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Porquê agora, Bruno?

Todos bem se lembram do atribulado jogo CD Tondela-Sporting CP. Aquele jogo com mais de nove minutos de compensação, onde a equipa ari-verde conseguiu manter um empate até aos minutos finais da partida, que só foi forjado aos 99 minutos pelo central da equipa verde e branca – Sebastian Coates.

O Sporting conseguiu arrancar os três pontos a ferro e fogo da casa do seu adversário. Viu-se, a partir dos 60 minutos de jogo, obrigado a jogar com menos um jogador na sequência de um lance em que Jeremy Mathieu leva o segundo amarelo e é expulso.

O jogo foi disputado até ao último instante, com excelentes oportunidades para ambos os lados. A certa altura, a equipa do Sporting jogava mais com o coração do que propriamente com a cabeça. Do outro lado, a equipa do Tondela parecia estar a levar a melhor com um resultado que lhe era bastante favorável até aos instantes finais da partida.

O Sporting estava à procura do golo, com William Carvalho sobre a bola, até que os defesas do Tondela começam a pressionar alto e Bruno Monteiro quase que consegue tirar a bola ao trinco português. Faltou o “quase” para o médio do Tondela porque este se vê derrubado numa dura falta de William, aos 94 minutos. Bruno Monteiro ficou, na altura, muito queixoso depois desse lance.

O médio de 33 anos saiu lesionado no jogo Tondela-Sporting que acabou por ficar 1-2
Fonte: CD Tondela

No dia seguinte, Gilberto Coimbra vem mesmo falar à Comunicação Social mostrando fotos da perna do jogador que saiu do jogo lesionado. Na semana seguinte, no jogo contra o Braga, Bruno Monteiro continuou a ser utilizado pelo seu treinador Pepa.

O caso passou, tudo parecia ter sido esquecido, até que Bruno Monteiro repreende William Carvalho numa entrevista dada há poucos dias.

O jogador diz que o seu colega de profissão lhe devia ter ligado a pedir desculpas pelo sucedido e tal não aconteceu. Diz que o pedido apenas foi feito por intermédio de André Pinto que havia jogado com Bruno no CD Santa Clara.

A minha questão é: porquê agora? Bem sei que as declarações foram dadas na sequência de uma entrevista em que isso lhe foi diretamente perguntado, mas e se não tivesse sido um jogador tão mediático como o William a fazer aquela falta? Será que teria o mesmo destaque dado pela Comunicação Social? Claro que não.

Não digo que o William tenha agido bem ao não contactar o seu colega depois do que aconteceu, apenas questiono o timing e a relevância deste tema. A falta foi dura, sim, ninguém tem dúvidas disso. Mas a verdade é que logo na semana seguinte o jogador fez parte das contas do seu treinador no duelo contra o SC Braga. Ou seja, este não foi propriamente um caso em que o jogador tenha ficado parado durante meses sem poder exercer a sua função dentro de campo. Por isso é que não consigo perceber a atitude.

Foto de Capa: CD Tondela

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

5 jogadores de Alcochete para o mundo

Sporting Clube de Portugal: o clube que mais jogadores formou neste Mundial de 2018. Ao todo são mais de dez jogadores vindos de Alcochete, mas foquemos agora este artigo naqueles cinco que se destacaram, quer pelos anos passados na melhor academia do mundo, quer pela prestação já enquanto seniores.

Rússia 3-1 Egito: Salah marcou, mas no fim ganhou a melhor equipa

A marcar o início da segunda ronda da fase de grupos do Mundial 2018, deu-se o jogo que colocou frente a frente o Egipto e a Rússia – um jogo decisivo para as duas equipas para a passagem à fase seguinte da competição. A partida ficou também marcada pela estreia de Salah na Rússia, depois de ter ficado no banco no jogo frente ao Uruguai, por estar ainda a recuperar da lesão contraída na final da Liga dos Campeões, no dia 26 de maio.

