Início Site Página 274

«Os jogadores e os treinadores passam, mas a organização é que fica: aí começa qualquer projeto vencedor» – Entrevista Bola na Rede a Marco Almeida

Marco Almeida, antigo defesa campeão pelo Sporting, concedeu uma entrevista em exclusivo ao Bola na Rede onde abordou o seu novo desafio da gestão desportiva.

Em entrevista exclusiva ao Bola na Rede, Marco Almeida , antigo defesa campeão pelo Sporting (1999/2000), falou sobre o seu novo desafio profissional como diretor desportivo. Entre recordações do balneário leonino e a análise à formação em Portugal, Marco Almeida abordou vários tópicos da atualidade.

Bola na Rede: A sua formação enquanto jogador no Sporting e a passagem pelas seleções jovens de Portugal. Como é que essas experiências o moldaram, tanto a nível pessoal como no profissional em que se viria a tornar?

Marco Almeida: Comecei no Sporting com 10 anos e fiz todos os escalões de formação até aos juniores. Entretanto, consegui entrar no plantel sénior, onde me mantive e fui campeão nacional na época de 1999/2000. Foi um progresso no futebol de formação do Sporting, que me deu muito enquanto jogador. No entanto, sempre tive curiosidade em perceber o que acontece para além das quatro linhas. Hoje, nesta minha possível vertente da direção desportiva, é uma forma natural de colocar toda a minha experiência acumulada ao serviço de um projeto.

«Lembro-me perfeitamente que era um grupo extremamente forte e muito unido»

Marco Almeida

Bola na Rede: Focando na sua experiência no Sporting e na conquista do título de campeão, como foi partilhar um balneário vencedor? Além disso, gostava que nos falasse um pouco sobre a sua saída para o Southampton e a passagem por Espanha. Como é que se gere a pressão num clube que percebe ter reais possibilidades de ser campeão?

Marco Almeida: Eu estava a acabar contrato com o Sporting, tinha mais dois anos na altura. Recebi a proposta para ir para o Southampton, em Inglaterra. O que falei com o meu empresário, e a mensagem que passámos ao Sporting, é que não queria sair, mas houve uma reunião onde ficou decidido que seria melhor o empréstimo, ao qual eu acedi. Chego ao Southampton com 19 ou 20 anos. Era a minha primeira experiência no estrangeiro e correu bem, fui muito bem recebido por toda a gente. Tive o privilégio de jogar ao lado de jogadores como Matt Le Tissier, o próprio James Beattie (que na altura tinha a minha idade e ia à seleção sub-21 de Inglaterra) e o Matthew Oakley. Aprendi bastante com esta experiência em Inglaterra; era um tipo de futebol que me agradava e com o qual me identificava. O convite para regressar ao Sporting veio em dezembro, com a entrada do Inácio e do Dr. Luís Duque na direção. Eles souberam que eu estava emprestado e pediram o meu regresso, até porque em cima da mesa havia uma proposta do Benfica. O Dr. Luís Duque entrou em contacto comigo (sabendo que eu iria acabar o contrato) e decidiu renovar o meu contrato por mais dois anos, e é nessa altura que me sagro campeão nacional pelo Sporting. Estando num balneário de campeões, lembro-me perfeitamente que era um grupo extremamente forte e muito unido. Os jogadores que chegaram em dezembro vieram cimentar ainda mais essa ligação de amizade e de valor. Relembro que vieram o César Prates, o André Cruz e o Peter Schmeichel. São jogadores de um calibre muito alto e foi um enorme prazer partilhar o balneário com eles.

Bola na Rede: Olhando para um passado mais recente, verificamos que teve uma experiência como treinador adjunto. Fazendo a distinção entre o ‘Marco jogador’ e o ‘Marco treinador’, como correu o desafio de gerir um balneário? E o que o leva agora a optar por um rumo diferente e abraçar a direção desportiva?

