Início Site Página 1384

Vice-Presidente do Benfica reage à decisão da ERC de reprovar o projeto radiofónico: «Deliberação que revela uma atitude persecutória contra o projeto do Benfica»

José Gandarez, Vice-Presidente do Benfica, clarificou a posição do clube relativamente à reprovação do projeto ‘Benfica FM’ por parte da ERC.

O projeto radiofónico do Benfica em conjunto com o grupo Bauer foi reprovado esta quinta-feira pela ERC. Em reação à decisão da entidade reguladora, o vice-presidente dos encarnados, José Gandarez clarificou a posição do clube:

«Em primeiro lugar, esta deliberação gera-nos uma onda de indignação porque não tem fundamentação legal e deve envergonhar os juristas e as pessoas que a tomaram. É uma deliberação que revela uma atitude persecutória, desde o início, contra o projeto do Benfica e não estávamos à espera. Até porque antes de lançarmos o projeto reunimos todos os conselhos, quando lançámos o projeto sabíamos aquilo que estávamos a fazer. É uma decisão inédita, portanto estamos surpreendidos e indignados. Esta decisão, além de revelar ignorância jurídica de quem a tomou, deve envergonhar, neste momento, o próprio conselho regulador da ERC. Tenho aqui a decisão que a ERC publicou no seu site, o que é uma novidade, o Benfica tem sido alvo de várias novidades, e quero garantir aos sócios e adeptos do Benfica que, ao contrário do que é dito, que não cumpre todos os pressupostos jurídicos, é o inverso. O Benfica provou isso e a decisão da ERC ignorou olimpicamente toda a nossa contestação, sem demonstrar e fundamentar a decisão que tomou».

O dirigente referiu que dois dos argumentos principais que levaram à reprovação foram fatores previamente aprovados pela Comissão Europeia:

«Há aqui algumas nuances, ainda não tivemos tempo total para avaliar a decisão da ERC. Mas relembro que havia dois grandes argumentos da ERC para inviabilizar este projeto, sendo que antes disso a próprio ERC consultou a Comissão Europeia para saber se era possível o Benfica ter uma rádio, e mesmo aí foi-lhes dito que sim — que a lei não impedia e que o Benfica e os clubes de futebol podem ter rádios. Cabe à ERC garantir o pluralismo e ela própria estava a tentar impedir o projeto do Benfica, mas basicamente eram dois argumentos: por um lado, o projeto Benfica FM implicava uma menor diversidade junto das frequências FM onde estávamos a ter acordo com a Bauer, nomeadamente na Grande Lisboa e Grande Porto. Segundo a ERC, a Batida FM, que é uma rádio de nicho, chegava a mais público do que a Benfica FM. Dá vontade de rir, mas ela disse isso. Demonstrámos na nossa contestação que não seria assim, até pelo sucesso que a rádio tem dito, e agora a ERC muda a semântica. A ERC agora já não diz que implica uma menor diversidade, mas diz que ‘não se traduziria no efetivo reforço da diversidade’; ou seja: já não consegue dizer que a Benfica FM não chega a mais gente, mas agora é um não reforço da diversidade, ninguém sabe o que é isto. Os gestores da ERC, que são públicos, recebem dinheiro dos nossos impostos, têm de saber fundamentar devidamente as suas decisões e não andar a perseguir clubes e profissionais. O momento é de grande indignação e, quanto à falta de pluralismo, convido todos a ouvir a rádio, e peço às pessoas da ERC que consigam dizer, sem se rirem, que a Benfica FM não tem pluralismo, ou que não respeita os seus ouvintes. Não é verdade. Mas mesmo que assim fosse, a ERC não tem o direito, nem o dever, de previamente dizer que uma rádio que não autorizou a emitir não é plural. E ela já o está a fazer. Há um preconceito total deste conselho regulador e em especial da presidente da ERC, provavelmente por razões clubísticas, não sei, mas peço a todos os adeptos do Benfica que estejam atentos e acompanhem. Vamos publicar tudo e ser totalmente transparentes. O papel da ERC é tornar Portugal um país cada vez mais plural e não impedir que rádios de clubes existam. Fomos pioneiros na BTV, será na Benfica FM, e não será este conselho regulador, sem nenhuma fundamentação, sem respaldo da lei, que irá impedir este projeto»

