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Renzo Saravia é reforço para 2019/2020

Depois de na última semana muito se ter especulado acerca das caras novas do plantel de Sérgio Conceição para a época 2019 / 2020, eis que foi apresentado o primeiro reforço: Renzo Saravia.

O lateral direito foi apresentado na Argentina, onde se encontra a treinar com a seleção albiceleste para a Copa América. Saravia assinou até 2023 e afirmou estar “com vontade de começar e crescer, desfrutar do clube e da cidade”.

Com 25 anos de idade, o novo reforço do FC Porto foi campeão argentino no seu anterior clube, o Racing Club, tendo cumprido todos os jogos da temporada a titular em todas as competições em que o clube esteve envolvido.

Renzo foi campeão argentino pelo Racing Club e já foi internacional por três vezes na Argentina
Fonte: FC Porto

Depois de o FC Porto ter vivido um ano complicado nesta posição, tendo Militão como primeira solução, apesar de o brasileiro se ter notabilizado no eixo da defesa portista, e com Manafá a chegar a meio da temporada, os azuis e brancos fecharam agora esta posição com Renzo, que é assemelhado por muitos a Ricardo Pereira, ex- FC Porto que saiu para o Leicester, de Inglaterra, e foi considerado o melhor jogador do conjunto inglês nesta temporada.

O novo lateral portista tem como maiores qualidades a sua velocidade, o seu drible e o seu passe, destacando-se ainda pela sua determinação e a sua capacidade de sacrifício dentro das quatro linhas. A maior fraqueza apontada são os duelos aéreos, fruto do seu 1,78 metros de altura.

O FC Porto inicia assim a construção do plantel para a nova temporada, que começa mais cedo que o habitual devido às duas pré-eliminatórias que os dragões têm de disputar para entrar na fase de grupos da UEFA Champions League.

Foto de Capa: FC Porto

Suíça 0-0 Inglaterra (5-6 g.p.): Penáltis ditaram o vencedor da partida

A Inglaterra entrava para a partida com ligeiro favoritismo e logo de início mostraram isso mesmo. Dos três remates que efetuou na 1.ª parte, dois foram com muito perigo à baliza. Kane logo no minuto 2′ faz um “chapéu” a Sommer mas a bola embate na barra.

Sterling e Dele Alli tiveram também oportunidade para marcar, mas a força no 1.º e a direção no 2.º não foram executadas nas melhores condições, acabando por não dar em nada.

A Suíça jogou esta 1.ª parte na expetativa, defendendo num bloco baixo e coeso, tentando sempre recuperar a bola para depois sair rápido no contra-ataque. Dos cinco remates executados, só um foi à baliza com algum perigo.

Dele Alli teve na cabeça uma excelente oportunidade de ir para o intervalo a vencer por 0-1
Fonte: UEFA

A Inglaterra chega ao intervalo com as melhores oportunidades criadas, mas o guarda-redes suíço Yann Sommer conseguiu manter a baliza impenetrável.

As equipas voltam ao relvado e a 2.ª parte inicia-se tal e qual como se iniciou a primeira. A Inglaterra mais confortável vai chegando à baliza com algum perigo. Aos 55,´o inglês Rose cruza à bola para a área suíça e, involuntariamente, Schar corta à bola que com felicidade bate no poste mas não entra. Já era a segunda bola a embater nos postes suíços.

A Suíça chega aos 60 minutos com alguns remates à baliza, mas quase sem perigo. Tais oportunidades foram acontecendo, pois, a Inglaterra foi-se expondo mais na procura do golo, permitindo aos suíços contra-atacarem com espaço e sem pressão.

A Inglaterra mostrou sempre conforto a construir a partir de trás, mas a decidir mal, por diversas vezes, no último terço do campo. Convém também, uma vez mais, realçar o trabalho coeso por parte da defesa da Suíça.

Callum Wilson introduziu a bola dentro da baliza mas o golo foi anulado (e bem) pelo VAR
Fonte: UEFA

Terminados os 90 minutos, o jogo prossegue para prolongamento. Mais 30 minutos de uma história idêntica ao tempo regulamentar: A Inglaterra assumindo o jogo, causando perigo em alguns remates e o guarda-redes Sommer e a sua defesa aguentando o nulo. Aos 117´, Sterling de livre direto, manda a bola à barra. 4-0 em bolas no poste para a Inglaterra e 0-0 no resultado, ao fim de 120 minutos de jogo.

