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Jorge Jesus apontado ao comando técnico de mais uma seleção

Jorge Jesus está a ser apontado ao comando técnico da seleção da Arábia Saudita e não descarta aceitar o projeto.

Jorge Jesus está livre no mercado e tem sido associado à sucessão de Roberto Martínez na seleção de Portugal. No entanto, há mais interessados. De acordo com o Al Riyadiah, a Arábia Saudita também gostaria de contar com o técnico português para liderar a sua equipa.

A mesma fonte indica que o treinador não descarta uma ida de Jorge Jesus para o Médio Oriente novamente, já que conhece o futebol saudita como poucos e tem um sentimento muito positivo em relação ao país. O luso já orientou o Al Hilal e o Al Nassr na sua carreira.

Caso seja contactado, Jorge Jesus não vai descartar uma negociação com a Federação Saudita de Futebol, ainda que a prioridade passe por assumir o comando de Portugal. A Arábia Saudita caiu na fase de grupos do Mundial 2026.

Roberto Martínez justifica aposta em Cristiano Ronaldo: «É um jogador que tem os movimentos na área»

Roberto Martínez justificou a utilização de Cristiano Ronaldo contra a Colômbia. O selecionador nacional elogiou a condição física do português.

Roberto Martínez justificou a decisão de manter Cristiano Ronaldo em campo, no empate frente à Colômbia, a contar para a última jornada do grupo K. Questionado sobre a opção de não lançar Gonçalo Ramos ou Gonçalo Guedes, o técnico espanhol sublinhou a importância tática do capitão:

«O Cristiano é o ponta de lança, é um jogador que tem os movimentos na área e, para nós, é muito importante poder ajustar e sincronizar os nossos movimentos com os outros dez jogadores».

A permanência do avançado no relvado foi defendida como uma peça fundamental para o desenvolvimento da estrutura tática da equipa das quinas. O técnico da Seleção Nacional clarificou o processo de maturação e evolução do grupo de trabalho perante as dinâmicas do jogo:

«É isso que faz parte de crescer como equipa e poder ajustar aspetos».

Relativamente à condição atlética do jogador para suportar a totalidade do desafio, o treinador assegurou que o avançado apresentou um rendimento de excelência, fundamentado em dados recolhidos:

«O Cristiano está bem fisicamente, nós controlamos ao vivo a informação física e o Cristiano esteve muito, muito bem».

Projetando os próximos dias de trabalho da comitiva nacional no torneio, o timoneiro concluiu:

«Temos agora quatro dias para recuperar e acompanhamos todos os jogadores ao mesmo nível».

Roberto Martínez
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Roberto Martínez sobre as diferenças entre Croácia e Colômbia: «A ideia de jogo e a forma como tentam explorar o espaço que procuram buscar são distintas»

Roberto Martínez analisou as diferenças entre a Colômbia e a Croácia. O selecionador nacional elogiou a formação colombiana.

Roberto Martínez fez uma análise comparativa entre as seleções da Colômbia e da Croácia, próximo adversário de Portugal no Mundial 2026. O técnico espanhol abordou as características táticas que separam as duas formações no torneio. Sobre este embate de estilos, o treinador esclareceu:

«A Colômbia e a Croácia são totalmente diferentes».

O líder da equipa das quinas detalhou esta visão:

«A ideia de jogo e a forma como tentam explorar o espaço que procuram buscar são distintas».

A abordagem tática apresentada pela equipa sul-americana no relvado não apanhou a estrutura lusa desprevenida durante o exigente encontro. O responsável técnico da Seleção Nacional garantiu a preparação prévia para os movimentos ofensivos do oponente:

«Nós não fomos surpreendidos pelas ideias da Colômbia, nem pela força das alas, onde eles gostam de jogar e de abrir o campo».

A dinâmica de ataque do adversário foi dissecada pelo selecionador:

«Eles gostam de partir o jogo e encontrar espaços intermédios».

Perspetivando o duelo europeu que se segue nos 16-avos de final da prova, o timoneiro luso voltou a vincar a grande disparidade de perfis:

«São duas equipas totalmente diferentes».