De seguida, revelou que o Benfica pondera avançar com uma queixa criminal:

«O Benfica em primeiro lugar vai recorrer desta decisão e, em segundo lugar, estamos a ponderar a eventual participação criminal, podem estar em causa ilícitos criminais. Se assim for, vamos atuar também aí. Este processo tem de ser escrutinado. Convido jornalistas e Assembleia Geral da República a consultar o processo. Vamos pedir audiências a todos os grupos parlamentares para explicar a todos os deputados o que se passa, para que isto não se passe com mais ninguém. O que já não se retira: o prejuízo de um ano em que o Benfica não tem receita, o dano que esta presidente da ERC e este conselho regulador quer continuar a causar na Benfica FM para não emitir em FM… Mas não vai conseguir parar… O Benfica é muito mais forte e acredita num estado de direito democrático, nos tribunais, que as pessoas têm de ser responsabilizadas. Vamos recorrer, estamos a estudar eventual participação criminal e ao mesmo tempo vamos pedir o acompanhamento dos deputados no escrutínio deste conselho regulador».

José Gandarez terminou deixando algumas garantias:

«Estamos superorgulhosos do trabalho que estamos a desenvolver, todos os dias temos recebido mensagens de apoio e satisfação. Podem tentar atrasar-nos, mas é um projeto que será imparável. Se tivéssemos o FM seria mais rápido e sustentável, que se iria pagar em três, cinco anos; isto dificulta-nos, provavelmente é o que algumas pessoas querem, provavelmente por razões clubísticas, iremos apurar, mas os benfiquistas sabem defender os seus direitos. É um projeto para continuar e vingar».

Rui Costa, Benfica FM
Fonte: Benfica

França derrota o Brasil em particular que dá sinais fortes para o Mundial 2026

França venceu o Brasil por 2-1 num jogo particular no qual alinharam com 10 jogadores desde os 55 minutos, após a expulsão de Dayot Upamecano.

Num encontro de preparação para o Mundial 2026, França bateu o Brasil por 2-1, no Gillette Stadium, em New England. A formação orientada por Didier Dechamps jogou com 10 elementos nos últimos 35 minutos, devido à expulsão do defesa-central do Bayern Munique, Dayot Upamecano, aos 55′.

Kylian Mbappé (32′) abriu as contas da partida com o seu 56.º golo pela seleção francesa. Já com um elemento a menos, Hugo Ekitiké (65′) aumentou a vantagem depois de um grande trabalho de Michael Olise. A canarinha ainda reduziu através de Bremen (78′) na sequência de um livre lateral.

Depois desta partida, França continua o estágio nos EUA com um encontro frente à Colombia, no dia 29 de março. No dia 1 de abril, o Brasil joga contra a Croácia, também em conclusão da visita a um dos países anfitriões do Mundial 2026.

Ange Postecoglou assume arrependimento por ter assumido Nottingham Forest a meio da época: «Foi brutal»

Ange Postecoglou assumiu que se arrepende de ter assumido o Nottingham Forest. O técnico descreve o seu despedimento relâmpago como algo de brutal.

Ange Postecoglou recordou a sua breve e conturbada passagem pelo comando técnico do Nottingham Forest, atual adversário do FC Porto na Europa League. Em declarações a uma rádio australiana, o treinador admitiu o arrependimento por ter assumido a equipa a meio da época e descreveu o momento em que soube do seu despedimento, apenas 39 dias após assinar contrato. Sem conseguir vencer nenhum dos oito jogos disputados ao leme da formação inglesa (atualmente orientada pelo português Vítor Pereira), Ange Postecoglou revelou os contornos da sua saída repentina.

«Estava na sala dos treinadores. Sabia que podia acontecer a qualquer dia, mas fui despedido logo após o jogo. Ainda nem tinha dado a conferência de imprensa, mas os meios de comunicação já sabiam», confessou o técnico.

