Início Site Página 11786

Prognósticos Mundial Rússia 2018: Quem entra com o pé direito?

 

O dia pelo qual tanto esperámos: hoje começa o campeonato do mundo de futebol na Rússia, onde 32 equipas sonham e lutam por alcançar o tão ambicionado troféu e, para isso, é fundamental começar com o pé direito na competição.

Nesta primeira jornada iremos analisar e ditar o prognóstico das 16 partidas que serão disputadas.

Grupo A

Arrancamos com a anfitrião Rússia a receber a Arábia Saudita. Os últimos jogos de preparação não foram animadores e, do outro lado, estará uma Arábia Saudita que deixou boas indicações nos jogos de preparação. Os Russos irão encontrar uma equipa fechada mas que tentará sempre que possível procurar o golo.

Rússia – Arábia Saudita | Resultado 1-1

Egipto – Uruguai | Resultado 0-2

Grupo B

Portugal entra em cena e logo contra a vizinha Espanha. Apesar do poderio da armada espanhola, a equipa das quinas mostrou bons indicadores nos jogos de preparação e chega a este mundial com um grupo bastante maduro e versátil capaz de fazer frente a qualquer seleção.

Marrocos – Irão | Resultado 2-1

Portugal – Espanha | Resultado 1-1

Fonte: FPF

Grupo C

Franceses claramente superiores mas com algumas questões defensivas por resolver, algo que mesmo assim não deverá ser problema dado o poderio atacante dos gauleses. O Peru tem vindo a jogar um bom futebol, acredito que será um jogo aberto contra uma Dinamarca muito dependente do seu maestro, Christian Eriksen.

França – Austália | Resultado 3-1

Peru – Dinamarca | Resultado 2-2

Grupo D

Messi e a sua Argentina irão sentir algumas dificuldades contra o jogo mais físico dos Islandeses, no entanto penso que a vitória acabará por surgir. Os Croatas são das seleções mais talentosas deste mundial e creio que este bom arranque será o início de um grande mundial.

Argentina – Islândia | Resultado 2-1

Croácia – Nigéria | Resultado 3-0

10 jogadores portugueses “não grandes” que se destacaram esta época

Durante esta temporada muitos foram os portugueses, extra-grandes, que se destacaram nos dois principais campeonatos de Portugal. Na lista abaixo apresentamos, sem uma ordem específica, alguns dos que merecem nota de destaque. Uma lista de craques que encaixariam em muitos clubes de outro nível. Ora vejam.

O Dicionário de Fernando Santos: Cristiano Ronaldo

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

 

Cristiano Ronaldo: Golos.

 

Justiça seja feita, nem sequer faz muito sentido apontar uma caraterística de Ronaldo como maior contributo para a equipa das Quinas.

Por tudo o que representa, o Bola de Ouro só em condições verdadeiramente trágicas não estaria nos 23 convocados, e, em 2014, até provou que mesmo uma lesão bastante grave poderia não ser suficiente para o afastar de um Mundial.

A caminho dos 34 anos, Ronaldo chega à Rússia depois de conquistar a terceira Champions consecutiva pelo Real Madrid e com uma primeira metade de 2018 que o coloca novamente como favorito à Bola de Ouro.

Apesar disto, o aumento da idade vai-se sentindo no capitão português e o contraste do seu futebol atual com o futebol demonstrado nos primeiros anos de carreira é cada vez maior.

Assim, 2017/2018 marca o ano em que Ronaldo se fixou de vez no centro do terreno. Ora numa parceria com Benzema, sustentada por Isco, ora no lugar do francês, servido por Bale, Asensio, ou pelo ex-Málaga, Ronaldo realizou toda a época no centro do ataque do Real Madrid e deixou de vez o corredor.

Na seleção, a disposição tática do CR7 foi a mesma, algo que permanece inalterado desde o início da Era Fernando Santos. Nestas “novas” funções, Ronaldo desaparece mais dos jogos e, nunca se podendo ignorar as suas qualidades com bola, dedica-se quase exclusivamente a uma única função: fazer golos.