James Rodríguez analisou empate frente a Portugal e fala sobre o FC Porto: «É um clube que levo no coração, vivi tempos únicos e ganhei tudo»

James Rodríguez abordou o empate de Portugal frente à Colômbia. O colombiano aproveitou para falar da sua relação com o FC Porto.

James Rodríguez analisou o empate sem golos entre a seleção da Colômbia e Portugal. Em declarações prestadas no final da partida, o jogador abordou a sua forte ligação ao FC Porto, onde passou entre 2010 e 2013, e ao emblema agora liderado por André Villas-Boas:

«Villas-Boas? Não falei com ele, mas é um clube que amo muito».

O futebolista sul-americano continuou a recordar o seu passado na cidade Invicta e fez questão de vincar o seu sentimento em relação ao clube azul e branco:

«Sou portista».

A passagem pelo futebol português marcou de forma profunda a sua carreira profissional, facto que o próprio ilustrou na mesma intervenção:

«Vivi tempos únicos e ganhei tudo».

O jogador da equipa colombiana concluiu os elogios aos dragões com uma nota estritamente familiar:

«É um clube que levo no coração, a minha filha nasceu lá, são lembranças boas».

Relativamente à campanha da sua seleção no Campeonato do Mundo e à prestação frente à formação lusa, o atleta definiu a ambição do grupo:

«Queremos chegar longe».

A figura da Colômbia avaliou as dificuldades do desafio e perspetivou o futuro imediato na prova:

«É um caminho duro para todos nós, mas fizemos um grande jogo contra uma equipa muito forte e com grandes jogadores. Estamos prontos para o que vier».

Sobre a possibilidade de ultrapassar a barreira dos quartos de final atingidos na edição de 2014, James Rodríguez atirou:

«Esperemos que sim. A nossa mentalidade é essa, forte».

Renato Veiga: «Não ganhámos mas também não perdemos; tivemos ocasiões para marcar e a bola não entrou»

Renato Veiga analisou o empate frente à seleção da Colômbia. O defesa português assegura enorme ambição contra a Croácia.

Renato Veiga abordou o empate sem golos da Seleção Nacional frente à Colômbia, numa partida a contar para a terceira e última jornada da fase de grupos do Mundial de 2026. No fim do encontro, o jogador prestou declarações e fez a seguinte avaliação da partida:

«Fizemos uma boa exibição contra um rival coletivamente forte».

O internacional luso, que foi um dos destaques de Portugal no desafio, comentou ainda a falta de eficácia ofensiva da equipa:

«Tivemos ocasiões para marcar e a bola não entrou».

Apesar de ter garantido a passagem à fase seguinte, o atleta foi perentório ao confirmar a vontade do grupo de trabalho em conquistar os três pontos:

«Queríamos mais? Obviamente».

O central explicou a matriz de pensamento que guia os jogadores ao longo da prova:

«Entrámos em todos os jogos para ganhar».

Relativamente à igualdade averbada no marcador face aos sul-americanos, o defesa concluiu a sua linha de pensamento de forma pragmática:

«Não ganhámos, mas também não perdemos».

A equipa das quinas vira agora as atenções para os 16-avos de final do torneio, fase em que irá defrontar a seleção da Croácia. Na antevisão a esta eliminatória, Renato Veiga deixou uma garantia clara sobre a mentalidade do plantel:

«Somos Portugal e, independentemente do adversário, entramos para ganhar».

João Félix e o empate com a Colômbia: «Qualificámo-nos; era o mais importante»

João Félix abordou o empate de Portugal com a Colômbia. O avançado sublinha a total preparação para o resto do Mundial.

João Félix abordou o empate sem golos da Seleção Nacional frente à Colômbia, a contar para a fase de grupos do Campeonato do Mundo. Em declarações prestadas aos jornalistas na zona mista, o atacante de 26 anos descreveu a partida:

«Foi um jogo rasgadinho, contra uma seleção complicada, mas já passou».

Apesar das dificuldades encontradas no duelo, o jogador focou-se na passagem à próxima fase:

«Qualificámo-nos, era o mais importante».

A equipa das quinas não conseguiu assegurar o primeiro lugar do Grupo K, avançando para os 16-avos de final da competição na segunda posição. Questionado sobre a frustração gerada por este cenário na classificação, João Félix respondeu apenas:

«Claro».

