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Manuel Dimas confirmado como novo treinador do UD Santarém

UD Santarém anunciou Manuel Dimas como novo treinador. O técnico português está de volta a Portugal para treinar na Liga 3.

O UD Santarém oficializou o a chegada de Manuel Dimas para novo treinador da equipa principal. O técnico português volta assim a sua terra natal, depois de ter treinado o Al Wahda na temporada passada. Após ser oficializado, Manuel Dimas deixou as primeiras declarações aos adeptos do clube:

 «Novo capítulo, ambição redobrada. Vamos juntos em busca de grandes conquistas!».

O antigo internacional pela seleção de Portugal volta assim a orientar um clube português depois de já ter treinado a equipa b e sub-23 da B-SAD em 2020/21. Como treinador adjunto, Dimas já representou o Bodrumspor da Turquia, o Al Hilal da Arábia Saudita, o Jeonbuk Motors da Coreia do Sul, o Karpaty Ucrânia e o Barnsley Inglaterra.

O novo treinador sucede a Gonçalo Carvalho que foi demitido após arrancar a época com um empate e duas derrotas nas primeiras três rondas da Liga 3.

Michele Di Gregorio emprestado pela Juventus ao Bournemouth

O Bournemouth anunciou a contratação de Michele Di Gregorio. O guarda-redes italiano chega por empréstimo vindo da Juventus.

O Bournemouth oficializou a chegada de Michele Di Gregorio por empréstimo. O guardião italiano vai estar emprestado ao clube inglês até 30 de junho de 2027, pelo valor de 1,3 milhões de euros. O Bournemouth tem opção de compra pelo valor de 12,7 milhões de euros.

Após assinar contrato com o clube inglês, Michele Di Gregorio prestou as primeiras declarações aos meios oficiais do clube:

«Estou muito feliz por estar aqui. Este é um momento muito importante para mim e é por isso que acho que a decisão de vir para Bournemouth foi a certa».

«Senti o desejo do clube de me ter aqui e senti a ambição que este clube tem de continuar a crescer e a alcançar grandes feitos. A Premier League é a liga mais bonita do mundo. É uma honra para mim estar aqui e ter a oportunidade de jogar a um nível tão elevado», finalizou.

O diretor de futebol do Bournemouth, o português Tiago Pinto, deixou a sua opinião sobre a contratação:

«O Michele é um guarda-redes com excelentes qualidades e uma experiência valiosa ao mais alto nível. Tem demonstrado consistentemente a sua capacidade na Série A e nas competições europeias, e acreditamos que será uma excelente aquisição para o nosso plantel».

Na temporada passada, ao serviço da Juventus, Michele Di Gregorio disputou 37 jogos.

José Mourinho e o regresso ao Bernabéu: «Gostaria que a equipa sentisse algo diferente do que sentiu na época passada»

O Real Madrid vai enfrentar a Real Sociedad para a La Liga, no Santiago Bernabéu. Fica com a antevisão de José Mourinho.

José Mourinho já fez a antevisão do Real Madrid x Real Sociedad, que será o seu primeiro jogo no Santiago Bernabéu desde que regressou ao comando merengue. O duelo está marcado para esta quarta-feira, 26 de agosto, pelas 20h00.

«Primeiro jogo em casa, mas é apenas um de 19. Cada ponto é importante. O objetivo é vencer, respeitando uma equipa que merece ser respeitada. Com identidade e grandes jogadores. Vai ser um jogo difícil para nós. Contra o Espanyol, sentimos o apoio da claque adversária à sua equipa e, amanhã, esperamos o apoio da nossa claque. O que espero é que a equipa tenha a mesma vontade de vencer, atitude, resiliência, força e serenidade. Espero que a claque consiga reconhecer isso», começou por dizer José Mourinho.

