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Miguel Ribeiro defende Ibrahima Ba e diz: «Para mim, é o melhor central que está na Liga Portuguesa»

Miguel Ribeiro, presidente da SAD do Famalicão, sai em defesa de Ibrahima Ba. Caiu a transferência para o Estrasburgo.

Miguel Ribeiro, presidente da SAD do Famalicão, diz que Ibrahima Ba é o melhor defesa-central na Primeira Liga, ao defender o jogador depois de a transferência para o Estrasburgo ter caído. À margem da apresentação do plantel aos adeptos, disse o seguinte:

«Quanto a essa transferência é muito simples. No mercado, quem compra e quem vende tem de sentir confiança absoluta. Nós temos esse nível de confiança no Ibrahima Ba e no nosso departamento médico, mas também nesta mesma transferência. Por isso, fomos para a frente, mas a transferência abortou do lado do clube francês. Nós, por um lado, estamos muito satisfeitos porque temos aquele que, para mim, é o melhor central que está na Liga portuguesa. O Ibrahima Ba é um jogador muito importante para nós».

«Testes médicos? Não vou fazer grandes comentários sobre isso, até porque há critérios de confidencialidade que têm de ser respeitados. Seriam números recordes para o Famalicão, mas a tranquilidade do negócio é a mesma que temos em não o fazer. Acredito que o Estrasburgo perdeu uma oportunidade incrível de ter um grande central, mas no futuro vão perceber», referiu ainda Miguel Ribeiro, que também abordou a nova época:

«As expectativas são altas, continuar o crescimento do Famalicão. Este início foi mais conturbado do que esperávamos, de facto, porque ao décimo dia o treinador que estava saiu e entrou outro, no qual depositamos enormes expectativas e que tem a nossa confiança absoluta».

Podes também ler o comunicado de Mohamed Bangoura, agente do jogador, sobre a situação.

Miguel Ribeiro Sporting
Fonte: Filipe Oliveira / Bola na Rede

Bukayo Saka após hat-trick no França x Inglaterra: «Foi um jogo louco»

Bukayo Saka fez um hat-trick na vitória da Inglaterra frente à França no jogo de atribuição do 3.º lugar do Mundial 2026. Eis o que disse.

Bukayo Saka descreveu o França x Inglaterra como um «jogo louco». Neste sábado, a seleção britânica venceu por 6-4 com o extremo do Arsenal a fazer três dos golos e ficou em terceiro lugar do Mundial 2026. Já a França terminou em 4.º.

«Foi um jogo louco. As duas equipas estavam desiludidas por não terem conseguido chegar à final, mas o objetivo era acabar forte e dar ao país a melhor classificação em 60 anos, pelo que estamos satisfeitos com o resultado final. Penso que a primeira parte foi nossa. Ganhámos a primeira parte, eles ganharam a segunda e, no final, conseguimos marcar dois golos e ganhar o jogo», referiu Bukayo Saka em declarações à comunicação no final do jogo.

Bukayo Saka falou sobre o penálti que resultou no quinto golo da Inglaterra:

«O Jude [Bellingham] nunca teve a intenção de marcar o penálti, ele foi o primeiro a dizer para eu marcar e chegar ao hat-trick. Ele foi lá só para eles não me distraírem. Sempre fui o escolhido para bater».

Saka admite ainda que gostaria de ter tido mais minutos neste Mundial e aborda ainda a derrota frente à Argentina nas meias-finais:

«É claro que queria ter jogado mais neste Mundial, mas é muito tarde para falar sobre isso. Eu tento ‘falar’ dentro do campo. Agora está feito, é continuar. Estou pronto. Fomos evoluindo ao longo do torneio. Conseguimos grandes resultados, mas, nas meias-finais, não conseguimos bater a Argentina. Doeu muito a todos nós e tenho a certeza que foi o mesmo para os adeptos, mas temos de levantar a cabeça bem alto e preparar o próximo».

«Contestação ao selecionador? Faz parte do jogo. Há sempre barulho, o que importante é como se lida com isso, como se usa isso como combustível. Terminámos com força, era o que hoje [sábado] podíamos fazer e fizemo-lo», referiu ainda Bukayo Saka.

Benfica define prioridade de mercado depois de já ter Jhon Durán

O Benfica fechou a contratação de Jhon Durán. Prioridade agora no ataque ao mercado é reforçar o eixo da defesa.