Iniciaram-se as grandes penalidades, e as cinco para cada lado foram concretizadas com sucesso. Ao sexto remate suíço, Drmic remata para defesa à figura do guardião inglês.

Pickford defende o penálti decisivo e dá a vitória à Inglaterra
Fonte: UEFA

A Inglaterra vence a partida em penáltis, com justiça diga-se, pois, foi a seleção que esteve sempre mais perto de vencer em tempo regulamentar. A Suíça termina a competição em 4.º lugar mas mostrou ser um coletivo forte, unido e muito coeso.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Suíça: Sommer, Elvedi, Schar, Akanji, Mbabu, Fernandes (Zakaria, 61´), Xhaka, Freuler, Rodríguez (Drmic, 87´), Shaqiri (Zuber, 65´) e Seferovic (Okafor, 113´).

Inglaterra: Pickford, Rose (Walker, 70´), Maguire, Gomez, Arnold, Delph (Barkley, 106´), Dier, Lingard (Sancho, 106´), Sterling, Kane (Wilson, 75´) e Alli.

Uma segunda oportunidade para Carlos Carvalhal

Carlos Carvalhal saiu pela porta pequena a última vez que esteve em Portugal. O técnico orientava o Sporting CP que, nesse ano, não foi para além de um quarto lugar. Entretanto, foram quase 10 anos a treinar equipas no estrangeiro, nomeadamente na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos e em Inglaterra, onde esteve as suas três últimas épocas. O agora técnico de 53 anos teve tempo para maturar as suas qualidades técnicas e volta agora a ter uma oportunidade para mostrar o que vale em território português.

E, na minha opinião, o Rio Ave FC é um excelente clube para apostar. Não é de agora que se reconhece o projeto vilacondense como um dos mais consistentes da Primeira Liga, onde as suas equipas costumam praticar um excelente futebol tendo em conta a sua realidade.

Neste aspeto, acho que Carlos Carvalhal vai conseguir cumprir a senda. À semelhança do que fez no Swansea City, o treinador natural do distrito de Braga, tem todas as condições para fazer com que o Rio Ave cause mossa às equipas mais fortes deste campeonato. Aliás, como o clube assim o tem feito!

Swansea City FC foi o último clube treinado por Carlos Carvalhal
Fonte: Swansea City FC

Carlos Carvalhal parece-me um treinador muito mais completo agora, nove épocas depois de ter saído de Portugal. A sua estadia por Inglaterra com certeza que lhe acrescentou valor porque estamos a falar de uma Premier League – uma das ligas mais competitivas do mundo. Os valores de futebol que aprendeu lá, com certeza que também têm muito a acrescentar ao nosso futebol cá.

Por fim, acho também que o regresso de Carlos Carvalhal pode ser um ponto de partida para um salto maior num dos três grandes ou até mesmo o SC Braga. Neste momento, acho que todos vão manter os seus respetivos treinadores, mas a próxima época pode ser o fim da linha para alguns se não cumprirem com as expectativas e, caso Carlos Carvalhal consiga fazer uma gracinha no Rio Ave, poderá eventualmente despertar interesse de FC Porto, Sporting CP ou até mesmo SC Braga.

Neste sentido, confesso até que estaria curiosa para o ver num dos três grandes portugueses. Mas claro que isto não é o foco agora, até porque o Rio Ave é um clube que merece respeito e é um projeto que merece comprometimento como qualquer um outro clube de primeira linha. E é isso mesmo que Carlos Carvalhal fará com certeza!

 

Foto de Capa: Swansea AFC

SC Braga 8-3 FC Delta: Bracarenses a caminho do Tri!

Naquele que seria um jogo, teoricamente, bastante desequilibrado o Braga não facilitou e com um bom primeiro período e arranque de segundo, confirmou a vitória e a respetiva passagem à final da Euro Winners Cup. Nos últimos doze minutos, a formação russa aproveitou o relaxamento dos bracarenses para reduzir a diferença e ditar o em resultado em 8-3 a favor do conjunto português. 

