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Leonel Pontes em exclusivo ao Bola na Rede: «Na altura não imaginávamos, mas Nuno Mendes é um dos melhores do mundo»

Leonel Pontes falou em exclusivo com o Bola na Rede, antes do FC Porto x Estugarda. O antigo técnico dos sub-23 do Sporting falou ainda de alguns jogadores que treinou.

Leonel Pontes falou em exclusivo com o Bola na Rede, antes do segundo jogo entre o FC Porto e o Estugarda. O ex-técnico português que está, desde 2023, na China, onde é diretor técnico do Shanghai Shenhua, falou sobre o jogo dos dragões e Tiago Tomás, bem como outros jogadores que passaram por si, quando treinou os sub-23 do Sporting, incluindo Nuno Mendes.

«Está a ser uma experiência muito enriquecedora».

Leonel Pontes

Bola na Rede: Leonel, obrigado pelo seu tempo. Já está há quase três anos na China como é que está a correr?

Leonel Pontes: Sim, está a correr bem. Uma experiência muito enriquecedora, quer do ponto de vista profissional, quer do ponto de vista pessoal. Tenho dado continuidade ao projeto e, portanto, aproveitar também esta cultura chinesa, que é muito diferente da nossa. Aprender uma língua também. Desfrutar do futebol, porque aqui também se vive muito o futebol, de uma forma um pouco mais diferente daquilo que é a Europa. Mas vivemos o futebol todos os dias, no fundo é a nossa profissão, enquanto profissionais. Eu trabalho com equipas técnicas, trabalho com jogadores, no fundo para potenciar jogadores e torná-los melhores, não só os jogadores, como também os profissionais de cada equipa técnica. Mas está a ser uma boa experiência.

Bola na Rede: Então, não tem planos para voltar a ser treinador principal, por enquanto?

Leonel Pontes: Para já, cumprir com aqueles que são as minhas responsabilidades no clube. Esperar por uma oportunidade que possa vir a aparecer. Respeitar aquele que é a entidade patronal. Eu tenho contrato e tenho que respeitar o contrato.

«Tiago Tomás tem características diferentes dos outros avançados»

Leonel Pontes
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Bola na Rede: Em junho de 2023, o Leonel disse que estranhava a saída em definitivo de Tiago Tomás do Sporting. Tendo em conta o percurso do jogador até agora, mantém a opinião?

Leonel Pontes: Bem, em relação ao Tiago, aqui há duas visões distintas. Uma visão externa. Nós não sabemos os pressupostos que podem orientar determinadas decisões. E outras é a visão interna, o porquê de uma tomada de decisão. Do ponto de vista externo, daquilo que eu vi, daquilo que eu conheci do Tiago e que trabalhei com o Tiago durante quase um ano, era um jogador que sempre que entrava mexia com o jogo, tem um perfil e características diferentes dos outros avançados. Ser um jogador rápido, ser um jogador explosivo, muito pressionante, um jogador que com poucas oportunidades fazia golo. Verificámos também que na fase do Rúben Amorim, entre 2020 e 2022, 21-22, foi um jogador que participou em muitos jogos, fez golos, na altura era um jogador que jogou com 21 anos, muito jovem, portanto tinha também uma margem de progressão. E num plantel que luta para ser campeão é importante ter avançados com características diferentes. E o Tiago realmente tinha características diferentes daqueles até então, porque era rápido, porque era consistente do ponto de vista defensivo, porque sabia ligar o jogo com equipa, porque procurava muitos espaços vazios, criava muitos espaços para os colegas, e um jogador muito competitivo, muito focado, e acho que era um jogador válido para uma equipa que luta para ser campeã. Mas, como lhe digo, isto é uma visão externa, internamente podem ter pensado de forma diferente, ou por outros motivos que não sejam só motivos técnicos nessa tomada de decisão.

Bola na Rede: Considerando o desempenho de Tiago Tomás, acha que a saída para o estrangeiro foi boa para ele?

Leonel Pontes: Repare, é sempre uma grande experiência poder jogar num campeonato diferente, principalmente num campeonato muito competitivo como a Bundesliga, onde todos os estádios têm muita qualidade, os estádios, estádios cheios, e o futebol é feito para os adeptos, e realmente a Alemanha é um excelente exemplo daquilo que é a promoção do negócio do futebol, e para qualquer jogador jogar perante milhares de adeptos é sempre um prazer enorme. Portanto, para ele foi muito positivo, porque foi para esse campeonato, amadureceu também, está a amadurecer, está a evoluir, e apesar de olhar aqui para os números, não ser um jogador que tenha, provavelmente nesta altura podia ter melhores números em termos de finalização, porque ele é um ponta de lança, até maior volume de jogo, mas analisando um pouco estes últimos três anos, onde a sua passagem para o Estugarda, pelo Wolfsburgo, e agora a voltar ao Estugarda, é sinal que eles reconhecem a qualidade, reconhecem a capacidade para poder estar neste campeonato, que é um dos melhores campeonatos do mundo.