O Benfica tem agora como prioridade contratar um novo defesa-central, garante o jornal A Bola. De acordo com a fonte, já está identificado o perfil desejado e o plano do clube encarnado é fechar o substituto de António Silva nesta semana.

Conforme noticiado, António Silva está a caminho do Bournemouth, numa transferência a rondar os 20 milhões de euros. Neste sentido, reforçar o centro da defesa é prioridade para o Benfica, que acredita que chegará em breve um novo defesa-central.

No entanto, não é a única prioridade para o Benfica. Há mais duas posições que as águias pretendem reforçar e podes ler mais sobre isso.

Benfica bancadas
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Lionel Scaloni elogia Messi: «Que o melhor futebolista que o mundo já viu ache que estamos a fazer história é maravilhoso»

Lionel Scaloni já projetou o Espanha x Argentina, da final do Mundial 2026. Selecionador deixou vários elogios a Lionel Messi.

Lionel Scaloni já fez a antevisão ao Espanha x Argentina, jogo da final do Mundial 2026. Este duelo está marcado para este domingo, dia 19 de julho, pelas 20h00 e será realizado em Nova Iorque / Nova Jersey, no MetLife Stadium. Entre os temas, o selecionador deixou vários elogios para Lionel Messi:

«É história pura. É uma lenda. Enche-me de orgulho. Que o melhor futebolista que o mundo já viu ache que estamos a fazer história é maravilhoso. Agora há que desfrutar do Messi. O que estes jogadores fizeram é algo impensável. Tenho um agradecimento eterno para com eles. Ganhemos ou não a final, esta equipa foi incrível».

«Último Mundial de Messi? Não sei… que sei eu? Não faço ideia. Ele continua a surpreender-nos. Nem sequer falámos sobre isso», disse ainda. Podes ler mais declarações de Lionel Scaloni antes da final do Mundial 2026.

Lionel Scaloni, Argenina
Fonte: Federação Argentina

Lionel Scaloni com humor antes da final do Mundial 2026: «Que o autocarro da Espanha saia do hotel já me preocupa… vamos tentar que não saia»

A final do Mundial 2026 entre Espanha e Argentina é já este domingo pelas 20h00. Fica com a antevisão de Lionel Scaloni.

Lionel Scaloni já fez a antevisão ao Espanha x Argentina, jogo da final do Mundial 2026. Este duelo está marcado para este domingo, dia 19 de julho, pelas 20h00 e será realizado em Nova Iorque / Nova Jersey, no MetLife Stadium.

«Preparamo-nos da mesma forma de sempre, com vontade de que as coisas corram bem e de analisar o adversário. Vamos precisar da nossa melhor versão. Não colocamos na cabeça que é uma final do Mundial. Preparamo-nos ao máximo», começou por referir Lionel Scaloni.

Lionel Scaloni, selecionador da Argentina, recordou o jogo contra a Inglaterra:

«A equipa teve muitas coisas positivas. O segundo tempo com a Inglaterra foi muito bom. Estamos bem, embora possamos melhorar sempre. Vamos jogar contra um grande adversário. Somos uma equipa conhecida e, por isso, tem ainda mais mérito termos chegado até aqui».

Lionel Scaloni foi questionado sobre o que o mais preocupa na Seleção de Espanha e reagiu com humor:

«Que o autocarro da Espanha saia do hotel já me preocupa… vamos tentar que não saia», disse e depois elogiou Luis de la Fuente: «Conhece-me como pessoa. Somos amigos. Sabemos como joga a equipa dele e ele sabe como joga a nossa. Há padrões parecidos, sobretudo através da posse de bola. Somos equipas semelhantes».

Lionel Scaloni voltou a elogiar Lionel Messi:

«É história pura. É uma lenda. Enche-me de orgulho. Que o melhor futebolista que o mundo já viu ache que estamos a fazer história é maravilhoso. Agora há que desfrutar do Messi. O que estes jogadores fizeram é algo impensável. Tenho um agradecimento eterno para com eles. Ganhemos ou não a final, esta equipa foi incrível».

«Último Mundial de Messi? Não sei… que sei eu? Não faço ideia. Ele continua a surpreender-nos. Nem sequer falámos sobre isso», disse ainda.