Confrontado com a possibilidade de este ser um caminho mais exigente rumo à final do torneio, o atleta desvalorizou a condicionante:

«São todos caminhos difíceis. Estamos no Mundial, estão as melhores seleções do mundo».

Projetando os futuros desafios na maior prova de seleções do planeta, o avançado vincou a atitude do grupo de trabalho:

«Mais tarde ou mais cedo acabas por apanhar as grandes seleções, seja nos 16 avos, seja nos oitavos, quartos ou seja quando for, vamos estar preparados e vamos responder».

Como explicar o trambolhão de Portugal no último dia dos grupos? – Diário do Mundial 2026 #17

Lê também os outros capítulos do Diário do Mundial 2026. 

Cumprir o protocolo | Croácia 2-1 Gana e Panamá 0-2 Inglaterra

Croácia Jogadores
Fonte: Federação Croata de Futebol

O último dia da fase de grupos do Mundial 2026 foi potente, repleto de emoções e de histórias que marcarão esta edição da prova mais importante do mundo. Entre todos estes sentimentos, poucos terão marcado o desfecho do Grupo L, alfabeticamente o último em competição, diariamente, o primeiro a entrar em prova. Seria de esperar outra coisa de um Croácia x Gana?

Finalmente alguém pôs fim à odisseia de balizas desertas dos homens de Carlos Queiroz. Não há muitos romantismos para o Gana. Para lá da organização defensiva, há pouco para se aproveitar. Quando esta é ultrapassada, como foi no bom golo de Petar Sucic, fica complicado. A linha defensiva afundou em demasia e abriu-se uma cratera à entrada da área. Ainda houve uma reação tímida na segunda parte, quando os africanos ficaram com menos um médio e puseram Antoine Semenyo a funcionar como uma espécie de 10, mais próximo de um avançado que de um organizador, mas ficou uma amostra pequena. Com o apuramento conseguido, houve espaço a um relaxamento.

A Croácia é uma das seleções mais peculiares dos Mundiais nos últimos anos e mantém esse estatuto, por agora. Não fez qualquer jogo de grande relevo na fase de grupos, mas conseguiu seis pontos e um segundo lugar que respeita o estatuto alcançado recentemente, depois de uma final e de um terceiro lugar em edições consecutivas. Depois de Martin Baturina, também Petar Sucic – agressividade no último terço, capacidade de chegada e bom remate – quer agarrar um lugar nas costas do avançado. Há também Luka Modric e o seu arsenal quase infinito de recursos técnicos no passe. Em 2022 também era a Last Dance. 

Jude Bellingham Morgan Rogers Inglaterra Jogadores
Fonte: Federação Inglesa de Futebol

Inglaterra confirmou um primeiro lugar expectável sem nunca voltar a exibir o nível impositivo e afirmativo da estreia. Os adversários também não eram os mesmos. Desta vez, o Panamá não se fechou como a seleção do Gana e, também aí, houve um período relativamente longo de pouca ameaça. Curiosamente, e pensando numa campanha duradoura, até aos quartos de final estarão adversários mais pragmáticos e de recursos defensivos. Há bons testes para os ingleses pela frente.

Desta feita, a rotação trouxe algumas novidades, com os perfis mais criativos (noção relativizada pela vontade de agressão e vertigem do plantel) de Marcus Rashford e de Bukayo Saka, mas também pelo papel de Jude Bellingham como segundo médio. Dificilmente voltará a jogar aí como opção inicial, mas o inglês tem recursos valiosíssimos na capacidade de aparecer com movimentos de rutura. Harry Kane também se desprendeu da macumba do bruxo ganês. Desta vez, passou bem afastado do jogo, mas perto o suficiente para marcar um golo. Sem bruxas, é uma certeza para os ingleses.

O Panamá deixa o Mundial 2026 com uma nuvem negativa demasiado injusta. É a única seleção sem qualquer golo quando podia perfeitamente ter marcado em todos os jogos da fase de grupos. Mostrou uma versão bem mais competitiva do que a de 2018 e uma proposta de jogo bem interessante e vincadamente ofensiva. Na despedida, conseguiu travar Inglaterra por mais de uma hora num bloco médio bem capaz de controlar a profundidade, com José Córdoba a ganhar pelo ar, e a sair rapidamente em transição. Não há nenhum jogador tão evidente como Yoel Bárcenas, como segundo médio de ligação e chegada. 

