Augusto Inácio falou sobre a primeira mão entre o Sporting e o Arsenal e lançou a segunda mão dos quartos de final da Champions League.
Augusto Inácio fez uma antevisão ao Arsenal x Sporting, jogo da segunda volta dos quartos de final da Champions League. Em declarações à agência Lusa, o antigo treinador dos leões deu a sua opinião sobre o que o Sporting terá de fazer no Emirates:
«De cada vez que apanhar uma perda de bola do Arsenal, o Sporting não pode demorar a atacar, nem jogar para o lado ou para trás, senão dá oportunidade ao adversário para se organizar defensivamente», referiu Augusto Inácio, que ainda destacou o processo defensivo dos Gunners: «Já se percebeu que, quando é para defender, o Arsenal fá-lo com 11 e todos ficam atrás da linha da bola».
«Foi um jogo dividido e com alternâncias. Não se pode dizer que o Arsenal tenha sido uma equipa avassaladora e com grandes oportunidades. Foi calculista, cínica e jogou para o resultado da segunda mão. O Sporting também não se destapou muito, sob pena de ser surpreendido, e jogou naquela de tentar marcar um golo, mas também de não sofrer».
Augusto Inácio destacou alguns jogadores:
«Geny Catamo e Fresneda estiveram excelentes em termos táticos e isso fez com que Gyokeres ficasse entalado entre Gonçalo Inácio e, principalmente, Ousmane Diomande, que o marcou, não lhe deu qualquer hipótese e jogou limpinho».
«Não estou a ver o Arsenal a expor-se muito, porque sabe que o Sporting é perigoso no contragolpe. Se o Sporting tiver de correr alguns riscos enquanto estiver 0-0, vai ser só no segundo tempo», disse ainda em alusão à segunda mão que está marcada para esta quarta-feira, dia 15 de abril, no Estádio Emirates.
Augusto Inácio aborda ainda regresso de Morten Hjulmand:
«É evidente que Hjulmand faz sempre falta a qualquer equipa, mas não é por estar disponível que o Sporting passa a ter mais possibilidades de ganhar».
Bola na Rede: O Leonardo Lelo não é um dos habituais titulares da sua equipa, mas fez uma hora de jogo bastante interessante com os seus movimentos à profundidade e a associar-se muito bem com o Ricardo Horta. Como avalia a sua prestação?
Carlos Vicens: Sabíamos que íamos precisar da sua largura e capacidade de atacar a profundidade perante um bloco tão baixo como o do Arouca. O seu trabalho foi muito importante para receber a bola e procurar espaço para ferir o adversário. Podia ter estado mais preciso em algumas tomadas de decisão, mas estou muito satisfeito com a sua prestação e com o Lelo ao longo de toda a época. Cumpre tudo o que lhe peço, é um jogador muito sério e disciplinado.
Bola na Rede: A sua equipa pareceu ter sempre muitas dificuldades em sair com critério para o ataque, principalmente na etapa inicial. O que sente que faltou para conseguir ser mais acutilante nessa zona de campo durante a primeira parte, dado que o Braga imprimiu um ritmo de jogo mais lento do que o habitual?
Vasco Seabra: O Braga não costuma impor um ritmo de jogo mais rápido do que foi apresentado hoje. O Braga tem um ritmo pausado, com muitos jogadores por dentro e sempre com a largura máxima. Procura aglomerar muitos jogadores à volta da zona onde estão os jogadores, e isso diminui o ritmo do seu jogo. Creio que a nossa equipa fez um extraordinário mas muito difícil trabalho, onde se desgastou bastante durante a primeira parte. É muito complicado tirar a bola a este Braga. Nesse momento na primeira parte quando ganhávamos a bola, não estávamos com frescura suficiente para conseguirmos retirá-la da zona de pressão. Nunca conseguimos montar o nosso jogo posicional e sair da pressão do Braga, mas na segunda parte já fomos mais capazes, porque conseguimos roubar mais cedo um bocadinho. Os nossos médios foram mais audazes na pressão aos médios do Braga, que é a equipa com mais posse de bola no nosso campeonato. Na primeira parte, não estivemos tão bem nesse momento do jogo, na segunda parte estivemos bem melhores e conseguimos equilibrar o jogo.
Em protesto contra a CBF, o Palmeiras manteve o silêncio no dérbi frente ao Corinthians, enquanto a defesa de Abel Ferreira se prepara para provar que o árbitro inventou factos no relatório.