Numa equipa que não tem por hábito concretizar muito, o melhor finalizador do futebol mundial contará, para o ajudar, com o espaço deixado pela movimentação de André Silva e, sobretudo, com a precisão dos cruzamentos do seu grande amigo, Ricardo Quaresma.

Além disto, claro, vale ainda a pena referir tudo o que Ronaldo acrescenta à equipa portuguesa para além dos golos. Com o Bola de Ouro em campo, as defesas adversárias têm sempre uma preocupação extra, o que abre espaço para os colegas, e a sua qualidade técnica nos apoios frontais e, sobretudo, nos cruzamentos, permite que seja eficaz em quase todas as suas ações.

Por último, resta o que soma a Portugal que só um verdadeiro capitão pode acrescentar: liderança. E 2016 provou como o seu papel é importante nesse campo.

Foto de Capa: FPF

Quem é João Pedro?

0

Depois de algumas vendas chegou ao dragão o primeiro reforço. João Pedro, 21 anos, internacional Sub 20 pelo Brasil é o escolhido para fazer esquecer Ricardo Pereira. O FC Porto adquiriu 100 % do passe a troco de cinco milhões de euros.

João Pedro é um defesa direito de enorme potencial, formação feita no SE Palmeiras, tendo-se estreado com apenas 17 anos pela equipa A do “gigante” clube brasileiro. Internacional pelas seleções jovens brasileiras esteve em grande destaque no Mundial de Sub 20 de 2015 onde atingiu a final (eliminou Portugal nos quartos de final) perdendo para a Sérvia e onde foi sempre titular.

A tarefa de fazer esquecer Ricardo Pereira não se adivinha fácil, mas acredito que, dentro de pouco tempo, os adeptos azuis e brancos já não sentirão saudades do internacional português. Defesa direito de grande propensão ofensiva, rápido, poderoso fisicamente, forte nos duelos individuais e competente no processo defensivo.

João Pedro fez a sua formação no SE Palmeiras
Fonte: FC Porto

Com apenas 21 anos conta já com 41 jogos realizados na Serie A do Brasil. Na época passada realizou uma magnífica época ao serviço da Associação Chapecoense de Futebol onde se encontrava por empréstimo do SE Palmeiras. Esta época voltou a ser emprestado mas desta vez ao EC Bahia. Muitos poderão achar estranho que, apesar de não se ter afirmado no seu clube “mãe”, tenha potencial para representar o FC Porto, mas quem conhece o Futebol Brasileiro percebe que estas situações são recorrentes.

Esta movimentação no mercado realizada pelo FC Porto é, na minha opinião, um excelente trabalho de scouting e gestão desportiva. Jogador de enorme potencial, muita margem de progressão e relativamente barato. Agora falta renovar com Maxi Pereira para o lado direto da defesa portista estar fechado.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Olheiro BnR – Bruno Gaspar

Bruno Gaspar é o terceiro reforço do Sporting Clube de Portugal para a época 2018/2019, depois de Raphinha, ex-Vitória de Guimarães e Marcelo, ex-Rio Ave. O lateral-direito português, proveniente da Fiorentina, assinou um contrato válido até 2023, com uma cláusula para futura transferência de sessenta milhões de euros.

O jogador, de 25 anos, fez a formação no eterno rival, Benfica, tendo estado posteriormente quatro temporadas ao serviço do Vitória de Guimarães, onde brilhou e acabou por rumar ao Calcio, para vestir a camisola do clube viola.

Ao serviço da Fiorentina, realizou dezassete jogos oficiais, tendo dado o seu contributo ao clube de Florença para conseguir o oitavo lugar na série A e atingindo os quartos-de-final da Taça de Itália. Defrontou o Sporting no verão passado, em jogo a contar para o Troféu Cinco Violinos, onde os leões viriam a vencer por 1-0, com golo de Bas Dost. Bruno Gaspar chega assim ao Sporting, proveniente do futebol italiano, num negócio com um valor aproximado de 4,5 milhões de euros.