«Não quero que o Bernabéu me receba de uma forma especial. Quero que receba a equipa como a sua paixão. Houve um momento em que esse amor passou por uma fase complicada na época passada. Agora não partimos do zero. Eu não sou importante. Sou capaz de controlar as minhas emoções e jogar com normalidade um jogo que não é normal, porque vale três pontos. Gostaria que a equipa sentisse algo diferente do que sentiu na época passada», disse ainda José Mourinho.

«Vinícius Júnior? Há o que se passa dentro e fora do campo. A reação, se não for homofóbica ou racista, acho que pode ser controlada e melhorada. O jogo, as faltas e os penáltis, são da responsabilidade do juiz. Prefiro dizer «juiz» em vez de «árbitro» neste caso. Com a personalidade que tenho, se me fizessem isso a mim, talvez fosse cartão vermelho para mim (risos). A relação com os estádios adversários é algo em que podemos trabalhar», referiu em declarações citadas pela imprensa espanhola.

José Mourinho vê o plantel do Real Madrid como fechado:

«Para mim, está fechado, mas o mercado está aberto. Nunca se sabe se um jogador vai aparecer e dizer que quer sair. Em princípio, não, mas é algo que pode acontecer. Na minha cabeça, está fechado e não tenho nenhum pedido. Estou contente».

José Mourinho falou sobre Valverde:

«Por necessidade, houve treinadores que o colocaram a jogar como lateral-direito. Para mim, ele é um jogador do meio-campo. Depois, dependendo dos objetivos e do adversário, pode assumir um papel mais posicional ou não».

«Carlos Espí e Mbappé? Podemos vê-los a jogar juntos. A nossa evolução enquanto equipa, na pré-temporada, fizemos com o Endrick. O Espí tem um perfil diferente. O Espanyol estava bem fechado na defesa e o Kylian estava a tentar descer para uma jogada individual. Foi aí que pensei que o Carlos poderia ser importante. O Trent também contribui para aumentar a qualidade», disse também José Mourinho.

José Mourinho atualizou a situação de Tchouaméni:

«Ele sofreu bastante no Mundial, como é normal. Não jogou um par de jogos, mas na meia-final jogou. Tem um problema e o período de férias não foi suficiente. O jogador quer tentar, tentou, mas decidimos que não pode começar a época a sofrer».

«Endrick? Não sei o que te dizer. Há um problema no músculo que afeta o tendão. É um jogador de quem gosto muito e que tem recebido muitos contactos de outros clubes. Eu gosto dele e foi por isso que não o emprestei nem vendi. Não tenho a certeza se ele vai chegar a ser convocado pela primeira vez pelo Ancelotti, mas o Carlo é meu amigo e vai ligar-me diretamente», disse ainda José Mourinho.

Real Madrid Santiago Bernabéu
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Omari Kellyman troca o Chelsea pelo Estrasburgo

O Estrasburgo anunciou a chegada de Omari Kellyman. O médio inglês de 20 anos deixou o Chelsea e assinou um contrato válido até 2031.

O Estrasburgo oficializou a contratação de Omari Kellyman ao Chelsea por seis milhões de euros. O médio de 20 anos assinou um contrato válido para as próximas cinco temporadas com o clube francês.

Em comunicado oficial, a equipa francesa anunciou o acordo com o Chelsea para a contratação do inglês:

«O Racing Club de Strasbourg Alsace tem o prazer de anunciar a chegada de Omari Kellyman. O médio ofensivo inglês assinou contrato até 2031, vindo do Chelsea FC».

Omari Kellyman fez a sua formação no Derby County e no Aston Villa onde se estreou como profissional em 2023/24, tendo feito seis jogos e deu uma assistência. Na época seguinte, o jogador assinou pelo Chelsea onde não chegou a jogar na equipa principal e foi emprestado ao Cardiff City. No País de Gales disputou 42 jogos, marcou 11 golos e fez duas assistências.

Transferência histórica à vista? Nádia Bravo prestes a deixar o Braga

Nádia Bravo está de saída do Braga para rumar à NWSL. A transferência deverá ser histórica para o Futebol Feminino português.

