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Cervi vs Zivkovic: um duelo de pequenos Titãs

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Salvio regressou e reconquistou o corredor direito do SL Benfica. Depois de uma lesão que o impediu de jogar frente ao PAOK em casa e frente ao Sporting, Rui Vitória voltou a apostar em Salvio e este impressionou aos olhos de toda a gente nos últimos três jogos, um frente ao PAOK, na Grécia, outro frente ao Nacional, e o mais recente frente ao Rio Ave a contar para a Taça da Liga. Nos três jogos marcou sempre, até bisou na Grécia, e foi um elemento muito vistoso e sempre muito presente na ofensiva encarnada.

Apesar de ser um regresso muito positivo para o jogador e para a própria equipa, ao entrar um extremo que segura o lugar de titular na ala direita significa que vão haver jogadores que vão ficar de fora do 11 inicial. Extremos puros temos quatro: Salvio, Rafa Silva, Franco Cervi, e Andrija Zivkovic. Enquanto Rafa Silva disputa o lugar na direita com Salvio, uma questão que surge e não é facilmente respondida é quem deve entrar de início no corredor esquerdo.

Ora, as escolhas mais óbvias são Cervi ou Zivkovic, mas qual destes deve segurar o lugar no 11 inicial?

Ambos chegaram em 2016 vindos dos seus países de origem. Cervi chegava do Rosario por um negócio que rondou os 5 milhões e meio de euros, e Zivkovic do Partizan como jogador livre. O sérvio fez três temporadas pela equipa principal do Partizan em que impressionou e praticamente fez todos os jogos. Já o argentino apenas singrou na equipa principal do Rosario na época decorrente em 2015, depois de ter feito apenas 3 jogos em 2014, e na época de 2016 fez 12 partidas antes de vir para o Benfica. São ambos jogadores de muita qualidade, mas ambos bastante diferentes no que toca a estilo de jogo.

Nota-se que Zivkovic é um jogador que gosta de armar ataques através de um controlo de bola em cima da defesa. Quando a recebe pretende sempre avançar um pouco mais para cima da zona interior, e servir os avançados ou até rematar caso fique em boa posição. Não só o drible e o controle de bola, mas os cruzamentos que vão sempre com muita tensão são fantásticos e foram origem de muitos golos nas últimas temporadas, particularmente de Mitroglou que se destacava na frente por ser muito alto e forte, sempre pronto para cabecear a bola. Apesar de tudo isto, a meu ver, Zivkovic é um jogador que preferencialmente joga no lado direito mesmo preferindo o pé esquerdo. Puxar a bola para o meio e armar ataques perigosos é, muitas vezes, uma boa tática para partir a defensiva adversária, mas lá está, o lado direito já tem dono praticamente definitivo caso as boas exibições continuem. Com apenas 22 anos continua a ter uma grande margem de progresso e aprendizagem, e se continuar no bom caminho será um grande extremo de classe mundial.

Zivkovic tem tudo o que é preciso para se afirmar como um bom extremo: drible, cruzamentos, e adaptabilidade para jogar em ambos os corredores
Fonte: Bola na Rede

Já Cervi é um típico mágico de ala, e de muita qualidade. Destaca-se pela sua velocidade nos sprints e na forma como finta os jogadores adversários. Também cruza muito bem, e consegue sempre encontrar colegas de equipa através de passes inteligentes, sejam eles rasteiros ou aéreos. Uma coisa que tem resultado a seu favor é o facto de ter encontrado bastante química com o parceiro da ala esquerda, o lateral Grimaldo, e os dois foram protagonistas de várias jogadas excelentes, tendo uma delas ido viral nas redes sociais precisamente pela qualidade e sincronia entre os dois. Cervi tem 24 anos e também tem espaço para melhorar, mas não tem a mesma adaptabilidade de Zivkovic, apesar de já ter jogado a médio ofensivo (mesmo atrás do ponta de lança) e não ter sido uma má escolha.

Cervi tem 166 cm de altura e Zivkovic 169 cm. São os dois jogadores pequenos, mas o que lhes falta em altura compensam na velocidade. Têm uma eficácia de passes muito semelhante (Zivkovic tem uma percentagem um pouco mais elevada). Zivkovic dribla mais, mas Cervi ganha mais duelos. Cervi fez mais assistências e marcou mais golos, mas também foi lançado em jogo mais vezes do que Zivkovic.