A comissão técnica do Palmeiras decidiu não comparecer à habitual conferência de imprensa após o empate deste domingo frente ao Corinthians (0-0), disputado na Neo Química Arena.
O clube paulista utiliza este silêncio como forma de protesto contra as recentes decisões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), cujo expoente máximo foi a nega do efeito suspensivo face ao pesado castigo de oito jogos aplicado a Abel Ferreira. Foi precisamente devido a este castigo que o técnico principal não pôde estar no banco, tendo o adjunto João Martins assumido o comando da equipa durante o dérbi.
De acordo com informações recolhidas junto de fontes próximas ao Palmeiras, o clube está a montar uma defesa para travar o que internamente é visto como uma verdadeira ‘perseguição’ ao treinador português.
Partes fundamentais da defesa do Palmeiras no recurso contra este castigo passam pela análise de dois vídeos, relativos aos jogos contra o Fluminense e o São Paulo, partidas das quais resultaram as expulsões que ditaram a suspensão de oito jogos. A defesa procura comprovar a existência de um relatório mentiroso e uma total falta de critério.
Pep Guardiola deixou um conselho a Rayan Cherki e elogiou o avançado. Francês foi protagonista no Chelsea x Manchester City.
Pep Guardiola analisou a vitória do Manchester City sobre o Chelsea por 3-0 e mostrou-se rendido ao talento de Rayan Cherki. Entre os elogios ao avançado, o treinador dos cityzens deixou ainda um conselho ao internacional francês, que deu duas assistências no triunfo.
«O Cherki é um grande talento… mas, às vezes, joga muito perto do Donnarumma! O teu talento tem de estar no último terço do campo. És tão bom que ganhas jogos, dás assistências, fazes coisas que ninguém consegue ver, nem mesmo de fora e por isso, está lá. Fica perto do Haaland, dos alas, mostra a tua qualidade ali, nós vamos passar-te a bola. Não é preciso descer», referiu Pep Guardiola depois do jogo.
Rayan Cherki está a ser um dos destaques desta temporada. Ao serviço do Manchester City, o criativo francês leva nove golos e 13 assistências em 43 jogos.
Trubin recorreu às redes sociais para deixar mensagem após a vitória do Benfica sobre o CD Nacional por 2-0 na Primeira Liga.
Anatoliy Trubin deixou mensagem nas redes sociais após o Benfica x CD Nacional, jogo em que as águias ganharam por duas bolas a zero na jornada 29 da Primeira Liga.
«Semanas assim não se superam com palavras – superam- se com trabalho», pode ler-se na publicação de Trubin, internacional ucraniano de 24 anos que chegou ao Benfica na temporada 2023/24 e tem contrato válido até ao verão de 2028.
«Manter a concentração, mesmo quando o jogo parece estar sob controlo», escreveu ainda Trubin nas redes sociais. Na presente temporada, Trubin regista até ao momento 45 jogos e, inclusive, um golo (momento ao Real Madrid) ao serviço do Benfica.
Diogo Costa recorreu às redes sociais após o Estoril Praia x FC Porto. Dragões ganharam canarinhos por 3-1 na Primeira Liga.
Diogo Costa deixou mensagem nas redes sociais após o Estoril Praia x FC Porto, jogo em que os dragões ganharam por três bolas a uma na jornada 29 da Primeira Liga. Neste momento, a equipa azul e branca encontra-se com 76 pontos na liderança do campeonato.
«Uma vitória com a marca de quem nunca deixa de lutar. Seguimos no nosso caminho. Obrigado, Portistas», escreveu Diogo Costa na legenda de uma publicação no Instagram. O internacional português foi uma vez mais o guarda-redes titular no jogo diante do Estoril Praia.
Na presente temporada, Diogo Costa regista até ao momento 43 jogos pelo FC Porto, o mesmo número de partidas da temporada passada.
ARRANQUE PROMISSOR PARA AS CORES PORTUGUESAS NO EUROPEU DE RESISTÊNCIA
A temporada de 2026 do European Le Mans Series, segunda maior categoria das competições de resistência, teve início este domingo com as 4h de Barcelona. Com quatro classes em disputa pelos primeiros pontos do campeonato, as vitórias foram para o #29 da Forestier Racing by Panis em LMP2, o #20 da equipa portuguesa Algarve Pro Racing em LMP2 Pro/Am, o #5 da Rinaldi Racing e do estreante José Cautela em LMP3 e o #75 da Proton Competition em LMGT3.