Numa partida onde era amplamente favorito, não só por ter os melhores jogadores como devido ao facto de o Delta não ter qualquer guarda-redes de raiz disponível, o Braga entrou determinado a marcar cedo. Porém, o melhor que conseguiu surgiu através de um remate de Bê Martins que, na sequência de um livre, enviou o esférico ao poste direito da baliza russa.

Jogados cerca de três minutos, os minhotos beneficiaram de uma grande penalidade em virtude de uma falta sofrida por Bruno Torres, o treinador-jogador dos bicampeões europeus. Com uma enorme chance para abrir o marcador, o capitão bracarense rematou forte, mas Zakharov conseguiu defender a bola para a barra. Pouco depois, o guarda-redes improvisado do Delta entusiasmou-se, perdeu o esférico e Léo Martins fez o 1-0. 

Sem grande capacidade para criar lances coletivos, o Delta apenas conseguia chegar perto da baliza de Rafael Padilha através de livres ou remates de longe. No entanto, nem os livres não estavam a sair nada bem, Soldatov que o diga. Aksenov foi quem mais conseguiu “assustar” o guardião arsenalista, com um remate forte que passou pouco por cima das suas redes. 

Em cima da marca dos seis minutos de encontro, após um aviso de Filipe pouco antes, Bokinha, mas rápido que todos, roubou o esférico a um jogador russo e atirou a contar, fazendo o 2-0 para o Braga. Volvidos cento e vinte segundos, os irmãos Martins fizeram das suas e Léo, ao segundo poste e com alguma sorte à mistura, aumentou a vantagem para 3-0. 

À entrada para o último minuto antes da primeira pausa na partida, o Delta voltou a dar um ar da sua graça, com Pankratov a obrigar Padilha a uma boa defesa através de um livre.

Finalizado o primeiro período, o Braga vencia o Delta por 3-0 sem qualquer tipo de dificuldades. Não havia muito a dizer, os minhotos dominavam o jogo a seu belo prazer e depois de algumas oportunidades falhadas nos instantes iniciais, os bracarenses marcaram e foram aumentado o marcador até três golos de diferença.

A dupla Bokinha e Filipe este em evidência no jogo das meias-finais, tendo feito três dos oito tentos do Braga
Fonte: Nazaré Beach Events

O Braga arrancou a segunda metade a dominar, mas sem pressionar muito na procura do golo, tentando promover a via coletiva ao invés da individual. Assim, aos quinze minutos e meio do encontro, Bê Martins recebeu um bom passe de Padilha e de primeira rematou para o 4-0. Momentos depois, num lance algo caricato, pois bloqueou um remate forte de Pankratov, o número dez dos minhotos voltou a marcar, apanhando Aksenov, que havia substituído Zakharov na baliza do Delta que passou a ser jogador de campo, completamente desprevenido, tendo feito o 5-0. Passados alguns instantes, reposição de bola rápida por parte dos bracarenses e após uma boa circulação do esférico, tanto pelo chão como pelo ar, Bokinha serviu Filipe para o 6-0. 

Apesar da vantagem volumosa, a formação minhota não abrandava o ritmo, estando sempre mais próxima de marcar do que sofrer. Contudo, por volta dos dezassete minutos e meio da partida, Bruno Xavier acabou por cometer uma falta sobre Soldatov, tendo visto um cartão amarelo que o retirava do jogo da final. O brasileiro não ficou nada contente com a decisão e continuou a reclamar, o que fez com que acabasse por ver um segundo amarelo e o correspondente vermelho.

A cerca de cinco minutos de novo intervalo, Aksenov, o guarda-redes dos russos para os segundos doze minutos de jogo, perdeu a bola num duelo com Léo Martins e defendeu um remate do internacional português fora da área delimitada, tendo acabado por ser expulso. Zakharov regressou à baliza do Delta, mas perante Jordan nada pode fazer e o número dez dos bracarenses apontou o 7-0.

Quando o marcador indicava quase três minutos para o intervalo, o Delta dispôs de uma grande penalidade em virtude de um corte com a mão de Botelho. Andreev, com uma oportunidade de ouro para fazer o golo de honra dos russos, rematou forte e reduziu a diferença para 7-1. Pouco depois, Filipe cometeu falta sobre Peremitin muito perto da zona de penalti, oferecendo uma nova excelente chance para o Delta voltar a marcar. Todavia, Peremitin rematou fraco e à figura de Padilha. 