Mas a questão mantém-se. Quem é a melhor escolha? Para mim não há uma escolha muito óbvia se compararmos a qualidade de ambos. Acho que a decisão acaba nas mãos do treinador, e é ele que tem de ver qual se adequa melhor à tática de jogo inicial, porém parece-me que Cervi se tem adequado mais à tática utilizada por Rui Vitória. Rui Vitória prefere um jogo de cruzamentos acima em vez de um jogo de fintas, logo Cervi é uma escolha favorita pelo facto de gostar de jogar nas extremidades do campo. A melhor opção de todas, que favorece toda a gente, é uma constante rotação entre os dois.

Foto de Capa: Bola na Rede

FC Internazionale Milão 2-1 Tottenham HFC: reviravolta ao cair do pano leva o Giuseppe Meazza ao rubro

A Liga dos Campeões está de volta, e com um final de loucos em San Siro! O Inter de Milão recebeu e venceu o Tottenham por 2-1 na primeira jornada da maior prova europeia de clubes, onde os italianos não marcavam presença há seis anos. O clube orientado por Luciano Spalletti regressa assim com uma vitória a uma competição que já venceu por três vezes, a última delas sob o comando de José Mourinho.

Os milaneses entraram melhor na partida, com um meio-campo bastante pressionante sobre a defesa do Tottenham, mas a primeira grande oportunidade do encontro coube aos ingleses: 13 minutos decorridos, livre para o especialista Eriksen e grande defesa de Handanovič.

Até ao final do primeiro tempo, foram os londrinos que estiveram mais próximos do golo: aos 37 minutos, Harry Kane trabalhou bem sobre o guarda-redes esloveno, mas não conseguiu finalizar com sucesso.

Na segunda parte, o Tottenham acabaria por inaugurar o marcador: Eriksen voltou a testar os reflexos de Handanovič, que novamente não deixou a bola entrar; no ressalto, o esférico sobrou para os pés do dinamarquês, que disparou imediatamente à baliza, desta vez sem hipóteses para o guardião do Inter. Estava feito o 1-0 em Milão, aos 53 minutos. Os visitantes sorriam.

Handanovič (Inter) foi uma das figuras do encontro
Fonte: UEFA

Entre os 56 e os 68 minutos, o argentino Lamela teve três ocasiões para marcar, mas não foi capaz de ampliar a vantagem para os Spurs. O conjunto de Mauricio Pochettino ia-se superiorizando sobre a equipa da casa.

Já perto do apito final, quando o placard registava 86 minutos de jogo, o Inter chegou ao empate: cruzamento de Asamoah para a entrada da área, e Icardi, com um pontapé espetacular, atirou certeiro para o fundo das redes. A igualdade estava restabelecida, e os homens de Milão respiravam de alívio.

E quando parecia não haver tempo para mais, o San Siro foi abaixo: canto para Candreva, de Vrij a ganhar de cabeça e Vecino, também ele de cabeça, a fazer o segundo para o Inter. Estava consumada a reviravolta, com os três pontos a ficarem em Itália. No outro jogo do grupo B, o FC Barcelona derrotou o PSV Eindhoven por 4-0, relegando o Inter para a segunda posição da tabela, apesar da igualdade pontual.

 

ONZES INICIAIS:

FC Internazionale Milão: Handanovič, Škriniar, De Vrij, Miranda, Asamoah; Vecino, Brozović, Politano (Keita 72’), Nainggolan (Valero 89’), Perišić (Candreva 64’); Icardi.

Tottenham HFC: Vorm, Aurier, Sanchez, Vertonghen, Davies; Dier, Dembele, Eriksen, Lamela (Winks 72’); Son (Lucas 64’), Kane (Rose 90’).

Será o Watford o novo Leicester?

Equipa está em quarto lugar com apenas uma derrota na Premier League

Foram quatro vitórias em quatro jogos e só perdeu nesta quinta jornada frente ao Manchester United FC de Mourinho. A equipa do Watford FC tem praticado um futebol muito coeso e organizado, o treinador Javi Gracia tem conseguido trazer disciplina a este plantel que tem impressionado.

Ia numa maré vitoriosa tendo inclusive batido o Tottenham Hotspur FC mas, no passado fim de semana, José Mourinho fez com que o Watford descesse à terra e voltou a fazer com que os hornets não se iludam.