O treinador australiano relatou ainda os momentos de tensão vividos à saída do estádio, onde ficou retido no trânsito durante 15 minutos e quis abandonar o local rapidamente para não fazer algo de que se viesse a arrepender:

«Tinha adeptos do Chelsea a gritar comigo, os adeptos do Nottingham Forest não foram muito mais simpáticos, e depois havia crianças pequenas a vir ter comigo a pedir para tirar uma fotografia».

Apesar do desfecho precipitado e do caos no momento da saída, Postecoglou garantiu que a experiência não o magoou a nível pessoal ou profissional. Contudo, o técnico deixou uma certeza para o futuro: da próxima vez, irá consultar as pessoas certas antes de tomar qualquer decisão precipitada sobre o seu próximo projeto.

Uli Hoeness afasta saída no Bayern Munique: «Não será vendido nem por 200 milhões de euros»

Uli Hoeness garantiu que Michael Olise é inegociável. O presidente honorário do clube alemão garantiu que o Bayern Munique não venderá o extremo francês nem por 200 milhões de euros.

O Bayern Munique não tem qualquer intenção de vender Michael Olise no próximo mercado de transferências, independentemente dos valores que possam surgir. A garantia foi dada por Uli Hoeness, presidente honorário do emblema bávaro, que assegurou à agência DPA que o extremo francês é inegociável, mesmo perante uma eventual proposta astronómica de 200 milhões de euros.

Ao justificar a posição intransigente do clube de Munique, o dirigente vincou o compromisso desportivo da equipa para com a sua massa adepta.

«Michael Olise não será vendido, nem mesmo por uma taxa de 200 milhões de euros. Nós jogamos este jogo para os nossos adeptos. De pouco serve aos adeptos se tivermos mais 200 milhões no banco e, por causa disso, jogarmos pior futebol todos os sábados», atirou Uli Hoeness.

Contratado ao Crystal Palace no início da temporada 2024/25 a troco de 53 milhões de euros, Michael Olise tem sido uma das figuras de maior destaque do emblema bávaro. Na presente época, o avançado gaulês soma 18 golos e 23 assistências ao longo dos 44 jogos já disputados.

Hat-trick de Gyokeres no triunfo da Suécia frente à Ucrânia, Polónia elimina a Albânia com estreia especial e Itália avança: Eis os resultados de hoje nos playoffs europeus

Esta quinta-feira, Itália bateu a Irlanda do Norte por 1-0, a Polónia eliminou a Albânia com uma reviravolta por 2-1 e Ucrânia foi derrotada por 3-1 pela Suécia.

As meias-finais dos playoffs europeus de acesso ao Mundial 2026 foram disputados esta quinta-feira. Itália venceu a Irlanda do Norte por 2-0, a Polónia bateu a Albânia por 2-1 na estreia internacional do jovem de 17 anos do FC Porto, Oskar Pietuszewski, e a Suécia eliminou a Ucrânia com a ajuda de um hat-trick de Viktor Gyokeres.

Depois de 45 minutos sem golos em Itália, Sandro Tonali (56′) e Moise Keane (80′) apontaram os golos que garantiram a passagem à próxima fase.

Na Polónia, os dragões Jan Bednarek e Jakub Kiwior foram titulares na defesa da equipa da casa, mas não foram capazes de evitar o golo de Arbër Hoxha (42′) que colocou a Albânia na frente do marcador ao intervalo. Na segunda parte, a reviravolta foi alcançada com golos de Robert Lewandowski (63′) e Piotr Zielinski (73′).

Num jogo disputado em Valência, a Ucrânia ficou pelo caminho, num jogo em que Anatoliy Trubin e Georgiy Sudakov marcaram presença no onze titular, assim como o defesa-central do Braga Gustaf Lagerbielke do lado da Suécia. O avançado ex-Sporting, Viktor Gyokeres foi a estrela do encontro com um hat-trick (6′,51′,73′).