Terminado o segundo período, o Braga aumentou a sua vantagem para 7-1, mas acabou por perder um jogador muito importante para a final de domingo, o brasileiro Bruno Xavier. O Delta manteve a maldição dos guarda-redes, com a expulsão de Aksenov, mas conseguiu marcar um golo. Missão quase impossível, tendo em conta todas as condicionantes da equipa russa. 

No início do derradeiro periodo foi de possível notar algumas alterações na formação do Braga, com as entradas de Nuno Hidalgo para a baliza e Miguel Pinheiro. Zé Henrique, outro dos atletas menos utilizados por Bruno Torres, ainda havia entrado antes da nova pausa no jogo.

Perto da marca dos vinte e nove minutos de encontro, Léo Martins fez falta em zona muito perigosa, sobre Soldatov, tendo levado as mãos à cara do jogador do Delta. Soldatov não desperdiçou a oportunidade e com um remate colocado reduziu a desvantagem para 7-2.

Com a passagem à final resolvida, o Braga aproveitava para relaxar e o Delta para marcar. A cerca de quatro minutos do último toque da buzina, Thanger arriscou uma iniciativa individual e com um remate rasteiro, mas também um ressalto decisivo na área, apontou o 7-3.

Já dentro dos últimos quinze segundos, Filipe aproveitou um passe de Bokinha e o espaço concedido pela defensiva russa para voltar a marcar e fixar o marcador final em 8-3.

Concluído o encontro, o Braga venceu o Delta por 8-3. Resultado algo curto para a superioridade demonstrada pela formação bracarense, mas que justifica a maneira mais descontraída como os comandados de Bruno Torres encararam a fase final do segundo período, sobretudo a partir da expulsão de Bruno Xavier, assim como o terceiro. Parte do jogo onde perderam por um parcial de 2-1. Todavia, a vitória arsenalista nunca esteve em causa, tendo sido sempre e de longe a melhor equipa no estádio do Viveiro, conseguindo descansar em competição. 

Desta maneira, o Braga alcançou a final da Euro Winners Cup pelo terceiro ano consecutivo, sendo claramente o favorito à vitória nesse mesmo jogo. Partida na qual vai defrontar os polacos do KP Lodz, que nas meias-finais derrotaram os espanhóis do Levante UD por 2-1. Formação que é constituída, quase na sua totalidade, por jogadores da seleção espanhola. 

Na Euro Winners Cup feminina, o Madrid CFF venceu as italianas do Lokrians Beach Club por 4-3 e garantiu, pela primeira vez, a presença na final da competição. As espanholas do AIS Playas de San Javier, depois de dois anos a perder nas semifinais e a disputar o jogo de apuramento do 3º e 4º lugar, conseguiu finalmente chegar à partida de todas as decisões, em virtude de um triunfo por 4-1 diante das gaulesas do Stade de Reims.

No domingo realizam-se as derradeiras partidas da Euro Winners Cup Masculina e Feminina, estando os jogos das finais marcados para os seguintes horários:

Euro Winners Cup Feminina

  • 16h45: AIS Playas de San Javier vs Madrid CFF

Euro Winners Cup Masculina

  • 18h00: SC Braga vs KP Lodz

EQUIPAS

SC Braga: 12-Rafael Padilha (GR), 4-Bruno Torres (CAP.), 5-Jordan, 10-Bê Martins e 11-Léo Martins; Jogaram ainda: 1-Nuno Hidalgo (GR), 2-Filipe, 7-Bokinha, 8-Bruno Xavier, 13-Botelho, 16-Miguel Pinheiro e 17-Zé Henrique

FC Delta: 10-Zhakarov (GR Improvisado), 2-Pankratov (CAP.), 8-Thanger, 9-Andreev e 21-Nelito; Jogaram ainda: 4-Vinogradov, 5-Soldatov, 14-Peremitin e 15-Aksenov ; Banco: 11-Igor

Em busca do tetracampeonato

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Na presente temporada, a equipa de futsal do Sporting Clube de Portugal já conquistou, a nível nacional, a Supertaça Portuguesa e a Taça de Portugal. No entanto, o momento mais alto da modalidade foi a conquista da Liga dos Campeões de Futsal, uma competição que nos escapava há alguns anos. Para além de todas as conquistas, a equipa de Nuno Dias está neste momento a disputar com o SL Benfica a final do playoff da Liga Portuguesa de Futsal.