Lionel Messi, Argentina
Fonte: Federação Argentina de Futebol

Lionel Messi deixa mensagem antes da final do Mundial 2026: «Aconteça o que acontecer, este grupo já escreveu uma história que nunca vamos esquecer e que ninguém poderá apagar»

Lionel Messi vai jogar pela segunda vez consecutiva uma final do Mundial. Avançado argentino deixou mensagem nas redes sociais.

Lionel Messi deixou uma mensagem antes da final do Mundial 2026, onde Espanha e Argentina estarão frente a frente. O internacional argentino sobrepôs o percurso com o grupo aos títulos, fez vários agradecimentos e abordou o jogo decisivo:

«O mais bonito de todos estes anos nunca foram apenas os títulos, mas sim todo o percurso. Partilhar o dia-a-dia com este grupo, competir juntos, apoiar-nos nos momentos difíceis e desfrutar de cada passo», começou por escrever Lionel Messi.

«Obrigado a cada um dos meus colegas, à comissão técnica e a todas as pessoas que trabalham todos os dias para que esta Seleção continue a ser uma família. Aconteça o que acontecer amanhã, este grupo já escreveu uma história que nunca vamos esquecer e que ninguém poderá apagar. Força, Argentina!», disse ainda.

Argentina Jogadores
Fonte: Federação Argentina de Futebol

Dia da final do Mundial 2026: eis os onzes prováveis do Espanha x Argentina

A final do Mundial 2026 entre a Espanha e a Argentina é já este domingo pelas 20h00. Fica com os onzes prováveis.

Chegou o dia da grande final do Mundial 2026, onde, nesta edição, Espanha e Argentina enfrentar-se-ão na luta pelo título. O jogo está marcado para este domingo, dia 19 de julho, pelas 20h00 e será realizado em Nova Iorque / Nova Jersey, no MetLife Stadium.

Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Aymeric Laporte, Pau Cubarsí e Marc Cucurella; Rodri Hernández, Fabián Ruiz e Dani Olmo; Álex Baena, Oyarzabal e Lamine Yamal

Argentina: Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cuti Romero, Lisandro Martínez e Nico Tagliafico; Leandro Paredes, Alexis MacAllister, Enzo Fernández e Nico González; Lionel Messi e Julián Álvarez

Podes ler também já ler a antevisão completa ao Espanha x Argentina, com direito a análise, 10 dados rápidos, declarações de treinadores e, inclusive, previsão de resultado.

Fonte: Federação Espanhola de Futebol
Lautaro Martínez Lionel Messi Argentina Jogadores
Fonte: Federação Argentina de Futebol

Ainda querem terminar com o jogo do 3º e 4º lugar? – Diário do Mundial 2026 #33

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026. 

Resultado final: 10 golos | França 4-6 Inglaterra

Jude Bellingham Bukayo Saka Reece James Inglaterra Jogadores
Fonte: Federação Inglesa de Futebol

O jogo para definição do terceiro e quarto lugar do Mundial é sempre um mistério. Nunca é o jogo mais interessante para qualquer uma das equipas, abaladas pela morte na praia, antes do duelo final, mas, muitas vezes, é dos duelos mais memoráveis e abertos do Campeonato do Mundo. A ausência de grande pressão, apesar da diferença natural entre o terceiro lugar, de medalha, e o quarto, leva a revoluções no onze e a uma leveza e abertura pouco vistas. Foi tudo exponenciado por França e Inglaterra.

Para se ter noção, o jogo do Mundial 2026 com mais golos foi o Alemanha x Curaçau, um 7-1 que refletiu a diferença entre as duas seleções e que contou com oito bolas na baliza. O duelo entre França e Inglaterra teve 10. Pela primeira vez, neste século, alcançaram-se os dois dígitos no mesmo jogo num Mundial. Assim, vale a pena ver este jogo.

O roteiro do França x Inglaterra é ainda mais entusiasmante. Didier Deschamps fazia a despedida da seleção francesa. Thomas Tuchel viveu dias difíceis, ao ser o mais questionado do grupo inglês depois da eliminação. Quando tudo parecia apontar para um favoritismo gaulês, foram os Três Leões quem chegou ao intervalo a golear. Na segunda parte, a reviravolta andou a pairar no ar, mas, no fim, Inglaterra lá se conseguiu salvar.