A primeira parte, apesar de sem golos, foi bastante mexida, ativa e entusiasmante. Um golo era esperado a qualquer momento, vindo de qualquer um dos lados, mas as redes não chegaram a balançar. Foi uma parte bastante dividida, com a Rússia e o Egipto a tentar levar a vitória para intervalo, mas a impressão que ficou foi o cuidado de ambas as equipas. Atrevimento, mas com cuidado ao mesmo tempo, sendo este, possivelmente, a razão do zero a zero ao intervalo. A equipa africana mostrou-se mais assertiva, dinâmica e perigosa do que no jogo frente ao Uruguai, em parte por não enfrentar uma equipa tão forte como os sul-americanos, mas também por contar com a sua estrela na equipa inicial, embora ainda a espelhar limitações.

Salah estreou-se no Campeonato do Mundo, depois de ter falhado o jogo frente ao Uruguai por lesão
Fonte: FIFA

Já a Rússia mostrou-se no mesmo registo que mostrou frente à Arábia Saudita, no jogo inaugural, mas menos eficaz e com uma defensiva mais forte e sólida pela frente.
Logo à entrada da segunda parte, um lance muito infeliz para Ahmed Fathi levou ao primeiro golo do jogo. Cruzamento russo e Fathi, ao se antecipar ao jogador adversário, desviou a bola para a própria baliza. Depois do infortúnio, foi claro que o Egipto acusou o golo e caiu na forma, deixando a Rússia crescer na partida. Tanto assim foi que, aos 59 minutos, Cheryshev marcou o terceiro golo da conta pessoal e o segundo dos soviéticos na partida. Tudo ficava mais difícil para o Egipto, quer o jogo quer a classificação.

A Rússia continuou a crescer e o Egipto a acusar a pressão do segundo golo sofrido. A desconcentração defensiva levou ao terceiro golo da equipa da casa, por Dzyuba. Bola alta à entrada da área a ser mal aliviada pela defensiva e a sobrar para o avançado russo que finalizou e deu o jogo quase por terminado.
A Rússia estava confortável e levou a que os egípcios ganhassem mais espaço e ousadia. A pressão mais alta levou a que Salah fosse derrubado na área e a que o egípcio convertesse com sucesso o seu primeiro golo no Mundial. Pouco depois, houve penalti por assinalar a favor do Egipto, que podia ter dado outra emoção e outro desfecho à partida. A má leitura do árbitro levou a que o resultado se mantivesse 3-1 e assim terminasse.
Em suma, a melhor equipa em campo ganhou. A turma de Salah soube aproveitar os erros do adversário e venceu por 3-1.

Foto de capa: FIFA

Polónia 1-2 Senegal: Eficácia africana ditou o resultado final

As seleções da Polónia e do Senegal entraram em campo para fechar a primeira jornada da fase de grupos do Mundial 2018. Depois da vitória do Japão, frente à Colômbia, ambas as nações procuraram a vitória para igualar a seleção nipónica na liderança do grupo H.

A partida começou com ambas as seleções a tentar chegar à área adversária, embora com pouca organização tática. A Polónia tentou controlar mais o jogo, enquanto que o Senegal apostou mais na velocidade e nos ataques rápidos, com Sadio Mané a ser o mais desequilibrador. Um início de jogo muito desequilibrado e com investidas verticais de parte a parte.

As duas equipas tentaram sempre criar perigo, mas sem grandes oportunidades claras. O primeiro golo da partida surgiu ao minuto 37, marcado pela seleção africana. Depois de uma recuperação de bola no meio campo, N’Diaye rematou de fora de área e, com alguma sorte à mistura, a bola bateu em Cionek, o central polaco, e traiu o guardião da Polónia. Apesar do jogo não ter tido muitas oportunidades, o Senegal conseguiu, através de processos mais simples, chegar mais vezes perto da baliza de Szczesny. Assistiu-se nesta primeira parte a uma supremacia do Senegal, que foi para o intervalo a vencer a Polónia, muito condicionada e sem criar grandes desequilíbrios.