Os Adeptos dos Hornets estão mais esperançosos que nunca
Fonte: Watford FC

Verdade é que situações como a do Leicester City FC só acontecem uma vez em cada século, um clube praticamente desconhecido ser campeão da mais prestigiada liga de futebol é algo verdadeiramente raro e único. Mas, ao que parece, a equipa de Javi Gracia quer repetir o feito ainda este ano.

Será que tal como há dois anos em que fomos surpreendidos pela vitória no campeonato do Leicester, o Watford terá o mesmo estofo? A verdade é que as equipas têm feito percursos idênticos e apesar de um plantel sem grandes nomes do futebol mundial, é talvez o plantel mais coeso da Premier League.

Pela frente tem neste momento o Chelsea FC, o Manchester City FC e o Liverpool FC. O próximo jogo será já este sábado frente ao Fulham FC. Resta esperar ver se os “Hornets” conseguem manter o ritmo ou vão ser relegados a uma posição mais expectável e este início de época foi só fogo de vista.

 

 

Foto de Capa: Watford FC

GD Estoril-Praia 1-2 CD Feirense: Manta Santos sorriu num jogo com partes distintas

Depois de assistirem à vitória do Sporting frente ao Marítimo no passado domingo, Estoril Praia e Feirense estreavam-se na Taça da Liga com o embate no António Coimbra da Mota.

As duas equipas têm apresentado um futebol bastante positivo e estão ambas a passar bons momentos, mas em realidades diferentes: os dois conjuntos contam apenas com uma derrota nos respetivos escalões.

O jogo começou com um ritmo relativamente elevado para ambas as equipas. Foi percetível, desde muito cedo, que as duas equipas iriam à procura dos três pontos. Porém, foi a equipa da linha que primeiro esteve perto do golo: aos seis minutos Aylton efetuou um passe magistral e lançou Roberto; o avançado rececionou mal a bola e permitiu que Brígido, guardião do Feirense, travasse as suas intenções.

Todavia, não foi preciso esperar muito mais para se ver um golo na Amoreira…e logo dos homens da casa! Após uma falha defensiva clamorosa dos homens de Santa Maria, Roberto apareceu, de forma oportuna, na cara do guardião. Tentando passar por Brígido, o avançado acabou mesmo por ser derrubado e André Narciso apontou perentoriamente para a marca dos 11 metros. Kléber não tremeu e atirou a contar: bola para um lado e guarda redes para o outro. Estavam abertas as hostilidades no António Coimbra da Mota.

Os homens de Nuno Manta Santos foram logo à procura do tento da igualdade e apenas três minutos depois estiveram muito perto do golo: após um livre direto, Philipe apareceu ao segundo poste e com tudo para fazer o golo atirou ao lado e desperdiçou uma enorme oportunidade.

Demonstrando ser uma equipa bastante matura, os canarinhos reagiram bem ao golo e controlaram quase todos os ímpetos dos nortenhos…pelo menos até ao vigésimo primeiro minuto. Philipe remediou-se da oportunidade perdida e, após um canto batido do lado esquerdo. apareceu ao primeiro poste e repôs a igualdade no marcador.

Mesmo com o controlo estorilista, o jogo arrefeceu e foi preciso esperar até ao último minuto da primeira parte para o cheiro a golo voltar a aparecer. Igor brilhou com uma magnífica intervenção e, na sequência da jogada, o Feirense adiantou-se no marcador: numa jogada de canto estudada, Briseño apareceu ao segundo poste completamente isolado e, sem qualquer dificuldade, colocou o Feirense na frente do marcador.

Logo de seguida, as duas equipas recolheram ao balneário. Numa primeira parte em que o Estoril Praia até foi superior, o marcador dava vantagem aos homens de Vila da Feira e antevia uma segunda parte bastante disputada.

Se, por um lado, o primeiro tempo até foi bastante positivo, o mesmo não pode ser dito do segundo. O Feirense jogou com o resultado e, sem dominar, controlou o jogo de uma forma típica de Nuno Manta Santos: matura e eficaz.

A segunda parte foi manifestamente fraca comparativamente com a primeira
Fonte: Bola na Rede

Pecando sempre pela falta de objetividade, a equipa cascalense só teve perto do golo aos 64 minutos. João Patrão passou por dois defensores e atirou colocado com a bola a passar muito perto do poste direito de Brigido.