Bruno Gaspar sai da Fiorentina após um ano em Itália
Fonte: ACF Fiorentina

O reforço leonino é um lateral que pode atuar quer do lado esquerdo, quer direito. Um defesa muito forte nos duelos um contra um, muito veloz, com forte sentido posicional. Uma das suas características é também a sua qualidade em termos ofensivos, muito veloz, tecnicamente evoluído e os seus cruzamentos precisos, podendo dar ao ataque leonino profundidade do seu lado direito.

Estamos perante mais um lateral-direito de qualidade do futebol português, que foi internacional nos escalões de formação e que tem agora a sua oportunidade, no Sporting Clube de Portugal de demonstrar a sua qualidade e confirmar o seu valor.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Mundial “à Benfica”

0

O Mundial 2018 está aí ao virar da esquina, os holofotes estão bem longe do Estádio da Luz devido a este festival de futebol que se aproxima, mas não é por isso que temos de deixar de pensar em vermelho e branco.

O Benfica é a equipa portuguesa com mais jogadores no Campeonato do Mundo a representar as respetivas seleções. No total são nove: Salvio, Raúl Jiménez, Ebuehi, André Carrillo, Dawidowicz, Rúben Dias, Zivkovic, Luka Jovic e Seferovic. Com todo o alarido que se tem passado em Alvalade, e estando o defesa lateral do FC Porto, Ricardo Pereira, vendido ao clube inglês Leicester City, a partir de 30 de junho, a consomarem-se as rescisões dos jogadores verde e brancos, o Benfica será também o único clube português representado na seleção portuguesa de futebol. Mas este último ponto, tem em si muitos “ses”, por isso ficará de parte. Vamos, na verdade, falar sobre os nove atletas do clube encarnado que estarão pela Rússia a participar no maior evento do futebol de seleções.

Em primeira instância temos Rúben Dias, o único português da lista, que beneficiou de uma época imperial no centro da defesa encarnada para embarcar para o país de leste sem nunca ter jogado pela seleção portuguesa antes de se iniciarem os jogos de preparação para o Mundial. A estreia pela seleção das quinas foi a 28 de maio frente à Tunísia. Portugal está inserido no grupo B, com Espanha, Irão e Marrocos.

Na lista, estão três jogadores emprestados. Temos Carrillo, a representar a seleção do Perú. Ele que é habitual titular do seu país, esteve emprestado aos ingleses do Watford esta temporada. O Perú está no grupo C, juntamente com França, Austrália e Dinamarca; Dawidowicz, polaco que esteve emprestado ao Palermo e que ainda só representou as águias pela equipa B, na segunda liga, vai representar a Polónia, no grupo H e enfrentar o Senegal, Colômbia e Japão; Jovic, emprestado ao Eintracht Frankfurt, chegou a jogar pelo Benfica, mas não vingou e partiu para a Alemanha. Representará a Sérvia, que está no grupo E, com o recordista de Mundiais, Brasil, Suíça e Costa Rica.

Salvio vai jogar por uma das favoritas, a Argentina, ao lado de Messi e outras grandes estrelas
Fonte: AFA – SELECCIÓN ARGENTINA

Quem vai ser parceiro de seleção de Jovic, será Zivkovic, que foi o trunfo do meio campo na temporada encarnada, após a lesão precoce de Krovinovic. Além disso, haverá um confronto de águias no grupo E, com Seferovic a representar a seleção do grande ‘mais’, a Suíça.

Tal como Carrillo, há mais dois representantes do Benfica de seleções americanas. São os casos de Salvio, que vai fazer parte da turma de Messi, no grupo D onde estão também Islândia, Croácia e Nigéria; e de Raul Jiménez – que a partir de 30 de junho estará emprestado ao Wolverhampton -, representante do México no grupo F, onde está a detentora do título de campeã do mundo, Alemanha, além de Suécia e Coreia do Sul.

Por fim, uma recente contratação, Tyronne Ebuehi – que só será representante encarnado a partir de 30 de junho – é defesa e vai fazer parte da muralha nigeriana no grupo D, do colega de equipa Salvio.