Bola na Rede: Falando no Estugarda, o FC Porto vai jogar a segunda mão dos oitavos de final da Europa League, precisamente com os alemães. Tem algum prognóstico para o jogo e para a campanha dos dragões na competição?

Leonel Pontes: O Porto está a fazer uma excelente campanha, não só na Liga Europa como no campeonato, uma equipa que tem mostrado muita competitividade, uma equipa com um modelo de jogo bem definido, com uma pressão alta muito forte, com uma reação à perda de bola também significativa, com os jogadores a evoluir tecnicamente e taticamente de uma forma incrível. E o Porto, neste momento, é uma equipa candidata a chegar às fases finais da Liga Europa, como um grande candidato a ser campeão nacional. Fruto também desta renovação da equipa técnica, renovação dos jogadores, muitas surpresas positivas da evolução de alguns jogadores. É uma equipa que consegue alternar um ataque posicional com jogadas muito rápidas para finalizar, uma equipa que defende em bloco e defende de uma forma muito alta, da que deve ser uma equipa grande, uma equipa com bons princípios, uma boa mentalidade. Portanto, é uma equipa que pode sonhar a fazer algo especial nesta época também.

«Provavelmente não imaginávamos que ele chegasse a este nível, neste momento é um jogador fora de série, para a posição que ocupa é dos melhores do mundo».

Leonel Pontes
Nuno Mendes Geny Catamo Sporting PSG
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Bola na Rede: Como treinador dos sub-23 do Sporting, vários jogadores que são agora profissionais passaram pelas suas mãos. Gostaríamos que falasse um pouco de alguns deles. Fale-nos um pouco do Nuno Mendes…

Leonel Pontes: O Nuno Mendes era um jogador que na altura não havia grande expectativa, não se sentia que podia ser uma aposta futura. Era um jogador de seleção, de vez em quando aparecia com algumas lesões. A partir do momento que começámos a trabalhar com este grupo, foi um jogador que começou a evoluir, que cresceu muito, mais do ponto de vista ofensivo do que do ponto de vista defensivo. Era o jogador com mais assistências na equipa, precisava trabalhar muito mais os aspetos defensivos do jogo do que os ofensivos, mas era um jogador, após vários meses de trabalho, que reconhecíamos que tinha uma grande capacidade, um grande potencial de evolução e que poderia ser um jogador de grande nível no futuro. Provavelmente não imaginávamos que ele chegasse a este nível, neste momento é um jogador fora de série, para a posição que ocupa é dos melhores do mundo.

Bola na Rede: Como tem visto a evolução de Gonçalo Inácio?

Leonel Pontes: O Gonçalo Inácio, na altura, em 2019, tínhamos vários centrais, ele era dos mais novos, dois anos mais novo que os restantes, mas era um jogador com uma qualidade técnica diferenciada de todos os outros. Era um jogador que, na altura, na seleção jogava a defesa esquerdo e alternava a posição de defesa esquerdo e defesa central. Nós experimentámos também, em alguns jogos de treino, jogar a defesa esquerdo, mas percebemos que a sua melhor posição seria a defesa central pela esquerda, e foi aí que o colocámos na maior parte das vezes, na primeira fase do campeonato jogou muitas vezes, mas depois foi chamado para os sub-19, porque havia, no campeonato nacional de sub-19, havia falta, a equipa precisava de centrais, e nós tínhamos centrais também mais velhos, e ele alternou ali entre sub-19 e sub-23, mas já apresentava um nível de jogo muito elevado e uma capacidade de construção do jogo diferenciada de todos os outros, e é por esse facto também que acabou por dar o salto à equipa principal e conseguir assumir o seu papel importante na equipa. Faltava-lhe aumentar os seus níveis de agressividade, jogar com os jogadores mais velhos era importantíssimo, e esse ano foi importante para ele porque também jogou com jogadores de 22, 23 anos, a nossa equipa era uma das equipas mais jovens deste campeonato, e acaba por ser premiado com a ida para a equipa principal, e está a fazer uma carreira extraordinária.