Marco Almeida: Acabei a carreira e decidi estar ligado ao futebol na vertente de treinador, pelo que tirei o curso na Associação de Futebol de Lisboa. Recebi um convite do Camarate, o clube pelo qual até hoje tenho um carinho muito especial por ter sido o primeiro a dar-me a oportunidade de demonstrar o meu perfil. Estavam à procura de treinador para os juniores, eu aceitei o convite, correu muito bem e fiquei lá algum tempo. Depois recebi um convite para ser treinador adjunto noutra equipa técnica, onde as coisas também correram mais ou menos bem, e houve um ano em que até fomos para o Irão. Mas, muito sinceramente, pensei que me adaptaria melhor a essa vertente de treinador. Não é que me tenha adaptado mal, mas não era realmente aquilo que eu queria. Em termos de liderança, sabia muito bem ao que ia; aliás, em praticamente todos os clubes onde estive, eu fazia parte do lote de capitães, logo via-se em mim essa vertente de liderança. Na vertente de direção desportiva, muitas pessoas pensam que um diretor desportivo serve apenas para contratar jogadores, o que na realidade não é assim. É alguém que faz a ligação à administração, define estratégias, cria processos, ajuda a construir plantéis e garante uma visão comum desde os escalões de formação à equipa principal. É nisso que me revejo perfeitamente, e por isso tirei o curso de Gestão Desportiva da Federação Portuguesa de Futebol. Sinto-me à vontade para qualquer projeto. Procuro um projeto com ambição e visão; não procuro necessariamente o maior clube ou orçamento, mas sim uma estrutura onde possa acrescentar valor e construir algo sustentável.

Marco Almeida
Fonte: Marco Almeida

«O diretor desportivo hoje em dia é uma pessoa extremamente importante num clube»

Marco Almeida

Bola na Rede: Relativamente a este seu novo desafio, como perspetiva a posição hierárquica do diretor desportivo num clube? Muitas pessoas ainda não compreendem bem quais são as suas funções exatas e onde deve estar inserido.

Marco Almeida: A posição do diretor desportivo irá sempre fazer a ligação entre o futebol e a direção. No topo pomos o presidente do clube (ou, hoje em dia, as SADs e os investidores), logo abaixo um diretor-geral para o futebol e, depois sim, o diretor desportivo. É ele que faz toda a ligação entre o scouting, a formação, o plantel profissional e tudo o que envolve gerir um clube. Consoante a liberdade dada, o diretor desportivo está habilitado a contratar jogadores e treinadores. Mas, antes de contratar, eu procuraria perceber que tipo de estrutura está montada, pois os jogadores e treinadores passam, mas a organização fica; é aí que começa qualquer projeto vencedor. O diretor desportivo hoje em dia é uma pessoa extremamente importante num clube.

Bola na Rede: Atualmente, sobretudo no futebol sénior da Primeira Liga, nota-se uma grande rotatividade nos plantéis, sendo difícil manter uma base. Tendo em conta a sua experiência, como olha para o papel da formação nos dias de hoje? Quais são as principais diferenças entre os jovens jogadores da sua geração e os atuais, e quais os maiores desafios?

Marco Almeida: Em Portugal fala-se muito de projetos, mas a maior parte das vezes o “projeto” é apenas o próximo jogo. Um verdadeiro projeto é a curto, médio ou longo prazo, dependendo do que é definido pelas direções. Se me pedirem para organizar um projeto a médio/longo prazo, a formação é essencial. Sempre fomos um país formador, temos seleções nacionais fortes e já conquistámos a Liga das Nações e o Campeonato da Europa. A formação é a base de qualquer projeto e temos miúdos ótimos que têm de ter oportunidade de fazer parte. Os próprios clubes grandes vivem de jogadores da formação, e nos escalões mais baixos já não há uma discrepância tão grande, com clubes a formar muito bem. A diferença principal é que hoje em dia há mais oportunidades para os jovens que estão a aparecer. No meu tempo, nomeadamente no Sporting, da minha geração só chegámos três à equipa principal: eu, o Beto e o Dani. Era muito mais complicado e difícil chegar lá acima do que hoje em dia.