Este lance despoletou o jogo ofensivo dos canarinhos e, logo de seguida, foi Dadashov quem esteve muito perto do golo. O avançado natural do Azerbeijão recebeu a bola à entrada da área, rodopiou e disferiu um potente remate. Sem hipóteses de defesa, o guardião do Feirense viu a bola a passar pouco por cima da barra.

Já quase ao cair do pano, aos 86 minutos, Gustavo teve o empate nos pés. Dadashov recuperou a bola no meio campo e entregou a bola a João Patrão. O médio conduziu o contra-ataque e colocou o esférico já na pequena área para Gustavo, de forma escandalosa, falhar o golo.

O jogo terminou e os homens do Feirense tinham mais do que razões para sorrir: venceram na casa de uma equipa que atravessa um bom momento de forma, pontuaram fora de casa e igualaram o líder do grupo. Quanto ao Estoril, mesmo tendo sido superior na primeira parte, notou-se que é uma equipa não tão matura e faltou objetividade no jogo ofensivo.

ONZES INICIAIS:

GD Estoril-Praia: Igor, Gomes, J. Vigário, Kléber (Subst. Dadashov), Gonçalo (Subst. Gustavo), J. Patrão, Roberto, Roberto, P. Queirós, João Pedro, Aylton (Subst. Filipe), Sandro Lima.

CD Feirense: Brígido, Tiago Gomes (Subst. Vítor Bruno), Briseño, Machado, Tiago Silva, Cris, João Silva, Mesquita, Crivallaro, Sturgeon (Subst. Tavares), Philipe.

De volta a Gelsenkirchen

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Em 2003/04 o FC Porto foi campeão europeu em Gelsenkirchen. 14 anos depois, os dragões iniciam a temporada europeia num estádio onde já foram muito felizes. Será este o prenúncio de uma excelente campanha europeia?

O estádio é o mesmo, mas o adversário é diferente do de 2004. Desta vez os dragões enfrentam os “homens da casa”, os alemães do Schalke 04. Em tempos, este emblema germânico, bem como os grandes “tubarões alemães”, eram sinónimo de grandes dificuldades e intensidade. Com o decorrer dos anos, apenas o Bayen Munique se manteve como a única grande potência alemã e europeia.

Apesar da excelente temporada do Schalke 04 na temporada passada que lhes valeu a qualificação para a Champions League, a verdade é que os germânicos estão muito aquém do que já jogaram e nesta temporada ainda não venceram nenhum dos três jogos disputados.

Os dragões chegam a este jogo depois de um empate caseiro frente ao GD Chaves na Taça da Liga e por isso ainda sobram dúvidas sobre que FC Porto irá se apresentar na Alemanha, bem como o onze que Sérgio Conceição irá escolher.

Bazoer é uma das surpresas nos convocados
Fonte: FC Porto

O regresso de André Pereira à convocatória, bem como a inclusão de Diogo Costa e do recém-contratado Riechedly Bazoer, são as principais surpresas na lista do jogo de terça-feira.

O simbolismo do estádio de Gelsenkirchen não pode ser deixado de lado, naquela que é uma casa de boa memória para o adeptos portistas. Não deixa de ser curioso que o FC Porto vai-se instalar no mesmo hotel onde há 14 anos ficou hospedado e seguiu para a conquista da histórica final da Champions League frente ao AS Mónaco. Esperemos que tudo isto seja o prenúncio de uma temporada europeia de sucesso para os dragões.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Odysseas, o homem que nos faz respirar

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Há jogadores que chegam ao SL Benfica de uma forma discreta mas que com o tempo, com trabalho, com dedicação, acabam por tornar-se figuras importantes no plantel encarnado. Já vimos Ederson, David Luiz, Matic, Rodrigo, e tantos outros, serem exemplos disso mesmo. Do caminho do discreto para o grande destaque. Odysseas é talvez um dos presentes nomes que pode estar, aos poucos, a tornar-se num caso “sério” do nosso plantel.

O jovem alemão chegou ao SL Benfica no mercado de verão quando uma grande parte dos adeptos pediu uma renovação na baliza encarnada. Chegou e, pelo desconhecimento do seu futebol, acabou-se por inicialmente duvidar das escolhas da estrutura para resolver a questão na baliza. A verdade é que os jogos foram decorrendo e aos poucos fomos percebendo do talento que estava na nossa baliza.