Numa final disputada à melhor de cinco jogos, os comandados por Nuno Dias procuram a vitória na terceira partida, depois de terem vencido o jogo um no prolongamento por 4-5 no pavilhão da Luz e de terem perdido o segundo jogo no seu reduto por 6-3.

Dois jogos completamente distintos, duas prestações distintas, dois resultados distintos. No primeiro jogo, os leões foram superiores e podiam ter alcançado a vitória no tempo regulamentar, no entanto foi necessário recorrer ao prolongamento, com Guitta a ser o homem do jogo com enormes defesas e dois golos apontados. Na segunda partida desta final, e quando se esperava uma boa prestação dos homens de verde e branco diante dos seus adeptos, a equipa até entrou forte no jogo com Dieguinho a inaugurar o marcador e a desperdiçar uma ocasião flagrante na cara de Roncaglio, mas na segunda parte os leões entraram desconcentrados e foram surpreendidos pela pressão encarnada, acabando por perder o controlo do jogo e o próprio jogo.

A união faz a força.
Fonte: Sporting CP

Acredito que a vitória na terceira partida da final pode sorrir aos leões, apesar de ser no terreno do adversário a equipa leonina já nos mostrou que o fator casa não é determinante. É fundamental a equipa não perder a concentração em nenhum momento do jogo. A equipa liderada por Nuno Dias já nos mostrou a sua qualidade e o seu potencial coletivo, e na minha perspetiva, estes fatores aliados à qualidade do mister são as principais armas dos campeões europeus de futsal não só para vencer o jogo três, como para revalidar o título de campeões nacionais e alcançar o tão desejado Tetra.

Na temporada anterior, o título foi disputado até à “negra”, com os leões a baterem os encarnados nas grandes penalidades. Na presente temporada, o objetivo é só um: conquistar o Tetra.

Força Sporting Clube de Portugal.

Foto de Capa: Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O protagonista que o é sem o ser

Todos os filmes de ação e romance têm, geralmente, uma personagem principal sobre a qual recai a maior parte da atenção. É esta que teve uma infância difícil, que vive o grande amor da história e que no fim derrota o vilão e segue com uma vida feliz.

No futebol, os primeiros casos que nos vêm à cabeça, sem ter de pensar muito, são Cristiano Ronaldo e Lionel Messi. O português foi da ilha da Madeira para o continente com apenas 11 anos e teve de crescer sozinho até se tornar no homem que conhecemos hoje. Já o argentino mudou-se aos 13 anos da cidade de Rosário para a Catalunha, onde prosseguiu com o tratamento para o seu problema hormonal e impressionou tudo e todos.

Os dois melhores do mundo e, possivelmente, melhores de sempre, têm sido os grandes protagonistas do desporto-rei nos últimos 15 anos. As conquistas, as lágrimas, os festejos, as derrotas e, claro, a coleção de golos e assistências que nos vão oferecendo acabam por sugar o enredo que se desenvolve à sua volta.

Nesse enredo, são vários os jogadores que vão fazendo pela vida e que, com sorte, conseguem ser a figura do dia na Europa e no mundo do futebol. Um desses jogadores é Pedro Rodríguez.

Pedro Rodríguez após a conquista da Liga Europa com os blues
Fonte: Chelsea FC

O internacional espanhol passa muitas vezes despercebido. Depois de vários anos num FC Barcelona de luxo, onde o papel principal estava atribuído a Messi, em Londres também não é, de facto, o grande rosto do Chelsea FC. Apesar de ser uma das principais peças do “xadrez” de Sarri, os holofotes sempre preferiram Eden Hazard, que na próxima época já estará por Madrid.