Eis a classificação final do Grupo L:

  1. Inglaterra, 7 pontos
  2. Croácia, 6 pontos
  3. Gana, 5 pontos
  4. Panamá, 0 pontos

Training Season is Over | Colômbia 0-0 Portugal e RD Congo 3-1 Uzbequistão

João Félix Portugal
Fonte: FPF

Quando Dua Lipa irrompeu na sala de conferências de imprensa na sua versão mais afinada de “Future Nostalgia”, não era para ser levado tão a sério. É que 2026 está com um ar de 2010, num hemisfério distinto, a pairar pelo ar. Também aí um empate contra a seleção africana, uma goleada à seleção asiática e um novo empate contra os sul-americanos do grupo. Alguém avise os portugueses que agora a “Training Season is Over” e que as abébias têm de ficar para trás. Tal como em 2010, também a Espanha está num possível menu dos oitavos de final. É preciso chegar lá e, se possível, com confiança e energia. Mas Portugal está tudo menos “Levitating”. 

O empate diante da Colômbia é o mais preocupante capítulo da seleção nacional desde aquele jogo na Dinamarca, cuja derrota pela margem mínima foi a melhor notícia possível e permitiu ser revertida de tal forma que culminou na conquista da Liga das Nações. Que o resultado seja o mesmo, agora por terras norte-americanas. Por mais que a crença, a confiança e o sonho esteja aí, as dificuldades no processo, quer diante da RD Congo por se fechar bem, quer diante da Colômbia por jogar uma mudança acima, fazem as sirenes trocar. 

Os cafeteros são uma das seleções de maior competência neste Mundial. Ofensivamente, poucas são as seleções com tamanha fluidez no seu jogo, partindo de um modelo de jogo bem assimétrico, com prioridade à bola e não ao espaço e mobilidade constante. Mesmo sem os laterais titulares (e Daniel Muñoz é fundamental na dinâmica ofensiva), foi uma exibição de peso da Colômbia, partindo de dinâmicas e relações bem estabelecidas.

James Rodríguez Colômbia
Fonte: FIFA

Ninguém se destacou tanto, com os pés, como James Rodríguez. No que toca precisamente a isso, aos pés, continua a estar na maior das valências. Jogou de cadeirinha, sem grande incómodo na pressão, de frente para o jogo e com tempo para pensar e executar. Colocou a bola por todo o lado, inventou espaços e fez jogar. Impressionante. A Colômbia descobriu que podia jogar para valorizar James Rodríguez e tornou-se bem mais forte assim.  É Gustavo Puerta, uma das revelações do Mundial 2026, quem compensa todos os movimentos do lendário jogador que viveu em 2014 o seu apogeu e, desde aí, só pela seleção consegue encontrar o terreno mais fértil para se expressar no seu melhor. Precisamente pelo papel de jogadores como Puerta. Compensa, cobre e faz o trabalho sujo para permitir ao maior craque brilhar. Para lá disso, junta-lhe a capacidade como organizador, como jogador de condução e defensiva. Numa altura de médios dinâmicos, que jogador a Colômbia foi desencantar. Andou a jogar La Liga 2 na última temporada.

Nesta ideia de mobilidade total, Jhon Arias foi também um dos melhores em campo. Normalmente até joga mais por dentro, mas contra Portugal, partiu da direita como um falso extremo com predisposição para se juntar por dentro e jogar perto da bola. Tem atributos físicos brutais para o trabalho a que se propõe: segurar a bola para si, correr de um lado para o outro à procura do melhor espaço e rematar forte. Não é o mais destacado jogador colombiano, mas é um dos mais importantes. Curiosamente, nem foi o jogo mais espetacular para Luis Díaz, com menor protagonismo como o avançado de grande capacidade para atacar espaços. No ataque, foi Jhon Córdoba a grande novidade e a grande referência. Muitas vezes, a Colômbia procurou uma bola mais direta, contando com a capacidade e envergadura física do avançado para ganhar o duelo e enquadrar quem chegasse. Estrategicamente, ofereceu bem mais do que Luis Suárez, que refrescou o perfil, mas não entrou bem no jogo. Talvez os adeptos do Sporting lhe queiram mudar a música por umas horinhas. A Colômbia foi verde e vermelha, falhou o Suárez. Seria bonito, não fosse verdadeiramente falso.