Odysseas nasceu em Stuttgart no ano de 1994 e foi na sua cidade natal que fez toda a sua formação, no VfB Stuttgart. A sua boa qualidade, mesmo em idade jovem, acabou por o levar a representar as seleções jovens da Alemanha, quando este ainda jogava no clube alemão. A partir de 2013/14 começou por ser uma possível escolha do plantel principal do seu clube mas só na temporada seguinte é que se estreou. Uma estreia e apenas mais dois jogos antes de partir rumo ao futebol grego. Na Grécia, ao serviço do Panathinaikos, acabou por ganhar a titularidade na segunda e terceira época naquele clube.

Odysseas é sem dúvida o melhor dos guarda redes do plantel principal do Benfica
Fonte: SL Benfica

A representar o clube grego, e com grande destaque nas últimas duas temporadas, acabou por levar Odysseas a representar a seleção sub-21 alemã e a conquistar o campeonato Europeu no ano de 2017. Um campeonato onde, mesmo tendo ganho a medalha de ouro, não foi escolha para ir a jogo em nenhuma das partidas. Os dois anos a titular na Grécia e o destaque nas seleções jovens tornaram Odysseas num pequeno promissor guarda-redes que poderia encaixar num melhor clube que aquele que representava até então.

Este verão, Odysseas partiu para a terceira aventura da sua carreia e assinou pelo SL Benfica num contrato que o liga ao clube da luz até 2023. Aqui encontrei alguma concorrência: Svilar e Bruno Varela. Mas com Varela afastado e certamente a procurar uma alternativa à sua carreira e com Svilar ainda numa tenra idade, Odysseas era o guarda-redes que Rui Vitória achou melhor apostar desde cedo. A aposta foi acertada e os adeptos acabaram por render-se, cada vez mais, ao trabalho de Odysseas nas redes encarnadas. Um bom jogo de pés e uma altura que junta à qualidade de voar perante as bolas fazem dele a aposta mais acertada neste momento.

O futuro ainda é uma verdadeira incógnita para um jogador tão discreto e com uma idade ainda jovem. Só o tempo e as suas exibições vão dizer se estamos a falar de um craque ou de um jovem que não passará de um mero guarda-redes. Qualidade não falta ao novo 99 do SL Benfica, mas resta saber se o seu crescimento será proporcional ao passar do tempo. A verdade é que aos nossos olhos, aos olhos dos adeptos, temos estado satisfeitos com o trabalho de Odysseas e só esperamos que assim continue.

Foto de Capa: SL Benfica

Primeiro passo da caminhada até Madrid

À partida, quando nos lembramos do dia 1 de junho, vem-nos automaticamente à cabeça o Dia da Criança. Por mais tempo que tenha passado desde a última vez que fomos crianças, haverá sempre uma parte de nós consumida por uma infantilidade e uma ingenuidade próprias dos mais pequenos. Para a sorte de quem ainda dá uma espreitadela no Oliver e Benji, quando a série passa no Canal Panda, o dia 1 de junho de 2019 tem um presente para oferecer: a final da Liga dos Campeões. O Wanda Metropolitano, casa do Atlético de Madrid, irá receber neste dia os dois grandes finalistas da maior prova europeia de clubes, cuja caminhada até Madrid começa nesta terça e quarta-feira.

E que duas noites magníficas de futebol temos pela frente. Para abrir as hostilidades, por volta das 17:55 de terça-feira, o grupo B dá-nos a oportunidade de assistir a dois bons jogos: FC Barcelona – PSV Eindhoven e FC Internazionale Milão – Tottenham HFC. Na partida de Camp Nou, o Barcelona, não só por jogar em casa, mas também por apresentar um plantel recheado de opções, é claramente favorito. No entanto, Messi e companhia não podem de maneira alguma desvalorizar os holandeses, que se encontram em primeiro na Eredivisie, com 15 pontos em cinco jogos, e que contam com o mexicano Hirving Lozano endiabrado. Já no San Siro, as contas são mais complicadas de se fazer, pois tanto os milaneses como os londrinos entraram mal nos respetivos campeonatos. Num desafio que se prevê bastante equilibrado, alguns nomes como Icardi, Perišić, Kane e Eriksen prometem proporcionar uma boa hora e meia de espetáculo, antes de os grupos A, C e D entrarem em cena às 20:00, num jogo também propício para as casas de apostas, nomeadamente e aproveitando vários tipos de código de bónus netbet.