Os adeptos africanos a festejar a participação do Senegal no Campeonato do Mundo
Fonte: FIFA

Depois do descanso, a Polónia entrou com mais vontade e com intenções de correr atrás do prejuízo. Pegou mais no jogo e tentou chegar ao golo do empate. Ao minuto 50, Robert Lewandowski teve a primeira aparição no jogo, com um livre direto bem batido, mas defendido pelo guarda-redes senegalês. Cinco minutos depois, os polacos voltaram a criar perigo na área adversária, mas Piszczek não conseguiu encontrar o caminho da baliza e rematou por cima.

A Polónia estava por cima, estava bem no jogo, mas foi o Senegal que marcou e aumentou a vantagem no marcador. Um lance confuso, com Niang a aproveitar uma desatenção entre Bednarek e Szczesny e a marcar o segundo golo da partida. Um lance polémico, porque Niang estava a ser assistido fora do campo e a autorização dada pelo árbitro para a sua reentrada não terá sido na melhor altura, uma vez que o Senegal estava a contra-atacar.

Ao minuto 69, a Polónia voltou a assustar, desta vez com Milik a atirar ao lado da baliza de KH. N’Diaye. Até ao fim, o Senegal tentou controlar o jogo, mas ao minuto 86 a Polónia, através de uma bola marcada e com um cabeceamento de Krychowiak, marcou o primeiro golo e relançou a partida. Os últimos minutos foram marcados pelas tentativas polacas para empatar a partida, mas sem sucesso. A partida terminou com uma vitória para o Senegal, que beneficiou de uma grande eficácia. Os africanos igualam a seleção do Japão e juntam-se à liderança do grupo H.

Onzes Iniciais

Polónia: Szczęsny; Pazdan; Cionek; Milik; Lewandowski; Krychowiak; Grosicki; Rybus; Błaszczykowski; Zieliński; Piszczek

Senegal: KH. N’Diaye; Koulibaly; Gana; S. Sane; M. Diouf; Mane; Sabaly; A. N’Diaye; Ismaïla; Niang; M. Wague

Perdidos no Tempo: Fernando Belluschi

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fc porto cabeçalho

Esta semana, o “perdido no tempo” escolhido é um jogador que ainda hoje deixa saudades aos adeptos portistas. Falámos do “mago” argentino, Fernando Belluschi.

Desde cedo, Fernando Belluschi demonstrou qualidade no campeonato argentino, primeiro ao serviço do CA Newell’s Old Boys e mais tarde com a camisola do CA River Plate. Ao longo das seis épocas que alinhou na Argentina, Belluschi apontou uns impressionantes 33 golos e depressa chamou a atenção dos clubes europeus. Os gregos do Olympiacos FC foram a sua primeira paragem na Europa.

Em 2009/10, o médio baixinho chegou aos dragões, tendo o FC Porto desembolsado de 6 milhões de euros por apenas 50% do seu passe ao Olympiacos FC. O investimento em Belluschi veio numa altura em que a compra do jogador argentino era moda na política de transferências do FC Porto, depois dos casos de sucesso de Lucho e Lisandro.

A adaptação de Belluschi ao futebol português foi perfeita, natural de um jogador de qualidade. Dono de uma capacidade técnica invejável e exímio nas bolas paradas, Belluschi deslumbrou nas três épocas que representou os dragões. Pelo caminho assinalou exibições impressionantes, como a que realizou nos memoráveis 5-0 frente ao SL Benfica, onde apontou duas assistências milimétricas para os dois golos de Falcão. Mas sem dúvida que o ponto alto de Belluschi ao serviço do FC Porto foi a conquista da Liga Europa em 2010/11 sob o comando de André Villas-Boas.