Bola na Rede: Na mesma veia dos centrais, temos também Eduardo Quaresma.

Leonel Pontes: O Eduardo Quaresma está mais ou menos na mesma linha, era um jogador com características diferentes, muito bom de defesa, com bons timings de desarme, mas muito distraído, muitas vezes não levava o treino muito a sério porque confiava muito nas suas qualidades técnicas e nas suas qualidades técnicas defensivas, é um jogador muito rápido que conseguia mesmo com alguns erros de posicionamento ir recuperar a sua posição, tinha uma característica muito boa que era a progressão com bola no corredor central, a sua construção às vezes não era tão segura quanto a do Gonçalo Inácio, a única questão era muito a questão mental, do foco no seu dia-a-dia, no seu compromisso profissional e alguma imaturidade também na altura, o que lhe fez muito bem ter saído para poder jogar num clube de menor dimensão, mas competindo e trabalhando diariamente com homens, o que lhe fez evoluir e hoje tem um papel importante dentro da equipa de Sporting, e se mantiver esta mentalidade séria, profissional e com o foco naquilo que devem ser as suas tarefas, acho que é um jogador que pode fazer uma excelente carreira.

Bola na Rede: Para terminar, Nuno Moreira, que rumou ao futebol brasileiro no ano passado, para o Vasco da Gama.

Leonel Pontes: O Nuno é um jogador especial porque tivemos ali um trabalho muito grande com o Nuno, o Nuno tinha um talento extraordinário como médio centro, como um ala a jogar de fora para dentro, um jogador ofensivo, um jogador de classe, mas que com um nível de imaturidade também um pouco fora para o que devia ser o comportamento de uma equipa de sub-23, foi um trabalho mental feito com ele, muita exigência sobre ele, muita cobrança, mas ao mesmo tempo coisas simples que o jogo tinha que dar. Foi um jogador que foi crescendo, alguns castigos pelo meio, alguns problemas disciplinares, mas ele entendeu aquilo que pretendíamos dele para o futuro. Acabou a época muito bem a jogar titular, na altura houve o Covid, mas antes do Covid estava a ser um jogador já com grande ponderância na equipa, era um jogador que também já tinha um trajeto de Sporting e a partir do momento que sai do Sporting e passa a competir e a jogar e a treinar com os jogadores mais velhos, mais maduros, com outro tipo de exigência, ele acompanhou essa exigência, melhorou o nível de rendimento, aumentou a qualidade tática e física do jogo, porque ele era um jogador que o campo para a frente era a descair, era muito disponível, mas depois para trás demorava a recuperar a posição, mas hoje é um jogador muito mais completo, muito mais maduro e é um jogador que está a fazer uma época muito boa. Aliás, já a época passada o fez, esta também está no mesmo caminho, é um jogador muito válido e pode, no futuro, com a maturidade que está a se apresentar, poder jogar numa equipa grande.

Bola na Rede: Então acha que ele tem perspetivas para depois voltar à Europa?

Leonel Pontes: É possível, vai depender do mercado, vai depender de quem olhe para ele e entenda que possa ser um jogador muito válido para poder contribuir com objetivos grandes, que é ser campeão num sítio onde possa jogar.

Bola na Rede: Obrigado pela sua disponibilidade.

Leonel Pontes: Eu é que agradeço.

Pep Guardiola e a eliminação aos pés do Real Madrid: «Adoraria que o Manchester City tivesse o nível do Real Madrid, onde se não se ganhar a Champions League é um fracasso»

Pep Guardiola fez o rescaldo da derrota do Manchester City diante do Real Madrid. Ingleses foram eliminados da Champions League.

Pep Guardiola fez a análise da derrota do Manchester City contra o Real Madrid por 2-1, que resultou na eliminação da Champions League com agregado de 5-1. O técnico deixou lamentos à expulsão de Bernardo Silva ainda com um 0-0 no marcador.

«É uma pena não termos jogado 11 contra 11, incluindo o golo; é a única coisa que nos resta. Somos uma equipa extraordinária, extraordinária. Os primeiros 15 minutos de hoje; os primeiros 15 minutos no Bernabéu. O erro no primeiro golo que sofremos… não defendemos bem um passe longo para o Valverde. Somos uma equipa extraordinária, jogamos muito bem futebol. Parabéns ao Real Madrid e a todos vocês», começou por ironizar Pep Guardiola, que falou do mau resultado.