No grupo A, o AS Mónaco recebe no Principado o Club Atlético de Madrid, ao passo que o Club Brugge KV defronta em casa o BVB Dortmund. No jogo entre belgas e alemães, os segundos têm a obrigação de vencer. Apesar de ir a jogo fora de portas, o conjunto orientado por Lucien Favre transborda qualidade, e, com Marco Reus longe do departamento médico, estará sempre mais perto da vitória. Relativamente ao encontro entre monegascos e madrilenos, há um ligeiro favoritismo para o lado dos visitantes, que encontram a equipa de Leonardo Jardim algo enfraquecida, e sem o português Rony Lopes, entregue aos cuidados médicos.

Salah, Mané e Firmino vs Neymar, Mbappé e Cavani: os dois melhores trios ofensivos da atualidade encontram-se em Anfield Road, para o Liverpool FC – Paris Saint-Germain FC. No grupo C não irão certamente faltar golos, sendo este o jogo mais esperado de toda a primeira jornada da Liga dos Campeões. Ao mesmo tempo que decorre esta reunião de estrelas, o SSC Napoli visita a Sérvia para enfrentar o FK Crvena Zvezda, vencedor da Taça dos Campeões Europeus em 1991, e que se estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões.

Griezmann e Mbappé, campeões do mundo pela França, são duas das principais estrelas da Champions
Fonte: UEFA

Chegamos ao grupo D, mais precisamente à cidade de Gelsenkirchen, na Alemanha, onde o FC Porto inicia a sua 23ª participação na maior competição de clubes da Europa, frente ao FC Schalke 04. O clube alemão vem de três derrotas consecutivas na Bundesliga, mas seguramente não fará a vida fácil aos azuis e brancos, que têm, contudo, mais e melhores argumentos para saírem vitoriosos. No outro jogo do grupo, o FK Lokomotiv de Moscovo, dos portugueses Eder e Manuel Fernandes, viaja até à Turquia, onde irá defrontar um Galatasaray SK algo bipolar, que marca muitos golos, mas que também sofre em grandes doses.

Na quarta-feira, às 17:55, entram em ação AFC Ajax e AEK (grupo E) e FK Shakhtar e TSG 1899 Hoffenheim (grupo F). No primeiro jogo, a contar para o grupo do Benfica, espera-se que os holandeses, com o veterano Klaas-Jan Huntelaar numa super forma, levem a melhor sobre os gregos, que estão de volta à fase de grupos 12 anos depois. No desafio entre o elenco de Paulo Fonseca e a turma do jovem Nagelsmann (de 31 anos), os ucranianos são favoritos, tendo em conta que os alemães fazem a sua estreia nas competições europeias.

Mais tarde, pelas 20:00, o SL Benfica – FC Bayern e o Manchester City FC – Olympique Lyon encerram a primeira ronda dos grupos E e F, respetivamente. As “águias” têm uma missão quase impossível frente aos bávaros, mas que pode trazer boas lembranças do 2-2 de 2015/2016. Na altura, Jiménez e Talisca foram os autores dos golos dos encarnados, enquanto Vidal e Müller marcaram para o Bayern. Já o Manchester City parece dar seguimento àquilo que fez na época passada, e, mais do que nunca, tem como principal objetivo da temporada a conquista da Liga dos Campeões, pela qual Guardiola tanto anseia.

Gedson Fernandes (19 anos) é um dos jovens da competição a manter debaixo de vista
Fonte: SL Benfica

No grupo G, temos Real Madrid CF – AS Roma e FC Viktoria Plzen – CSKA Moscovo. Os tricampeões europeus começaram a nova época sem dois dos principais responsáveis pelo recente sucesso na Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo e Zinédine Zidane, que abandonaram Madrid, mas mantiveram algumas caras fundamentais como Modrić, Kroos, Isco e Bale. Resta agora perceber se Lopetegui tem estofo para dar continuidade àquilo que foi feito pelo seu antecessor, sendo a Roma um excelente primeiro teste. Na República Checa, teremos porventura o jogo menos interessante da primeira jornada, para o qual o CSKA parte em vantagem.