Belluschi fez uma dupla telepática com João Moutinho no meio-campo portista
Fonte: FC Porto

Fernando Belluschi não era titular indiscutível, mas quando jogava brilhava. Não era um médio goleador, mas quando marcava fazia questão de serem golaços. O estilo irreverente e diferente daquela “pulga” irrequieta argentina marcou os portistas e a sua saída não deixou ninguém indiferente.

Seguiram-se passagens pelos europeus do Genoa FC e Bursaspor KD e mais tarde pelos sul-americanos do Cruz Azul FC e do CA San Lorenzo, o seu clube atual. Belluschi continuou a espalhar perfume e classe apesar de já estar na casa dos 30, tendo chegado mesmo a receber a distinção de melhor jogador argentino a atuar no campeonato local.

Hoje com 34 anos e ainda a representar o San Lorenzo, continua com a mesma habilidade e qualidade que nos habituou nos tempos em que representou os dragões e é uma das figuras da equipa argentina. Sem dúvida, um jogador que deixa saudades…

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

Colômbia 1-2 Japão: Sul-americanos arrancaram com o sinal vermelho

Quatro anos depois, Colômbia e Japão voltavam a encontrar-se na fase de grupos de um Mundial, desta vez em Saransk. Na altura, ‘Los Cafeteros’ golearam por 4-1, mas hoje foi bem diferente.

Logo aos 2’, Osako beneficia de uma desatenção de Davidson Sánchez e, após um contra-ataque veloz, o ponta-de-lança dos nipónicos ganha as costas ao central para ficar na cara de Ospina, o guarda-redes defende o primeiro remate rasteiro, mas, na recarga, Carlos Sánchez usa o braço dentro da área para evitar o golo de Kagawa. O médio colombiano é expulso e Kagawa não desperdiça dos 11 metros (6’).

Em desvantagem, os sul-americanos comandados por José Pekerman procuraram reagir, mas sempre desligados e com um posicionamento no relvado que, por força da inferioridade numérica, propiciava o desequilíbrio nas transições defensivas, algo que os ‘samurais azuis’ agradeciam. Inui e Haraguchi nos flancos iam tendo espaço.

Aos 12’, Falcao desvia um livre lateral, mas a bola é presa fácil para Kawashima. Nos contra-ataques os nipónicos iam ameaçando e Kagawa e Inui (15’ e 32’) apontaram a mira à baliza colombiana. Aos 31’, Pekerman faz entrar Barrios para o lugar de Cuadrado e a equipa sul-americana ganha mais equilíbrio entre os setores.

A expulsão madrugadora de Carlos Sánchez interferiu no plano de jogo de parte a parte
Fonte: FIFA

Aos 39’, Quintero, surpresa no 11 inicial, bate um livre descaído para a direita de forma rasteira: a bola passa por baixo da barreira e bate um desinspirado Kawashima. Estava restabelecido o empate.

Na segunda parte, o cansaço foi tomando conta de ‘Los Cafeteros’ e os asiáticos foram tendo mais bola e ganhando conforto no jogo. Aos 53’ e aos 47’, Ospina nega os golos a Osako e a Inui. Sakai (72’) esteve muito perto do anunciado golo que chegaria no minuto seguinte: na sequência de um canto, Osako bate Arias nas alturas e dá a vitória aos ‘Samurais azuis’. Repetir o Brasil parece ser quimérico para a Colômbia…

Equipa iniciais

Colômbia: Ospina; Arias, D. Sánchez, O. Murillo, J. Mojica; C. Sánchez (expulso aos 3’), J. Lerma; Cuadrado (31’), J. Quintero (59’), Izquierdo (70’); Falcao

Japão: Kawashima; H. Sakai, Yoshida, Shoji, Nagatomo; Hasebe, Shibasaki (80’); Haraguchi, Kagawa (70’), Inui; Osako (85’)

Favoritas obrigadas a ganhar – As apostas do Meus Resultados

Esta quarta-feira arranca a segunda ronda de partidas da fase de grupos do mundial de 2018. A jornada inaugural propocionou-nos jogos emocionantes e sobretudo muitas surpresas com as grandes candidatas ao entraram com o pé esquerdo, nomeadamente a Alemanha, Espanha e Brasil.