Eis os resultados do dia nos playoffs europeus:

  • Turquia 1-0 Roménia
  • Chéquia 2-2 Irlanda (4-3 nos penáltis)
  • Dinamarca 4-0 Macedónia do Norte
  • Itália 2-0 Irlanda do Norte
  • Polónia 2-1 Albânia
  • Eslováquia 3-4 Kosovo
  • Ucrânia 1-3 Suécia
  • País de Gales 1-1 Bósnia (2-4 nos penáltis)

Bernardo Silva rendido: «Se o Manchester City fosse em Lisboa, eu ficaria até aos 40 anos»

Bernardo Silva assumiu a sua paixão pelo Manchester City. O médio internacional português falou sobre o seu percurso em Inglaterra.

Bernardo Silva assumiu a sua satisfação pelo trajeto no Manchester City. O médio internacional português garantiu que ficou feliz por não ter saído mais cedo do clube e deixou palavras de amor à sua equipa atual:

«Provavelmente teria perdido a oportunidade de vivenciar as memórias do triplete, do tetracampeonato, a oportunidade de ser capitão, de passar experiência para os jovens, de tentar recolocar o clube no lugar que ele merece. Se o Manchester City fosse em Lisboa, eu ficaria até aos 40 anos», afirmou ao canal do clube inglês.

O médio internacional português, que está a cumprir os últimos meses de contrato com o Manchester City, deixou grandes elogios para o seu atual clube:

«Eu amo verdadeiramente o clube, os meus colegas de equipa, a equipa técnica, os adeptos, o estádio e a atmosfera: tudo na minha vida profissional! Por outro lado, o outro lado da minha vida é diferente. Não digo que não gosto, mas culturalmente não é 100 por cento o que eu idealmente queria».

Bernardo Silva falou também da diferença de culturas entre Portugal e Inglaterra:

«Culturalmente, o português e o inglês são bastante diferentes: o clima, a comida, o estilo de vida. Eu brinco sempre que se o Manchester City fosse um pouco mais no sul da Europa, eu ficaria até me expulsarem à força».

Nandinho analisa evolução de Paulinho e atira: «Portugal tem muita capacidade para ser campeão do Mundo»

Nandinho falou em exclusivo com o Bola na Rede sobre o futebol português e internacional. O técnico falou sobre a Seleção Nacional e sobre Paulinho.

Nandinho assumiu que Portugal pode vir a ser campeão do Mundo. Em entrevista ao Bola na Rede, o treinador do Al Muharraq falou das hipóteses da equipa das quinas no Mundial 2026:

«Somos uma das melhores seleções do mundo, isso é inegável. Mas o Mundial, como eu disse, é uma prova curta e tem muito a ver com o momento dos jogadores quando chegam à altura da competição. Como é que estão em termos físicos, se tiveram muitos desgastes ou não, se estão num bom momento de forma. Depois tem muito a ver também com o evoluir dos jogos, se a seleção começa bem, entra bem e ganha confiança.Na fase de grupos ainda há margem de erro. Quando chega às eliminatórias, à fase a eliminar, são os detalhes que muitas vezes definem quem consegue chegar mais acima ou não. E aí, nesse momento, é que Portugal tem que se mostrar capaz, porque já mostrou que é capaz de jogar com qualquer seleção do mundo, olhos nos olhos. Depois são os detalhes e esperar que nesses jogos os detalhes pesem um bocadinho para nós, que os nossos jogadores tenham a capacidade de se agigantarem, de serem melhores que os oponentes, passo a passo. A ambição tem que existir, há muita motivação e muita ambição, mas temos que ter os pés bem assentes na terra. Portugal nunca foi campeão do mundo, mesmo com grandes seleções onde era apontado como favorito. Isso nunca o conseguimos. Por isso, acho que é ir com calma. Se me perguntares se Portugal tem a obrigação de chegar pelo menos às meias-finais e estar entre as quatro melhores seleções… se calhar tem, e tem grandes possibilidades. Mas depois também tem muito a ver com a forma como corre a fase de grupos e o enquadramento, quais são as seleções que se vão apanhando durante a fase a eliminar. E isso às vezes também acaba por ser decisivo. Acredito que Portugal tem muita capacidade para ser campeão do mundo. Mas, pelo menos, estar nas meias-finais acho que será o mínimo que Portugal terá que alcançar. Depois apanham-se grandes seleções e é o que eu digo: depende muito de cada jogo, dos detalhes, do momento, um bocadinho por aí».