Numa corrida marcada por um incidente dramático logo na primeira curva que ditou o abandono imediato de quatro carros, por uma interrupção de bandeira vermelha e por vários períodos de “Safety Car”, as margens vencedoras nas quatro classes foram todas menores que 20 segundos – uma demonstração de competitividade ao longo do pelotão e que deixa água na boca para a restante temporada europeia de resistência, que termina no dia 10 de outubro, no circuito de Portimão.
A luta pela categoria máxima do ELMS foi travada “a quatro” e nos últimos dez minutos. Esteban Masson levou o seu ORECA da quarta posição à vitória final, ultrapassando o #22 de Ben Hanley (United Autosports) e o #24 do ex-F1 Jack Doohan (Nielsen Racing) na mesma curva e levando a melhor sobre o “pole-sitter” #34 de Reshad De Gérus (Inter Europol) dois minutos depois, não mais largando a liderança. Como consequência do embate com Ben Hanley, Jack Doohan viria a sofrer uma falha de suspensão que o atiraria para o 7.º posto final. A Forestier Racing by Panis, equipa detentora do título do ELMS, a começar da melhor forma a defesa com uma vitória arrancada a ferros.
Na classe de LMP2 Pro/Am, a equipa portuguesa Algarve Pro Racing viu os seus pilotos Michael Jensen, Enzo Trulli e Malthe Jakobsen subir de oitavo na grelha ao primeiro posto final. Uma luta intensa com o #30 da Duqueine Team, uma estratégia de paragens mais eficaz e uma ultrapassagem oportunista de Jakobsen à jovem promissora Doriane Pin ditaram a vitória na classe e os primeiros 25 pontos da temporada. O #19 da Rossa Racing e do português Manuel Espírito Santo terminou na 5.ª posição da classe.
Fonte: Arquivo ELMS (JEP)
Os grandes vencedores em LMP3 foram José Cautela, Alvise Rodella e Mikkel Pedersen, aos comandos do Ligier-Toyota da equipa alemã Rinaldi Racing, também ela em estreia nos LMP3 do ELMS. Depois de Pedersen ter colocado o #5 no 4.º lugar da grelha, Cautela sentou-se ao volante para a partida e desde logo aproveitou o incidente na primeira volta para ganhar uma posição. A Rinaldi apenas assumiu o comando da classe após a última ronda de paragens nas boxes, conseguindo depois segurar a vantagem para o #85 da R-ace GP e estrear-se a vencer. No final, o piloto apoiado pelas modalidades do Sporting mostrava-se satisfeito com a performance da equipa:
«Hoje foi a minha estreia na competição e não podia estar mais feliz. O Alvise [Rodella] e o Mikkel [Pedersen] fizeram um excelente trabalho. É difícil acreditar que somos primeiros no campeonato tão cedo. O acidente na primeira volta foi mesmo à minha frente e pareceu sério, espero que esteja tudo bem com ele [Georgios Kolovos, LMP2] porque isso é o mais importante. Depois disso, foi uma boa corrida para nós. As interrupções acabaram por ajudar a nossa estratégia e os nossos mecânicos estiveram muito bem durante as paragens nas boxes. O Mikkel conseguiu começar o último ‘stint’ com dez segundos de vantagem, os meus colegas de equipa foram tremendos e por isso estou muito contente com o nosso trabalho. Estou mesmo muito feliz», rematou.
Por fim, na classe de LMGT3, o vencedor foi o Porsche 911 da Proton Competition. A meia hora da bandeira de xadrez e no recomeço após um período de “Safety Car”, o número 75 conduzido por Matt Kurzejewski, Richard Lietz e Thomas Sargent conseguiu superar o Mercedes #62 da Team Qatar by Iron Lynx, que tinha até então dominado tanto a Qualificação de sábado como a corrida mas acabou por cair na classificação já perto do fim. No pódio ficaram ainda o #23 da United Autosports (a meros três segundos de distância do líder) e o #57 da Kessel Racing conduzido pelo experiente piloto brasileiro Daniel Serra.
A próxima ronda do ELMS tem lugar no circuito de Paul Ricard. As 4h de Le Castellet prometem mais emoção, precisão e estratégia a alta velocidade, e o evento tem data marcada para o fim de semana de 2 e 3 de maio. A temporada de 2026 do ELMS pode ser acompanhada em directo e em diferido no canal online FIAWEC+.