Esperam-se alguns confrontos entre jogadores do Benfica na fase de grupos, e, na eventualidade das respetivas seleções passarem à fase seguinte, mais confrontos se irão esperar. Alguns são titulares indiscutíveis, outros suplentes frequentemente utilizados, e ainda existem estreias pelo país em competições oficiais. Esperam-se grandes golos, fintas, cortes e jogadas, jogos excecionais, mas também jogos precários, erros e falhas. Estaremos a acompanhar este mundial que veste de encarnado.

Foto de Capa: Seleções de Portugal

Os emails não revelados: Jorge Jesus escreve ao futebol português

Caríssimos

Quase 30 anos depois de começar a carreira de treinador ao serviço do meu Amora (que saudades), eis que o meu país não foi suficientemente grande para me albergar enquanto treinador de Futebol. Sim, é verdade, 30 anos. O tempo passa mesmo a correr.

Quando olho para estes 30 anos e relembro o jovem treinador que era, os primeiros passos que dei, as expectativas e os sonhos de quem está no início, um rasgado sorriso é forçado a ficar presente na minha face. Um sorriso de três décadas. Um sorriso de memórias, algumas delas memoráveis.

Confesso que não esperava abandonar o meu país. Não agora. Mas muitas vezes a vida rasteira-nos. Por vezes, mesmo querendo muito algo, mesmo fazendo tudo para o conseguir, mesmo procurando que nada nos aflija, que nada nos demova, a nossa força, dedicação e bom senso não são suficientes. Por vezes existem factores que vão para além da nossa capacidade de os dominar ou de lhes dar o fim mais desejado. E quanto a isso, por agora, fico-me por aqui.

Jorge Jesus acabou “abandonado” em plena Alvalade
Fonte: Bola na Rede

Fico por aqui e vou para ali, para um país completamente diferente do meu. Se vou com medo ou com receio de alguma coisa? Claro que não. Já não tenho idade para isso. Vou com a mesma garra de sempre, com a mesma convicção, com a mesma confiança e o mesmo “amor” que é viver o futebol. Somente levo comigo uma mágoa que me apoquenta, mas que passará gradualmente. A mesma mágoa que talvez seja sarada apenas aquando do meu regresso. Sim, porque eu vou regressar “a casa” em breve. Isso não tenho sombra de dúvidas.

Sou muitas vezes “acusado” de ser orgulhoso ou mesmo de ser presunçoso. Pois não sou orgulhoso da forma como muitos tentam fazer passar para a praça pública. Sou orgulhoso sim, mas pelo meu trabalho. Orgulhoso de ter passado por históricos do futebol português e de, em todos, ter deixado a minha marca. De ter conseguido em Braga o que mais ninguém conseguiu. De ter alcançado no Benfica imensos títulos que tenho muitas dúvidas que voltem a acontecer nos tempos mais próximos dessa forma tão regular. De ter preenchido o coração dos sportinguistas de esperanças renovadas, e de ter colocado esse grande clube novamente no mapa dos candidatos ao título, dos candidatos a encantarem os adeptos e simpatizantes.

Olheiro BnR – Ben O’Connor

Na etapa 19 do Giro d’Italia 2018, enquanto Chris Froome cavalgava para uma épica e improvável conquista da Geral da Corsa Rosa, um jovem australiano de seu nome Ben O’Connor caia e dizia adeus à prova quando seguia num dos grupos perseguidores.

A representar uma Dimension Data que pratica com Louis Mentjes como líder – e que viria a ser uma das maiores decepções desse Giro -, o australiano usou a sua estreia em Grandes Voltas para confirmar as suas credenciais de homem a ter em conta para o futuro com exibições sólidas sempre que o terreno inclinava. Nessa etapa, antes da queda o tirar da competição, estava, mais uma vez, a mostrar-se entre os melhores e preparava-se para subir na classificação Geral, ficando muito próximo de um top dez final. 

Mesmo que esse cenário não se tenha concretizado, a sua participação na 101.ª edição do Giro d’Italia foi um sucesso e garantiu que o mundo do ciclismo estará muito mais atento à sua evolução nos próximos tempos.