«Na carreira de um jogador e treinador há bons e maus resultados. Levantar-se, preparar a final e terminar o ano. Dói ficar de fora da Champions, mas esta competição é muito exigente. E é só isso. Gostaria de ter vivido isso 11 contra 11, mesmo que tivessem marcado o golo», lamentou o catalão.

Pep Guardiola deixou ainda elogios ao Real Madrid e falou na juventude da equipa e na importância de olhar para o Manchester City como um clube de futuro.

«Dez contra nove, com 4-0 a favor deles, era impossível. O futuro é brilhante, temos novos jogadores, e o desporto é feito de desafios. Felicito o Madrid. Não jogámos onze contra onze para ver como as coisas corriam. Felicito o Madrid, o jogo de ida definiu a eliminatória, gostaria de ter jogado 11 contra 11. Muitos jogam a Champions pela primeira vez, muitos. Nos primeiros minutos, lá e aqui, jogámos bem. Tentámos e estivemos lá. Não sei o que teria acontecido 11 contra 11. Talvez tivéssemos perdido na mesma, mas não o saberemos», apontou o treinador.

«Temos muito por onde passar, há jovens com talento. Ainda não somos uma equipa completa; já o fomos no passado, em todos os aspetos, e agora não o somos. Ainda há jogos pela frente, vamos preparar boas decisões para esses jogos e vamos voltar à Liga dos Campeões. Faço parte disso, se digo que vamos voltar é porque faço parte disso. Por que é que toda a gente quer encontrar uma saída para mim? Tenho contrato. Adoraria que este clube tivesse o nível do Real Madrid, onde se não se ganhar a Liga dos Campeões é um fracasso. Mas talvez cheguemos lá…», vincou Pep Guardiola.

Alanyaspor de João Pereira goleia Kocaelispor por 5-0 com golo português e já está no top-10 da Liga Turca

Grande jogo e grande momento para o Alanyaspor de João Pereira na Turquia. Na 27.ª jornada da Liga Turca, goleada por 5-0.

O Alanyaspor de João Pereira voltou aos triunfos após cinco desaires consecutivos e não podia ter melhor encontro. Na receção ao Kocaelispor, vitória inquestionável por 5-0 para a equipa às ordens do português.

Florent Haderhjonaj (26′), Ui-Jo Hwang (31′), o português Nuno Lima (63′), Ibrahim Kaya (81′) e Nicolas Janvier (88′) foram os autores dos golos do jogo.

Com este resultado, o Alanyaspor chega aos 31 pontos e sobe ao 10.º lugar da Liga Turca. O Kocaelispor tem 33 e ocupa a oitava posição. Continua a acompanhar o emblema de João Pereira.

Onde ver o FC Porto x Estugarda que vai decidir oitavos de final da Europa League?

O FC Porto recebe o Estugarda na segunda mão dos oitavos de final da Europa League. Dragões em vantagem na eliminatória.

O FC Porto tem a faca e o queijo nas mãos depois da vitória na Alemanha e vai decidir em casa a passagem aos quartos de final da Europa League. Depois do 2-1 diante do Estugarda, dragões jogam futuro na prova.

O FC Porto x Estugarda joga-se esta quinta-feira, dia 19 de março, a partir das 20h. O encontro tem transmissão televisiva na Sport TV 5 e vai apurar mais um clube para os quartos de final da Europa League, onde já anda o Braga.

O vencedor da eliminatória terá pela frente Nottingham Forest ou Midtjylland. Os dinamarqueses jogam a segunda mão em casa e com vantagem por 1-0 no marcador.

Deniz Undav FC Porto Estugarda Victor Froholdt
Fonte: Vfb Stuttgart

Carlos Vicens analisa pormenores táticos da goleada e ainda não pensa na final da Europa League: «Pés no chão»

Carlos Vicens reagiu à vitória do Braga diante do Ferencváros, na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League.

Carlos Vicens analisou a vitória do Braga frente ao Ferencváros por 4-0 na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League. O técnico dos gverreiros começou por destacar o triunfo:

«O que tentamos como treinadores é que os jogadores nos sigam. O treinador tenta transmitir sempre o que acha que vai ajudar a equipa. Também temos um rival pela frente com um treinador que vai tentar transmitir confiança e uma mensagem aos seus jogadores. É essa a beleza do desporto. Hoje tocou-nos a vitória e estamos muito felizes, juntámos 15 mil pessoas a uma hora difícil. Contentes por somar a vitória».

