak Djokovic

Relativamente ao percurso de Dominic Thiem, o tenista austríaco de 25 anos conseguiu impor o seu jogo diante dos seus adversários e obteve vitórias expressivas. Na meia-final defrontou o número um do ranking ATP e teve de suar bastante para derrotar o jogador sérvio, mas, e após quatro horas de jogo, carimbou o seu lugar na final.

Portugal 1-0 Holanda: Mais uma bela obra do Engenheiro

Portugueses e holandeses subiram ao relvado do Estádio do Dragão, no Porto, para tentar conquistar a primeira edição de sempre da Liga das Nações. O Campeão da Europa defrontava uma Laranja Mecânica rejuvenescida, num jogo em que a experiência dos lusitanos veio ao de cima.

Ao contrário do que aconteceu na final do Europeu de 2016, Portugal não assumiu uma postura defensiva neste jogo. Havia outra confiança e até mesmo outra qualidade na Seleção das Quinas. Defensivamente, houve grande destaque para Danilo Pereira, impenetrável no meio campo, e Rúben Dias, decisivo no terço mais próximo da baliza portuguesa.

O duelo Ronaldo vs. Van Dijk era dos mais antecipados desta final
Fonte: UEFA

Na frente, Bruno Fernandes esteve num dia atrevido, mas sem sucesso: muitos remates desenquadrados e passes falhados (um que quase deu o golo à Holanda). No fim dos 45 minutos, o nulo no resultado não deitava abaixo a esperança dos milhares de portugueses no estádio: encorajados pela boa exibição da Seleção Nacional, continuavam a entoar cânticos de apoio.

No início da segunda parte, Portugal retraiu-se: a Seleção Holandesa, à boa moda antiga, aplicava uma pressão muito subida dos seus atacantes (Memphis Depay foi incansável enquanto esteve em campo), provocando alguns erros da defensiva lusa.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Naquela que até era a melhor fase da Holanda no jogo, Bernardo Silva e Gonçalo Guedes efetuam uma belíssima combinação, com este último a isolar-se em frente à baliza e a rematar para o fundo das redes. Jasper Cillesen ainda conseguiu uma mão cheia na bola, mas o golo estava sentenciado desde que a bola saiu com uma força brutal do pé direito de Guedes.

Tal como em 2016, Portugal via-se a ganhar por 1-0 na final de um grande torneio. E, tal como naquela noite de 10 de julho, há três anos, Portugal soube sofrer. Desta vez, até pareceu sofrer com mais calma. A Holanda não se revelou muito eficaz com a posse de bola, e o cabeceamento de Depay para defesa apertada de Rui Patrício acabou por ser o mais próximo que a formação de Ronald Koeman se aproximou do empate hoje.

Nada é impossível para Cristiano Ronaldo
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Até Cristiano mostrou serviço na defesa, com a Seleção a saber gerir a vantagem mínima, algo a que parece cada vez mais habituada.

Quando chegámos ao fim dos três minutos de compensação, a vitória portuguesa parecia mais que merecida. Quase três anos depois depois daquela noite em Paris, hoje, no Porto, Fernando Santos conquistou mais um título para a Seleção das Quinas. Desta vez, com mais tranquilidade, e com o capitão a ficar em campo até ao apito final. Para já, tiramos o chapéu ao Engenheiro. Vemo-nos em 2020.

Fernando Santos juntou o ouro de Paris a nova conquista
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Portugal: Rui Patrício; N. Semedo; J. Fonte; R. Dias; R. Guerreiro; W. Carvalho (R. Neves 93’); D. Pereira; B. Fernandes (J. Moutinho 81’); B. Silva; G. Guedes (Rafa 75’) e C. Ronaldo.

Holanda: J. Cillesen; D. Dumfries; V. Van Dijk; M. De Ligt; D. Blind; F. De Jong; M. De Roon (L. De Jong 81’); G. Wijnaldum; S. Bergwijn (D. Van de Beek 60’); R. Babel (Q. Promes 45’) e M. Depay.