Por último, no grupo H, o Manchester United FC de José Mourinho voa até à Suíça para enfrentar os BSC Young Boys, enquanto Cristiano Ronaldo regressa a Espanha, onde a Juventus FC irá encontrar o Valência CF. Os ingleses começaram a Premier League de forma atribulada, e com bastante barulho à volta do técnico português, mas têm todas as condições para baterem a equipa suíça.

Cristiano Ronaldo estreou-se a marcar pela Juve frente ao Sassuolo
Fonte: UEFA

Já a Juventus, apesar de defrontar um Valência que ainda não venceu na La Liga, tem um desafio complicado pela frente, em que Ronaldo será o centro de todas as atenções. O camisola ‘7’ estreou-se a marcar pela Velha Senhora no domingo, com um bis, e já se sabe que os golos, para o melhor jogador do mundo, são como o ketchup.

As noites europeias estão de volta, e com elas regressam todas as emoções. Quem chegará a Madrid? Aguenta, coração!

 

Foto de Capa: Club Atlético de Madrid

 

La Vuelta 2018: Yates vinga o Giro

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Três semanas e mais de três mil quilómetros depois, a Vuelta a España chegou ao fim com o tradicional circuito em Madrid. Como já é hábito, foi uma prova marcada com muitas chegadas em alto e subidas de inclinações brutais, mas poucos dias atacados do início ao fim e escassas oportunidades para os sprinters.

Antes de analisarmos as classificações finais da última Grande Volta da temporada, olhemos para os números gerais da prova.

Vencedores de etapas

O campeão italiano levou para casa três etapas
Fonte: Quick-Step Floors/Getty Images

3 – Elia Viviani (3, 10, 21)

2 – Rohan Dennis (1, 16), Ben King (4, 9), Alejandro Valverde (2, 8), Thibaut Pinot (15, 19)

1 – Simon Clarke (5), Tony Gallopin (6), Nacer Bouhanni (7), Alessandro De Marchi (11), Alexandre Genie (12), Oscar Rodriguez (13), Simon Yates (14), Michael Woods (17), Jelle Wallays (18), Enric Mas (20)

Líderes da Geral

Simon Yates (11 etapas)

Rudy Molard (4 etapas)

Michal Kwiatkowski (3 etapas)

Jesus Herrada (2 etapas)

Rohan Dennis (1 etapa)

WWE Hell in a Cell: Vamos esquecer isto…

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Mais uma noite (quase) para esquecer na WWE, com as já habituais finais que não são finais e que tentam deixar tudo em aberto sem um vencedor decisivo. O problema é que isso só resulta bem quando é usado uma vez por outra e não evento após evento e em vários dos combates do mesmo evento e, especialmente, nos principais combates do mesmo evento.

Mas foi isso mesmo que aconteceu. Salvo raras exceções (como o incrível Orton contra Hardy) foi mais uma noite para esquecer da WWE.

Recordes para todos os gostos

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Quem diria que num ano (surpreendentemente) de elevadíssimo nível, iríamos ter a 16 de setembro aquele que será, provavelmente, o dia mais marcante do ano para o Atletismo? Não quero ser desonesto comigo próprio: a nível internacional, vimos coisas fantásticas este ano, a começar pela fantástica temporada indoor, por resultados assombrosos nos Universitários Norte-Americanos, por uma Diamond League toda ela de elevadíssimo nível (sim, no Mónaco tivemos provavelmente o melhor meeting da história), vimos aqueles que foram uns dos melhores Campeonatos Europeus da história e o aparecimento de novas estrelas um pouco por todas as disciplinas.

A nível nacional, também tivemos surpreendentes marcas, o aparecimento de novas estrelas e a subida de patamar para muitos dos nossos valores mais emergentes. É difícil escolher o que foi o melhor num ano em que muitos (os mesmos de sempre, os que adoram falar mal e prognosticar o cataclismo a cada canto) diziam que seria terrível para o Atletismo (o primeiro sem Bolt, sem Farah em pista, sem eventos globais).

Mas o dia de ontem ficará, indubitavelmente, na história da modalidade, pela queda de vários recordes e todos eles com alguma surpresa à mistura – seja pelas marcas obtidas, seja pelos protagonistas em alguns casos. E ainda tivemos também direito a uma enorme marca nacional numa disciplina que estava também a precisar de algo assim. Seria difícil pedir melhor!