«Ferencváros sem plano B? É uma pergunta para o Robbie. O acerto é muito importante. Aos cinco minutos, no jogo de ida, o Ricardo Horta podia finalizar a bola e nessa jogada tudo mudaria. Falámos em equipa, não gostei do jogo. O meu foco esteve seis dias no jogo, pensas muito no jogo. Havia coisas a ajustar. Falámos de segundas bolas, de agressividade nos duelos e hoje notou-se isso. O Ferencváros lá impôs-se por isso. Nós vivemos muito da pressão no campo rival. A equipa captou a mensagem. Ao intervalo insistimos no mesmo. Temos de ter plano B, mas temos de manter a energia. Sem ela, somos muito mais débeis».

«Entrada de Gabri Martínez e aproveitamento do lado esquerdo do Ferencváros? A pressão alta e HxH do Ferencváros fazia-nos ter duas coisas claras: ter bola para ter processo e sem uma ameaça nas costas dos centrais era mais difícil. O único livre era o GR, e era preciso ter algo mais. Não podíamos depender apenas dele. Fazia três ou quatro desmarcações e terminava. Gente de segunda linha também precisava de as fazer».

«Pau Víctor? É mais um jogador de entrelinhas, para jogar e dar continuidade ao jogo. Também sabe que não pode deixar de ser um ponta de lança, também tem de entender os momentos em que pode receber ou gerar movimentos. Gorby? Na ida, deixámos o João muito sozinho, não ajudámos o João na segunda bola. Sabia que tinha de estar mais perto para ter maior consistência».

«Final da Europa League? Pés no chão. Tenho de recuperar os rapazes, três ou quatro terminaram com cãibras. Domingo temos mais um jogo exigente do ponto de vista físico. Nestes jogos podemos gerar dinâmicas para provocar dano aos rivais. Há jogos em que dependem dos nossos erros, o FC Porto vai assumir o jogo. Vai ser um jogo com mais ritmo, mas depois do jogo de hoje há que recuperar».

5 jogadores do Estugarda a seguir com atenção

Ver o Estugarda atualmente dá um gosto especial a quem gosta de futebol. Deixou de ser aquela equipa que apenas tentava não descer, para passar a ser um grupo que joga com alegria e sem medo.

É futebol puro, daqueles que nos deixa agarrados ao ecrã. No meio do talento e qualidade, há cinco jogadores que se destacam e que estão a levar o clube a outro nível.

5.

Alexander Nubel – Transmite segurança entre os postes e excelente capacidade de reação. É forte no jogo com os pés, participando ativamente na construção desde trás. Tem boa presença física e controlo da profundidade, saindo com critério da baliza. Revela ainda crescente maturidade na tomada de decisão e consistência exibicional.

4.

Atakan Karazor – Atua como médio defensivo `6´ e é um dos verdadeiros pêndulos do meio-campo, é o capitão. Destaca-se pelo forte compromisso defensivo, intensidade nos duelos e capacidade de recuperação de bola. É disciplinado taticamente e fundamental no equilíbrio da equipa.

3.

Deniz Undav – É um avançado alto, goleador nato e com grande porte físico. Ataca muito bem a profundidade e os espaços, sendo sempre uma ameaça constante à defesa adversária. Destaca-se pela eficácia na finalização e presença na área. É uma peça imprescindível no ataque.

2.

Bilal El Khannouss – É um médio ofensivo ´10` e um dos principais elementos desequilibradores da equipa, graças à sua criatividade. Apresenta excelente leitura de jogo e visão de passe, fazendo a equipa jogar melhor no último terço. Move-se com inteligência entrelinhas, onde cria constantes problemas às defesas. Conta ainda com um pé direito de grande qualidade, decisivo no último passe e na finalização.

1.

Angelo Stiller – Com apenas 24 anos, é o verdadeiro cérebro da equipa. Formado no Bayern de Munique, o ´8` joga com uma maturidade pouco comum para a idade. É ele quem organiza, pensa e dita o ritmo do jogo. Sempre confortável com a bola, procura constantemente encontrar soluções através de passes verticais e entrelinhas.

Pau Víctor: «Estou muito feliz»

Pau Víctor reagiu ao desfecho do Braga x Ferencváros, na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League.

Pau Víctor analisou a vitória do Braga frente ao Ferencváros por 4-0 na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League. O espanhol mostrou-se feliz:

«A primeira parte foi incrível por parte da equipa, foi do melhor da temporada. Tínhamos que sair muito agressivos e mostrámos isso no primeiro golo. O ambiente foi incrível e os adeptos ajudaram muitíssimo.  Não tinha visto ainda bem a assistência, mas disseram-me no banco. Fizemos o 3-0 e depois tratámos de aguentar. Estou muito feliz, no começo também tinha que me adaptar. No começo não estava no meu nível, mas dava o meu melhor. Pouco a pouco estou melhor e muito feliz. Quero continuar a dar alegrias a estes adeptos».