Kylian Mbappé Declan Rice Inglaterra França
Fonte: FIFA

Taticamente, não foi um jogo muito interessante. A adaptação de Thomas Tuchel, puxando, primeiro Eberechi Eze, depois Morgan Rogers (sai reforçado do Mundial pela polivalência e posicionamentos múltiplos), ajudou a criar superioridades no meio-campo, principalmente na primeira parte. Na segunda, o regresso de Michael Olise ao meio e a reformulação do quarteto ofensivo ajudou a França. Pouco mais há a destacar deste ponto de vista. O resto, passou pela qualidade dos jogadores.

Ivan Toney apareceu para, longe da qualidade, tentar replicar o papel de Harry Kane, baixando em campo para ajudar a Inglaterra a lançar os extremos, de fora para dentro. Foram várias as vezes em que, aproveitando o descalabro defensivo francês, abrindo espaços por todo o lado, com dificuldade na coordenação da linha e com imenso espaço para ser explorado, quer Marcus Rashford como Bukayo Saka conseguiram gerar vantagens.

Particularmente o último viveu uma exibição de luxo, principalmente pelo produto final. Ainda tem muito tempo para crescer, mas está a transformar-se num jogador de definição e de produção ofensiva no último terço, mais do que um desequilibrador nato. Chamou a responsabilidade e a sobriedade e, com o hat-trick, levou uma das bolas douradas para casa. O momento do penálti marcado é particularmente simbólico. Poucos jogadores terão sofrido mais, às mãos (e teclas, principalmente) de energúmenos, boçais e desprezíveis do que Bukayo Saka. Ajudou a fazer esquecer 2021.

Bukayo Saka Inglaterra 2
Fonte: Federação Inglesa de Futebol

Também no meio-campo há méritos. Declan Rice fez, porventura, a melhor exibição no Mundial, principalmente na primeira parte. Desta vez, sem Elliot Anderson a dar suporte, agigantou-se ainda mais na área de campo que conseguiu cobrir. Além do preenchimento de espaços, teve impacto ofensivo pela batida na bola. Sempre que tiveram espaços, Eberechi Eze, no passe, e Morgan Rogers, na abrangência de movimentos, criaram perigo.

Por aqui se explica uma superioridade inequívoca inglesa na primeira parte. Da França, para lá de Kylian Mbappé, que procurou sempre, num registo mais individualista que coletivo, agitar as águas, uma autêntica catástrofe, palavra de selecionador. A segunda parte ajudou à estabilidade, começando pela forma como as entradas de Bradley Barcola, pela ameaça ao espaço, e de Ousmane Dembélé, pela objetividade e por permitir a Michael Olise voltar a terrenos interiores, permitiram.

Em menos de 10 minutos, dois golos franceses reabriram o jogo. Já não é a primeira vez que a França reage a uma desvantagem de quatro golos. Tal como na última Liga das Nações, diante da Espanha, foi insuficiente. Ainda assim, o registo à brutalidade da segunda parte de Kylian Mbappé e Michael Olise. O primeiro, tal como na primeira, andou à boleia da procura dos recordes. Ainda falta o veredicto de Lionel Messi, mas garantiu, para já, o estatuto de melhor marcador do Mundial 2026 e da história da competição. 22 em 22, números históricos. Impressionante a forma como consegue produzir chances em contextos complicados. Por mais que a ineficácia esteja de mão dada, não há como olhar para o Mundial de Olise com nota francamente positiva. Passou de vértice a centro das combinações e criou inúmeras oportunidades. Já não é Pelé o maior assistente numa única edição do Mundial. Nota de registo. 

Kylian Mbappé França
Fonte: Federação Francesa de Futebol

Lá atrás, e em comparação à primeira parte, apareceu Dayot Upamecano. Fez um Mundial de grande nível, coroado com uma última exibição de tremendo impacto. Ressuscitou um setor moribundo, deu liderança e segurança à linha defensiva e permitiu à equipa atacar de forma mais liberta e espontânea pelo conforto que passou a ter. Nos últimos minutos, o trabalho impecável do defesa foi penalizado por duas ocasiões, mas não anula a exibição, muito menos o torneio, de um dos destaques franceses na prova.