A vitória é agora o único pensamento pois um segundo deslize dita praticamente o adeus à competição. Teremos pela frente seguramente jogos ainda mais emotivos e com grande espetáculo.

Grupo A

Depois de um arranque fantástico com uma goleada sobre a Arábia Saudita, a Rússia entra para este segundo jogo galvanizada com a goleada conseguida. Apesar da boa resposta dada pelo Egipto frente ao Uruguai mesmo sem Salah, o mais provável será a anfitriã conseguir levar de vencida os Faraós e carimbar assim a passagem aos oitavos de final.

O Uruguai deverá conseguir com mais ou menos dificuldade ultrapassar a frágil Arábia Saudita.

  • Rússia – Egipto | Resultado 2-1
  • Uruguai – Arábia Saudita | Resultado 2-0

Grupo B

O jogo de cartaz desta fase de grupos foi sem duvida também o mais emocionante, com Ronaldo a dizer presente frente à poderosa Espanha. O empate faz com que ambas as equipas entrem determinadas em carimbar a vitória para não deixar fugir o Irão, a qualidade de Portugal e de Espanha acabará por vir ao de cima e a vitória será o cenário mais provável.

  • Portugal – Marrocos | Resultado 3-0
  • Irão – Espanha | Resultado 0-2
Fonte: FPF

Grupo C

A França foi a única seleção das favoritas a conseguir vencer mas com uma exibição que deixou bastante preocupados os adeptos gauleses. Quererão seguramente mostrar mais e melhor futebol contra uma equipa teoricamente mais fraca. A Austrália mostrou que não veio à Rússia apenas para passear os Cangurus e vai dar luta à Dinamarca num duelo bastante físico.

  • França – Perú | Resultado 3-1
  • Dinamarca – Austrália | Resultado 1-1

Grupo D

Depois de um mau arranque por parte de Messi e companhia, Argentina terá pela frente o adversário mais difícil do grupo, a Croácia mostrou que vem à Rússia para lutar até ao fim e no primeiro jogo mostrou isso mesmo. Um jogo muito difícil e que poderá em caso de derrota deixar os argentinos em maus lençois.

  • Argentina – Croácia| Resultado 1-1
  • Nigéria – Islândia | Resultado 0-0

O Passado Também Chuta: Sinisa Mihajlovic

A bola voava em direção à baliza com o selo do capricho. Às vezes, parecia que voava para o centro da baliza. Mas, na altura certa, começava a curvar maliciosamente em direção ao poste com uma variação descendente. Noutras ocasiões, como se fosse um terrível bombardeiro, impulsava a bola a dois palmos da relva, atravessando a trincheira dos jogadores contrários.

E maldita habilidade técnica, diabólico primor técnico, malnascido génio que imprimia um efeito manteiga que levava a que, mesmo que o guarda-redes tocasse na bola, a maldita escorregasse como escorregam os peixes de rio e aninhava-se no fundo da baliza para admiração de uns e desespero de outros.

Falo ou tento escrever sobre um senhor. O seu nome é Sinisa Mihajlovic. Acaba de aterrar no recanto ibérico, que viu partir caravelas e viu chegar unicórnios que outrora partiram para deleitar e admirar o Vaticano durante o reinado de Dom Manuel. Vem para outras funções: talvez amargas, talvez venturosas, mas aqui ficarão registadas incipientes palavras que tentarão narrar golpes mágicos.