Bola na Rede: O facto de ter sido jogador profissional e de já conhecer profundamente o mundo do futebol beneficia-o nesta entrada para o âmbito da gestão e direção desportiva?

Marco Almeida: Neste momento sinto-me com perfeitas condições para assumir um projeto. Tenho a noção de que será a minha primeira experiência na gestão desportiva, mas todos temos de começar por algum lado e têm de nos dar oportunidade de mostrar trabalho. Sendo a primeira experiência, consigo aportar outras coisas derivadas do meu passado enquanto profissional, enquanto treinador e como intermediário entre jogadores. Ganhei uma vasta experiência em todas as vertentes e estou pronto para as pôr em prática.

Bola na Rede: Sei que já recebeu alguns convites para exercer o cargo. Para si, o que é essencial num projeto para que o aceite com convicção? E o que terá faltado nesses convites recentes para que ainda não esteja em funções?

Marco Almeida: Estou disponível para ouvir projetos sérios. Já apareceram um ou dois clubes com os quais simplesmente não chegámos a acordo. E quando digo não chegámos a acordo, não foi a nível financeiro, foi porque eu não me revi naquilo que o clube pretendia. Mais importante do que a divisão em que o clube compete é existir organização, objetivos claros e vontade de crescer. Ainda há muita gente, principalmente nos escalões mais baixos, com uma mentalidade fechada e sem abertura para novas ideias, e por isso alguns clubes não conseguem evoluir. O mais importante, independentemente da divisão, é a vontade de crescer com objetivos claros.

Bola na Rede: Pensando em clubes de menor dimensão, que competem na Liga 3 ou no Campeonato de Portugal, como é que o diretor desportivo aborda o mercado de transferências? Considera viável atrair jogadores estrangeiros para estas divisões?

Marco Almeida: Depende sempre daquilo que o clube é capaz de fazer. Pela experiência que tenho, consegue-se trazer jogadores de fora para essas divisões. No entanto, eu não contrato um jogador apenas pelos dados e não vou contratar sem saber a mais-valia que ele pode trazer. Dou muito valor à formação do jogador português e acredito que há jogadores com enorme capacidade no Campeonato de Portugal e na Liga 3 que saltam rapidamente para a Primeira Liga ou para o estrangeiro. Não vou buscar um jogador ao estrangeiro só porque sim; para vir, terá de aportar muito mais do que aquilo que eu já tenho no clube.

«Há coisas que os dados não mostram; Aí entra a minha experiência enquanto ex-profissional no estrangeiro»

Marco Almeida

Bola na Rede: No futebol moderno, existe uma enorme dependência de dados estatísticos. No entanto, focando na vertente humana, ao contratar um jogador estrangeiro, subsiste sempre o risco da sua adaptação ao novo país – algo que os dados não preveem. Qual é a sua perspetiva sobre isto?

Marco Almeida: Concordo plenamente. Não contrato só pelos dados, mas os dados também são precisos. Há coisas que os dados não mostram. Aí entra a minha experiência enquanto ex-profissional no estrangeiro: adaptei-me melhor a alguns países do que a outros. Acredito que se um jogador vier de fora para Portugal e tiver um bom acompanhamento fora das quatro linhas, o que muitas vezes falta, a adaptação será muito mais fácil. Os jogadores vêm com famílias e sentem falta das pessoas que deixaram para trás. Se o clube fizer esse trabalho fora das quatro linhas, o jogador sentir-se-á muito melhor e tiraremos o maior proveito possível dele enquanto profissional.

Bola na Rede: Qual é a sua opinião sobre o papel e a preponderância do treinador na entrada e saída de jogadores? Se surgir um conflito – por exemplo, o clube querer manter um jogador com o qual o treinador já não conta –, como é que o diretor desportivo gere essa situação?