Para bem de Inglaterra e do próprio Thomas Tuchel, com outra cara para enfrentar o próximo ciclo de dois anos, nesta fase mais delicada, apareceram três nomes para resgatar. Desta vez, o treinador dos ingleses demorou a mexer e, com o arrastar do desgaste, foram sendo expostas lacunas. Dean Henderson segurou vários lances de perigo e, mais importante, Djed Spence voltou a deixar muito boas indicações. É um lateral agressivo a fechar o espaço, capaz de recuperar e com argumentos no 1X1 defensivo, para lá da capacidade que oferece em condução e a esticar jogo na frente. Depois de uma época meio desacreditado, ganha estatuto. Do banco, veio Jude Bellingham revolucionar o jogo ofensivo inglês. Há poucos nomes com a sua personalidade para mudar jogos. Deu ameaça no espaço, no drible e em transição e permitiu à seleção inglesa respirar e contrariar os lances de perigo. Sai do Mundial como o melhor jogador e o melhor marcador inglês na prova – e na história da seleção, numa única edição do Mundial. Hey Jude!

Thomas Tuchel reage ao bronze no Mundial 2026 e deixa elogios a destaque da Inglaterra: «Mostrou mais uma vez que é um jogador fundamental»

Inglaterra venceu a França por 6-4 e selou o terceiro lugar do Mundial 2026. Thomas Tuchel reagiu à vitória e ao bronze.

Num jogo com contornos históricos e épicos, Inglaterra venceu a França por 6-4 e garantiu o terceiro lugar do Mundial 2026, o último do pódio. Thomas Tuchel garantiu que a distância para as grandes seleções é menor, relembrou desgaste e elogiou Bukayo Saka.

«A França foi campeã há oito anos e finalista há quatro. Ainda existe uma diferença, mas acredito que conseguimos reduzí-la. É o primeiro passo para mostrar que podemos competir».

«A França teve um calendário menos desgastante. Eles também precisaram de viajar menos. Nós jogámos sob forte calor e ainda disputámos um prolongamento. Tivemos uma primeira parte espetacular e uma segunda parte complicada. Sabemos a diferença que um dia a mais faz no calendário e os jogadores estão muito cansados depois das últimas semanas».

«Tive a sensação de que o Morgan Rogers seria importante nas meias finais, mas cada jogo apresenta exigências específicas. Hoje, fizemos mais mudanças por questões físicas e o Saka mostrou mais uma vez que é um jogador fundamental».

Didier Deschamps reflete sobre percurso pela França e assume catástrofe diante da Inglaterra: «A culpa é minha»

Inglaterra venceu a França por 6-4 e selou o terceiro lugar do Mundial 2026. Didier Deschamps analisou o jogo, o último na sua passagem pela seleção.

Num jogo com contornos históricos e épicos, Inglaterra venceu a França por 6-4 e garantiu o terceiro lugar do Mundial 2026, o último do pódio. Depois de, ao intervalo, ter classificado o jogo como uma «catástrofe», Didier Deschamps fez a análise do encontro e da sua passagem pela seleção.

«É uma derrota, mas estávamos a perder por 4-0. Tivemos um desempenho desastroso na primeira parte. Reagimos a explorar os nossos pontos fortes. Tivemos duas chances de empatar e fazer o 4-4, mas precisávamos de levar mais jogadores ao ataque. Esse é o tipo de futebol de que somos capazes, mas não o praticámos. A culpa é minha. Claramente não fiz o que era necessário na primeira parte. No fim, a atuação acabou por ser digna, embora a derrota doa. Teria sido melhor terminar em terceiro».

«Começámos com grandes ambições e conseguimos alcançar coisas bastante positivas. Não rendemos o esperado contra a Espanha, eles jogaram muito bem contra nós, mas nem tudo foi perdido. Há aqui um plantel com verdadeira qualidade futebolística. Tínhamos a matéria-prima para obter mais resultados. A nível pessoal, foi uma jornada maravilhosa».

«Há uma decepção do ponto de vista desportivo, mas tivemos a oportunidade de criar momentos emocionantes para dezenas de milhões de franceses. É o Mundial, não há nada melhor. Não há nada melhor do que vestir a camisola da seleção francesa».

Este foi o último jogo de Didier Deschamps no comando técnico francês. Lê a mensagem de despedida da Federação Francesa de Futebol.