Emparedado entre Diego Armando Maradona e Juninho Pernambucano e observado ao longe por Alessandro Del Piero como um dos melhores lançadores de falta de sempre, envergou a camisola do histórico Lázio. Deu-se um luxo: fabricou-se um troféu único, festejou um hart-trick com golos de falta direta, assinou 27 golos de falta na série A (numa série que fazia a diferença).

Foi campeão de Europa e campeão Intercontinental metido entre um póquer de ases – Robert Prosinecki, Dejan Savincevic e Darko Pancev – no Estrela Vermelha de Belgrado. O Olympique de Marselha de Papin e Mozer conheceu o sabor da relva na hora dos penaltis. Nasceu em 1969 ao sabor da Primavera de Praga e decidiu-se ao som do barulho provocado pela queda do Muro de Berlim. Podendo ser A ou B ao ser filho de croata e sérvio, decidiu-se pela Jugoslávia, a atual Sérvia.

Mihajlovic era um caso sério na marcação de livres
Fonte: SS Lazio

Durante o seu trajeto italiano, jogou ao lado de jogadores como Fernando Couto, Marcelo Salas, Mancini, Gullit, Verón ou Platt. Estando na época fria da retirada ainda jogou no Inter de Milão para voltar a jogar com Verón, Favelli e unir-se a Mancini. O facto de passar mais tempo do que o habitual no banco dos suplentes não o impediu de decidir muitos jogos de livres diretos.  Durante a temporada de 2005-2006, deixou os relvados para se dedicar à lavoura própria de treinador. Foram dezoito anos a semear magia pelos relvados.

Talvez nenhum destes cracks do Estrela Vermelha de Belgrado tivessem transcendido sem o trabalho paciente e de mestre de Dragan Džajic. Foram cinco anos de formação paciente. Fez um trabalho que colocou o Futebol jugoslavo na órbita internacional. Os jogadores desta geração foram contratados pelas melhores equipas de Europa. Equipas como o Real Madrid, Sampdoria, Milão, Lázio e uma lista de clubes que o albergaram nos seus balneários.

Sinisa Mihajlovic, que está catalogado como defesa (ainda que muitas das suas maravilhas tenham nascido desde a posição de médio descaído para a esquerda, talvez graças às novas tecnologias), continua a admirar o mundo pela sua execução exímia. Pode ser o caso do mito criado como jogador que o impediu de, numa carreira posterior, alcançar também o patamar da excelência.

Artigo revisto por: Ana Rita Cristóvão

Foto de Capa: SS Lazio 

O fim-de-semana verde e branco

Mais uma semana, mais um resumo. Destaque maior para mais um Campeonato Nacional conquistado pelo Tiro, assim como para o Ciclismo que venceu o Grande Prémio Abimota. Nota ainda para as Leoas do Triatlo que se mantêm firmes na liderança da Taça de Portugal e para os Leões do Futsal que se adiantaram na final do play-off da Liga SportZone. Eis o resumo, o mais completo possível:

Andebol em Cadeira de Rodas | Derrotas por 0-2 diante da APD Porto, na meia-final da Taça de Portugal de ACR4, e frente à AA Rovisco Pais no jogo de atribuição do terceiro lugar da prova.

Atletismo | Os Leões apuraram-se para o Campeonato Nacional da I Divisão, que será disputado nos dias 21 e 22 de Julho, em Braga. Recordar que as Leoas, por serem as campeãs em título, têm entrada directa na prova.

Ciclismo masculino | O Sporting CP venceu o Grande Prémio Abimota, disputado em cinco etapas.