Com 1,67 metros de altura, Pedro é o tipo de futebolista que não tem um atributo que o transforma num fora-de-série. Não é um batedor de livres exímio, não é um especialista da meia e longa distância e também não tem na velocidade e drible as caraterísticas que o distingam dos outros. O extremo de 31 anos é, sobretudo, um excelente profissional, daqueles que “fazem” o balneário e o plantel, e que dão tudo em campo, sem grandes alaridos e devaneios.

No passado dia 29 de maio, na final da Liga Europa, Pedro Rodríguez foi mais uma vez protagonista sem o ser. Com o golo marcado ao Arsenal na vitória dos blues por 4-1, o espanhol tornou-se no primeiro jogador de sempre a marcar nas finais da Liga dos Campeões, Liga Europa e Mundial de Clubes e na Supertaça Europeia: quatro competições que já venceu e que junta ao Campeonato do Mundo e Europeu conquistados pela seleção espanhola.

A estas estatísticas, Pedro pode ainda adicionar mais um dado a seu favor: em 2009, a par de Messi, marcou nas seis competições em que o Barcelona participou.

Tem um nome normal, não aparece nas capas dos jornais, nem abre o telejornal com uma notícia sua. Não movimenta milhões, não alimenta rumores de transferências, nem se envolve em polémicas e discussões. Pedro Eliezer Rodríguez Ledesma é a personagem de que todos gostamos, mas que muitas vezes nos esquecemos de que existe. Os 26 troféus que já arrecadou, e os que ainda estão por vir, vão tratando de nos recordar de que, por vezes, o papel principal pertence mesmo à personagem secundária.

Foto de Capa: UEFA

 

Bas Dost ou Slimani?

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O mercado em Portugal já mexe, e tem sido escrito na imprensa nacional que Bas Dost pode estar de saída e que Slimani é uma das opções para se juntar ao plantel leonino. Os dois últimos grandes artilheiros do Sporting CP poderão ou não se encontrar em Alvalade. Contudo, há sempre quem os compare segundo as suas performances em campo. Deste modo, vou procurar clarificar um pouco aquilo que é a minha opinião sobre estes dois goleadores.

Como os mais antigos devem ser respeitados, começo por escrever sobre as capacidades de Islam Slimani. O argelino é um avançado robusto fisicamente, que é forte nos duelos físicos. Não sendo um driblador, até porque as suas qualidades técnicas não abundam, é contudo capaz de correr com bola. Basta relembrar um dos seus golos frente ao Schalke, em Alvalade. Para além disso, oferece uma agressividade notável na reação à perda da bola ou na primeira fase de pressão, colocando uma intensidade em cada jogo que empurra obrigatoriamente a sua equipa para a frente.

Por último, o seu jogo aéreo. Slimani é exímio de cabeça. Foram vários os golos que apontou de leão ao peito fruto de cabeceamentos como resposta aos cruzamentos que lhe eram lançados.

Slimani deixou uma grande marca em Alvalade
Fonte: Sporting CP

Olhando agora para Bas Dost, considero que é mais um jogador de área. Não se pode pedir que jogue longe da baliza, pois é perto dela que se sente confortável. Oferece qualidade no jogo a um ou dois toques, e é muito frio na finalização. Raramente falha um golo isolado, e também tem a capacidade de assistir os colegas. Não é um ponta de lança de grandes movimentações, precisa que a equipa jogue para que ele apenas finalize. É o chamado finalizador nato.

A questão que se coloca é: se me pedissem para escolher, qual seria a minha decisão? Eu aprecio mais as qualidades de Slimani. Penso que é mais completo do que Bas Dost. Apesar de não ser tão bom tecnicamente, consegue proporcionar jogadas de contra-ataque, coisa que Bas Dost não procura porque é lento e raramente dá mais do que dois toques consecutivos na bola. Para além disso, Slimani é mais mexido na área, procura ocupar os sítios onde a bola vai cair, enquanto que o internacional holandês espera que a bola lhe caia na cabeça.

Concluindo, o meu veredicto final cai para Islam Slimani. Isto não quer dizer que Bas Dost seja mau jogador, até porque os seus números demonstram bem as suas capacidades. Simplesmente no meu modo de ver o jogo, penso que o argelino oferece mais coisas que o holandês não oferece. Ainda assim, são dois excelentes avançados, e o Sporting CP ficará com certeza bem servido com qualquer um.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

 

À procura do ouro da América do Sul

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Nos últimos dias, a comunicação social portuguesa e sul-americana tem colocado uma série de nomes de jogadores na órbita do FC Porto. Renzo Saravia é quem está mais perto de ser o primeiro a vestir a camisola azul e branca neste mercado de transferências, mas parece que outros tantos se seguem oriundos do Brasil ou Argentina.