Marco Almeida: Serei muito direto: o treinador será sempre uma peça fundamental. É o treinador que escolhe os jogadores e sabe com quem quer trabalhar. Da minha parte, enquanto direção desportiva, irei sempre proteger o treinador e o clube, mas defenderei sempre que é mais benéfico o treinador decidir o que acha melhor para o plantel e para o projeto que lhe apresentei. A partir do momento em que lhe apresento o projeto e ele o aceita, teremos toda a abertura, mas ele é quem vai gerir os jogadores da maneira que bem entender.

Bola na Rede: Para terminar, o que ambiciona encontrar pela frente no seu futuro profissional na direção desportiva?

Marco Almeida: Sinto que estou preparado para este desafio da gestão desportiva porque vivi o futebol de várias formas ao longo da minha vida. Quero colocar essa experiência ao serviço dos clubes, ajudando a construir estruturas mais fortes, a desenvolver o talento e a criar projetos sustentáveis. O meu objetivo não é estar no futebol; o meu objetivo é acrescentar valor ao futebol com toda a experiência que fui adquirindo.

Frederico Varandas revela proposta recusada ao Atlético de Madrid por Morten Hjulmand: «Está longe do valor acordado com o jogador e o agente»

Frederico Varandas abordou o interesse do Atlético de Madrid em Morten Hjulmand. O presidente do Sporting revelou que o valor não era o acordado.

O presidente do Sporting, Frederico Varandas, falou aos meios de comunicação social antes da cerimónia do sorteio do calendário da Liga Portugal 2026/27. O líder dos leões revelou que o clube já recusou uma proposta por Hjulmand ao Atlético de Madrid e atirou:

«Está longe do valor acordado com o jogador e o agente».

De recordar que, com Sergi Altimira, Silas Andersen, Issa Doumbia e Pedro Lima como reforços para a base do meio-campo, o Sporting prepara-se para a partida do capitão dinamarquês, que somou três golos e seis assistências em 41 presenças, na sua terceira época de leão ao peito.

Frederico Varandas: «O senhor Duarte Gomes teceu declarações com gravidade e vai ter de provar o sucedido»

Frederico Varandas marcou presença na gala da Liga Portugal Awards e teceu declarações aos meios de comunicação social.

A gala da Liga Portugal Awards realizou-se esta sexta-feira, no Porto. Frederico Varandas esteve presente no evento e respondeu às questões dos jornalistas. O presidente do Sporting falou sobre o caso Duarte Gomes:

«O Sporting está bastante atento ao que aconteceu nas últimas 24 horas. A nossa posição é clara: defendemos um presidente do Conselho de Arbitragem completamente independente, autónomo e livre de qualquer esfera de influência, seja de presidentes de clubes, seja internamente na FPF, este é o modelo que defendemos. Se por alguma razão, e agora falo no presidente Luciano Gonçalves, seja outra pessoa qualquer, se deixar influenciar por um presidente de um clube, o Sporting defende a saída desse senhor no próprio dia. Temos uma postura pública sobre como defender a arbitragem, nunca desculpámos fracassos na conquista de títulos com árbitros. A perceção do Sporting, em relação aos presidentes do CA que conheci, Fontelas Gomes e Luciano Gonçalves, é que são pessoas íntegras que não se deixam influenciar, por isso isto seria grande surpresa para mim. O que penso é que a denúncia de Duarte gomes é de uma gravidade enorme. Ele é uma pessoa responsável, ao fazer isto Duarte Gomes tem de ter provas, tem de provar o sucedido. O Sporting ficou muito surpreendido nestas 24 horas, tentámos ter informações… É público que se trata de um jogo do E. Amadora, onde o árbitro Hélder Malheiro tinha sido informado por uma pessoa que porventura foi assistente de Duarte Gomes durante anos, o Pedro Garcia, sendo que este trabalha em vários clubes como consultor de arbitragem. O Sporting não quer consultores de arbitragem na sua estrutura, queremos uma arbitragem completamente livre, mas não deixa de ser curioso que a informação que temos é que um ex-assistente do Duarte Gomes informou Hélder Malheiro que ia fazer o jogo do E. Amadora», começou por dizer.