Nandinho falou também da evolução de Paulinho, que foi seu jogador no Gil Vicente:

«As diferenças para agora, é que é um jogador mais maduro, é um jogador mais conhecedor, sabe bem os terrenos que pisa. Foi um jogador que foi evoluindo técnica e taticamente. Quando eu conheci o Paulinho, ele era um segundo avançado que muitas vezes jogava como ala. Chegou a jogar como ala, chegou a jogar como segundo avançado, não era propriamente o ponta de lança de referência. Quando chegou ao Braga, começou a sê-lo. E depois no Sporting a mesma coisa. Se bem que com o Gyökeres, jogava um bocadinho mais por trás como um segundo avançado. E eu acho que essa é uma posição que o beneficia muito, porque é um jogador que gosta de se vir associar, de receber bola entrelinhas, de buscar jogo mais baixo, que tem muita qualidade na definiçco, tem um bom passe e depois aparece muito bem de trás para a frente. É um jogador que aproveita bem os espaços criados pelos colegas para aparecer. Mas é evidente que cada treinador tem a sua forma de o potenciar e ele no Toluca tem sido um avançado mais de referência e tem feito golos. E sim, é com muito orgulho que eu vejo a evolução dele, do Paulinho. Acho que merece esta chamada. Apesar de não ter sido convocado na primeira chamada – e é fruto um bocadinho também daquilo que são as lesões do Rodrigo Moura e do Rafael Leão -, mas é um prémio também para aquilo que ele tem vindo a fazer no seu clube durante estes últimos três anos no México. Tem sido sempre o goleador do campeonato, num campeonato forte, competitivo. Numa das melhores ligas, apesar de não ter a visibilidade se calhar que têm outras ligas, mas é uma das melhores ligas a nível mundial. E claro, fico muito orgulhoso por esta chamada. Eu tinha falado há coisa de duas semanas com alguns jornalistas mexicanos e ainda agora tenho recebido algumas mensagens de jornalistas mexicanos para falar sobre ele.E é a realidade, o Paulinho está a colher aquilo que semeou. Foi um jogador sempre muito abnegado, muito resiliente. Mesmo nos maus momentos teve capacidade para se erguer e eu lembro-me no Sporting de ser muito criticado e ele sempre respondeu com o seu trabalho, com golos, com assistências. Por isso mesmo ele tem estado em foco na sua equipa no Toluca e é um jogador que é uma referência do campeonato mexicano e provavelmente vai deixar um legado ali no seu clube. Vai ser sempre um jogador lembrado e um grande jogador daquele clube. Por isso fico muito satisfeito, muito feliz por ele, porque ele merece, não só como amigo, como ex-atleta, mas sobretudo por aquilo que ele tem feito e por merecer».

Lê a entrevista completa a Nandinho em baixo:

Nandinho assume desejo de voltar a Portugal: «Está sempre nos meus planos»

Nandinho falou em exclusivo com o Bola na Rede sobre o futebol português e internacional. O técnico assumiu que quer treinar na Primeira Liga.

Nandinho assumiu que tem interesse em voltar a treinar em Portugal. Em entrevista ao Bola na Rede, o técnico do Al Muharraq abordou os planos de futuro:

«Está sempre nos meus planos regressar a Portugal e poder treinar a Primeira Liga. Eu aí em Portugal só treinei na Segunda Liga. Os projetos que tive foram projetos de Segunda Liga. Quando estive próximo de ir para a Primeira Liga, as coisas acabaram por não acontecer. E sim, gostaria de um dia regressar a Portugal e de ter uma experiência numa Primeira Liga. Mas não depende só exclusivamente de mim, depende também dos clubes em Portugal e se estarão atentos ou não ao trabalho que tenho vindo a desenvolver. Mas o meu foco, como eu digo, é o presente, é focar naquilo que é a minha realidade. Agora estou aqui e quando terminar a época, daqui por dois meses, sou um treinador livre e vou decidir o meu futuro, se continuarei por estes lados, se irei para outro projeto fora destes países. Não sei. Vamos ver o que é que se irá passar».