Rodrigo Zalazar: «A equipa fez um trabalho espetacular»

Rodrigo Zalazar reagiu ao desfecho do Braga x Ferencváros, na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League.

Rodrigo Zalazar analisou a vitória do Braga frente ao Ferencváros por 4-0 na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League. O uruguaio assumiu que o jogo era importante:

«Sabíamos que ia ser um jogo muito importante, principalmente pelo resultado do primeiro jogo. Sabíamos que tínhamos que vir com tudo para dar a volta e empatámos a eliminatória logo aos 15 minutos. A equipa fez um trabalho espetacular. Tinha vontade de ganhar, o 2-0 não era suficiente. Estávamos num momento em que queríamos controlar o jogo. Tínhamos que fazer um golo a seguir ao outro. O adversário é forte e num contra ataque podem aproveitar. Não havia tempo para descansar. Temos de sacar forças de onde não existem, somos um grupo, corremos uns pelos outros, estou muito orgulhoso».

Ricardo Horta: «Não sei se sou o melhor jogador da história do Braga»

Ricardo Horta reagiu ao desfecho do Braga x Ferencváros, na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League.

Ricardo Horta analisou a vitória do Braga frente ao Ferencváros por 4-0 na segunda mão dos oitavos-de-final da Europa League. O médio ofensivo analisou o jogo:

«Era isto que tínhamos que fazer depois do resultado negativo. Tínhamos que dar outra cara, outra imagem. Foi isso que fizemos. Sabíamos que tínhamos ir golo a golo. Estamos felizes por passar. Tivemos que correr muito e isso faltou no jogo de lá. Por isso a partir de cá foi diferente. Na segunda parte foi gerir, houve alguma fadiga. Agora vamos desfrutar da vitória, virar uma eliminatória de dois golos de desvantagem é complicado. Vamos estar prontos para o próximo desafio. Não sei se sou o melhor jogador da história do Braga, mas tento ajudar com golos e assistências, dou sempre o meu melhor».

Eis os 4 destaques do Braga x Ferencváros nos oitavos-de-final da Europa League

O Braga venceu por 4-0 na receção ao Ferencváros e completou a reviravolta nos oitavos-de-final da Europa League. Estes foram os destaques do encontro.

Ricardo Horta: Abriu as contas da reviravolta logo aos 11 minutos, aparecendo ao segundo poste após um cruzamento de Rodrigo Zalazar. O internacional português foi importante no momento defensivo da saída de bola, marcando individualmente Júlio Romão, o elemento mais central do meio-campo adversário. No ataque, demonstrou a liberdade posicional do costume, surgindo várias vezes no corredor direto. O bis chegou aos 56 minutos, num grande golo à entrada da área, após uma bela jogada coletiva.

Florian Grillitsch: O médio alemão empatou a eliminatória aos 15 minutos, aproveitando um corte mal conseguido do Ferencváros para rematar da entrada da área. Foi essencial para a quebra de linhas da intensa pressão adversária, através de passes que encontraram o trio ofensivo. Surgiu várias vezes na linha dos centrais para ajudar na saída desde trás, ocupando o espaço entre Niakaté e Arrey-Mbi. Na segunda parte, assistiu o quarto golo da partida, servindo Ricardo Horta.

Gabri Martínez: O seu movimento sem bola foi notável desde início. Recebeu várias bolas longas de Hornicek após fazer diagonais do corredor esquerdo para a zona central, aproveitando as marcações individuais adversárias ao trio de ataque. Graças a essas movimentações, acabou por aparecer em zonas interiores mais frequentemente, como aconteceu no golo que apontou aos 34 minutos que completou ‘remontada’. Esteve também mais subido na pressão do que Victor Gómez, que ficava a fazer a linha de 4 defensiva.

Lukas Hornicek: Manteve o registo limpo na baliza bracarense, respondendo à altura nas poucas vezes que foi chamado a intervir. Com bola nos pés, mostrou excelente tomada de decisão, variando entre passes curtos para a linha defensiva, passes interiores para os médios, e bolas longas a explorar a profundidade com grande precisão.Não teve as saídas a cruzamentos mais limpas, mas nenhum lance de perigo resultou destas situações.