«Há 20 anos houve o episódio do Apito Dourado, onde foi pública a influência do FC Porto na arbitragem. Depois, há 10 anos, a influência do Benfica no caso dos emails. Agora parece que o Estrela Amadora é que controla o Conselho de Arbitragem. Para nós é tudo muito estranho. O Sporting defende que tudo seja apurado, isso para nos é que é importante. Tem de ser provado, não se pode largar uma bomba destas e depois vir a público falar. A mim cheira-me, embora não queira acreditar, que seja um golpe de Estado interno na FPF. Espero que não brinquem ao futebol, já chega. Duarte Gomes tem de vir explicar o que sabe de facto e com provas, não é com boatos. Luciano Gonçalves fez um comunicado onde nega aquilo a 100 por cento, tem de haver provas contra isso?».

Frederico Varandas falou sobre a proposta rejeitada do Atlético Madrid por Morten Hjulmand:

«Estamos a falar de cenários hipotéticos. Nós recebemos uma proposta do Atlético Madrid e rejeitamos. Não é segredo, nós estabelecemos um valor justo adequado à idade, à posição e o facto de ter três anos de Sporting. Se for abaixo desse valor, o Morten Hjulmand fica no Sporting».

Rafael Leão na porta de saída: Eis quanto pede o AC Milan de Ruben Amorim

O AC Milan de Ruben Amorim fixou o valor de Rafael Leão entre 60 e 70 milhões de euros. O internacional português já assumiu a vontade de mudar de ares.

O AC Milan fixou o preço para uma eventual venda de Rafael Leão entre os 60 e os 70 milhões de euros. De acordo com as informações avançadas por Valentina Mariani, da Sky Sports, a decisão final sobre o futuro do internacional português será tomada em conjunto apenas após o final do Campeonato do Mundo.

O próprio jogador já admitiu o desejo de sair, tendo declarado no passado dia 31 de maio que se sente pronto para viver uma nova experiência fora de Itália. Após uma temporada rica em dificuldades, que incluiu a adaptação a um novo papel no campo e alguns problemas físicos, o camisola 10 dos rossoneri não esconde a sua vontade de mudar de equipa e de campeonato.

Apesar desta clara intenção, nas últimas semanas Rafael Leão deixou também elogios a Amorim e garantiu que o seu foco atual está inteiramente virado para a seleção de Portugal. Assim que a participação portuguesa no torneio chegar ao fim, está agendado um contacto entre as partes para definirem o futuro do jogador.

Acabou o sonho: Jaime Faria diz adeus a Wimbledon

Jaime Faria foi eliminado de Wimbledon na segunda ronda ao perder com Zizou Bergs por 1-3. Francisco Cabral ainda está na competição na variante de pares.

O tenista português Jaime Faria, atual 98.º do ranking ATP, despediu-se na segunda ronda de Wimbledon ao perder com o belga Zizou Bergs (37.º) por 1-3. Numa intensa batalha de 2h50, o jogador luso cedeu com os parciais de 6-7 (6-8), 6-4, 2-6 e 3-6, terminando a sua participação em singulares no torneio britânico.

A partida foi muito disputada na fase inicial, com Faria a reagir bem à perda do primeiro set no ‘tie-break’ para empatar o jogo logo a seguir. O português ainda chegou a estar em vantagem por 2-1 no terceiro parcial, mas um erro crucial permitiu a reviravolta do belga, que assumiu totalmente o controlo do encontro a partir desse momento e selou o triunfo.

Apesar da eliminação, a prestação é histórica para Jaime Faria, que atingiu pela primeira vez a segunda ronda de um Grand Slam. A representação nacional na relva do All England Club fica agora entregue exclusivamente a Francisco Cabral, que continua a competir na variante de pares ao lado de Lucas Miedler.

Nottingham Forest oficializa saída de Vítor Pereira por mútuo acordo: Eis os detalhes

O Nottingham Forest oficializou a saída de Vítor Pereira do comando técnico do clube. Os ingleses esperam contratar Oliver Glasner.