Lê a entrevista completa a Nandinho em baixo:

Extremo ex-Sporting pode ser o primeiro reforço de Artur Jorge no Cruzeiro

O Cruzeiro de Artur Jorge apresentou uma proposta de empréstimo pelo extremo Gonzalo Plata, mas o Flamengo procura uma troca de jogadores.

Artur Jorge assumiu recentemente o comando técnico do Cruzeiro e o clube brasileiro já procura pelo primeiro reforço para o técnico português. Segundo a Globo Esportes, foi apresentada uma proposta de empréstimo pelo extremo ex-Sporting, Gonzalo Plata, que foi rejeitada pelo Flamengo.

A mesma fonte avança que o Mengão, procura um negócio de troca de jogadores, no qual o Cruzeiro enviaria o avançado Kaio Jorge no sentido contrário. Esta proposta também já foi entregue e a formação orientada por Leonardo Jardim aguarda por uma resposta.

Gonzalo Plata não tem sido uma opção regular esta temporada, alinhando em apenas quatro minutos nos últimos três jogos. No total desta temporada, o colombiano leva um golo em 11 jogos, com menos de 600 minutos.

O brilhante ouro de Agate, o salto impossível de Baldé e a grandeza de Nader | Atletismo

modalidades cabeçalho

Há dias que ficam registados nas estatísticas. E há dias que também têm o condão de ficar na memória coletiva de um país. O que a seleção portuguesa de atletismo fez neste Campeonato do Mundo de atletismo em pista coberta, é digno de todos os elogios.

O desempenho dos nossos atletas não foi apenas extraordinário, foi histórico. A receção oficial no Palácio de Belém pelo novo Presidente da República António José Seguro, com condecorações e reconhecimento institucional, veio confirmar aquilo que já era evidente: Portugal viveu um dos maiores momentos da sua história no atletismo.

Contudo, é importante que para além destas receções às comitivas por parte dos órgãos máximos da nação, que isso também se traduza em mais apoios e recursos para os nossos atletas. 

Com condições mais precárias do que os da maioria dos restantes atletas de outras potências do atletismo, conseguimos ser extremamente competitivos e obter estes resultados. O que seria caso houvesse um maior investimento do nosso governo numa modalidade de grande tradição no nosso país. 

Mas não tenciono que este meu artigo seja uma reivindicação de mais ação dos actores políticos, por isso vou virar as minhas “agulhas” para aqueles actores que devem ser enaltecidos e exaltados: os nossos atletas.

Dois títulos mundiais e uma medalha de prata nuns Mundiais de Pista Coberta, tudo isso conquistado num inesquecível domingo 22 de março em Torun, na Polónia. 

A manhã desse domingo começou com uma brilhante medalha de ouro de Agate de Sousa. A atleta do Benfica de origem são-tomense assumiu o topo do mundo, confirmando o seu estatuto de líder mundial do ano.

Com a marca de 6,92 metros no seu quinto salto, tornou-se campeã mundial, confirmando uma época de excelência e uma evolução sustentada. Bateu a italiana Larissa Iapichino (que conseguiu a marca de 6,87m) e a colombiana Natalia Linares (com um salto de 6,80m).

Agate foi resiliente e mesmo limitada fisicamente, mostrou ter alma de campeã. A pupila de Mário Aníbal (ex-atleta olímpico e um excelente decatlonista) já não é uma promessa, nem uma surpresa. É uma realidade. Fez uma prova bastante consistente, e não precisou de voltar a ultrapassar a marca dos 7 metros (algo que já o havia feito em 2023), para conseguir a tão desejada medalha de ouro.

Num cenário onde a pressão define carreiras, Agate respondeu com consistência, maturidade e autoridade competitiva.

Umas horas depois, todos os olhos dos amantes do atletismo nacional se centravam na final dos 1500 metros masculinos, com o atual campeão do mundo Isaac Nader (título conquistado nos últimos Mundiais de Tóquio ao ar livre) a tentar repetir o feito, agora na pista coberta polaca.