Gianluca Prestianni somou duas assistências no Benfica x CD Nacional. Número iguala registo alcançado em todos os outros jogos na época.
Bastaram 15 minutos para o Benfica se pôr em vantagem diante do CD Nacional por 2-0, resultado final do jogo, e para Gianluca Prestianni se destacar. O argentino fez as assistências para os dois golos encarnados e igualou o registo da época.
Até ao jogo contra o CD Nacional, num total de 35 jogos pelos encarnados, Gianluca Prestianni somava duas assistências, diante do Arouca na primeira e na segunda volta. Em apenas 15 minutos, o argentino dobrou o registo com o mesmo número de passes para o golo que tinha em toda a temporada.
Aos 20 anos, Gianluca Prestianni tem três golos e quatro assistências em 36 jogos pelo Benfica, naquela que é a sua temporada mais profícua na equipa principal dos encarnados. Lê a reação do avançado à sua exibição no Estádio da Luz.
O Benfica obteve uma das vitórias mais tranquilas do ano, depois de bater o Nacional da Madeira por 2-0, com um Estádio da Luz com poucas esperanças em algo mais do que o terceiro lugar a assistir de uma forma tímida. Os encarnados foram superiores ao longo da maioria do encontro, conseguindo retirar mais ilações positivas da primeira parte, do que da segunda.
José Mourinho não deu margem, colocou Leandro Barreiro e Amar Dedic diretamente nos onzes iniciais. Já Fredrik Aursnes começou no banco, já que o escandinavo ainda não está a 100%. Se o bósnio fez uma partida q.b., o luxemburguês conseguiu ser um dos destaques. Ao lado de Richard Ríos, formaram um duplo pivot seguro na primeira parte, que venceu uma série de duelos e realizaram desarmes importantes. Numa fase em que o Nacional da Madeira somente conseguia sair em contra-ataque, os dois jogadores não deram espaço a que isto acontecesse, impedindo que os insulares conseguissem passar da linha do meio campo. Esta dupla de médios traz segurança às águias. Pecam na construção, não são exímios no passe, mas noutros capítulos são dos melhores do nosso campeonato.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Leandro Barreiro e Richard Ríos permitiram a que os elementos da frente estivessem mais livres, menos preocupados em recuar e criando uma pressão imediata nos centrais, aquando do momento sem bola. Gianluca Prestianni e Andreas Schjelderup estiveram à vontade para realizar movimentos para o interior, deixando as alas para os laterais, enquanto que Rafa Silva fez uma das melhores exibições desde o seu regresso, conseguindo combinações com os seus colegas, muitas vezes ao primeiro toque. As águias apresentaram-se em alta rotação na primeira parte, o que levou os adeptos a irem para o intervalo tranquilos, pensando que a vitória estava garantida.
Contudo, o segundo tempo foi muito mais equilibrado. Pese que a primeira grande oportunidade foi para Andreas Schjelderup, o Nacional da Madeira passou a ter mais tempo a bola, conseguindo avançar no terreno, construindo em certas ocasiões com algum à vontade do meio campo adversário. A energia de Leandro Barreiro e Richard Ríos já não era a mesma e isso fez-se notar. O grande problema da turma da Choupana foi a falta dos três elementos que atuam atrás de Jesús Ramírez para criar mais perigo. Paulinho Bóia, Miguel Baeza e Gabriel Veron estiveram indisponíveis e os insulares perderam capacidade de fazer mossa. A linha de ¾ apresentada não conseguiu criar ocasiões da mesma forma e o Benfica conseguiu controlar bem a marcação individual. Claro que existiram alguns sustos, como uma oportunidade de José Gomes, lateral esquerdo que pode aparecer no ataque com relativa facilidade, e o golo anulado.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Os últimos 10 minutos, com as alterações promovidas por José Mourinho, o Benfica voltou a controlar o jogo e não aumentou a vantagem por causa de Kaíque. Quem saiu nessas mexidas, aos 77’, foi Vangelis Pavlidis, que desperdiçou uma grande penalidade, aos 56’’, que podia ter acabado com o jogo. O grego está uma autêntica sombra do que foi no começo da época e a forma como bateu o penálti espelha o seu momento de forma. Falta-lhe confiança e isso é fundamental num finalizador. Na conferência pós-jogo, José Mourinho referiu que Vangelis Pavlidis é um avançado que vai mais além do golo, que contribui em outras etapas. O setubalense tem razão, mas o atleta não consegue nem ser diferenciador, nem ser um bom coadjuvante.