O Nottingham Forest confirmou oficialmente a saída de Vítor Pereira do cargo de treinador principal. O emblema inglês optou por acionar uma cláusula de rescisão, o que dita também a saída imediata de toda a equipa técnica do treinador português.

Através das suas plataformas, o clube inglês publicou um comunicado onde deixa uma mensagem de agradecimento ao técnico, recordando a campanha europeia e a manutenção na liga inglesa:

«O Nottingham Forest pode confirmar que Vítor Pereira deixou o seu cargo de Treinador Principal após a decisão do Clube de exercer uma cláusula de rescisão mútua no seu contrato. A sua equipa técnica – Filipe Almeida, Luis Miguel, Bruno Moura, Marco Knoop e Pedro Lopes – também deixou o Clube.

Gostaríamos de registar os nossos sinceros agradecimentos a Vítor e à sua equipa pelo trabalho árduo e dedicação durante todo o tempo em que estiveram no Clube. Eles representaram o Forest com enorme dedicação, ajudando a garantir o estatuto do Clube na Premier League, guiando o plantel até às meias-finais da UEFA Europa League e fornecendo-nos as bases sobre as quais continuaremos a construir.

Todos no Nottingham Forest estão gratos pelos seus consideráveis esforços e pelas relações que forjaram com os nossos jogadores, funcionários e adeptos. Agradecemos a todos eles pelo serviço prestado e desejamos-lhes todo o sucesso na próxima etapa das suas carreiras.»

De recordar que, já durante o dia de ontem, o Bola na Rede tinha avançado em exclusivo com todos os pormenores sobre a forma como Vítor Pereira havia sido informado desta decisão por parte da estrutura do emblema britânico. O clube inglês espera agora contratar Oliver Glasner.

FC Porto cumpre primeiro treino no relvado do Olival com 28 jogadores e algumas baixas

O FC Porto realizou o primeiro treino no relvado no início da preparação desta temporada. Francesco Farioli contou com 28 jogadores.

Após um primeiro dia inteiramente dedicado aos habituais exames médicos e avaliações físicas, o plantel principal do FC Porto subiu esta quinta-feira ao relvado do Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa para realizar a primeira sessão de trabalho coletivo da temporada 2026/27.

Neste arranque da pré-época, os campeões nacionais contaram com a presença de 28 jogadores. Contudo, o primeiro boletim clínico da temporada já regista algumas limitações: Samu e Vasco Sousa realizaram apenas exercícios de treino condicionado, enquanto o avançado André Miranda limitou-se a fazer tratamento.

A equipa azul e branca tem um novo reagrupamento marcado para a manhã desta sexta-feira, no Olival, para dar continuidade à preparação da nova época desportiva.

Eis a lista de jogadores que marcaram presença:

Guarda-redes: Cláudio Ramos, João Costa, João Afonso e Gonçalo Ribeiro;

Defesas: Alberto Costa, Martim Fernandes, Nehuén Pérez, Gabriel Brás, Luís Gomes, Francisco Moura e Yoan Pereira;

Médios: Alan Varela, Tiago Silva, Vasco Sousa, João Teixeira, Gabri Veiga, Rodrigo Mora, Eirik Granaas, Bernardo Lima e Mateus Mide;

Avançados: Pepê, William Gomes, Borja Sainz, André Miranda, Duarte Cunha, Eduardo Ferreira, André Silva e Samu.

FC Porto a lucrar: Danny Namaso assina pelo Auxerre até 2029

Danny Namaso assinou em definitivo pelo Auxerre. O avançado esteve emprestado pelo FC Porto ao clube francês e agora assina em definitivo.

O AJ Auxerre anunciou oficialmente a contratação em definitivo de Danny Namaso. O avançado de 25 anos, que passou a última temporada no emblema francês por empréstimo do FC Porto (num acordo que incluía opção de compra), assinou agora um contrato válido até 2029.