O atleta algarvio voltou a subir ao pódio com uma excelente medalha de prata nos 1500 metros. Com o tempo de 3:40.06, Nader ganha mais uma nova medalha numa grande competição mundial, e ajudou a completar o medalheiro mais recheado da história do nosso atletismo nacional numa só edição de Campeonatos do Mundo em pista curta (segundo dados recolhidos no site da Federação Portuguesa de Atletismo).

Nader não repetiu o ouro, travado por uma exibição impressionante do espanhol Mariano García. É normal a sua frustração por não ter conseguido ser novamente campeão do mundo, mas Isaac Nader confirmou algo ainda mais relevante: consistência ao mais alto nível mundial.

Mas foi Gerson Baldé quem escreveu o momento mais épico. Fora das medalhas até à última tentativa, precisava de algo extraordinário no seu último salto. E conseguiu, com uma frieza absurda à altura de uma grande campeão. 

Um salto para a história: 8,46 metros (!), superando em mais de 25 cm a sua melhor marca em todo o concurso (8,19m) até aquele momento. Um último salto absolutamente descomunal, e que incendiou as bancadas dos adeptos presentes no estádio.

Superou a feroz concorrência do italiano Mattia Furlani, campeão mundial em Tóquio 2025 e um prodígio de apenas 20 anos, que fez a marca de 8,39m (repetindo a marca que lhe deu o título mundial), e do búlgaro Bozhidar Sarâboyukov, com 8,31.

Há seis meses atrás nos Mundiais anteriormente referidos, o atleta do Sporting não tinha conseguido nenhum salto acima dos 8 metros e tinha inclusive ficado fora da final. Seis meses depois, é campeão do mundo com um salto sideral e que surpreendeu o mundo do atletismo.

Um salto que não foi apenas ouro. Foi recorde nacional absoluto, melhor marca mundial do ano e um grito competitivo num momento limite. Num único instante, Baldé passou de candidato a protagonista da história. 

Por trás de cada salto de Agate de Sousa e Gerson Baldé, há anos de detalhe, método e persistência. Os nomes de Mário Aníbal e José Barros não aparecem nas estatísticas, mas estão profundamente inscritos e ligados a este sucesso. São eles que constroem a base técnica e mental que permite aos atletas competir no limite.

Num desporto onde escassos centímetros fazem a diferença e nenhum detalhe pode ser deixado ao acaso, o papel dos treinadores é, muitas vezes, o verdadeiro ponto de partida do ouro.

E o reconhecimento de ambos atletas recém-campeões do mundo atesta isso mesmo, tendo destacado a importância dos seus respectivos treinadores nesta conquista tão marcante nas suas carreiras.

A receção em Belém não foi apenas protocolar. Foi simbólica. Os atletas foram distinguidos com a Ordem de Mérito, num reconhecimento raro e significativo, que elevou estas conquistas para além do plano desportivo. 

O presidente da Federação, Domingos Castro, chegou a chamar a este momento “a quarta medalha”, sublinhando que este sucesso é coletivo, não apenas de atletas, mas igualmente treinadores e de toda a restante estrutura, que trabalha longe dos holofotes.

E talvez seja essa a maior mensagem. Portugal fez história… mesmo sem ter as melhores condições do mundo.

O que aconteceu nestes Mundiais não foi um espelhismo. Foi uma afirmação clara de que Portugal já não está apenas presente no atletismo internacional, tem atletas posicionados entre os melhores do mundo nas suas disciplinas.

Dois campeões mundiais no salto em comprimento, ambos líderes mundiais do ano, e um vice-campeão nos 1500 metros representam uma mudança de dimensão.Não é apenas talento. É consistência, estrutura e ambição.

Há dias em que o desporto ultrapassa o próprio desporto. Dias em que um salto é mais do que um salto. Em que uma corrida é mais do que uma corrida. Em que um pódio é mais do que um resultado. O domingo passado foi um desses dias.

Um dia em que Agate confirmou o seu enorme talento, em que Gerson fez o impossível, e em que Isaac provou que pertence à elite.