Futsal masculino | Os Leões começaram a final com uma vitória por 5-4 na recepção ao SL Benfica. Na primeira parte, os encarnados conseguiram colocar-se na frente com um golo de Fernandinho contra a corrente de jogo, contudo o Sporting CP não abanou com o golo sofrido, continuando a dominar a partida e a somar as melhores ocasiões, embora sem efeitos práticos, devido também a uma muito boa exibição de Cristiano, jovem guarda-redes dos encarnados. O SL Benfica viria ainda a chegar ao 0-2 por intermédio de Raul Campos, mas Fortino reduziu com um golo à meia volta, estabelecendo assim o resultado ao intervalo. No segundo tempo os Leões aliaram o domínio à eficácia: Fortino rematou forte e colocado após canto batido por Deo, igualando a contenda; a turma às ordens de Nuno Dias manteve a pressão alta, fruto da qual chegou mesmo à vantagem, com novo golo de Fortino, e pouco depois um erro da defensiva encarnada permitiu a Cavinato assistir Divanei que, com um remate forte, fez o 4-2.

Futsal vence jogo um da final
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Reagiu o SL Benfica que chegou a novo golo, agora com Bruno Pinto a dominar de costas para a baliza e a assistir Raul Campos. Entretanto os encarnados chegariam à sexta falta, com Alex Merlim a converter o livre de dez metros; o SL Benfica recorreu ao 5×4 com guarda-redes avançado, contudo apenas viria a conseguir marcar já nos últimos segundos da partida, com um remate do meio campo de Robinho. O Sporting CP está assim em vantagem na final, sendo que o jogo dois será disputado já esta quarta feira, vinte de Junho, pelas 19h30 no Pavilhão Fidelidade. Domingo, 24 de Junho, pelas 19h45 será dado o pontapé de saída do jogo três, que terá como palco o Pavilhão João Rocha.

Paintball | Os campeões nacionais terminaram a terceira etapa do Campeonato Nacional no segundo lugar, estando neste momento no terceiro posto da classificação geral com 248 pontos somados, menos 32 que o primeiro classificado, o Beiramar.

Pool Português | O Sporting CP foi afastado da Taça de Portugal após derrota nos dezasseis-avos-de-final diante da Académica de Coimbra por 9-7. No Campeonato Nacional os Leões chegaram à fase final depois dos triunfos por 9-1 frente à ACR Maceirinha e 9-6 diante da AA Miguel Silva “A” e da Académica de Coimbra. Na fase final da principal prova a turma de Alvalade ficou no segundo lugar, fruto de cinco vitórias e duas derrotas.

Tiro | Tricampeões nacionais! O Sporting Clube de Portugal sagrou-se Tricampeão Nacional de Pistola Standard nas categorias de absolutos masculinos e seniores masculinos, com 1.637 pontos amealhados. Na categoria de veteranos masculinos, o Sporting CP ficou no segundo lugar.

Triatlo feminino | As Leoas venceram o Triatlo do Fundão, designado Triatlo David Vaz, reforçando assim a liderança da Taça de Portugal.

Triatlo masculino | Os verde e brancos foram quartos classificados do Triatlo do Fundão, ascendendo ao segundo lugar da Taça de Portugal.

Foto de Capa: Sporting Fans – Modalidades

Os 7 jogadores que deixam saudades na Luz

Desde o dia 28 de fevereiro de 1904 foram vários os nomes que, vestidos com o manto sagrado, pertenceram à história do clube que, nascido na Farmácia Franco, viria a ser um dos maiores clubes do mundo. Reza a lenda que, quem passa pelo Sport Lisboa e Benfica, eterniza na sua memória a mística que por lá se vive, se surpreende com o amor incondicional dos adeptos e leva consigo a vontade de um dia voltar.

Assim como somos inesquecíveis para todos aqueles que viveram o Benfica algures no tempo, também são inesquecíveis aqueles que, para além de o viverem dando tudo o que tinham em campo, também o amaram tanto como nós e deixaram uma marca nos nossos corações. A história traz-nos nomes como Eusébio, Mário Coluna e Chalana, inegáveis ícones do Sport Lisboa e Benfica. Já este artigo traz sete nomes que remaram em direção a outras marés nos últimos oito anos e que deixaram todos os benfiquistas com ‘água na boca’.