O Braga está perto de perder Nádia Bravo para o North Carolina Courage, equipa que atua na NWSL, liga dos Estados Unidos. Segundo a imprensa nacional, a transferência da jogadora será feita por 250 mil euros, sendo este um dos valores mais elevados de uma jogadora que atua num clube português.

O North Carolina Courage disponibilizou-se a pagar a cláusula de rescisão da média, cuja transferência ficará apenas atrás da saída de Kika Nazareth, que trocou o Benfica pelo Barcelona por um valor a rondar os 500 mil euros. Nádia Bravo prepara-se agora para ter a sua primeira experiência fora de Portugal no North Carolina Courage, que é um dos clubes mais tradicionais da NWSL.

Na temporada passada, a médio assumiu um papel importante na equipa bracarense, tendo mesmo renovado recentemente com o clube até 2030. Nos 29 jogos que disputou durante a época anterior, marcou um golo e fez duas assistências.

Nádia Bravo deverá viajar nas próximas horas para os Estados Unidos, onde irá realizar os habituais exames médicos, antes de assinar contrato e oficializar a sua mudança para a NWSL.

Académico Viseu de Rui Borges foi a última equipa a travar o FC Porto no Fontelo

O Académico Viseu, de Rui Borges, foi a última equipa a travar o FC Porto no Estádio do Fontelo, em 2020.

O FC Porto desloca-se este fim de semana ao terreno do Académico de Viseu, no regresso dos viriatos à Primeira Liga ao fim de 37 anos. Os dragões nunca perderam em casa dos viriatos, tendo empatado apenas por duas vezes na sua história.

A última igualdade aconteceu em 2020, nas meias-finais da Taça de Portugal, num empate a 1-1 registado a 4 de fevereiro. Na altura, Sérgio Conceição era o treinador do FC Porto, enquanto Rui Borges comandava o Académico de Viseu, técnico que atualmente lidera o Sporting. Zé Luís marcou o golo dos dragões, enquanto João Mário apontou o tento da formação viseense.

O FC Porto viria a garantir a passagem à final da competição na segunda mão, disputada no Estádio do Dragão. Os azuis e brancos venceram por 3-0, com golos de Alex Telles, Zé Luís e Sérgio Oliveira.

Abel Ferreira bate mais um registo histórico ao serviço do Palmeiras

Abel Ferreira entrou no top-3 dos treinadores com mais vitórias pelo Palmeiras. O técnico português ultrapassou Luiz Felipe Scolari.

A vitória do Palmeiras sobre o Vasco da Gama por 4-1, que reforçou a liderança no Brasileirão, fez com que Abel Ferreira chegasse à sua 238.º vitória pelo clube brasileiro. O técnico português coloca assim o seu nome na história do clube brasileiro ao tornar-se no terceiro treinador com mais vitórias pela equipa.

Abel Ferreira ultrapassou Luiz Feliz Scolari com 237 vitórias, sendo que o segundo treinador com mais vitórias é Vanderlei Luxemburgo com 244. Em primeiro lugar nesta lista está Oswaldo Brandão com 327 vitórias pelo clube brasileiro.

Este é mais um feito realizado por Abel Ferreira pela equipa do Palmeiras, que vai reforçando o seu estatuto na história do verdão.

Estrela da Amadora anuncia venda de 90% da SAD a consórcio internacional

O Estrela da Amadora emitiu comunicado oficial importante: venda de 90% do capital da SAD a consórcio internacional.

O Estrela da Amadora vendeu 90% do capital da SAD a um consórcio internacional «liderado pela ADvantage e pela LEAD, com o apoio do Grupo KI». Thomas Muller, Mats Hummels, Yann Sommer e Lucas Hernández são algumas das figuras envolvidas no grupo.

«O Estrela da Amadora vem por este meio informar que foi concluído o processo de aquisição de uma participação maioritária de 90% do capital social da SAD por um consórcio internacional liderado pela ADvantage e pela LEAD, com o apoio do Grupo KI», pode ler-se no site oficial do Estrela da Amadora.