Vangelis Pavlidis precisa quiçá de uns jogos no banco de suplentes para voltar a concentrar-se, dando a oportunidade a outro colega de equipa. Com Franjo Ivanovic na frente, o Benfica teria que jogador obrigatoriamente de uma maneira diferente. O croata não é um homem de área, é alguém que se movimenta, que cria espaços, que vai à linha, tem um perfil muito mais associativo que o seu colega de posição, que está mais à vontade dentro da grande área. Poderia ter beneficiado de um maior tempo de jogo, numa partida que esteve controlada em grande parte do tempo.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Quem também entrou dentro de campo foi Gonçalo Moreira, a nova coqueluche das águias. O jovem esteve apenas dois minutos em campo e não teve tempo para mostrar qualquer pormenor. Fica aqui a dúvida: José Mourinho, com um 2-0, não poderia ter lançado mais tempo? Apostar na formação não é lançar jovens promessas para o relvado, isso é ‘enganar as estatísticas’. Quando se lança um jogador tem que se dar margem para ele errar dentro de campo, para se adaptar à equipa, para conseguir entrosar-se com os colegas, entendendo o que se passa dentro do terreno de jogo. O técnico admitiu que até ao final da época gostaria de dar mais oportunidades a Gonçalo Moreira, dando-lhe verdadeiro tempo de jogo. Isto foi apenas uma estreia, sentir o ambiente, ouvir os aplausos, pouco mais.
Nestes últimos jogos, José Mourinho e a sua equipa técnica têm uma oportunidade de ouro para colocarem Daniel Banjaqui, José Neto e Gonçalo Moreira em campo (Anísio Cabral pode ter menos espaço), inclusivamente como titulares. Os adeptos, sejam do Benfica, Sporting ou FC Porto, adoram isso. São três peças que encaixam no sistema tático a 100% e que poderão dar alegrias a um Estádio da Luz, que na última noite, apesar ‘hola mexicana’, apresentou amorfo, provavelmente já a pensar na próxima época.
Já o Nacional da Madeira pode dar mais, se estiver a 100%. Tiago Margarido sabe que esta batalha não é a sua, mas procurou que a equipa mantivesse o estilo, com a equipa a apresentar bons pormenores, quando tinha espaço. Kaíque sai da Luz com dois golos sofridos, mas com uma bela imagem. Zé Vítor tampouco pecou. Fica na imaginação o que os insulares poderiam ter feito com a sua linha ofensiva a 100%.
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede
Bola na Rede na Conferência de Imprensa
Bola na Rede: Colocou hoje em campo um meio campo com Leandro Barreiro e Richard Ríos, que se mostrou forte ao nível e duelos e desarmes, dando igualmente mais liberdade aos homens da frente. Pergunto-lhe se gostou da prestação dos atletas e se é uma dupla a repetir nos próximos jogos.
José Mourinho: Vamos ver o crescimento do Aursnes, mas não há como negar que o Benfica com o Aursnes é melhor. Estou contente por este equilíbrio entre o Barreiro e o Ríos, com esta combinação de qualidades, dão-nos a possibilidade de saltar e pressionar alto, com os dois homens mais ofensivos em cima dos centrais adversários, que foi o que tentámos fazer durante praticamente todo o jogo. Com bola houve critério, nenhum deles é o Zidane. Aqui e acolá há um passe falhado, uma receção mal feita. Mas gostei da combinação. Mas não há como esconder que se o Aursnes estiver bem vai jogar.
Bola na Rede: O Nacional esteve melhor na segunda parte, já que não sofreu nenhum golo e ainda teve algumas oportunidades para marcar. O que é que pediu quando falou com os jogadores ao intervalo?
Tiago Margarido: Fundamentalmente, tivemos de mudar a nossa abordagem para sermos mais pressionantes. Desmontámos a nossa estrutura — passámos a defender em 4-4-2 — de forma a limitar mais alto a primeira fase de construção do Benfica. Também pedimos um pouco mais de agressividade dos jogadores. Na primeira parte, estávamos muito permeáveis nos duelos, nas situações de disputa, pouco agressivos. Penso que também melhorámos isso na segunda parte. Isso depois traduziu-se num melhor rendimento. A verdade é que, apesar disso tudo, o Benfica foi melhor e a vitória é justa.