Diante deste poderio, houve pouco de positivo a retirar da exibição portuguesa e tudo o que de positivo se destacou pelos piores motivos. Houve muito de Diogo Costa, de todas as maneiras e feitios a manter a baliza a zeros, e dos centrais. No duelo complicado com Jhon Córdoba, Renato Veiga conseguiu impor-se e fez uma exibição segura, talvez a mais sólida com a camisola de Portugal. Rúben Dias apareceu na segunda parte a defender a área e a responder a situações de cruzamento. Quando são estes os destaques de um jogo, fica tudo dito.

Diogo Costa Portugal
Fonte: FPF

Estrategicamente, o que Roberto Martínez planeou não funcionou. Rúben Neves entrou por alguma razão, mas não se entendeu o que pretendia o selecionador nacional com a presença do médio em detrimento de João Neves, o mais capaz no plantel de igualar a capacidade de funcionar de trás para a frente dos jogadores colombianos e de manter os índices de agressividade no alto. A presença de Santiago Arias, um lateral mais baixo e com menos projeção, é a explicação mais lógica. Fosse Daniel Muñoz e a capacidade de incorporar a linha defensiva para evitar inferioridades seria útil. Sendo um perfil diferente, acabou por não resultar. 

Ofensivamente, a exibição portuguesa viveu de ações individuais. Houve dois ou três cruzamentos de Pedro Neto, algumas ações positivas de João Félix da esquerda para dentro, principalmente na segunda parte e alguns momentos isolados de Bruno Fernandes. Diogo Costa, no final do jogo, destacou que é diferente jogar depressa que jogar com pressa. E foi isso que a seleção fez.

Forçados a estar tanto tempo sem bola, e em zonas distantes da baliza adversária, cada bola nos pés queimava. Por isso, por exemplo, Pedro Neto esteve tanto em jogo. É um jogador de produto final e de quantidade, mais do que de qualidade, ideal em certos contextos e limitador em tantos outros. Que a bola lhe tenha chegado tantas vezes, de uma forma quase viciada, esperando que a velocidade e mudança de direção agitassem as águas também não é de sua culpa, seja feita justiça. Faltou capacidade de pensar o ataque. Com Francisco Trincão, Bernardo Silva ou Gonçalo Ramos no banco, para posições e ideias diferentes, Roberto Martínez ficou demasiado focado no que a seleção jogou e pouco no que poderia jogar. E, por aí, se empatou um jogo que era de vitória obrigatória. 

Yoane Wissa RD Congo Jogadores
Fonte: FIFA

Não foi certamente o foco de muitos portugueses, mas a história da RD Congo é bonita, por mais que o belo golo de Eldor Shomurodov tenha tentado estragar as contas. Nenhuma seleção teve tão cara a presença no Mundial 2026. Para chegar às Américas, os africanos bateram Camarões, Nigéria e Jamaica em dois playoffs distintos. Entravam para a última jornada a precisar de uma vitória e, novamente, Yoane Wissa apareceu. É o herói de um dos contos de fadas deste Mundial. 

Eis a classificação final do Grupo K:

  1. Colômbia, 7 pontos
  2. Portugal, 5 pontos
  3. RD Congo, 4 pontos
  4. Uzbequistão, 0 pontos

Absolute Scenes | Argélia 3-3 Áustria e Jordânia 1-3 Argentina

Philipp Mwene Riyad Mahrez Argélia Áustria
Fonte: Federação Austríaca de Futebol

Onde estavas no 11 de setembro? E no golo do Éder? E onde passaste o último dia antes do confinamento? É normal a recordação de momentos impactantes estar muito associada à presença física, às memórias visuais e a detalhes. Nestes acontecimentos marcantes, revestidos de maior ou menor importância, dependendo dos gostos pessoais e prioridades de cada um, há uma nova questão que se impõe: por onde andavas nos descontos loucos do Argélia x Áustria da fase de grupos do Mundial 2026? Se a resposta for “A dormir”, então apresento os meus sentimentos.