O Estrela da Amadora informa ainda que o empresário Johannes Mosmang passa a ser o presidente da SAD, sucedendo a Paulo Lopo. Além disso, a imprensa nacional informa que o negócio ficou fechado por uma verba de 40 milhões de euros.

«O Estrela Amadora é um clube histórico do futebol português, com raízes profundas na Amadora, uma identidade muito própria e uma comunidade apaixonada. É também um clube com uma característica muito especial: a propriedade do seu próprio estádio. Estamos muito motivados para iniciar este novo capítulo e construir, de forma disciplinada e sustentável, um projeto de que os adeptos, a comunidade e todos os que fazem parte do Estrela se possam orgulhar», referiu Johannes Mosmang, em declarações citadas no site oficial do emblema da Primeira Liga.

Eis o comunicado na íntegra:

O Estrela da Amadora vem por este meio informar que foi concluído o processo de aquisição de uma participação maioritária de 90% do capital social da SAD por um consórcio internacional liderado pela ADvantage e pela LEAD, com o apoio do Grupo KI.

A nova estrutura acionista reúne investidores com experiência nas áreas do desporto, investimento e tecnologia, contando igualmente com um conjunto de investidores estratégicos ligados ao futebol internacional, entre os quais Thomas Müller, Mats Hummels, Yann Sommer e Lucas Hernández.

Na sequência da conclusão deste processo, Johannes Mösmang assume a presidência da CFEA – Club Football Estrela, SAD, sucedendo a Paulo Lopo.

Johannes Mösmang chega ao Estrela da Amadora depois de uma década ligada ao FC Bayern München, onde desempenhou funções no departamento de jogadores profissionais, trabalhando de perto com dirigentes, treinadores e jogadores.

O novo presidente assume esta nova etapa com a ambição de contribuir para o crescimento sustentado do Estrela da Amadora, mantendo a identidade, os valores e a ligação profunda do clube à cidade da Amadora e aos seus adeptos.

“O Estrela Amadora é um clube histórico do futebol português, com raízes profundas na Amadora, uma identidade muito própria e uma comunidade apaixonada. É também um clube com uma característica muito especial: a propriedade do seu próprio estádio. Estamos muito motivados para iniciar este novo capítulo e construir, de forma disciplinada e sustentável, um projeto de que os adeptos, a comunidade e todos os que fazem parte do Estrela se possam orgulhar”, afirma Johannes Mösmang.

A nova administração pretende centrar o seu projeto no desenvolvimento desportivo e institucional do clube, apostando nas pessoas, nas infraestruturas, na formação, na inovação e na criação de condições para um crescimento sustentável e competitivo.

Neste novo ciclo, o Estrela da Amadora contará ainda com o conhecimento e a experiência internacional dos seus novos parceiros, nomeadamente nas áreas do investimento, tecnologia e transformação digital.

O Grupo KI, que possui uma presença consolidada em Portugal e experiência no desenvolvimento de soluções tecnológicas e de inteligência artificial, será um dos parceiros estratégicos do clube neste processo de transformação.

A nova estrutura do Estrela da Amadora pretende, acima de tudo, respeitar a história e a identidade do clube, mantendo a Amadora e os seus adeptos no centro de todas as decisões e ambicionando construir um futuro sólido e sustentável para o Estrela.

O CF Estrela Amadora aproveita igualmente esta oportunidade para agradecer a Paulo Lopo pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos seis anos e pelo seu contributo para o clube, em particular pelo papel desempenhado no regresso do Estrela à Primeira Liga.

O clube inicia, assim, uma nova etapa da sua história, com a mesma identidade, a mesma paixão e uma ambição renovada para o futuro.

Anderlecht de Vítor Bruno negoceia contratação de médio que joga em Portugal

O Anderlecht de Vítor Bruno espera fechar a contratação de Santi García. O médio uruguaio já deu o sim ao clube belga.