A aposta no mercado sul-americano parece ser prometedora neste verão. Entre os rumores lançados pela imprensa estão nomes como: Luan, Everton e Juninho Capixaba (Grêmio Porto Alegrense), Pedrinho (SC Corinthians), Pedro (Fluminense FC), Róger Guedes (ex-Clube Atlético Mineiro), Ezequiel Almendra (CA Boca Juniors), Abner (Associação Atlética Ponte Preta), Renan Lodi e Léo Pereira (Atlhetico Paranaense) e Léo Santos (Fluminense FC). Alguns destes nomes já foram desmentidos pelo FC Porto, mais precisamente no programa “Mercado” do Porto Canal. Paulo Miguel Castro afirmou que Luan não entrava nos planos para a época 2019/2020, embora tenha sido oferecido ao clube.

Depois de uma fase em que o FC Porto investia em jogadores que se destacam nas equipas mais pequenas da Primeira Liga, mas sempre com o mercado sul-americano em vista, a política de transferências parece ter mudado em relação aos últimos anos.

O clube do Estádio do Dragão é uma referência por potenciar talentos oriundos da América do Sul como foi o caso de Éder Militão, James Rodríguez, Falcão, Otamendi, Danilo, Alex Sandro, etc. e o investimento nestes jogadores oferece um retorno financeiro gigante aos dragões.

Alex Telles e Felipe, dois brasileiros que brilharam ao serviço do FC Porto
Fonte: FC Porto

Embora nem todos os casos sejam de sucesso, o lucro que os azuis e brancos atingiram sobrepõe-se a todo o investimento fracassado nesses mesmos jogadores e só demonstra que o atleta sul-americano tem uma excelente adaptação ao futebol português e, claro, ao FC Porto.

Sabendo que nem todos aqueles nomes irão reforçar a turma de Sérgio Conceição, é essencial que o investimento seja feito com critério e que cheguem apenas os melhores dos melhores da América do Sul.

A Copa América, principal competição de seleções que este ano decorrerá no Brasil, será a grande montra para os olheiros do FC Porto perceberem que jogadores deste continente podem ingressar no clube português.

Foto de Capa: FC Porto

WWE Super ShowDown: O sonho comanda a vida e os sauditas comandam a empresa!

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A WWE regressou à Arábia Saudita para o terceiro evento na parceria de 10 anos com o país. Intitulado Super ShowDown, o cartaz reuniu nomes fortes da companhia que voltaram à ação para mais um combate nas suas longas e conceituadas carreiras. No fundo, foi tudo um pretexto para satisfazer os sauditas, que nesta altura assumem o controlo da companhia, ao dizer o que querem e como o devem fazer. Caso contrário, há problemas e a empresa sabe que os tem de evitar ao máximo.

Uma vez mais, o espetáculo foi envolto em polémica, pelos motivos já habituais: por um lado, a elevada quantia que os lutadores que recebem e que constituem o mote principal para estarem presentes e, por outro, o facto das lutadoras femininas estarem completamente banidas do evento, a não ser que estejam completamente cobertas ou que o reino autorize a sua presença, algo que era para acontecer este ano, com Alexa Bliss e Natalya, mas não foi o caso, uma vez mais.

Sem grandes rodeios, o Super ShowDown, nome reciclado do evento realizado na Austrália em 2018, foi um espetáculo dececionante. Com exceção de três combates, que já perceberão quais, o cartaz ficou muito abaixo do que poderia entregar, com maior destaque para o péssimo main event, entre duas lendas da indústria, que deviam pensar duas vezes antes de entrar num ringue nesta fase da carreira, em que a reforma definitiva é a única opção.

Nota do evento: 3/10

Insucessos escondidos no sucesso do 37

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Já se celebrou o que parecia impossível. Já se concretizou o milagre do trigésimo sétimo título de campeão nacional. Já se teceram loas a quem de direito, aos vários craques que foram brilhando pelos relvados e principalmente ao treinador Bruno Lage e à sua capacidade de liderança do balneário.