O jogo tinha todos os ingredientes para se tornar enfadonho, mais uma versão do pacto de não agressão que os apuramentos consumados de austríacos e argelinos com um empate poderiam atrair. Depois de parada e resposta, não restavam grandes dúvidas de que este não era o objetivo. Mas os descontos, quando o empate por 2-2 se parecia arrastar até Riyad Mahrez esboçar uma vingança para com o passado e penalizar os que há mais de 40 anos protagonizaram a Vergonha de Gijón. Nesta história marcada por um desejo de vingança, apareceu Sasa Kalajdzic, um avançado com tantas lesões graves como golos importantes. Saltou do banco, foi para a área e mostrou que o futebol pode ser simples. Basta pôr o jogador mais alto na área, meter lá uma bola e torcer pelo melhor. Ainda houve um lance para a Áustria se salvar. Absolute Scenes. 

De futebol, entre tudo o que há a destacar, umas notas soltas. Sem guarda-redes, é difícil perspetivar grandes feitos argelinos. Agora foi Oussama Benbot a deixar a desejar. Não anula o facto de Marko Arnautovic, pela ideia do jogar em contratempo, ser o mais interessante ponta de lança da Áustria. Tanto a Argélia é demasiado permeável em transições ofensivas, como os austríacos, quando forçados a atacar sem ter como base a recuperação da bola em zonas altas têm limitações. Foram escondidas desta feita. Fica a certeza de que a tristeza entre os jogadores do Irão alcançou proporções descomunais. É normal a sensação de injustiça ser grande, depois de um Mundial 2026 que não permitiu à seleção iraniana jogar em igualdade de condições. Ter o apuramento negado por meros milímetros diante do Egito e festejar o golo da Argélia – que apurava o Irão no grupo dos terceiros lugares – para ver tamanho balde de água fria, deve estar entre as sensações mais dolorosas deste Mundial. 

Lionel Messi Argentina
Fonte: Federação Argentina de Futebol

A Argentina, num jogo para cumprir calendário e dar mais uma chance à Jordânia para aproveitar o Mundial, mostrou que não depende apenas de Messi para jogar. Não se livrou das certezas confirmadas de que, ainda assim, joga muito melhor com ele. Saltou do banco para marcar pelo sétimo jogo consecutivo, juntando 2022 e 2026. Se o capítulo escrito no Áustria x Argélia é inédito, os que o 10 argentino vai escrevendo são praticamente redundantes. Falta imaginação à história. Felizmente, não a falta em campo.

Lionel Scaloni lançou nomes menos utilizados, mas a Argentina manteve a identidade. É esse o maior elogio ao trabalho do treinador albiceleste, capaz de resgatar a identidade do futebol argentino e de espelhar a culturalidade no seu jogo. Mais do que táticas, modelos ou ideias de jogo, a Argentina joga como se joga nas ruas de Buenos Aires, de Rosário ou de San Miguel de Tucumã. É a Argentina (suplente) de Nico Paz, Giovani Lo Celso e Leandro Paredes. E, para bem de todos os males, Lautaro Martínez foi à bruxa e já marcou num Mundial. Deu para tudo.

Além de ver de perto a qualidade do futebol argentino e Lionel Messi, a Jordânia despediu-se do Mundial de forma digna. A última imagem é a mais próxima da realidade, já com Al-Tamari e Al-Mardi juntos a Ali Olwan em campo. Para lá dos principais talentos na frente, num ataque com baixas, ainda assim, e da liderança de Yazan Al-Arab, faltaram armas para passar da competitividade nos jogos à competitividade nos resultados. Não deixa de ser uma história bonita para um país que, pela primeira vez na história, chegou tão longe. 

Eis a classificação final do Grupo I:

  1. Argentina, 9 pontos
  2. Áustria, 4 pontos
  3. Argélia, 4 pontos
  4. Jordânia, 0 pontos

Eis o quadro final do 16 avos de final do Mundial 2026 e o percurso de todas as seleções até à final

O Mundial 2026 viu a fase de grupos terminar. Já são conhecidos todos os encontros e o chaveamento final dos 16 avos de final.

Com o encerrar da fase de grupos, já é conhecido o chaveamento dos 16 avos de final do Mundial 2026. Todas as 32 seleções ainda em prova conhecem não só o próximo adversário, mas também a via para o ansiado derradeiro jogo.