O Anderlecht está a avançar nas negociações com o Gil Vicente tendo em vista a contratação de Santi García. De acordo com Sacha Tavolieri, o médio espanhol terá ficado convencido pelo projeto apresentado pelo clube belga e deu o aval à possibilidade de rumar à Bélgica, cabendo agora aos dois clubes chegar a um entendimento.

O principal obstáculo prende-se com o valor da transferência. As conversações entre o Anderlecht e o Gil Vicente continuam, mas ainda não existe acordo quanto à verba exigida para a contratação de Santi García.

No último jogo, no triunfo do Gil Vicente frente ao Casa Pia, o médio espanhol foi titular e cumpriu os 90 minutos ao serviço da equipa orientada por Luís Pinto.

Tribuna VIP:  Portugal não tem um problema de formação, tem um problema de transição

João Prates está na Tribuna VIP do Bola na Rede. É treinador de futebol no Tainan City, de Taiwan, licenciado em Psicologia do Desporto e está no seu espaço de opinião no nosso site. O técnico de 52 anos já orientou o Dziugas da Lituânia, o Vaulen da Noruega e o Naft Maysan, do Iraque, e esteve na formação do Al Batin e Hajer Club da Arábia Saudita.

A saída de Rodrigo Mora, Mauro Furtado recentemente deveria fazer-nos pensar o futebol em Portugal. Porque Rodrigo Mora entre outros tantos não é o problema, é apenas mais um sinal de um problema muito maior.

Portugal sabe formar jogadores, temos boas academias, bons treinadores de formação, conhecimento, metodologia e uma quantidade de talento extraordinária para um país da nossa dimensão.

Os resultados das nossas Seleções jovens provam isso, temos jogadores portugueses espalhados pelos melhores campeonatos da Europa também.

Por isso, não tenho grandes dúvidas, Portugal não tem um problema de formação, tem um problema de transição e nem tudo se resume a questões financeiras. Formamos. E depois?

Durante dez anos fazemos praticamente tudo pelo jogador, treinamos, ensinamos, acompanhamos, corrigimos, desenvolvemos, criamos condições para a vida escolar também, ou seja, investimos. Depois chega aos 18, 19 ou 20 anos e começa a parte verdadeiramente difícil.

Onde vai jogar? Que oportunidades lhe vamos dar para jogar?

É aqui que começamos a perder muitos deles, Rodrigo Mora é um caso mediático, Mauro Furtado é outro, Diogo Moreira saiu a custo zero do Benfica, entra agora no Milan por 45 milhões.

Mas preocupam-me ainda mais aqueles de quem ninguém fala, jogadores que passaram pelas Seleções Nacionais jovens, que conquistaram títulos internacionais, que estiveram entre os melhores das suas gerações, e que aos 22, 23 ou 24 anos estão nas divisões inferiores, ou praticamente desapareceram do futebol profissional.

Se isto acontece a alguns dos melhores, imaginem o que acontece aos restantes milhares. Claro que sei que nem todos atingirão patamares de excelência, mas alguma coisa não está a funcionar.

O talento precisa de jogar

A passagem para o futebol sénior é provavelmente um dos momentos mais difíceis da carreira de um jogador, na formação, compete essencialmente contra jogadores da mesma idade.

Depois entra num balneário profissional, agora joga-se pelo emprego do treinador, pelo contrato do colega, pelo prémio, pela subida, pela manutenção, pelo campeonato, por equipas que não tem as mesmas condições dos grande de Portugal.

E o erro passa a ter outro preço, é precisamente aí que o jovem precisa de um plano. Não precisa que lhe ofereçam o lugar, precisa de sentir que existe um caminho.

Precisa de saber que um mau jogo não significa desaparecer durante dois meses, que perder uma bola não significa voltar para a equipa B, que um erro não apagou dez anos de talento.

O jovem precisa de exigência. Mas também precisa de confiança.