Este título é sem qualquer dúvida uma deliciosa conclusão da época mas também deverá ser uma valiosa lição.

Lição para todos aqueles que no Verão de 2018 planearam uma época com um desfecho totalmente distinto. Uma época onde não passaríamos na Turquia, uma época onde chegaríamos a Vila do Conde a lutar pelo principal lugar de acesso à próxima Liga Europa.
Na sombra do sucesso de Bruno Lage foram vários os erros que o tornaram um milagre impossível de acreditar.

O SL Benfica foi campeão apesar de. E é este “apesar de” que deve também ser exaltado neste momento de conclusão da actual e lançamento da próxima temporada.

A direcção do SL Benfica falhou essencialmente em três momentos:

– Manutenção da equipa técnica
– Reforço do plantel
– Timing da Chicotada Psicológica

O Rui Vitória sempre foi um treinador incompreendido no interior do Sport Lisboa e Benfica, SAD. Nunca souberam quais eram as suas qualidades, as suas limitações nem sequer as suas competências. Era bom porque a equipa vencia e este alinhava no discurso e política do clube. Deixou de o ser quando começou a deixar de ganhar. A altura ideal da sua saída seria em Junho de 2016. No Verão de 2017 já não deveria haver dúvidas quanto à necessidade de uma nova equipa técnica. Em Junho de 2018 este já só se mantinha à frente do futebol encarnado por total inércia da comunicação desenvolvida à sua volta. E assim foi-se mantendo até a equipa se arrastar completamente em campo e a acumulação de resultados negativamente esmagadores ser completamente inaceitável.

Contudo a má opção pela manutenção do treinador poderia ter sido em parte colmatada pelo reforço em força do plantel. O que fomos vendo ao longo dos anos foi um enfraquecimento deste, foi um plantel cada vez menos capaz de sobressair ao trabalho da equipa técnica que o liderava. Chegados ao mercado de Verão de 2018, a equipa técnica clamava por reforços de peso para a baliza, lateral direita, centro da defesa, meio-campo defensivo, meio-campo criativo e centro do ataque. O que lhe foi dada? O reforço na baliza, laterais incapazes de se afirmarem imediatamente na equipa, centrais e médio defensivo sem qualidade, um médio que o treinador não sabia utilizar, um avançado sem qualidade para o clube e outro totalmente incompreendido por aqueles que o treinavam.

Portanto uma época desenhada para o descalabro. E quando a direcção poderia emendar a mão apareceram as luzes a prolongar o sofrimento de todo um plantel, de toda uma nação de vermelho e branco. A equipa técnica foi-se arrastando pelo clube justificando todos os dias ser despedida. Acabou por o ser quando já a época tinha sido dada como perdida. Fora da Liga dos Campeões e a sete pontos da liderança do campeonato, Rui Vitória foi despedido no arranque da sequência de jogos mais complicada do calendário.

Não só a época foi desenhada para o insucesso como pareceu que a Direcção se quis certificar que tal era irremediável.

“Uma época desenhada para o descalabro. E quando a direcção poderia emendar a mão apareceram as luzes a prolongar o sofrimento de todo um plantel, de toda uma nação de vermelho e branco”
Fonte: SL Benfica

Depois vieram os pequenos equivocos, todos eles bem abafados pela competência de quem assumia à força da sua competência os destinos do futebol do Sport Lisboa e Benfica. Os disparates dito na Casa da Cristina, a cegueira à qualidade do interino que tinham em Lage, os desvarios de antecipação do sucesso quando a esperança se transformou em convicção e ainda a parceria com um canal televisivo para lavagem de imagem em plenos festejos do título.

O actual técnico do SL Benfica também não está imune às criticas. Depois da recuperação em vários momentos, a equipa tremeu e chegou até a vacilar. Mas o erros de Lage não são uma preocupação pois foram devidamente reconhecidos e analisados por este após a euforia dos merecidos festejos.

O Sport Lisboa e Benfica tem tudo para lançar um excelente 2019-20. Assim o queira a sua Direcção, assim o tenham aprendido.

Foto de Capa: Facebook do SL Benfica