Começando a carreira em equipas continentais australianas, começou a dar nas vistas em 2016 na Avanti IsoWhey Sport, o mesmo conjunto onde foram formados Richie Porte e Jack Haig. Com um par de vitórias e uma serie de bons resultados, afirmou-se como um ciclista com algum futuro, mas não era propriamente o mais pretendido dos jovens ciclistas e nem sequer foi selecionado para o Tour de l’Avenir, onde a seleção australiana esteve bem representado sob a liderança de Jai Hindley (hoje na Team Sunweb).

Ainda assim, a Dimension Data apostou nele e chamou-o ao escalão máximo do ciclismo, o World Tour. Surpreendendo muitos, Ben O’Connor não precisou de muito tempo para mostrar que vinha com intenções de se afirmar e depois de uma amostra com um oitavo lugar no Tour de Langkawi, venceu uma etapa e finalizou em quinto da duríssima Volta à Austria. Se não fosse o suficiente para o termos debaixo de olho, na preparação para o Giro voltou a brilhar com a conquista de uma etapa e um sétimo na Geral do Tour of the Alps. 

Com todos estes resultados, já percebemos as inegáveis qualidades deste jovem como trepador, que aparenta poder vir a ser um dos melhores do mundo e brilhar na alta montanha, o que o coloca, claro, como um candidato a vir a discutir provas de três semanas. Para ser ainda mais completo e perigoso nas provas por etapas terá de melhorar o seu contrarrelógio, mas para nos proporcionar espetáculo já não precisa de mais nada. 

Além da vertente desportiva, há que mencionar o carisma de Ben. Não de forma exuberante como Peter Sagan ou Bradley Wiggins, mas no seu jeito calmo e simpático é um ciclista do qual é difícil não gostar e, num desporto cujo modelo de financiamento das equipas assenta quase exclusivamente nos patrocínios, esse também é um ativo que não se pode ignorar. À Dimension Data é que isso também não passou despercebido e já renovaram com o prodígio australiano até 2020.

Com apenas 22 anos, Ben O’Connor terá certamente muitas mais quedas pela frente, mas, entre elas, terá também muitas vitórias para deliciar os fans do ciclismo.

Foto de Capa: Stiehl Photography/Team Dimension Data

O Dicionário de Fernando Santos: Ricardo Quaresma

Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

 

Ricardo Quaresma: Assistências.

Quando, em janeiro de 2013, Quaresma partiu para o Dubai para assinar pelo Al Ahi, poucos esperariam vê-lo nos convocados para o Mundial em pleno 2018.

Aos 34 anos, o extremo prepara-se para fazer o seu primeiro Campeonato do Mundo, algo fruto de uma carreira invulgar, e, apesar de não ser titular, é um dos indiscutíveis de Fernando Santos.

Utilizado em todos os jogos de Portugal no Euro 2016 (embora apenas uma vez como titular), Quaresma é a definição de suplente de luxo pelo impacto imediato que consegue ter vindo do banco.

Na reta final da sua carreira, o extremo já não possui a velocidade de outrora, mas mantém a qualidade técnica que o caracteriza e, sobretudo, destaca-se pela precisão no cruzamento.

O entendimento perfeito com Ronaldo, vindo do longo período que passaram juntos na academia do Sporting, permite ao jogador do Besiktas encontrar o capitão da Seleção Nacional solto com uma facilidade extrema.

Em março, contra o Egito, ambos mostraram que a parceria continua bem afinada quando, depois de meia hora juntos em campo, viraram o jogo com dois golos do Bola de Ouro a passe de Quaresma. Na Rússia, os portugueses esperam que os dois amigos consigam dar continuidade à fórmula.

Afinal, quando se tem o melhor finalizador do mundo, o que se pode querer mais do que um cruzador de excelência e um grande entendimento entre ambos?

Foto de Capa: FPF

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Projetando o draft – picks 30 a 11

0

Todas as atenções se viram agora para o draft da NBA, dias depois dos Golden State Warriors terem despachado os Cleveland Cavaliers em quatro jogos nas finais. No dia 21 de junho, alguns dos mais talentosos jovens jogadores do mundo terão a oportunidade de cumprir um sonho de criança e juntar-se a uma das trinta equipas que compõem a NBA. O Bola na Rede tenta adivinhar quem escolherá quem, começando pelos últimos vinte lugares da primeira ronda.