Portugal, recorde-se, passou o Grupo K no segundo lugar pelo que defrontará a Croácia nos 16 avos de final. A seleção nacional fica no, teoricamente, lado mais complicado do chaveamento.

Eis os encontros dos 16 avos de final (por ordem cronológica):

  • África do Sul x Canadá
  • Brasil x Japão
  • Alemanha x Paraguai
  • Países Baixos x Marrocos 
  • Costa do Marfim x Noruega
  • França x Suécia
  • México x Equador
  • Inglaterra x RD Congo
  • Bélgica x Senegal
  • EUA x Bósnia e Herzegovina
  • Espanha x Jordânia
  • Portugal x Croácia
  • Suíça x Argélia
  • Austrália x Egito
  • Argentina x Cabo Verde
  • Colômbia x Gana

Eis o quadro dos 16 avos de final:

16 avos de final Mundial 2026
Fonte: FIFA

Vê também a lista de todas as seleções já eliminadas do Mundial 2026.

Atualização final: eis as 16 seleções eliminadas na fase de grupos do Mundial 2026

Escócia, Uzbequistão, Coreia do Sul e Irão estão eliminados do Mundial 2026. Seleções têm confirmado o afastamento da competição.

O Mundial 2026 continua e, com final da terceira jornada da fase de grupos, são conhecidas todas as 16 seleções que já foram eliminadas da prova. Escócia, Coreia do Sul e Irão não agarraram lugar nos terceiros lugares, para lá do Uzbequistão, último e sem pontos no Grupo K.

O Uzbequistão foi a única seleção a entrar em campo esta noite sem estar eliminada e a ficar nessa condição, já que Panamá e Jordânia entraram em campo sem chances de apuramento. Com o desfecho dos 3.º classificados, a Escócia, a Coreia do Sul e o Irão veem fugir o sonho do apuramento.

Eis as seleções já eliminadas do Mundial:

  • Haiti
  • Turquia
  • Tunísia
  • Jordânia
  • Panamá
  • Catar
  • Chéquia
  • Curaçau
  • Iraque
  • Uruguai
  • Arábia Saudita
  • Nova Zelândia
  • Escócia
  • Uzbequistão
  • Coreia do Sul
  • Irão

Recorda todos os grupos do Mundial. Acompanha também tudo sobre a competição nas redes sociais do Bola na Rede.

Mundial 2026 taça
Fonte: FIFA

Argélia e Áustria empatam de forma dramática, frustram Irão e seguem em frente; ainda houve tempo para Lionel Messi marcar nos últimos jogos da fase de grupos do Mundial 2026

Eis os últimos jogos da fase de grupos do Mundial 2026. A Argentina venceu a Jordânia e o empate sorriu a Argélia e Áustria.

O Grupo J encerrou a fase de grupos do Mundial 2026. O empate satisfez as intenções de Argélia e Áustria e a Argentina já apurada venceu a Jordânia.

Lionel Messi foi poupado, mas ainda entrou a tempo de molhar a sopa e de marcar de livre direto (80′). Antes disso, Giovanni Lo Celso (19′) e Lautaro Martínez (31′) marcaram para a albiceleste e Mousa Al Tamari (55′) fez um golo para os asiáticos.

Embora o empate satisfazesse as duas nações, o jogo foi animado até ao fim e só terminou 3-3. A Áustria esteve em vantagem por duas vezes graças a Marko Arnautovic (28′) e Marcel Sabitzer (55′), mas os argelinos responderam por Rafik Belghali (45′) e Riyad Mahrez (60′).

Os últimos minutos foram dramáticos. Riyad Mahrez (90+3′) deu a vitória aos argelinos, mas os austríacos ainda foram a tempo de responder e Sasa Kalajdzic (90+6′) apurou os austríacos. É o Irão quem fica de fora, assim.

Eis a classificação final do Grupo I:

  1. Argentina, 9 pontos
  2. Áustria, 4 pontos
  3. Argélia, 4 pontos
  4. Jordânia, 0 pontos

Recorda o percurso de todas as seleções envolvidas neste Mundial 2026.

Argentina Jogadores
Fonte: Federação Argentina de Futebol