Não podemos colocar um jogador de 18 ou 19 anos permanentemente em brasa e esperar que desenvolva todo o seu potencial, o talento não cresce apenas com minutos. Cresce com minutos, contexto, confiança, responsabilidade e tempo.

A culpa não pode ser apenas do treinador

Digo isto sendo treinador, é muito fácil apontar o dedo ao homem que escolhe o onze. “Não aposta nos jovens”, às vezes é verdade. Mas conheço o outro lado, o treinador perde dois jogos, começa a pressão, perde três, começa-se a discutir o futuro.

Precisa de ganhar no domingo, e quando precisa desesperadamente de ganhar, tende a reduzir o risco, entre um jogador de 19 anos e outro de 29, muitas vezes escolhe a experiência.

Podemos criticá-lo, mas também precisamos de perceber o contexto. Por isso, a formação não pode depender apenas da vontade do treinador.

Hoje chega um treinador que gosta de jovens, amanhã chega outro que prefere jogadores experientes, depois chega outro e pede oito contratações. E começamos tudo outra vez.

Que projeto é esse?

Um clube precisa de saber quem é independentemente de quem se senta no banco. O treinador deve ter liberdade para treinar, escolher e decidir, claro. Mas existem princípios que têm de pertencer ao clube. A formação deve ser um deles.

Vivemos demasiado ao sabor do resultado

Este é outro problema do nosso futebol, precisamos de ganhar hoje, precisamos de entrar na Europa este ano, precisamos de vender este verão, precisamos de resolver o problema desta semana. E o futuro? Logo se vê.

Mudamos treinadores, mudamos diretores, mudamos modelos, mudamos jogadores, mudamos estratégias, e depois perguntamos porque não existe identidade. Bernardo Silva falou sobre a identidade do futebol português. É uma discussão que vale a pena fazer.

Qual é hoje a identidade da nossa Liga? O que queremos ser? Que espaço queremos dar ao jogador português? E, principalmente, para que estamos a formar?

Não é uma questão de estrangeiros contra portugueses

Quero deixar isto muito claro, não sou contra jogadores estrangeiros. Trabalho fora de Portugal há 12 anos e sei perfeitamente aquilo que jogadores de diferentes países e culturas podem acrescentar a uma equipa.

O problema começa quando é mais fácil contratar fora do que desenvolver dentro.

Há um paradoxo que vejo muitas vezes, ao jovem formado no clube damos três jogos para provar que está preparado. Ao jogador contratado damos seis meses porque “precisa de adaptação”, ao jovem dizemos que ainda não está preparado. Ao jogador que custou dinheiro precisamos de dar oportunidades porque é necessário rentabilizar o investimento.

Então pergunto: Quem tem verdadeiramente tempo para crescer?

E depois existe o dinheiro

O caso de Diogo Moreira acrescenta outra dimensão a esta discussão. Um jogador formado no Benfica sai a custo zero, poucos anos depois, aparece associado a uma transferência para um gigante europeu por dezenas de milhões de euros.

Podemos discutir as circunstâncias da saída, contrato, salário, oportunidades, decisões do jogador, decisões do clube, cada caso tem a sua história. Mas há uma pergunta que não podemos evitar:

Como conseguimos investir tantos anos na formação de um jogador e assistir depois à criação de enorme valor fora de Portugal?

Não significa que todos os jovens devam ficar. Isso seria irrealista. Nem significa que todos aqueles que saem irão valer milhões. Obviamente que não. Significa apenas que o potencial também tem valor, e talvez precisemos de aprender a valorizá-lo antes de o mercado o fazer por nós. Porque existe uma ironia difícil de explicar: Formamos. Deixamos sair. Vemos valorizar.

E depois gastamos dinheiro à procura no mercado daquilo que tínhamos dentro de casa. E talvez devêssemos deixar de perguntar apenas quantos jogadores formamos. Talvez a pergunta deva ser outra:

Quantos conseguimos levar da formação até ao futebol profissional e ter coragem para apostar neles?