Durante a sua primeira época ao serviço da equipa gaulesa, Namaso demonstrou as suas excelentes qualidades técnicas e físicas, impondo-se como um elemento essencial do plantel. O jogador teve um papel fundamental na manutenção do Auxerre na Ligue 1, somando três assistências e apontando golos decisivos em jogos importantes frente ao Toulouse (1-0), Rennes (2-2) e Brest (3-0).

De recordar que o avançado de 25 anos passou a última temporada no emblema francês por empréstimo do FC Porto, num acordo que incluiu uma taxa de cedência de 1 milhão de euros e uma cláusula de compra de 60% dos direitos económicos do atleta fixada em 5 milhões de euros. Esta opção tornou-se obrigatória porque foram cumpridas as duas exigências estabelecidas: o Auxerre garantiu a manutenção na primeira divisão e Danny Namaso disputou 60% dos minutos de jogo nesse trajeto. Com a transferência consumada, o jogador rubricou um contrato válido até 2029.

Supertaça Cândido de Oliveira: Já há local, data e hora para o embate entre FC Porto e Toreense

Supertaca Cândido de Oliveira vai-se realizar em Coimbra, dia 1 de agosto ás 20h15. O embate põe frente a frente FC Porto e Torreense.

O pontapé de saída oficial da nova temporada do futebol português já tem os seus detalhes definidos. O FC Porto, que entra em campo com o estatuto de campeão nacional, vai defrontar o Torreense, o vencedor da Taça de Portugal, na decisão da Supertaça Cândido de Oliveira.

O encontro está agendado para o dia 1 de agosto, um sábado, e terá como palco a cidade de Coimbra. A bola começa a rolar a partir das 20h15, e também vai dar em canal aberto, através da transmissão em direto na RTP.

Este embate marca o arranque oficial da época 2026/27, colocando frente a frente as duas equipas que conquistaram os principais troféus nacionais na temporada passada.

Torreense jogadores
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

O Guia definitivo do sorteio: Eis todas as condicionantes oficiais do novo calendário da liga para 2026/27

O sorteio oficial da Liga Portugal vai se realizar às 19 horas. O calendário de 2026/27 define o destino dos vários clubes.

O sorteio do calendário da Primeira e Segunda Liga de 2026/27 começa às 19 horas, do dia de hoje, 2 de junho. De relembrar que também hoje joga a seleção nacional às 00h de Portugal Continental.

O regulamento principal define a segunda volta como espelho da primeira, proíbe coincidências caseiras entre equipas próximas como o Benfica e o Sporting, Braga e Vitória e, Nacional e Marítimo, Porto e Rio Ave, Gil Vicente e Braga, e aplica regras estritas de segurança para o Braga, Vitória, Benfica e Sporting face aos três grandes. O calendário evita embates seguidos contra os cinco melhores classificados, protege os clubes nas fases de qualificação europeia de viagens às ilhas ou de confrontos diretos nas quatro rondas iniciais, e separa os clubes da Liga dos Campeões das equipas da Liga Europa ou Liga Conferência em dez jornadas específicas.

As condicionantes de força maior obrigam o Sporting, o Alverca, o Rio Ave e o Académico de Viseu a atuar fora de portas na jornada inaugural. O comunicado estipula adicionalmente que o Estoril Praia começa o campeonato principal a atuar na condição de visitado para evitar qualquer sobreposição logística indesejada.

A Liga Portugal Dois Meu Super espelha as suas voltas, interdita jogos caseiros simultâneos para o Farense e Portimonense, o Porto B e Penafiel, AFS e Leixões, e obriga as três equipas secundárias a nunca jogarem todas na mesma condição e a disputarem os respetivos embates diretos nas três rondas finais. O regulamento decreta arranques como visitantes na primeira jornada para o Amarante, Felgueiras, Torreense, Leixões e Académica de Coimbra, determina deslocações forçadas para o Chaves na nona ronda, para o Torreense na vigésima primeira e para a União de Leiria na décima sexta data, obrigando ainda a formação de Torres Vedras a defrontar determinada equipa secundária na décima primeira ronda.